sexta-feira, 29 de março de 2013

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Aquele Segredo.





Falling from cloud 9
Caindo da nuvem mais alta
Crashing from the high
Desmoronando das alturas
I'm letting go tonight
Estou abandonando tudo nesta noite
Yeah, I'm falling from cloud 9
Sim, estou caindo da nuvem mais alta



Katy Perry - Wide Awake
















Nada melhor do que voltar para casa depois de férias e festas maravilhosas, não é mesmo? Bella deu um gostoso abraço em Nelita por pouco tempo e Gabriel logo a afastou, a abraçando com ainda mais força, logo Linda pediu atenção e Nelita sorriu, a abraçando também e com um beijo de seu galã preferido, Nelita cumprimentou a Edward, que descarregava as malas do carro. Conversaram por alguns minutos antes de o café da tarde ser servido. Bella elogiou o café de Nelita que tanto havia sentido saudades.



Linda estava um pouco amuada nessa semana, Bella se preocupou e, durante todo o dia, a carregou de um lado para o outro consigo, também era único lugar que a mesma ficou. Haviam deixado a casa de Bella depois do almoço da semana seguinte do Ano Novo, ainda podia sentir todas as sensações da queima de fogos, havia sido mágico, havia sido uma prova viva que o universo estava conspirando ao seu favor. Ela abraçou a Linda, lhe dando um beijo na bochecha e a mesma fechou os olhinhos, se aconchegando ao colo de Bella, que lhe deu o seio para que se alimentasse.


Bella – O que se passa, preciosa, está com sono? – com o dedo, acariciou a bochecha da filha, que depois de cinco minutos parecia dormir tranqüilamente.



Bella fechou os olhos, se sentindo cansada da viagem. Ouviu Edward falando sobre algo no escritório, sua voz às vezes era alta e às vezes baixa, naturalmente estava falando com alguém sobre a Cullen’s, e ela mal via a hora de fevereiro chegar e, junto com ele, seu tão adorado emprego!

A segunda amanheceu com pressa; Gabriel assistia a seu desenho, tomando seu copo de leite e Linda permanecia no colo de Bella. Edward havia saído cedo para o trabalho, as férias prolongadas haviam terminado.






Nelita havia saído para as compras de janeiro; ela e Bella haviam feito a lista com rapidez enquanto tomavam o café da manhã. De repente, sentiu uma pequena vertigem, um gosto amargo subiu em seus lábios. Linda estava em seu colo e seus instintos gritaram para que ela se sentasse rapidamente. A menina pareceu notar que algo estava errado, pois abriu o berreiro chorando até que lhe faltassem lágrimas.


Bella respirou fundo uma e duas vezes, para então depois colocar Linda de encontro a seus seios e acalmar o mais rápido possível. Edward chegou em casa já se passavam das oito, Gabriel desenhava algo no chão do quarto de Bella, que na cama revisava novamente os últimos relatórios da Venturini que a manteria atualizada com os acontecimentos da empresa. Linda dormia ao seu lado na cama, de bruços e rodeada de travesseiros caso decidisse se mover ou pensar em cair da cama. A mão de Bella lhe alisava as costinhas com carinho enquanto a outra mantinha o relatório erguido frente a seu rosto.

Ed – Boa noite! – Gabriel abriu um sorriso e Edward se abaixou lhe dando um beijo na testa – Tudo bem, amigão?
Gabriel – Tudo certo, pai. Estou fazendo desenhos, mamãe me deu algumas dessas folhas cheias de quadrinhos... – Edward sorriu, tirando uma mexa de cabelo dos olhos e observou Bella que, com um sorriso, esperava que ele desse a volta na cama.
Bella – Tudo bem? – lhe deu um selinho.
Ed – Tudo, apenas cansado, bastante cansado... – acariciou os cabelos de Linda, lhe beijando o pescoçinho. – Preciso de um banho.
Bella – Já jantou?
Ed – Não, ainda não.
Bella – Nelita já se recolheu, eu preparo algo para você...
Ed – Não, não precisa! Eu esquento alguma coisa, fique de olho neles. – Bella assentiu e voltou a prestar atenção nos relatórios e Edward entrou no banheiro e logo depois no chuveiro. Ela sorriu se levantando da cama.


Bella – Filho olhe a sua irmã, vou esquentar a janta do papai e já subo. – Gabriel assentiu, voltando a desenhar.

Descalça, Bella desceu as escadas. Droga! Aquela sensação novamente. Fechou os olhos por dois segundos, algo estava errado, algo estava estranho. Caminhou até a cozinha e, em 10 minutos, colocou a mesa e esquentou a comida de Edward, deixando tudo a postos para que ele somente jantasse.

Às 23:00 as crianças dormiam. Bella se deitou e Edward foi logo em seguida e a abraçou de encontro ao corpo e Bella sorriu, correspondendo ao abraço.

Bella – Muito trabalho?
Ed – Por pouco tempo... Você logo estará de volta e tudo ficará mais calmo. – ela assentiu, sorrindo - Linda está bem?
Bella – Está um pouco amuada e quietinha demais, mas acho que são os dentinhos. –Edward concordou.
Ed – E Gabriel? Conversei com ele durante a janta, me disse que não passou bem hoje...
Bella – Nada demais, apenas uma vertigem.
Ed – Tem certeza que está bem? Podemos marcar com a doutora Clarissa e...
Bella – Estou bem, Edward! – lhe beijou levemente o pescoço – Apenas senti sua falta hoje...
Ed – Também senti sua falta, durante todo o dia. – fechou os olhos, bocejando – Se eu não estivesse tão cansado, faríamos amor à noite inteira. – Bella sorriu.
Bella – Bobo. – bocejou também, alisando os cabelos de Edward, que começava a adormecer.
Ed – Se não se sentir bem amanhã, me ligue.
Bella – Edward está tudo bem.
Ed – Prometa que vai me ligar, Bella.
Bella – Ok, ligarei caso isso aconteça!
Ed – Assim é melhor. – suspirou.
Bella – Boa noite!
Ed - Boa noite, Bella! – ela sorriu, permanecendo alisar os cabelos dele, que em poucos minutos estava completamente adormecido e com a respiração ritmada.



 Bella observou o céu, estava escuro e totalmente sem estrelas, as sombras das nuvens chegava a dar até medo. Fechou os olhos, se abraçando ainda mais a Edward, antes de ouvir o choro de Linda do outro quarto. Levantou-se na mesma hora, indo até o quarto da filha.

Bella – O que acontece, meu amor? - Bella a pegou no colo e na mesma hora Linda se acalmou, procurando o conforto nos braços de Bella, que lhe abraçava, protegendo aquele pequeno embrulho com sua própria vida – Está tudo bem, preciosa... – sentou-se na cadeira, encolhendo os pés.



.



O dia amanheceu nublado, nublado e totalmente chuvoso. Bella serviu o café da manhã e, com um beijo nas bochechas de Gabriel, lhe entregou a caneca de leite quente.

Gabriel – Mãe pode me dar o controle? – Bella o entregou.
Bella – Não coloque muito alto porque Linda está dormindo, não dormiu bem essa noite, ok?
Gabriel – Ok. – Bella amarrou novamente seu robbie, caminhando até a cozinha e preparou o café preto para ela e para Nelita, que depois das nove logo saiu para uma consulta médica.

Lavava a louça do café quando Gabriel apareceu na porta.

Gabriel – Mamãe, o que é prostituta? – Bella deixou a xícara cair de sua mão, se espatifando na pia, espalhando cacos para todo os cantos. Gabriel se assustou, dando um pulo para trás.
Bella – Desculpe, querido... Onde foi que ouviu essa palavra?
Gabriel – Na televisão. Os jornais de todos os canais estão falando que você era uma prostituta...


Por alguns segundos, o coração de Bella parou de bater ela tinha certeza. O telefone começou a tocar sem parar e outra xícara que estava em sua mão se espatifava pelo chão da cozinha. O ar lhe faltou e sua cara estava pálida feito um folha de papel branco, suas mãos tremeram e suas pernas lhe faltaram com tanta rapidez e intensidade que ela se segurou na borda da pia, cortando seu dedo com um caco de vidro. Gabriel tentou se aproximar.


Bella – NÃO! – tentou respirar fundo, engolindo a saliva – Tem caco, suba para o seu quarto.
Gabriel – Mamãe está passando mal novamente?
Bella – Suba para o seu quarto, está descalço, procure seu chinelo, Gabriel. Vá. Agora. – ele arregalou os olhos, correndo escada acima.


A cabeça de Bella girou e um trovão forte rasgou o céu e, em poucos segundos, o barulho foi alto e assustador. Caminhou pelos cacos com pressa e sem se importar com os cortes que se fazia em seu pé, o sangue que escorria de seu dedo sujou sua camisola branca. Ela olhou a televisão com a testa franzida e as lágrimas brotando em seus olhos vermelhos e brilhantes pelas lágrimas.


Que Deus permitisse que fosse um sonho!


Seu estomago se revirou ao pegar o controle com desespero e ir passando os canais; levou as mãos à boca, soltando um grito de horror ao ver as manchetes. Tudo parecia em câmera lenta; seus olhos deixaram deslizar a primeira lágrima enquanto seu corpo inteiro, trêmulo, tentava assimilar o que seus olhos se recusavam a acreditar.


Santo Deus! Seu passado estava estampado em todos os canais de rede nacional.


.





Ed – SUA FILHA DA MÃE! VOCÊ ESTÁ MALUCA, TANIA? – a loira, que até então parecia possuída, o olhou com fúria. Edward negou com a cabeça, jogando tudo que havia em cima da sua mesa chão abaixo, o barulho de vidro de espatifando ecoou pela sala inteira.

Tania recuou com os olhos vermelhos e os cabelos bagunçados pelo rosto magro e abatido, observando o homem completamente fora de si a sua frente.

Tania – Eu ainda não entreguei as fotos... – seu tom era ameaçador e Edward se paralisou, a olhando – MAS PRESTE ATENÇÃO, EU TENHO UM PREÇO POR ELAS.
Ed – VOCÊ ESTÁ MALUCA, TANIA, SÓ PODE ESTAR MALUCA! – ela novamente se assustou, se espremendo ainda mais a parede. Edward negou com a cabeça, afrouxando a gravata e tirando o paletó de uma vez só, o jogou no chão em qualquer lugar antes de sua mente tentar assimilar o que estava acontecendo.

Tania havia ido a impressa. Tania havia dado informações anônimas a uma rede de televisão dizendo que...

Tania – E EU VOU FAZER PIOR SE NÃO DER O QUE QUERO. TENHO FOTOS DA VAGABUNDA DA SUA MULHER, A CONSEGUI DURANTE ESSES MESES... MALDITOS MESES NO QUAL TODOS DESSE MALDITO MUNDO SE ESQUECERAM DE MIM. – Edward sentiu vontade de estapear aquela cara pálida e magra.

Tania só podia estar fora de seu juízo normal!

Ed – VOCÊ É UMA DESGRAÇADA, TANIA! – jogou longe o abajur alto que estava ao lado da poltrona. Seus cabelos caiam sobre seus olhos e sua roupa estava amassada, seus olhos vermelhos de raiva e desespero.
Tania – NÃO, VOCÊS QUE SÃO. VOCÊ QUE É. ESTÁ TÃO NERVOSO POR QUE, EDWARD? UM DIA TODOS TERIAM QUE SABER QUE A VAGABUNDA DA SUA MULHER É UMA...

Ele avançou com tanta pressa para cima dela, que Tania se calou. Edward a encostou à parede, a apertando contra a mesma, lhe sacudindo os ombros até que Tania perdesse o ar.


Tanya – DÓI SABER A VERDADE, NÃO É MESMO? NEGUE... NEGUE QUE ELA ERA UMA..
Ed – CALA-TE, TANIA, ANTES QUE EU FAÇA ALGO NO QUAL VOU ME ARREPENDER DEPOIS! – Edward a soltou em um tranco, a fazendo cair no chão. Tania gargalhou escandalosamente, ela estava completamente fora de si.
Tania – Case-se comigo agora... Agora que todos sabem o que a sua mulherzinha perfeita é. Case-se comigo e direi que tudo não passa de um grande mal entendido.
Ed – CALA A SUA BOCA, SUA VAGABUNDA! – andou pela sala como um leão enjaulado; seu corpo inteiro tremia.

Bella, seus filhos, sua irmã. Fechou os olhos na tentativa alucinada de adquirir controle, mas esse estava bem longe dele.

Tania – Entregarei as fotos essa tarde, Edward. Só vim avisar-te para que não tenha um ataque do coração. – gargalhou, remexendo o corpo tão magro e trêmulo – ESSE É O SEU CASTIGO DEPOIS DE TANTOS ANOS, POR TER ME DEIXADO POR UMA PROSTITUTA DE QUINTA CATEGORIA.

Edward segurou a mão que, na certa, deixaria uma grande marca do rosto de Tania. Que Deus o perdoasse, mas a vontade de bater naquela mulher era tão grande como o abismo que se formava dentro dele naquele instante. O telefone tocava sem parar, todas as manchetes falavam sobre a mesma coisa. Se a sala não fosse a prova de som, todos já saberiam da discussão que ocorria no lado de dentro da sala.

Ed – Isso não pode estar acontecendo... – negou com a cabeça, sentindo sua respiração falhar – Não pode ter feito... REALMENTE NÃO PODE TER FEITO ISSO, TANIA!
Tania – POIS EU FIZ. Foi bom se esfregar com ela enquanto eu chorava a morte da minha tia? Foi bom lhe distribuir diamantes quando deveriam estar no meu pescoço? Foi bom me deixar sozinha todos esses anos, Cullen? EU DEVERIA TER SEU SOBRENOME! - gritou com seu último suspiro antes de se por vermelha pelo descontrole e a falta de ar – TODOS VÃO SABER QUEM SÃO VOCÊS. TODOS VÃO SABER QUE AQUELES BASTARDOS QUE CHAMAM DE FILHOS, PODERIAM SER CHAMADOS DE FILHOS POR QUALQUER HOMEM QUE ELA JÁ TENHA DORMIDO NESSE MUNDO.


Ed – CALA A BOCA, TANIA! – levou a mão por sobre os olhos e logo depois pegou o telefone na mão.

Precisava falar para Bella: Não ligue a televisão, pegue o carro e vá para o mais longe que puder com as crianças.”


Eles destruíram sua empresa, seu casamento, destruiriam Bella, ele, seus filhos, sua família. A Mídia. A imprensa... Tânia.


Seu estomago se reverteu e Edward se sentiu tão fraco que suas pernas lhe faltaram. Eles destruiriam com tudo, com tudo o que ele jurou amar pelo resto da vida.


Tania – Como é a sensação, Edward? – se levantou como uma bêbada, cambaleando até ele. Se bem que Edward podia sentir o cheiro de álcool e de cabelos maus secos – COMO É SE SENTIR A BEIRA DE PERDER TUDO O QUE MAIS VALORIZA EM VIDA? CASE-SE COMIGO. CASE-SE COMIGO E DEIXE AQUELA VAGABUNDA PARA TRÁS. – Edward a sacudiu, a empurrando novamente para longe de si e Tania, com outra gargalhada sobrenatural, voltou a cair no chão. Ele levou as mãos à cabeça, se levantando - ELES NUNCA VÃO TE AMAR COMO EU TE AMO, EDWARD. FOMOS FEITOS UM PARA O OUTRO.
Ed – CALA-TE E ESCUTA O QUE EU VOU TE FALAR, TANIA. VOCÊ VAI DESMENTIR TODA ESSA HISTÓRIA... – ela gargalhou, negando com a cabeça – VAI DIZER QUE SE ENGANOU E QUE NÃO TEM PROVAS NENHUMA PARA DAR À ESSE SEU AMIGO DA IMPRENSA...
Tania – EU VOU ACABAR COM AQUELA VADIA! VOU ACABAR COM VOCÊ E COM A VIDA DOS SEUS FILHOS! – se levantou, buscando sua bolsa, e Edward rapidamente a pegou, a jogando para o outro canto da sala.
Ed – Não vai a lugar nenhum! – a pegou pelo braço, a machucando, jogando Tania no sofá. Ela tirou os cabelos da cara, o mirando.
Tania – Quanto paga por ela, Edward? Por uma quantia razoável, posso dormir em sua cama e ter um filho seu, porque isso ela não pode mais, também. O sexo é tão maravilhoso assim?


Edward pegou o telefone, tentando mais uma vez ligar para casa. Nada. Ninguém atendia. O alvoroço de fotógrafos e repórteres no térreo já podia ser ouvido de onde ele estava. Seu coração deu um salto. Há essas horas, em sua casa, as coisas estariam ainda mais piores.


Tania – Não adianta me manter presa aqui, as fotos não estão comigo. Se eu não ligar a cada duas horas, a minha fonte... Opa! – soltou outra gargalhada – Estará nas mãos de quem quero em menos de 20 minutos. – ele engoliu a saliva e, rogando por calma, pegou seu telefone celular, discando rapidamente.
Ed – Jonas, quero que busque minha mulher e meus filhos e os leve para o mais longe que puder dirigir. – houve uma pausa – Eu sei, sei o que se passa. Se for possível, passe frente a todo mundo. Leve mais cinco com você, os tire de lá nem se for à força... Não fale com ninguém, não pare em nenhum lugar, não diga nada, Jonas, isso é uma ordem! E, se não for cumprida, vai passar a ser uma ameaça. E que Deus te proteja se isso acontecer! – bateu o telefone com força, abrindo mais um botão da camisa.


- Parece que ainda não há fotos ou provas concretas, mas fonte intima do casal afirma: a esposa do “imperador Cullen” é uma prostituta. Para mais noticias, não saia daí!

- Não se revelou o nome da fonte, mas teremos fotos dentro de algumas horas. É inacreditável que a bela dama do “Imperador Edward Cullen” seja mesmo uma prostituta... Não saia daí, voltamos em alguns instantes com mais noticias do maior escândalo de todos os tempos.




O telefone voltou a tocar e Edward o atendeu com pressa, jogando longe o copo de sua mão.


Jonas – Já estamos a caminho da sua casa, senhor, e não somo os únicos. Milhares de carros de repórteres se dirigem ao mesmo local. – Edward fechou os olhos por alguns segundos.


Raciocine, Edward, apenas por alguns segundos!


Jonas – Senhor, ainda está aí? – perguntou o segurança de longa data.
Ed – Estou. Faça o que e estou mandando. – abriu os olhos vermelhos e brilhantes pelas lágrimas do desespero – Não, não vai ser preciso, apenas tire minha mulher e meus filho com segurança daquela casa que eu me viro. Minha mulher vai saber onde ir, ela sabe para onde ir...





Nelita – BELLA MENINA, ENTRE NESSE CARRO, PELO AMOR DE DEUS! – Nelita gritou desesperada antes que os seguranças pegassem Bella a força pelos braços. Gabriel chorava assustado e Linda gritava a plenos pulmões no colo da mãe, que fazia rapidamente as malas.
Gabriel – MAMÃE, O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – Bella soluçou alto, deixando outra lágrima escorrer.
Nelita – BELLA, PELO AMOR DE DEUS! EDWARD SABE O QUE ESTÁ FAZENDO...
Bella – PRESTE ATENÇÃO, NELITA, LEVE MEUS FILHO COM VOCÊ.
Gabriel – MAMÃE, VOCÊ PROMETEU...
Bella – Filho, acalme-se! – abaixou o tom de voz, entregando Linda para Nelita, que a todo custo tentava acalmar a menina. Bella se ajoelhou na altura do filho, com os cabelos pelo rosto, os olhos inchados e vermelhos pelas lágrimas – Filho, por favor, escute-me! – sua respiração ofegante assustava Gabriel – Preciso que me faça um favor... Sim? Um favor.
Gabriel – CADÊ O PAPAI? ELE SABE O QUE FAZER, MAMÃE...
Bella – ESCUTE-ME, FILHO! Vai entrar no carro com Nelita e Linda e vão para a casa da mamãe... Se lembra como lá é divertido? – tentou fingir o sorriso fracassado pelas lagrimas que escorriam por sua face – Se lembra? Irá para lá com Nelita e Linda e eu e o papai vamos logo atrás, certo? Vocês vão à frente e nós logo atrás... Me espere na piscina. – outro grito de Linda rasgou o coração de Bella - Seja um bom garoto, filho, o homem da casa. Eu preciso que me ajude nesse momento. – Gabriel pareceu entender e enxugou as lágrimas, abraçando fortemente Bella, que retribuiu o abraço – Isso, eu te amo, meu amor, eu te amo!
Gabriel - Eu também te amo, e cuidarei de Linda por você! – Bella soluçou orgulhosa e se levantou do chão, caminhando até Nelita, que assustada e também chorando tentava acalmar Linda.
Bella – Agora, arrume suas coisas...
Jonas – Não vamos sem a senhora, Sra. Cullen. – Bella lançou um olhar fatal, como se quisesse matar os três homens a sua frente. Podia ouvir a gritaria e o barulho na porta de sua casa.
Bella – Isso é uma ordem minha, não do senhor Cullen: você vai pegar essa mulher e meus filhos e os vai levar até um lugar seguro, e do resto cuido eu, está ouvindo ou preciso ser mais clara, Sr. Jonas? – o segurança tentou falar algo, mas foi impedido; Bella pegou Linda nos braços, se sentando na cadeia mais próxima e a encostou sobre os seios, cantando uma canção de ninar, a primeira que veio a sua cabeça.

Nelita arrumava tudo o que podia levar, com pressa, sob o olhar severo dos três homens a sua frente. Por fim, Gabriel apareceu em sua frente, pronto e com os olhos vermelhos do choro.

Bella – Isso, filho, é ótimo garoto, meu amor!


Nelita – Bella, pelo amor de Deus! Edward vai te matar se souber que não partiu conosco... – Bella não respondeu, continuou a acalmar Linda, que apenas choramingava assustada. Pediu silêncio a todos os presentes e, em uma caminhada pelo quarto, a pequena parou de chorar, se agarrando com as mãozinhas na camisola de Bella, como se sentisse que a mãe a deixaria por um breve tempo.

Bella falou em voz baixa, caminhando junto com os três homens enormes que seguravam as quatro malas.

Bella – Fique lá e não atenda ao telefone e ninguém a porta, entende? Em dois dias Jonas os levará a outro lugar e eu e Edward iremos até vocês, cuide dos meus filhos, Nelita eu lhe imploro! Olhe pelos meus filhos. – Gabriel segurou o choro o mais rápido que pode. Bella entregou Linda a Nelita, que a segurou da mesma maneira que Bella a segurava, emitindo os soluços altos que brotavam em sua garganta – Está tudo bem, querida, logo tudo isso vai passar... – sua voz se afogou pelas lágrimas. Estava mentindo, e mentindo feio! – Vá, filho! Confie no Jonas, ele vai te proteger. – Gabriel assentiu.

Bella o beijou, o abençoando com o sinal da cruz e fez o mesmo com Linda, que a olhou nos olhos como se pedisse para que Bella a pegasse; foi o suficiente para que ela quase perdesse o controle novamente. Beijou a cabecinha da filha e o rosto de Nelita.


Bella – Ande, Jonas! Não me faça repetir as minhas ordens. - sua voz era dura. Jonas negou com a cabeça e, formando uma grande escolta com os demais seguranças, colocaram Gabriel e Nelita, com Linda em seus braços, no carro.


Bella respirou fundo na busca por ar. Pelo menos estariam seguros de tudo que estaria por vir. Fechou os olhos; havia colocado tudo do qual Linda ou Gabriel poderiam precisar nas malas, confiava em Nelita e sabia que ela não falharia com seus filhos. Que Deus os olhasse por ela, que Deus os protegesse, por tudo que era mais sagrado!


O carro tomou movimento e Bella fechou a porta rapidamente, passando as trancas e correu sobre os cacos de vidro, caminhado até o escritório.


Respire, Bella, antes que desmaie e ninguém poderá te socorrer. Respire, Isabella, respire!



Ela não conseguiu respirar, sua mente escureceu e sua visão já não podia ver mais nada.



.



Jonas fechou a casa com a chave, montando esquemas com os seguranças, cercando toda a casa. Nelita deixou Linda adormecida em seu berço, coberta pela manta branca na qual Bella havia colocado na mala; a menina não sentia fome e estava mais calma, graças ao irmão, que havia a todo custo a distraído na viagem!

Nelita pegou o telefone, ligando para Edward e dizendo que estavam seguros na casa de campo de Bella. Gabriel estava no sofá, bebendo água com o açúcar para se acalmar; disse que Linda dormia tranquilamente e que ela manteria as coisas sob controle.

Ed – E Bella? Ela está por perto, ou está com Linda?


Nelita não pode completar a resposta. Mais uma vez, ouviu o apelo de um homem desesperado para que ela cuidasse de seus filhos, e Nelita entendeu que tudo o que Bella havia feito era exatamente o que ele pedia agora: havia cuidado de seus filhos. Bella estando longe deles, a atenção se concentraria somente nela e esqueceriam das crianças.

Fechou os olhos, pedindo para que os anjos olhassem por aquela mulher, ela olharia pelas crianças. Estavam seguras junto a ela e distantes da sujeira que iriam fazer como nome da mãe delas e com nome Cullen.


Edward bateu a porta na cara dos mais de 60 fotógrafos que estavam em sua porta, os seguranças logo tomaram rédeas da situação, afastando todos da proximidade da casa. Ele entrou e correu para o andar de cima.

Ed – BELLA? BELLA? MERDA! - bateu a porta de seu quarto e do de Gabriel, desceu as escadas entrando na cozinha e viu a confusão de cacos de vidro no chão. Sua cabeça girou.

Santo Deus! Onde ela estava?

8 comentários:

Anônimo disse...

aaaahhhhhhh
chegou bem na parte em que eu parei de ler na outra vez
ansiosa de mais pra ver a contiuação
by: Vanessa Gregório

Lili Swan disse...

chegou em fim a tormenta,como é triste essa parte da história mas muito fundamental, eu amo de paixão ♥

Anônimo disse...

why God why? Naaanda pq tu faz isso? qnd eu penso que esta td bem...
espero que isso acabe logo.
Janine Oliveira

Anônimo disse...

Simplesmente maravilhosa,posta a primeira temporada tambem,please?Amo demais essa fic.

Anônimo disse...

HÁÁÁÁ, eu quero mais, simplesmente sou louka por essa fic.... nunca pude ler o final graças a algumas "pessoas" injustas, inteligente escolha postar aqui ;D ... quando tem mais???? bju u.u

Natália Purcino disse...

Ai meu Deus!Como Assim vc me acaba o capítulo desse jeito. Aflitíssima para o próximo e ansiosa para a Tânya levar a maior surra e aprender a ser mulher, além de aprender a parar de ter inveja da vida alheia.
Bjs!

Sisters_love ou Leticia. disse...

Que Saudades daqui Nanda. Como vai?! Espero que agora esteja tudo bem.

Que capítulo absolutamente TENSO. Eu juro que me surpreendeu. Eu não esperava por isso. Pelo menos não agora. A Tânia é cruel demais. Ela esperou o momento em que eles estão mais bem, mais em sintonia um com o outro para poder começar a destruir com tudo, ou pelo menos tentar, sim porque por tudo que vem acontecendo, acho que Edward e Bella vão saber lidar com esse momento esses acontecimentos todos apesar de tudo ser doloroso demais, eles estão sem dúvida mais fortes do que um dia ja estiveram. Acredito que vao enfrentar uma longa e dificil tempestade pela frente, mais tenho convicçao que vao permaner juntos, agora mais que nunca. E a Tania ainda vai pagar caro por tudo que esta fazendo, porque se tem uma coisa que eu acredito é que voce colhe aquilo que planta, e olha só a merda toda que ela esta fazendo, ela ainda vai se dar muito mal. A se vai. Estou com uma raiva dela. É uma desalmada, sem coração.

E uma duvidazinha, Bella esta se sentindo mal. Tendo vertigens, e desmaiou ao final do capítulo por causa disso somado a toda tensão do momento é claro. Mais fiquei preocupada com ela. Ela estara doente?!

É bom ter você de volta Nanda.Nos vemos sem duvida no próximo capítulo. Ate la. Beijos.

Unknown disse...

Olá Nanda!

Aqui estou outra vez.

E o capítulo mais temido, chegou. Sinceramente, não esperava que fosse para já. Pensei que fosse passar mais algum tempinho, mas realmente certas surpresas acontecem quando menos esperamos. Em termos de capítulo foi maravilhoso, recheado de tensão e dramatismo. Em termos de história foi um tanto ou quanto doloroso. Detesto quando os vejo sofrer.

Também não sei se achava que seria a Tânia a denunciar esta situação. Nunca tinha pensado bem nisso, mas não tinha pensado nela. Contudo, tem bastante lógica. Ela sempre foi apaixonada pelo Edward, sempre teve inveja da Bella, por isso faz todo o sentido. Só gostava de saber como ela teve conhecimento de toda esta história e quem a ajudou a chegar a ela. Mistério.

Quanto ao Edward e à Bella, acho que vão conseguir ultrapassar esta situação juntos. Muita coisa mudou nas suas vidas, eles estão mais fortes e mais unidos que nunca. Podem ainda não estar no seu perfeito equilíbrio, e apesar de eu achar que esta história vai acabar por abalar o seu relacionamento, acho que mesmo assim eles vão permanecer juntos e ultrapassar mais um obstáculo.

Espero também, que essas fotos não cheguem à media, e que a Tânia pague bem caro por isso. Ela parece-me desequilibrada e fragilizada, por isso vou esperar para ver o que lhe acontece.

Mais uma vez um excelente capítulo Nanda.

Beijinho.

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