sábado, 23 de fevereiro de 2013

Capitulo Novo - Uma Linda Mulher II





Olá meninas lindas :)

Chegando com mais um capítulo novinho de ULM pra vocês. Espero que gostem, pois foi postado aqui com muito carinho.

Queria aproveitar e agradecer muito muito mesmo, as flores que comentaram no capítulo passado.

Vanessona Cullen
Janine Oliveira

Sisters Love 
Lili Swan.


Obrigada de todo meu coração suas lindas e maravilhosas!
Capítulo dedicado á vocês ♥



Sem mais delongas, espero que gostem do capítulo e comentem!
Façam uma Nanda bem feliz.


Stay Beautiful
Nanda B.

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Ano Novo.







Holding hands with you
De mãos dadas com você
Walking down the street
Andando pelas ruas
It's just like we were meant to be
Parece que fomos feitos um para o outro
And here we go we are at just the beginning
E aqui vamos, nós estamos apenas no começo.




Why Can't I - Liz Phair.










A véspera de Ano Novo amanheceu tranqüila, como havia amanhecido por toda a semana. Gabriel já estava na piscina, animado como todas as manhãs e Bella procurava receitas no caderno de sua mãe, com Linda nos braços, que encostada sobre os seios de Bella permanecia quietinha e observadora.

Bella – Hum! Faremos um Chester e um Tender... Com arroz a grega, e de sobremesa um brigadeirão, melecado de chocolate, como o Biel gosta! E também podemos fazer um soverte com calda de pêssego. Cadê a receita? Mamãe guardava por aqui e... Achei! – beijou carinhosamente a cabeça de Linda, que chupava o dedo – O que foi preciosa? Está triste hoje?
Gabriel – Mãe?
Bella – Oi, meu amor?
Gabriel – Tem alguém batendo na porta. - Bella franziu a testa.
Bella – Será que seu pai esqueceu a chave? – Gabriel já corria de volta para a piscina - Não se esqueça da bóia, ok? E não vá para o fundo...
Gabriel – Ok, mãeeeeeee! – Bella sorriu, negando com a cabeça e caminhou até a porta. A abriu, avistando um homem de costas.
Bella – Bom dia? – perguntou, e o mesmo se virou a encarando com um sorriso incrédulo no rosto.
James – Eu mal posso acreditar que é mesmo você. – Bella franziu a testa, surpresa, olhando assim não conseguia reconhecer – Não está me reconhecendo? Sua garota boba e pequena, sou eu... – Bella arregalou os olhos, mirando o homem a sua frente. Linda levantou a cabeça para ver de onde vinha aquela voz estranha.
Bella – James? – sorriu incrédula – Meu Deus do céu! Olá! – sua voz era animada, mal podia acreditar.
James – Olá, bichinho de verdura! – mirou Bella de cima a baixo, inclusive o bebezinho em seus braços – Quanto tempo... Tudo bem, eu não me importo de ficar do lado de fora.
Bella – Ahhh, meu Deus! Como sou tola, me desculpe, entre. – deu espaço para que o amigo de infância entrasse.
James – O que foi que fez com a casa da Tia Reneé? – sorriu maravilhado – Está maravilhoso por aqui!
Bella – Gostou? Mamãe adoraria a reforma. – James sorriu, mirando Bella nos olhos.
James – Você está linda, pequena! Por onde foi que se perdeu nesse mundo? – Bella corou, sorrindo animada.
Gabriel – MÃE, QUEM É? – gritou do lado de fora da piscina.


Gabriel apareceu molhado e pingando na casa, observou o homem em sua frente e rapidamente fechou a cara, se colocando na frente de Bella.


Bella – Estou tão animada que me esqueci de apresentar. Gabriel, esse é James, amigo da mamãe de infância. James, esse é meu filho, Gabriel, e minha filha, Linda. – Ele arregalou os olhos, surpreso.
James – Nossa! Está com dois filhos? Prazer, Gabriel! – estendeu a mão para o menino, que a apertou fortemente.
Bella – Sente-se, James, fique a vontade! Quer alguma coisa?
James – Não, obrigado. – sorriu, sentando-se no sofá. Bella sentou na poltrona logo à frente - Angela falou que estava por aqui e que te viu na cidade essa semana. – Bella sorriu assentindo.
Bella – Sim, fomos até a casa dela essa semana, meu marido saiu... - James assentiu.
James – Estranho ver você assim, casada e com filhos! Eu pensei que eles seriam meus. – Gabriel deixou a sala, voltando para a piscina. Bella sorriu, corando levemente – Você foi embora do nada, Bella... – franziu a testa – Até hoje me pergunto o que foi que aconteceu, para onde é que você tinha ido. Procurei por você durante semanas. - negou com a cabeça – Por onde estava?
Bella – Fui para a capital. Não dava mais para viver aqui. Depois do escândalo, decidi começar uma vida nova, longe de tudo isso aqui. – sorriu – Mas e você, como está?
James – Estou bem, indo... Estou morando na cidade vizinha, tenho um pequeno negócio por lá. Meu Deus! Você está tão diferente!
Bella – É só o cabelo. – sorriu maravilhada. Como havia sentido saudade do seu amigo – Como passou o Natal?
James – Bem, passei com a Ang e o Ben. O engraçado é que falamos de você e ela me disse que estava casada e com um filho.
Bella – Sim, há vi algum tempo atrás antes dessa semana, comemos uma pizza, foi super agradável!
Ed – Amor, de quem é o carro aqui na... Bom dia! – James se levantou e Bella fez o mesmo.
Bella – Edward, este é James, nos conhecemos desde pequenos. Esse é o meu marido...
James – Edward Cullen. Já ouvi falar de você. – estendeu a mão em cumprimento e Edward retribuiu.
Ed – Prazer! Também acho que já ouvi falar de você em algum lugar...
Bella – Sim, aquela vez, há um tempo, quando nos encontramos com a Angela. Éramos um quarteto inseparável. – Edward se sentou ao lado de Bella, pegando Linda nos braços.
James – Estava aqui me perguntando por onde essa mulher havia andado. Nunca mais a vi depois que partiu com tanta pressa... – Edward assentiu, observando a conversa animada e coberta de saudades dos amigos. Ele pediu licença, caminhando até a piscina onde estava Gabriel.


Bella se despediu de James uma hora depois; trocaram telefones e prometeram mandar noticias.


Bella – Ele está tão diferente... O chamávamos de magrelo do mato, papai que o apelidou assim quando ele, Angela e Ben vinham almoçar aos domingos, quando tinha missa. – negou com a cabeça – Mal pude acreditar quando o vi!
Ed – Eram amigos? – Bella assentiu, colocando os ingredientes das receitas em cima da pia. Edward estava sentado na cadeira e Gabriel assistia desenho na sala enquanto Linda dormia no berço móvel.
Bella – Éramos, na verdade, namorados antes de eu ir para a capital. – mirou Edward, que com a sobrancelha erguida estava sério – Coisa de adolescente, Edward! Quando Angela deu seu primeiro beijo com o Ben, entramos na onda também. – negou com a cabeça – James era tão tolo e inconseqüente como os garotos agora adolescentes.
Bella - Acredita que, nos domingos de missa, quando mamãe tomava chá com as fofoqueiras do bairro, corríamos até o campo ao lado da casa da Ang e ficávamos os quatro observando as estrelas, contando piadas idiotas até que alguém desse falta de nós? E meu pai era sempre o primeiro. - gargalhou baixinho – Antes do escândalo, corríamos o bairro a fora. – mirou Edward, que mexia em algo nos talheres postos para o almoço – Ok deixe-me adivinhar. – sentou-se à frente dele – Algo te incomoda, e seria...
Ed – Nada me incomoda, amanhã é Ano Novo!
Bella – Ah, claro! Sou casada com você há anos e estou completamente enganada!
Ed – Ok. - levantou a mirada - Não gostei desse tal de James.
Bella – Edward deixe disso, vai.
Ed – Ok, não gostei e pronto. Viu o jeito que te olha? Falou que estava maravilhosa umas 17 mil vezes.
Bella – Exagerado! - levantou-se, abrindo a lata de leite condensado - Ok, não vamos discutir no Ano Novo, certo? – Edward assentiu – Bobo. – se aproximou, sentando-se no colo do marido – Mal sabe que essa tola só tem olhos para você! - o beijou no pescoço e nas bochechas – Agora, me ajude a servir o almoço. Vou preparar a ceia do Ano Novo! - Edward se levantou, deixando a bobeira de lado, e voltou a conversar com Bella naturalmente.



Gabriel entrou na conversa, ajudando a mãe a preparar a sobremesa. Linda logo acordou para entrar na festa e, em pouco tempo, a família estava reunida, preparando a Ceia da virada do ano.
Gabriel havia inflado bexigas brancas, que agora boiavam na piscina, a mesa ao lado da piscina estava toda decorada em velas brancas e pratas, com várias rosas brancas em um vaso no meio da mesa redonda e posta para três pessoas. A queima de fogos aconteceria, como todos os anos, na cidade pequena. Bella apenas ficava preocupada com Linda, a garotinha na certa se assustaria.


O cheiro de comida penetrava nas narinas de Edward e Gabriel. A comida estava com uma cara ótima e, pelo pouquinho que havia experimentado enquanto Bella a fazia por toda à tarde, o gosto também deveria estar ótimo. Ela terminou de colocar os pratos e os talheres na mesa, batendo palmas, animada.


Bella – Está lindo aqui fora! – concluiu, e a falta total de vento do verão contribuía para o ambiente ser ainda mais agradável - Não se esqueça das velas, amor.
Gabriel – Mamãe são quase onze da noite... - informou animado e já pronto.


Gabriel estava uma cópia de Edward. Com os pés descalços, usava uma calça curta branca e uma bata estilo camisa na mesma cor, que estava completamente aberta, ressaltando o bronzeado que haviam pegado durante a semana inteira. Os cabelos totalmente bagunçados, um perfeito Cullen!


Bella – Obrigada, querido! Pode deixar que me visto em dois segundos. Linda já acordou?
Gabriel – Sim, o papai está lá em cima com ela. – sentou-se no sofá, ligando a televisão.
Bella – Ok, eu já venho! – Bella subiu as escadas direto para o seu quarto.


Linda já estava acordava com Edward. Bella a pegou no colo, caminhando até o trocador logo ao lado da cama, o vestidinho branco estava pendurado em um cabide na porta do guarda roupa. A vestiu, colocando a faixa branca nos cabelos e sorriu fascinada.
Bella – Que menina mais linda, mãe! – a beijou nas bochechas, arrancando sorrisos e suspiros de Linda, que mexia as mãozinhas, animada. – Agora, deixe que eu me arrume ok? – Bella a colocou no berço repleto de bichinhos e Linda se distraiu o suficiente para que ela conseguisse se arrumar.


Um vestido branco de cetim até a altura das coxas, em decote em V, cruzava seu pescoço, deixando suas costas levemente descobertas. Calçou a sandálias baixas, se maquiou como de costume, deixando os cabelos lisos naturalmente, com um leve enrolar nas pontas, cair em cascata em suas costas, se perfumou e gostou do resultado. Pegou Linda nos braços, descendo as escadas. Edward e Gabriel comentavam sobre algo que se passava na televisão.

Gabriel – Uau, mãe! Você e Linda estão... Lindas! – Bella sorriu, caminhando até o marido e o filho e deu um selinho em Edward, lhe entregando Linda.
Bella – Gosta? – deu uma voltinha e Edward sorriu malicioso.
Ed - É fácil de tirar? – Bella mordeu levemente os lábios, o encarando.
Bella – Não tem botões... – sorriu com vontade e Edward retribuiu.
Ed – Ótimo, porque eu odeio botões!
Gabriel – Faltam 15 minutos...
Bella – Ótimo! Ajudem-me a colocar as coisas na mesa.



Com a ajuda de ambos, a mesa lá fora foi posta, as velas acesas e a contagem regressiva prestes a ser feita. Colocaram-se em frente à piscina, na espera dos fogos. Linda estava no colo de Bella, com algodão no ouvido para diminuir o som dos fogos e sorria animada, mexendo os bracinhos e as perninhas sem parar. Gabriel estava no colo de Edward, ansioso para a queima de fogos; observou o relógio, mirando os pais. Edward havia a abraçado pela cintura, a trazendo para mais perto de si.


Ed – Quanto tempo falta, filho? – observou mais uma vez o céu estrelado.
Gabriel – Faltam 20 segundos... – Edward afirmou. Bella respirou fundo, sorrindo, deixando seu coração bater com pressa e emoção. Fechou os olhos, deixando os sentimentos fluírem por sua alma. – E agora, Urrul, 10...



"Bella – 5 pratas... – mordeu os lábios estourando outra bola. Edward franziu a testa.
Ed – Isso é ridículo... – disse enquanto tornava a mexer nas marchas.
Bella - Sorry, Baby, o preço acaba de subir para 10. - Edward sorriu com toda sua arrogância a mirou nos olhos e disse:
Ed – Você não pode me cobra por isso.
Bella – Baby, eu posso te cobrar pelo o que eu quiser..."




 Gabriel – Nove...




"Ed – Mudança de planos! Tenho uma proposta...
Bella – Uma proposta? Que tipo de proposta? – se sentiu intrigada pelo sorriso dele.
Ed – Sabe que sou um empresário... – Bella assentiu – E preciso de companhia diária para os meus jantares que acontecem, diariamente também. – Bella novamente assentiu – Vamos direto ao assunto. Quanto você quer para passar a semana comigo? Bella – Você não pode falar sério, doçura. – sorriu abismada – Por que um homem como você precisaria de uma companhia como a minha durante uma semana, com tantas milionárias aos seus pés?
Ed – Uma semana...
Bella – O que?
Ed – Uma semana, senhorita... Eu e você! E mais nenhum outro homem."




Gabriel – 8...




"Bella – você está atrasado...
Ed – E você está maravilhosa!"




Gabriel – 7...





"Ed - Eu quero que você fique comigo.
Bella - Você irá me ver nas poucas vezes que sua empresa decidir que você viajará para cá. E eu estarei lá, esperando por você, dia após dia, sentada com as roupas maravilhosas, pronta caso você chegue e me queira a noite inteira para depois voltar.
Ed - Eu nunca te tratei como uma prostituta, Bella.
Bella - Você acaba de fazer, Edward. Eu quero mais... Eu quero bem mais do que te esperar até você poder me dar o que tem a oferecer.
Ed - Você quer mais o quanto? - franziu a testa procurando um ponto fixo no olhar dela.
Bella - Eu quero um conto de fadas! Casamento, vestido branco... Véu e grinalda. - se emocionou perdendo a fala por alguns instantes - Filhos, meus filhos.
Ed - Você sabe que isso eu não posso te dar.
Bella - Eu também não tenho mais nada a oferecer, Edward. Hoje é domingo e tudo acaba por aqui!
Ed - Eu não quero que acabe...
Bella - Eu também não quero muitas coisas."




Gabriel – 6...




"Ed – Não se faz amor só de corpo, Bella... – a olhou nos olhos, lhe mordiscando os lábios, ameaçando mais um beijo enlouquecedor – Se faz amor de alma, está sentindo? Eu estou amando você agora. Mas não por uma semana... Deus! De jeito nenhum... Por toda a vida!
Bella – Nós podemos tentar Edward. – o abraçou, chorando de emoção.
Ed – Sim, nós podemos querida!"




Gabriel – 5...




"Bella – Eu disse que demoraria filho. Mas, escute-me... – com as mãos, pegou cada lado da face do filho – Eu amo você, se lembra? Eu disse que te amo que você é o meu garoto, meu bom garoto, e só Deus sabe o quanto a sua mãe sentiu sua falta, meu menino! – sorriu emocionada, derrubando mais uma dúzia de lágrimas – Está tão crescido... Os cabelos estão tão diferentes. – quase perdeu a fala pelo choro – Está tão parecido com seu pai e... - se calou, abaixando a cabeça – Só quero que saiba que eu jamais te abandonei. Cuidei de você nos meus sonhos, olho por você todos os dias, filho..."


Gabriel – 4




"Bella – Ela está bem? Está segura? Por que não chora?
Médico – Eu quero que saia daqui, senhor Edward.
Ed – Não! O que estão fazendo?
Bella – Ela está bem? Por que não chora?
Médico – Quero que contatem o banco de sangue; duas bolsas de O+. Rápido! Eu não consigo ver nada por aqui, há muito sangue...
Ed – Está tudo bem. Querida... – gritou à Bella antes que os enfermeiros o tirassem da sala, a base da força – ESTÁ TUDO BEM, QUERIDA. FIQUE ACORDADA... FIQUE COMIGO, BELLA!"



Gabriel – 3...



"Clarissa – Pode pegar, mamãe... E alimentar também, deve estar com fome. - Edward a encorajou, com um brilho sobrenatural no olhar, Bella o mirou e engoliu o nó enorme que se formava em sua garganta, negando com a cabeça.
Bella – Não... – sorriu – Ela é o seu presente!"



Gabriel - 2...




"Bella – Eu estou aqui. – sentiu necessidade de dizer – Sou sua e estou aqui. Nós estamos aqui. – afirmou com paixão, demonstrando àquele belo homem que não estava sozinho.
Ed – Eu sei que está.... – ele, em fim, murmurou com a voz sufocada por aquela tão forte emoção - Eu sei que estão. – completou e sorriu, se lembrando do rosto perfeito e tranqüilo de Marieta – Vem cá. – a chamou, e Bella foi, com os olhos semi-abertos, se encostar às costas de Gabriel.
E permaneceram assim, no meio da cozinha, até que o choro desse lugar à visão aberta da realidade."




Gabriel – 1...



"Bella – E sou eu que digo que sou tão grata por você ter me encontrado, me salvado... - o acariciou no rosto com suas mãos quentes e pequenas – Eu não preciso de mais nada nessa vida, Edward. – negou com a cabeça – Eu realmente só preciso que você me ame na mesma intensidade que eu te amo. E que Deus te ajude, porque meu amor é puro e incondicional. Eu te admiro... Meu amor, eu te venero! – soluçou, sentindo seus olhos arderem em lágrimas de emoção – Preciso que compreenda que eu sou sua... Pelo resto da sua vida, eu sou sua mulher, Edward. De corpo e alma.
Bella pegou a mão dele levando até seu coração.
Bella– Sente? – sorriu, mordendo os próprios lábios, não controlando mais as lágrimas – É seu! Tudo o que eu possuir em vida, e após dela, é seu, Edward."





Gabriel – Zero...



"Ed – Você me faz sentir o melhor dos homens, Bella. – ele se pôs sério e ela também – Na realidade, me desculpe, querida... – assentiu com a cabeça – Você é a melhor das mulheres! - olhou sua filha em seu colo – Você me dá mais do que um homem que já errou tanto nessa vida com você, meu amor, pode receber. – realmente se emocionou, a mirando nos olhos, repetindo com fervor novamente – Deus, eu sou tão grato por você!
Ed – A sensação de saber que eles são meus, de certa forma, que nós os fizemos com tanto amor e carinho. Ser mãe deve ser uma sensação única à você, mas ser pai... - balançou a cabeça para os lados – Ser pai para mim, você não calcula, Bella. Eu morreria se acontecesse algo a um deles. Eu morreria se acontecesse algo com você."




Gabriel – FELIZ ANO NOVO!





Bella abriu os olhos de uma vez só e mirou tudo a sua volta, escutando o primeiro estalo dos fogos. Sorriu completamente emocionada. Por Deus! Por onde havia estado nesses últimos segundos? Recebeu o abraço de Linda, que um pouco assustada com os fogos a apertava. Bella sorriu e abraçou também.


Bella – Feliz Ano Novo, preciosa! Olha filha, são estrelinhas... - apontou para os fogos e Linda pareceu não se assustar mais – Feliz Ano novo, filho! Eu te amo, meu amor! – abraçou Gabriel do colo de Edward.
Gabriel – Feliz Ano Novo, Mamãe! Feliz Ano Novo, Linda! – deu um beijo estalado na bochecha da irmã, que observava os fogos com as mãozinhas segurando o ombro de Bella.
Edward – Feliz Ano Novo, filho! – abraçou Gabriel - O papai te ama!
Gabriel – Feliz Ano Novo, pai, eu também te amo!
Ed – Feliz Ano Novo, preciosa! – beijou Linda, a acariciando nos cabelos.
Bella – Feliz Ano Novo, minha vida!


Edward a mirou nos olhos enquanto o céu dava o espetáculo dos fogos de artifício em diversas formas e cores. Ouviram o gritinho de animação de Gabriel, que observava fascinado o céu. Edward aproximou seus corpos, seus rostos.


Ed – Feliz Ano Novo, meu amor! – sorriu com aquele brilho maravilhoso nos olhos.


Bella franziu a testa, se emocionado, abriu a boca para dizer algo, mas foi incapaz. Lembranças se passavam por sua cabeça como em um filme de cinema. Subiu uma mão até o rosto de Edward, afastando os cabelos da testa. Ele manteve o silêncio. Abriram um sorriso ainda maior quando Linda voltou a balançar as mãozinhas, murmurando alguma coisa irreconhecível.

Ed – Faz um pedido. – elevou a voz devido ao barulho – Faz um pedido e olha nos meus olhos! – Bella assentiu e, mentalmente, fez um pedido enquanto Edward fazia o dele – Agora, me beija. Porque meu coração está batendo rápido e só você pode o acalmar!


Bella abriu um sorriso ainda mais maravilhoso e aproximou seus lábios. E, em um beijo terno e delicioso, uniu seus lábios, coração, corpo... Alma!

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Feliz Natal.


Dezembro foi maravilhoso!


Nem o trabalho árduo e cansativo de final de ano na Cullen’s havia abalado a simplicidade e magia de Dezembro. O incrível era imaginar que as festas já estavam chegando e que o Ano Novo logo estaria aí; o primeiro ano novo onde uma família não completa, mas em perfeita sintonia, passariam juntos, fazendo aquela deliciosa contagem regressiva que no final lhe indicava que mais um ano se passava e que mais um ano começaria.

A falta que Marieta fazia, principalmente nessa data, era inimaginável. Não estar com ela no natal para Edward, Alice e Bella era tanto uma coisa nova como também dolorosa. Mas, como sua tia gostaria, disse Edward certo dia, eles celebrariam o natal com prosperidade, felicidade, se lembrando dela nos momentos felizes e festivos.

Iriam para a casa de Bella, que por sinal estava animada com o fato de, pela primeira vez, seus filhos, marido e amigos passariam o natal junto a ela, na casa na qual nasceu e que certamente lhe traria demasiadas lembranças.

As horas eram rápidas. Os dias calmos e quase sobrenaturais. Havia algo que pudesse ultrapassar a perfeição?

Sim!, Bella respondeu mentalmente, sua vida, família. Sentia-se tão completa que era impossível se sentir triste em alguma hora se quer do dia; se sentia tão completa de corpo e alma que era impossível sentir frio de amor ou de paixão.
Linda estava uma garota maravilhosa. Gabriel, a cada dia que passava se tornava um homem de coração e alma. E Edward... Céus! Teria alguma palavra para descrever a magia em que estavam vivendo? Era completamente irreal! A telepatia, a sintonia de corpos e olhares, palavras eram desnecessárias, qualquer coisa a não ser amar, amar e se entregar era desnecessário.

A semana do Natal chegou rápida, festiva e corrida. Bella fazia os preparativos à distância, contratando alguns buffets, deixando a maioria das coisas a posto para quando chegassem em sua casa, as acomodações, roupa de cama, limpeza, exatamente tudo para que tivessem uma estadia calma e tranquila no campo.

Finalmente a quinta feira chegou! Véspera natalina e cheia de alegrias. Cedo, a família Cullen acordou, no horário ideal. Tomaram um bom café, sem pressa, Edward carregou o carro e, todos seguros e aconchegantes, botaram o pé na estrada. O dia estava claro e maravilhoso, o clima de festas e de saudades deixava tudo mais bonito e romântico.

Bella observou sua casa, suspirando e cheirando o ar puro e limpo da cidade. Era uma glória estar de volta, e melhor, em época de Natal!

Gabriel – Uau, mamãe! Já falei que tenho que vir mais vezes para cá? – Bella negou com a cabeça, com um sorriso – Temos que vir mais vezes para cá.

Edward descarregou o carro enquanto Bella checava as coisas que haviam chegado poucos minutos depois deles. Havia visualizado uma grande mesa, com uma decoração em prata e vermelho, com rosas grandes e velas na mesma altura. As louças chegavam conforme o dia passava.

Gabriel e Linda brincavam no tapete da sala, sob a vigia de Edward, que terminava os últimos assuntos da Cullen’s & Venturini. Haviam trabalhado feitos loucos nesse último mês e, enfim, teriam uma folga. Uma não, duas, o ano novo já estava aí.




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Bella – Pode deixar em cima da mesa da cozinha, obrigada! – disse ao entregador de flores, que aos poucos trazias as dúzias de rosas vermelhas que Bella havia encomendado.
Rosalie – Ah, que lugar maravilhoso! – Rosalie entrou na casa tirando os óculos escuros. Bella deu um grito de excitação, correndo até Rosalie e se abraçaram com vontade e saudade.
Bella – Grávida mais bonita desse mundo! – a beijou no rosto, mirando a amiga que sorria contente. Era impossível o casamento de Rosalie e Emmett estar em uma fase melhor.
Rosalie – Em modéstia, estou me sentindo maravilhosamente bem... – largou a sorrir ainda mais, recebendo o abraço caloroso de Gabriel – Olá, pequeno! Quer dizer, anda dando fermento para essas crianças, Bella?
Emmett – E aí, cara! – Abraçou Edward, que sorridente o recebeu de braços abertos.
Ed – Fizeram boa viagem? – logo abraçou Rosalie, a parabenizando novamente.
Emmett – Maravilhosa! Sem peso e quase sem bagagem... Fizemos uma mala pequena para nós dois, né, amor?!
Rosalie – Claro! Campo e folia, trazer secador é que não dá né? – Edward sorriu.
Emmett – E aí, campeão! – carregou Gabriel de ponta cabeça nos braços.
Gabriel – Aiii! Tio, me solta... – gargalhou, mirando o pai que pegava Linda nos braços.
Rosalie – Ah, meu amor! A tia não te deu atenção, não foi?! – Bella sorriu para Linda, que agora já estava no colo de Rosalie, mexendo em algo da gola da blusa.
Bella – Podem subir, fiquem a vontade... Segundo andar, só virar a esquerda, separei o quarto do meio para vocês. A gente fica na ponta, a Linda ainda acorda de madrugada.
Emmett – Imagina Bella, temos que nos acostumar. – sorriu todo bobo a Rosalie, que iluminou a sala com outros de seus sorrisos.
Entregador – Senhora Cullen, preciso que assine aqui...
Bella – Ah, sim! Os vasos estão ok? Não quero depois ter preocupação... – sorriu, caminhando até a mesa.
Emmett – Isso aqui vai ficar bonito, heim... – mirou o lugar – É muito aconchegante, Bella, como uma casa de veraneio. Se soubesse, tínhamos lhe roubado a chave e vindo mais vezes para cá, né Rose?!
Rose – Com certeza! Nem eu, que a conheço há tanto tempo, conhecia esse lugar maravilhoso... Ah, não chora! – disse para Linda, que com um bico estendia os bracinhos para que a mãe a pegasse. Bella sorriu, pegando a garotinha.
Bella – Está com sono. Vamos papar e tirar um cochilo, já está na hora.
Emmett – E lá na empresa, cara, tudo certo?
Ed – Graças a Deus! Trabalhamos feito condenados esse mês.
Rose – Eu que o diga... – Edward sorriu. Gabriel se sentou no sofá, mudando para o canal de desenhos.
Bella – Até eu entrei na dança. Planilha atrás de planilha. Pelo menos na Venturini, tudo está sob controle.
Ed – Graças a Deus! Mandou a cesta direitinho para os funcionários?
Emmett – Opa, com toda certeza! Eu mesmo as montei.
Ed – Valeu Emmett! Quer beber alguma coisa? A Bella mandou comprar um monte de bebidas...
Emmett – Aceito sim. Aliás, falando em cesta, o funcionário...
Bella – Ih, estou fora! Loira, vamos lá em cima eu te mostro o seu quarto. – Rosalie assentiu sorrindo e subiram as escadas, se encaminhando para quarto do meio.
Rose – Ai, que delícia! – deitou-se na cama – Ok, ficar grávida é a perfeição, mas... Nossa Bella! Esses enjoos estão acabando comigo. – Bella sorriu, se sentando na cama junto com Linda, que começando a se irritar não parava quieta.
Bella – É normal. Com Gabriel não tive tantos, já com a Linda... Nossa! Mas é só fase. – sorriu.
Rosalie – Tomara! Está ótimo o quarto, Bells, não poderia ser um lugar melhor. – Bella sorriu, se levantando.


Bella - Pois bem, não sei se vão querer dar um mergulho na piscina... Preciso dar um banho e uma mamadeira para essa pequena aqui, já está ficando inquieta.
Rose – Vai lá, flor, fica a vontade! Já vou descer para fazer companhia para os meninos. Aliás, e a Alice?
Bella – Chega às 17h00min, estou morrendo de saudades...
Rose – Gosto dela. Por mais que não tenhamos muita amizade, eu gosto dela... – Linda soltou um de seus gritos antes de abrir o berreiro.
Bella – Deu para brigar comigo agora! Vem, vamos... Eu sei, eu sei... – Rose sorriu, negando com a cabeça.


Sem dúvidas, o final de semana seria maravilhoso!

Quando a tarde chegou, Edward, Emmett e Gabriel ainda não haviam saído da piscina. Rosalie e Bella arrumavam com todo carinho os preparativos, deixando os arranjos já prontos, a decoração iria ficar maravilhosa. Durante o dia, o resto das coisas havia chegado. Com uma gostosa música baixa, ambas papeavam, jogando conversa fora, deixando com que o tempo passasse livremente.

Alice – Helloo! Alguém em casa?
Bella – Aaaahh, sua bandida! Nem ligou avisando que estava chegando, eu teria ido te buscar na cidade. – sorriu, abraçando a cunhada, que retribuiu o abraço com ternura.
Alice – Aí, que saudades que de vocês, meu Deus! – soltou um gritinho de animação.
Bella – Que menino mais precioso, Ali... – se abaixou se ajoelhando na frente do pequeno Thomas, que já dava passinhos segurando a mão da mãe.
Alice – Diga “olá”, meu amor... – sorriu maravilhada.
Rose – Olá, Alice! Tudo bem? – a abraçou, com um sorriso nos lábios – Que garoto lindo! – Tom sorriu, se abraçando as pernas de Alice com um gargalhada baixinha.
Alice – Está terrível, quer sair andando por aí...

.

Ed – Anã. - seu coração deu um salto – Que saudades de você! – a abraçou com vontade, e Alice retribuiu. Permaneceram assim por longos segundos – Você está linda... – lhe alisou os cabelos – E aí, carinha! Não vai falar com seu tio não? – Thomas novamente se escondeu, sapeca, no meio das pernas da mãe.
Alice – É maravilhoso aqui, Bella! Que lugar gostoso de viver.
Bella – Também achou? Fique a vontade, Alice.
Alice – Hey, seu sapeca, saia do meio das minhas pernas... – Alice enfim o pegou no colo.
Emmett – Olá, Alice!
Gabriel – Tiaaa Aliiiiii! – correu, se abraçando a Alice na altura da cintura.
Alice – Ah, meu amor! – retribuiu – Cada vez que te vejo está maior, está dando fermento para essas crianças? Olá, Emmett! – retribuiu o sorriso amistoso do marido de Rosalie.
Gabriel – Senti saudades... Oi Tomtom! – deu um beijo na tesa do garoto, que mais familiarizado mostrava o rosto a todos e Edward nem precisou comentar.
Alice – Eu sei... – Bella sorriu, negando com a cabeça – Está a cara do Robert. – Edward assentiu com uma careta, arrancando uma gargalhada de Alice. Pegou o Sobrinho no colo – Ed... espere aí! Aliás, todos vocês. – sorriu animada - Quero que conheçam uma pessoa...
(?) – Querida, posso entrar com as malas? - o silêncio foi geral.



Edward arregalou os olhos, surpreso ao ver quem estava na porta, parado, ansioso por ser aceito.

Ed – Sua pilantra! – mirou a irmã – E aí, Whitlock! O bom é saber que te coloquei em Londres para você pegar a minha irmã.
Bella – Edward. – o repreendeu com um pequeno tapa. Alice baixou os olhos, travessa, mirando o irmão, que incrédulo observava a cena.
Ed – Vai ficar parado aí? Entra! – Jasper respirou com calma e, timidamente, cumprimentou a todos.
Alice – Bella, esse é o Jasper. Jasper, minha cunhada, esposa do Edward... – Bella sorriu. A situação não podia ser mais cômica.
Jasper – Já nos conhecíamos antes.
Emmett – E aí, cara! Como está lá em Londres?
Jasper – Tudo sob controle.
Ed – Eu estou ficando velho, isso sim! Cuida-te viu Alice?! – a morena gargalhou junto com os demais presentes.



Após as apresentações, o clima informal voltou a reinar.

Ed – Você não vai beber da minha bebida , ainda não engoli essas historinha Withlock... – brincou com Jasper, encaminhando-se os três para o quintal. Edward com Gabriel e Jasper com Thomas.
Bella – Eu não acredito! To bege, passada, lavada e torcida. Nem me contou. - Rosalie sorriu, ajudando Bella e Alice a colocar o restante da mesa.
Alice – Foi tão de repente... – sorriu.

Alice contou a história para as duas mulheres e, com capricho e descontraídas, arrumaram a deslumbrante mesa natalina. Gabriel, pela tarde, havia montado a árvore, que agora iluminava o ambiente.

Alice - E foi assim, quando vi, estávamos vindo para cá, em um natal em família! – Bella a abraçou.
Bella – Que maravilha! Desejo a vocês tudo de bom, Alice, você merece por ser tão forte, pelo seu garoto estar tão lindo.
Alice – Obrigada! Não imagina o bem que esse homem me faz. – suspirou apaixonada – Quando mais precisei, secou todos os meus prantos, foi um anjo na minha vida.
Rose – Em relação a marido, estamos feitas. Não tenho do que reclamar do meu...
Alice – Jasper é maravilhoso! Ah, quer dizer, os três são maravilhosos! Com todo respeito, Rosalie. – as três gargalharam com vontade – Soube que está grávida, meus Parabéns!
Rosalie – Obrigada! Tudo é ainda muito novo. – sorriu excitada – Mas vamos tirar de letra.
Alice – Eu tenha certeza que irão. – Alice mirou Bella, que perdida em pensamentos ainda sorria – E você, Bells, como está? – Bella sabia sobre o que ela perguntava; estavam entre pessoas de confiança.
Bella – Estou realizada, Alice... Nada podia estar melhor! – a morena sorriu satisfeita
Alice - Meu Deus! Preciso dar mamadeira para o meu filho... – Bella sorriu.
Bella – Ficou exatamente do jeito que eu imaginei. - selou as palmas das mãos com Rosalie.
Rose – Realmente, fizemos um bom trabalho!
Alice – Eu mais falei do que fiz...
Ed – Vai lá, campeão, vai tomando banho no seu quarto... – Gabriel passou correndo tremendo de frio.
Bella – Tem toalha na sua gaveta, filho, corre para o chuveiro quente! – Gabriel assentiu e jogou um beijo no ar para a mãe, subindo as escadas.

Edward a olhou, lhe dando um sorriso e voltou para conversa masculina com um copo de coquetel em mãos.
Bella – Perfeito! Nosso natal vai ser maravilhoso!
Rose – Os presentes estão no carro.
Alice – Acho melhor irmos pegando. Aproveitamos enquanto as crianças estão distraídas. Linda ainda está dormindo?
Bella – Vai por mais uma horinha e meia. Ferveu a manhã e até as 15h00min sem parar.
Alice – Fui lá vê-la, estava dormindo toda amassadinha. – Bella sorriu.
Bella – Ela está maravilhosa!
Papearam por mais 15 minutinho. Alice alimentou Tom depois de banhá-lo no quarto do outro lado do de Bella, o arrumado para que ela ficasse. Ela colocou o menino no berço móvel e Thomas não demorou a adormecer; já se passavam das 19h00min. Como todo natal, tiraram um pequeno cochilo para depois se arrumarem.
Os presentes já estavam na árvore. Gabriel dormia em seu quarto, cansado; Bella o acordaria para o jantar. Linda, agora animada, estava em seu berço móvel, rodeada de bichinhos que emitiam sons e movimentos. Rosalie e Emmett haviam se recolhido também em seus aposentos.


Estava tudo pronto! A mesa arrumada e lá em baixo, o buffet de três pessoas já organizavam o jantar para partirem logo depois até suas famílias.

Jasper – Adorei a casa. – acolheu Alice em seus braços, na cama.
Alice – É maravilhosa! Estou feliz que esteja aqui, Jazz. – sorriu, o mirando nos olhos.
Jasper – Eu também estou feliz de estar aqui, com você. – a beijou nos lábios, com uma promessa de pura ternura e sinceridade – Não há lugar melhor. Não há coisa melhor a se fazer sem ser estar com você, fazendo amor com você... – Alice sorriu deliciada. Estava indo devagar, mas a vontade de entregar o coração a ele era tão grande! – Escute, não tenhamos pressa, ok?! – lhe deu um selinho, a acariciando na barriga – Quando sentirmos que é hora, quando você sentir que é hora de me entregar seu coração... Me entregue. O meu já é seu! – Alice, mais uma vez, sorriu e aproximou seus lábios, o beijando sem pausas e sem intervalos. E teve a certeza de que Robert estava fora de sua vida.






Bella entrou no quarto de Gabriel e deu uma espiada, dando-lhe um beijo na testa e, em silêncio, separou a roupa que o menino vestiria, deixando em cima da poltrona em formato de carro. Saiu tão devagar quanto entrou, voltando para o seu quarto. Foi recebida pelo sorriso de Linda, que brincava alheia a qualquer coisa com seus bichinhos.

Bella – Está rindo sozinha, mocinha? – negou com a cabeça, caminhando até o armário. Ela pegou o vestido que usaria, o deixando em cima da cama. Edward estava no banho, a porta encostada – Seu pai te deixou aqui sozinha, preciosa? - Linda nem lhe deu atenção e Bella voltou a negar com a cabeça. Edward já tinha separado sua própria roupa: uma calça preta e um suéter vermelho maravilhoso. O adorava de vermelho, ficava ainda mais masculino.
Ed – Gabriel está dormindo? – perguntou, tirado Bella de seus pensamentos.
Bella – Sim, desmaiado... – sorriu tendo a visão daquele homem somente com uma toalha na cintura e com outra menor secava os cabelos que caiam bagunçados sobre seus olhos.
Ed – Ele se divertiu hoje... Todos nós nos divertidos. Mas ele em especial. – sorriu, negando com a cabeça - Vestido novo, Sra. Cullen? – Bella sorriu, assentindo – E você, minha princesa, também vai colocar um vestido novo? – fez cócegas em Linda, que sorriu sem deixar de brincar com os bichinhos.
Bella – Jasper parece ser uma boa pessoa...
Ed – Nem me fale... – sorriu uma vez mais – Nos negócios é ótimo, meu braço direito, mas como homem, já não sei. Não o via com muitas mulheres. Gosto dele.
Bella – Eu também. - Edward franziu a sobrancelha, a mirando – Ai, como é bobo! Estou dizendo que gosto dele para ser meu cunhado.
Ed – Ah, bom! Mas se quiser trocar, fique a vontade. – Bella deu um sorrisinho irônico, caminhando para o banheiro e, antes que deixasse o quarto, sentiu os braços de Edward lhe envolverem a cintura, a fazendo colar seus corpos, com ela de costas para ele – Aí de você se a Linda estivesse dormindo! – Bella sorriu, sentindo o corpo dele completamente de encontrou ao seu. Edward a virou, mergulhando as mãos no cabelo dela, aproximando seus lábios – Esteve maravilhosa o dia inteiro... – ela sorriu.
Bella – Só porque estive descalça, com os cabelos soltos, sem pentear, e com uma camiseta e leg? – ele sorriu, negando com a cabeça – Pensei que preferia a “Dama Cullen”, de salto, de vestido de cetim... – Edward fez uma careta, assentindo.
Ed – Gosto de qualquer “Dama”, ou gata borralheira, sei lá! – lhe deu um selinho molhado – Na realidade, o que gosto mais é de você em pele... – abriu um sorriso malicioso, mordendo os lábios de Bella para depois os soltar, correndo a língua pelos mesmos lentamente – Gosto-te inteira. Ah, e de preferência sem roupa!
Bella – Tarado! Cortou o clima. – Edward gargalhou, a soltando para rapidamente a pegar de volta, colando seus lábios em um beijo rápido e deliciosamente molhado.
Ed – Agora sim, Dama Cullen, tome seu banho antes que eu a beije inteira. E, acredite você não vai querer vestir roupa alguma... Ou ser Dama alguma! – Bella suspirou, sentindo o desejo arder em seu ventre. Fechou os olhos, contando até três.
Bella – Filho da mãe! – caminhou até o banheiro respirando fundo, com o sorriso sensual, que só Edward sabia dar, atrás de si.
Ed – Mude o chuveiro para o verão, tem alguém queimando nesse quarto.
Bella – Seu engraçadinho! - Edward negou com a cabeça e, pegando Linda nos braços, se sentou na cama, ligando a televisão.



O Natal é uma época maravilhosa, não é mesmo?


Bella se perguntou descendo as escadas, encontrando todos reunidos na sala em volta da mesa com as taças com o liquido espumante. A conversa estava animada, até as crianças estavam acordadas.

Bella mirou Alice, que estava linda com um vestido preto até um pouco depois da altura das coxas, simples e perfeito. Os cabelos soltos e descontraídos, com uma bela maquiagem. Rosalie, com sua beleza exuberante, deixava as costas toda nua em um vestido azul escuro, de cetim, até as canelas, os cabelos presos em um rabo de cavalo e uma maquiagem discreta em tons azuis. Os homens, descontraídos e despreocupados, vestiam a tradicional calça social e por cima uma camisa pólo ou algum suéter. Bella sorriu para Rosalie, que ergueu a taça, a saudando.

Rosalie – Nossa anfitriã! – gritinhos e assobios ecoaram, fazendo com que Bella corasse de vergonha.
Bella – Não seja tola, Rose. – negou com a cabeça, se aproximando do marido, que a abraçou pela cintura.
Ed – Meu Deus! – sussurrou em seu ouvido após tomar um gole de champanhe – Quem é essa mulher, e o que fez com a dama de calça leg e camiseta? – Bella jogou a cabeça para trás em uma gostosa gargalhada.

Realmente, não estava mal! Um vestido dourado, até a altura dos joelhos, lhe cobria o corpo, uma fivela em brilhante passava pela boca de seu estomago, levando as faixas de cetim até sua cintura, onde davam um longo laço. O decote em V, não muito grande, sutil o bastante para que o colar que havia ganhado no terceiro ano de casamento reluzisse junto com o conjunto de brincos e o anel maravilhoso que havia ganhado de seu marido e Marieta. A maquiagem clara e natural, os cabelos soltos e cacheados. Sorriu para Gabriel, que no tapete da sala espiava os presentes com Bruno e Linda sob os cuidados de Jasper, que se sentia à vontade em casa.

Bella foi até a cozinha. Checou a comida e tudo já estava pronto! Conforme o combinado, as três pessoas se despediram após serem pagas, com uma quantia a mais. Bella desejou um feliz natal, deixando as três humildes moças sorridentes e gratas.

Bella – É Natal e elas estão aqui cozinhando para a nossa família.
Alice – É mais do que certo agradecer.
Bella – Com toda certeza!

O som tocava uma música agradável. Como já se passavam quase das 10, Bella decidiu deixar a mamadeira de Linda pronta, a pequena na certa não aguentaria até meia noite. Alice aproveitou o embalo e, de expectadora, Rosalie observava tudo, com o nítido sorriso de espera nos lábios.

Edward mantinha uma conversa agradável com Jasper e Emmett, como sempre o assunto caia nas empresas, o que não parecia chato, pois discutiam fervorosamente ideias e pontos de vista positivos de cada setor. Bella passou por eles negando com a cabeça.

Bella – Se eu pegar algum de vocês falando de serviço mais uma vez, acabamos o natal por aqui. – Emmett sorriu.
Emmett – É uma maneira agradável de falar de serviço, quer dizer, de melhorias. Estamos dando algumas opiniões, e só!
Rosalie – Me tira desses planos. Trabalhei por dois peões esse mês, nem quero saber de serviço.
Ed – Exagerada! – negou com a cabeça sorrindo e mirou Linda, que por algum motivo iria começar a chorar. Caminhou até a menina, a pegando nos braços.
Jasper – Mas, então, como eu estava dizendo, a verdade é que...

Alice negou com a cabeça, colocando o restante dos pratos a mesa. Não tinha jeito!
Alice – Esqueça esses aí não tem remédio.
Bella – Ah, o Edward tem sim! – sorriu maliciosa sem perceber e Rosalie arregalou os olhos.
Rosalie – Então quer dizer que a senhorita tem forma especial de entreter seu marido? – Bella corou.
Bella – Sua desbocada! Não, não é isso é que...
Alice – Ok, Bella! Não tente melhorar que vai acabar piorando... Jasper, trás o Thomas aqui para eu ver se a fralda está limpa. – Jasper assentiu e pegou o garotinho no colo, o levando até a mãe.
.

Sentaram-se a mesa animados e, antes que começassem a se servir, Bella chamou a atenção de todos, se levantando com sua taça na mão. O natal estava próximo!

Bella – Esse é o nosso primeiro Natal em família. – soltou um sorriso de excitação – E só Deus sabe como estou me sentindo aqui, na minha casa, nessa mesa rodeada de pessoas maravilhosas! – mirou o filho, que atento prestava atenção nas palavras da mãe – Gostaria de agradecer a presença de vocês... Jasper seja bem vindo a nossa família! – levantou a taça e o loiro sorriu em agradecimento, levantando a sua – Rosalie, Emmett, as portas sempre estarão abertas para vocês e para essa criança que logo, logo está aí chegando, aumentando o nosso circulo. É importante estar aqui hoje... – começou a se emocionar – Ainda me lembro dos natais nessa mesa, quando ainda tinha meus pais. Ainda me lembro dos natais quando ainda tínhamos Marieta. – Edward a mirou com amor, no fundo dos olhos. Alice sorriu comovida; sentia tantas saudades – Foi um susto e tanto, e logo depois uma perda ainda maior, mas não quero falar de tristeza... – negou com a cabeça.
Bella - Quero falar de alegria. E Marieta está se sentindo alegre pela nossa união nesse momento, eu tenho certeza! Então, eu proponho um brinde... – respirou fundo, contendo a emoção – Para aquele raio de sol que olha por nós em qualquer lugar que seja. – levantou sua taça e, logo depois, todos se levantaram, levantando a sua também – Para aquele brilho de tarde que me trás conforto e paz interior. À Marieta! - o coro foi firme e emocionado. Bella recebeu aplausos mirou o relógio – Feliz Natal!. - Os abraços foram ternos e sinceros. Com Linda em seu colo, ainda desperta, distribuíram abraços e beijos, desejando prosperidade, amor e muito carinho.

Bella abraçou Gabriel com força, que estava no colo de Edward. Abraçaram-se logo depois os quatro em uma gostosa gargalhada. Alice pegou seu filho no colo, abraçando Jasper e fechando os olhos, na promessa de dias melhores. Rosalie abraçou seu marido, que desceu as mãos até seu ventre com um sorriso apaixonado nos lábios.

Oh, o Natal era mesmo mágico!

O jantar foi servido. Com Gabriel ao seu lado, Bella o ajudou com o Peru e logo depois, com beijos que o menino protestava, mas que fundo adorava.

Bella – Meu bem preciso. – lhe apertou as bochechas, mordendo os lábios e sorriu mais uma vez.

Bella passou os olhos pela mesa cheia e farta, notando as conversas paralelas, os sorrisos animados e até mesmo gargalhadas. Tudo se passava quase como em câmera lenta; a troca de carinhos entre Edward e Alice, o sorriso apaixonado de Emmett para Rosalie, Jasper, que se divertia com o pequeno Tom em seus braços, acariciando os cabelos de Alice, Linda que no colo de Edward tentava pegar o arroz do prato do pai com uma careta de quem estava prestes a aprontar. Gabriel jantava com um sorriso ainda nos lábios pelo beijo da tão adorada mãe.
Bella fechou os olhos por alguns instantes...
Bella – Quero só o peru... – sorriu, e seu pai retribuiu o sorriso tratando de abocanhar um pedaço de carne.
Renée – Está gostoso? – perguntou excitada e Bella fechou os olhos, apreciando o gosto maravilhoso do jantar.
Bella – Está maravilhoso, mamãe, não está, pai? – Charlie balançou a cabeça dizendo que sim, entretido demais para articular alguma palavra. Renée sorriu divertida do jeito do marido.

Não havia tanta coisa assim na mesa, mas o suficiente para que o conforto do natal se tornasse caseiro e delicioso, e colocasse uma venda nos olhos de Bella.

Renée – Quando crescer, casar e tiver filhos... – tomou um gole do suco de uva – Farei um natal cheio de coisas, com a mesa forrada de comidas e velas, como aquelas que a gente vê na revista. – Bella sorriu com ternura.
Bella – Não precisamos de nada, mamãe, assim está delicioso! Veja, até a árvore ainda está com as luzes piscando...
Charlie – Porque eu deixei. Essas coisas me incomodam quando cochilo no sofá de madrugada.
Renée – Deixe de besteira, homem! – serviu a sobremesa para Bella e Charlie – As luzes são maravilhosas, minha filha. Oh, agora são meia noite em ponto! – bateu palmas excitada – Feliz natal, querida! – Bella se levantou e correu até os braços de Renée, que lhe abraçou com ternura e carinho – Eu amo você, meu amor!
Charlie – Ah, vem cá, sua moleca! – Bella deu um gritinho, correndo até o colo de Charlie, que a colocou de ponta cabeça, lhe mordendo as costas superficialmente. Bella explodiu em gargalhadas.
Bella – Nãoooo, pai! Aii... Mãe, socorrooo! – Renée sorriu, caminhando até o Marido. Olharam-se uma vez antes que ele a abraçasse e, com um beijo passional, selou seus lábios.
Charlie – Feliz Natal, Mulher!
Renée – Feliz Natal, Homem!
Bella – Ai, eu amo o Natal! – gritou correndo para o pé da árvore e abrindo a única caixa de presente.

Ed – Querida? – Bella balançou a cabeça, o olhando – Está tudo bem? – se aproximou dela, lhe limpando uma lágrima que havia escorrido. Bella colocou sua mão de encontro à dele.
Bella – Está tudo ótimo. – fungou, abrindo outro de seus iluminados sorrisos. Edward correspondeu – Eu amo você!
Ed – Eu também te amo, Mulher! – aproximou seus lábios e a olhou nos olhos – Eu também te amo! – repetiu e depois mirou Gabriel, que com um sorriso observava a cena. Edward negou com a cabeça, sorrindo. Linda tentava alcançar o guardanapo perto de Bella. A morena sorriu e o aproximou um pouquinho mais da garotinha, que satisfeita o tomou nas mãos com um sorriso.
A entrega dos presentes foi calma e apreciada. A animação ainda estava presente, tirando por Linda e Bruno, que dormiam tranquilos no andar de cima. Gabriel deu um salto do sofá até o chão, abrindo seu carrinho gigante completamente motorizado. Abraçou os pais com carinho. Os adultos trocaram lembranças entre todos, coisas de valor sentimental e outras pelo simples carinho de ter se lembrado. Por mais 40 minutos, resistiram ao sono e, após colocar Gabriel na cama, Edward deu boa noite a todos, subindo até seu quarto. Em poucos minutos os demais também subiam e, em uma despedida calorosa, entraram em seus respectivos quartos após as luzes serem apagadas.

Bella tirou a sandália e o vestido de uma vez só. Já debaixo das cobertas, fechou os olhos, suspirando. O dia e o Natal haviam sido maravilhosos! Edward saiu do banheiro e ela se levantou e colocou seu roupão, fazendo sua higiene pessoal e voltando a se deitar.

Ed – Linda?
Bella – Ainda dormindo, acho que não vai acordar tão cedo. – voltou a se deitar na cama e se abraçou a Edward, que a puxou para cima dele. Bella sorriu. Afastou as pernas, ficando com um joelho de cada lado sobre a cintura do marido.
Ed – Faça amor comigo... – deslizou os lábios pelo pescoço de Bella, descendo suas mãos até a cintura da mesma e logo depois suas nádegas. Ela mordeu os lábios e, suspirando, o olhou nos olhos, aproximando seus lábios. Assentiu com a cabeça, abrindo o próprio roupão. Os olhos dele faiscaram.
Bella – A qualquer hora, em qualquer lugar... – sussurrou ao pé do ouvido de Edward, que estremeceu e a apertou na cintura e esfregando levemente seus corpos.

Edward sorriu, se virando, ficando por cima dela, completamente no meio de suas pernas. Sua mão deslizou pela lateral do corpo de Bella, passando pelo interior de suas coxas para depois voltar, fazendo todo o percurso novamente. Bella se arrepiou. E ele repetiu.

Ed – Porque te desejo a qualquer hora... Em qualquer lugar!

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Sweet Feelings.


Bella acordou com o sol batendo em seu rosto. Droga! Haviam se esquecido de fechar a cortina ontem à noite. Bocejou, sentando-se na cama e seu corpo inteiro protestou.

Sorriu, se levantando e, sem roupa alguma, caminhou até o banheiro; necessitava de um banho com urgência. Já de roupão e com os cabelos molhados soltos caídos e suas costas, descalça, desceu as escadas, ouvindo o gostoso tumulto que se fazia na cozinha.

Gabriel – Não, Linda, a mamãe não deixa você comer panquecas... – a pequena franziu a testa e, fazendo o maior bico, soltou outro de seus gritos, arrancando sorrisos de Edward que a todo vapor jogava as panquecas para o alto na frigideira – Pai, ela está brigando comigo. – informou incrédulo.
Bella – Bom dia, família! – Gabriel abriu o maior sorriso, a abraçando; Edward a olhou com um sorriso malicioso e piscou levemente. Bella corou. Deus! Pela primeira vez, ela havia corado. Sentiu o cheiro de panquecas no ar.
Ed – Saindo mais uma rodada... – disse animado, arrancando suspiros de Gabriel e Linda, que entrava na onda.
Bella – Bom dia, preciosa! - a beijou na testa de leve – Faz tempo que estão acordados?
Gabriel – Sim, sim! Faz 1 hora que o papai está tentando fazer panquecas... – Bella sorriu, jogando mel pela massa cheirosa e comeu o primeiro pedaço; estava realmente deliciosa.
Bella - Nada disso, você não pode comer fritura, mocinha! – Linda logo se distraiu com o guardanapo, picotando cada folha que via pela frente – Está deliciosa, Edward! –fechou os olhos, apreciando o gosto da massa.
Ed – Eu sei que está... – sentou se ao lado dela e lhe beijou o pescoço, pondo-se a comer também.
Gabriel – Poderíamos ir ao clube jogar futebol, papai... – tomou um gole do seu leite.
Bella – Filho vi na sua agenda que tem dever, já terminou? – Gabriel torceu o nariz.
Gabriel – Verdade, tinha me esquecido.
Ed – Podemos fazer juntos. Linda, filha, esse não... – Bella sorriu, afastando os últimos guardanapos.
Gabriel – Por mim tudo bem. Ahh! Estão ouvindo? Começou Trasformeeersrss... – Gabriel pulou da cadeira com o prato e o copo na mão e correu até o sofá, assistindo seu desenho preferido.
Ed – Toma cuidado para não derrubar, ou sua mãe te mata...
Gabriel – Mata nada, ela me ama.
Ed – Ama nada, ela me ama. – Gabriel soltou uma gargalhada pela brincadeira.
Gabriel – Ela me ama mais do que ama você, e pronto!
Ed – Nada disso... – voltou a contestar – Ela me ama mais que você, e pronto!
Bella – Oh Deus! Eu amo os dois, ok?! – Gabriel e Edward sorriram. Bella se levantou, pegando outra panqueca.
Ed – Dormiu bem? – sua voz era ousada e mais baixa, ela entendeu o que ele queria dizer.
Bella – Na realidade, eu e o meu marido não dormimos muito essa noite... – voltou a se sentar.
Ed – Seu marido? E quem é o seu marido?
Bella – Um gostosão aí... Você já deve ter ouvido falar: Edward Cullen. – Edward sorriu, se levantando.
Ed- Ahh, sim! Ele é bom como dizem? – Bella mordeu os lábios.
Bella – Imagina... Não me faz nem cócegas. - Edward arregalou os olhos, a olhando.
Ed – FILHA DA MÃE! – Bella soltou um gritinho, correndo pela cozinha com Edward atrás de si; Linda sorria excitada com a situação. Ele finalmente a alcançou.
Bella – Nãooooo... – gargalhou – Estou brincando. Não! Falo sério, ele é tudo, tudo e muito mais...
Ed – Ah, é? Tudo e muito mais? E o que ele fez com você...? – a empurrou contra a parede e Bella sorriu maliciosa e aproximou a boca do ouvido de Edward, lhe sussurrando para depois sair do aperto de seus braços.
Bella – Meus filhos estão acordados. – Edward se afastou com os pelos do braço arrepiados.
Ed – Você é...
Bella – Ohhh! – sorriu maliciosa – Eu sei o que eu sou, meu amor. – voltou a se sentar, pegando Linda nos braços. Edward se sentou na frente das duas, com o sorriso nos lábios, e negou com a cabeça.

Bella era impossível!

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Rosalie desligou a televisão, ligando o rádio. Com uma roupa simples, sentou-se na frente de sua gaveta; precisava, com urgência, dar roupas que somente lhe ocupavam espaço. Abrindo a primeira gaveta, foi tirando tudo o que viu pela frente.

Emmett saiu do banho com uma toalha na cintura, os cabelos molhados pingavam em suas costas e no peito, escorrendo diretamente para baixo, e para baixo...

Rosalie observou o marido. Deus, ele é maravilhoso!

Emmett – O que você está fazendo? – se livrou da toalha, caminhando, sem nada, até o closet; Rose sorriu e se levantou, também caminhando até o mesmo.
Rose – Separando algumas roupas que eu não uso mais... E que não vão me servir. - Ele franziu a sobrancelha.
Emmett – Boa! To precisando fazer isso também. – observou o sorriso nos lábios da esposa. - O que está aprontando?
Rose – Eu? Nada. É claro que pelo fato de você estar completamente nu na minha frente contribuiria para algo, mas não... – mordeu os lábios, o olhando de cima a baixo – Não estou aprontando nada, não! - Emmett sorriu, mordendo os próprios lábios e a pegou pelo braço, dando alguns passos, a jogou contra a cama. Rosalie gargalhou tirando, a blusa.
Emmett – Sabe de algo?
Rose – Não, não sei... – o sentiu por cima de si.
Emmett – Acho que estamos trabalhando demais... – lhe beijou o pescoço, descendo por seu colo, beijando sua barriga.
Rose – São só por mais sete meses. – esperou ansiosa.
Emmett – Estamos em dezembro, amor. O quê...? – se levantou, a mirando. Rosalie sorriu, sentando-se na cama.
Rose – Eu só vou poder trabalhar por mais sete meses. – seus olhos azuis brilharam em alegria. Emmett franziu a testa novamente, completamente confuso – Seu lerdo, estou lhe dizendo que estou grávida!
Emmett arregalou os olhos, a observando e Rosalie gargalhou da expressão surpresa do marido. Ele, simplesmente, não mexia um único músculo facial. Permaneceram assim durante vários segundos, até que Rose perdeu o sorriso, o mirando séria.

Rose – O que houve Emmett, não gosta? – engoliu a saliva, se preocupando.
Emmett – Está falando sério? – Rose fez uma careta de confusão.
Rose – Estou, estou falando sério! – Emmett sentou-se na cama, pasmo, olhando para a parede – O que está acontecendo?
Emmett – Estou tentando assimilar que tem um pedaço nosso na sua barriga, e que em menos de 9 meses... NÓS VAMOS SER PAIS, ROSE! – ela se assustou com o grito de alegria e respirou aliviada, o sentindo em cima de si novamente. Como uma criança, ele lhe abraçava e lhe beijava todas as partes do rosto – Ah, Meu Deus!
Rose – Está me fazendo cócegas... – gargalhou, o vendo beijar sua barriga. Ela tentou escapar, mas ele conseguiu a pegar; a diferença de tamanho corporal era grande – EMMETT VAI ME MATAR DE COCÉGAS... – ele, enfim, parou e a pegou pelos dois lados do rosto, a olhando de frente, os cabelos bagunçados pelo rosto vermelho e a expressão de pura excitação e alegria.
Rose – Devia te castigar por isso.
Emmett – Castigue você tem direito a qualquer coisa nessa minha vida...
Rose – Meu Deus! Cadê o meu marido, e o que você fez com ele?
Emmett – Boba! – lhe deu um selinho e depois outro, e depois outro. Respirou fundo, sentindo seu coração bater rápido.
Rose – Irei ficar com um puta barrigão... – sorriu de forma terna, e Emmett sentiu vontade de morde-la – Mas gosto disso! Ahhhh... – soltou um gritinho de excitação – Eu amo isso! - ele sorriu também e a beijou novamente, mas dessa vez, sem separar seus lábios, a envolveu com seu corpo e presença.
Emmett – Eu também adoro isso... Eu amo isso! – Rosalie sorriu e pensou se havia coisa melhor na vida.
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Bella tomava sol na espreguiçadeira, a música que vinha da sala alegrava o ambiente ensolarado e abafado. Ela abriu os olhos observando, Gabriel e Edward na piscina, que disputavam uma corrida na qual, propositalmente, Edward se cansava e Gabriel vencia a batalha com um grito de alegria. Bella sorriu da brincadeira e abaixou os óculos escuros, voltando a deitar a cabeça.

O dia estava maravilhoso! Linda repousava adormecida no carrinho ao seu lado protegido do sol e bem arejado, Edward e Gabriel se divertiam e ela tomava um sol maravilhoso, apreciando a música calma que tanto gostava de ouvir. O ambiente estava tranquilo e carregado de energias positivas. Há pouco, havia falado com Alice, o que havia feito com que seu humor chegasse a um grau ainda melhor; se sentia calma e descansada.

Ela suspirou, se lembrando de seu aniversário; Não havia nem sinas de copos ou taças quebradas. Negou com a cabeça, sorrindo. A noite havia sido inesquecível!

Sentiu pingos gelados em sua barriga. Chovia? Abriu os olhos, se deparando com Edward e Gabriel em cima de si.

Ed – Sabe o que eu acho filho? Que a mamãe está seca demais...
Gabriel – Concordo totalmente! – Bella tirou os óculos, os olhando com os olhos arregalados. Gabriel tinha um sorriso sapeca exatamente igual ao de...
Bella – Edward, não! – negou com a cabeça – Coloco os dois de castigo se o meu traseiro sair dessa cadeira...
Gabriel – Renda-se mamãe, não há escapatória. – Bella analisou as possibilidades de correr. Se passasse por debaixo dos braços de Edward, conseguiria correr para as escadas.
Ed – Nem pense em fugir. – a pegou no colo, e Bella se debatia, ouvindo a gostosa gargalhada de Gabriel.
Gabriel – Joga pai, joga!
Bella – Não, Ed, pelo amor de Deus! Estou com o corpo quente e... – tarde demais, ele pulou com ela no colo e tudo, não deu tempo nem de tirar o chapéu. Bella se soltou dele, o empurrando, tremendo de frio – Está gelada... – bateu os dentes, tirando os cabelos do rosto. Edward gargalhou, colocando Gabriel sentado sobre os ombros, a observando caminhar até as escadas da piscina – Vocês me pagam! – voltou a bater os dentes.
Ed – Ah, amor! Vem cá, tá quentinha... – Bella fez uma careta, correndo até sua toalha. Edward sorriu ainda mais; sabia que Bella detestava entrar na piscina quando a água estava fria. A observou se enxugando.
Gabriel – Ops! Preciso ir ao banheiro, número dois...
Ed - Vai logo antes que tenha barquinhos marrons na piscina. – Gabriel gargalhou nadando até a escada.
Gabriel – Papai, seu porco! – Bella fez uma cara de nojo, continuando a se enxugar, batendo os dentes.
Ed – Está com frio? – sorriu, se debruçando na borda da piscina.
Bella – Seu sem graça! – se enrolou na toalha, secando os cabelos com outra. Edward sorriu.
Ed – Vem cá, eu te esquento... – ela viu o sorriso malicioso. Até que não seria uma má ideia.
Bella – Está de castigo, senhor Cullen, pelo resto da semana! – parou de tremer, voltando a se sentar.
Ed – Ah... Não brinca! – saiu da piscina em um impulso e arrumou a sunga branca, o que não passou despercebido para Bella.
Ele sabia que era dono do corpo mais belo que ela já tinha visto?

Bella – Não! E pode sair de perto de mim com essa água gelada... – soltou um meio sorriso. Edward ficou a olhando.
Ed – Ok! – se virou, pegando a toalha em cima da outra mesa.
Bella – O que?
Ed – Ok, tudo bem! Quanto a sua greve, sem problemas.
Bella – Por que está dizendo isso? – se levantou, caminhando até ele.
Ed – Não estou dizendo nada. – indiferente – Estou dizendo que, por mim, tranquilo.
Bella – Pronto, era só o que me faltava! Você não consegue Edward.
Ed – Ok, você está certa!
Bella – Por que está concordando comigo em tudo o que eu falo?
Ed – Por nada, querida... – virou-se, segurando o riso.
Bella – Não me chame de querida quando estamos discutindo, parece irônico.
Ed – Ok, Isabella!
Bella – Não me chame de Isabella! – ele franziu a sobrancelhas, a mirando.
Ed – Hey, pergunta: por que está nervosa?
Bella – Eu não estou nervosa.
Ed – Ok, você não está nervosa!
Bella – Pare de concordar comigo...
Ed – Não.
Bella – Por que não?
Ed – Você acabou de pedir que eu parasse de concordar com você. - Edward segurou o riso por mais alguns segundos, com o olhar incrédulo de Bella sobre si, até que não aguentou e gargalhou com vontade, a puxando de encontra ao corpo – É maluca, só pode ser!
Bella – Ah... Muito engraçado você. – se apertou a ele.
Ed – Você treme os lábios quando está nervosa.
Bella – Eu não estou nervosa.
Ed – Ok, você...
Bella – EDWARD! – ele soltou outra gargalhada e lhe beijou o pescoço, caminhando com ela.

Bella deu outro passo para trás, sentindo os lábios, mas não sentindo o chão; caiu direto na piscina e, o pior, sozinha. Voltou à superfície incrédula, mirando Edward.

Bella – Filho da mãe! – ele gargalhou para depois morder os próprios lábios, da borda da piscina.
Ed – Não, não... Você é quem está de castigo! – confirmou, caminhando para dentro da casa.

Bella esfregou os olhos tirando a água dos mesmos.
Edward era impossível!






.

Bella deu um beijo de boa noite no filho e Gabriel lhe retribuiu, dando outro beijo em Linda, que estava no colo da mãe.
Bella – Boa noite e bons sonhos, meu amor! – sorriu, apagando a luz. Gabriel estava tão cansado que nem ao menos havia lhe respondido.

Bella, há pouco, havia lhe separado as roupas e o material da escola enquanto o filho tomava banho. Ele mal parava em pé.

Bella – E você, preciosa, sente fome? - beijou a testa de Linda, que há pouco tempo havia tomado um gostoso banho.

Na cozinha, bateu a vitamina de leite com frutas leves que bebês na idade de Linda podiam comer e tomar para uma boa alimentação e formação. Linda se assustou com o barulho do liquidificador, fazendo uma de suas preciosas caretas. Bella sorriu maravilhada; sua garotinha a cada dia crescia e crescia.

Ed – Pergunta se eu ganhei vitamina depois que ganhei filhos... Nunca mais! – entrou na cozinha, sentando-se. Bella sorriu.
Bella – Ah, que homem mais dramático! – Linda erguendo os bracinhos para que Edward a pegasse – Hum, cheiroso.
Ed – Gabriel está dormindo feito pedra. – Bella assentiu, colocando a vitamina na mamadeira e fechando. Colocando um pouco na mão, experimentando, entregou para Edward, que logo ofereceu a Linda, que começou a tomar de bom grado, se deitando no colo do pai. Bella sentou-se na frente de Edward, lhe dando o copo com o restante da vitamina. Ele sorriu. – Muito obrigada, senhora!
Bella – Vai sair que horas daqui amanha?
Ed – As seis, aquilo está um tormento.
Bella – Aqui também vai ficar. Lita me ligou, só volta na quarta-feira. – Edward assentiu, acariciando os cabelos de Linda, onde os olhos já começavam a pesar – Escuta, quando as crianças dormem a tarde pode ser que eu consiga fazer algo. Mande alguém trazer as planilhas da Venturini, faço tudo em um instante.
Ed – E bota instante nisso! Nunca vi ninguém fazer planilhas na rapidez que você faz.
Bella – Eu já vi... Você! – sorriu a ele e Edward retribuiu – A tarde foi uma delicia!
Ed – Foi maravilhosa! Outra folga assim, só no natal.
Bella – Natal, nossa! O ano passou depressa, Edward... – mirou Linda – Ainda me lembro quando descobri que estava grávida. – sorriu, vendo que aos poucos a garotinha deixava de sugar o leite, caindo no sono.
Ed – Está quase dormindo...
Bella – As orelhas. – ele assentiu, deixou a mamadeira em cima da mesa e acariciando as orelhas de Linda.
Ed – Sobre a ajuda... Vai ser muito bem vinda. Além do mais, já volta no ritmo. Fevereiro está aí, querida, e a Venturini vai estar em suas mãos. - os olhos de Bella brilharam em paixão. Edward sorriu – Um ano que te fez falta o trabalho...
Bella – Você não calcula... Amei me dedicar à casa, aos nossos filho, mas sinto que falta uma parte de mim, entende? – jogou a franja para trás – Eu amo o que faço Edward.
Ed – Você é boa no que faz Bella. – assentiu – Você é muito boa! - Bella sorriu. Ouvir isso de seu marido era bom, mas logo depois vinha de um dos maiores empresários dos EUA. Ouvir isso de Edward Cullen era ainda melhor! – Tenho planos para o Natal...
Bella – Sim?
Ed - Alice vem para o natal. Estava pensando se poderíamos ir para o sitio. – Bella sorriu surpresa.
Bella – Tem certeza?
Ed – Tenho. Você gostaria? Poderíamos chamar Rosalie e Emmett... Nelita vai para a casa da filha dela novamente. Não quero passar na casa de Marieta, as recordações vão ser maiores... – Bella assentiu.
Bella – Por mim, tudo bem. Vai ser maravilhoso! - Bella girou a aliança em sua mão, pensativa sobre os dias que viriam. Tudo estava tão calmo e estável que às vezes o medo de que algo acontecesse a preocupava.
Ed – Mil beijos pelos seus pensamentos... – ela acordou, levantando a mirada até ele.
Bella – Nada demais. – suspirou – Esse final de semana vai ficar marcado. – recordou e soltou uma baixa gargalhada – Você e Gabriel estavam impossíveis hoje, você agita e ele vai na sua! – Edward sorriu, negando com a cabeça.
Ed – Está crescendo tão rápido, Bella... – fez uma cara de assustado – Daqui a pouco vai me perguntar sobre garotas e faculdades. Acho que estou ficando velho.
Bella – Não está mesmo, porque se você estiver ficando velho eu também estaria ficando velha... E, querido, olhe para esse corpinho... – Edward gargalhou – É ele está mesmo crescendo!
Ed – Gabriel seria feliz se não tivéssemos nos casado, Bella? – de repente perguntou, e Bella respondeu com sinceridade.
Bella – Hoje temos uma cabeça mais madura, Edward. Mas eu não sei... Eu não me imagino não casada com você, fizemos planos de vida sobre minha gravidez. – assentiu com um sorriso – Acho que ele gosta de como vive.
Ed – Eu também acho! Ontem, antes de tomar banho, fiquei no quarto o olhando por uns bons minutos... E sorri com o meu próprio desejo por ele quando nos reencontramos. Eu sabia que, se houvesse uma criança, nós teríamos uma chance... Uma criança parte de mim, parte de você. – Bella sorriu, lembrando. Agora as coisas faziam completamente sentido – Eu chutei e chutei certo... Porque minha vida continuaria monótona se você não tivesse chegado, se ele não tivesse chegado, assustando a ti como uma garota de colegial.
Bella – Eu realmente estava assustada! Minha gravidez inteira eu estava assustada demais para ser eu mesma.
Ed – Eu sei que estava. – a observou com ternura – Tinha momentos, quando discutíamos, que eu pensava que iria partir no meio de tanta vulnerabilidade... – ela sorriu, baixando a cabeça – Eu gritava porque perdia o controle, e logo depois me arrependia, morto de culpa de que acontecesse algo com o bebê... Ou que você partisse com ele depois que nascesse.
Bella – Não foi fácil, Edward. – negou com a cabeça – Havia dias que pensava que você iria me enlouquecer... Que eu iria te enlouquecer.
Ed – Boneca de porcelana. – ela sorriu – Eu te associava a uma boneca de porcelana. E Alice me dizia que era a mais forte das mulheres. Eu dizia ao contrário, porque precisava me sentir útil no nosso casamento... – também baixou a cabeça, mirando Linda – O pior de não te ter era saber que não me desejava mais. – ela subiu a cabeça, o miando.
Bella – Eu nunca perdi o desejo por você, Edward... Nem por causa de Jacob ou por algum outro homem. – sentiu necessidade de dizer – Procurar você em outros braços não foi e nem era a solução.
Ed – Você estava perdida...
Bella – Não, nós havíamos nos perdido.
Ed - E quando foi que você se encontrou?
Bella – Quando você disse que me amava. – largou a sorrir, iluminando os olhos e o coração de Edward – Quando sussurrava ao pé do meu ouvido... - mordeu os lábios, suspirando – Não havia coisa melhor, Cullen. Eu e você, em qualquer lugar, dizendo onde você for eu vou.. - Edward sorriu e subiu a mão, que alcançou o rosto de Bella, a acariciando, afastando os cabelos para trás.
Ed – Agora olhe para nós. Olhe para ela. – mirou Linda adormecida – Não há coisa melhor nessa vida do que a sensação de-
Bella – Vitória! – cobriu a mão dele com a sua – Quer saber? Eu faria tudo de novo.
Ed – Eu só mudaria uma coisa...
Bella – O que? – franziu a testa, curiosa.
Ed – Eu jamais deveria ter deixado que você me deixasse. – Bella sorriu novamente, e ele fez o mesmo, a contagiando com aquela luz maravilhosa enviada de seu interior – Vem, vamos para cama... – Ela assentiu e se levantou, apagando as luzes.
Após colocar Linda no berço, Edward deitou-se na cama ao lado de Bella. Ela se encostou ao peito dele, recebendo o abraço quente do marido.

Bella – Quer saber? – fechou os olhos, sonolenta – Eu também mudaria algo... – ele fez o mesmo, relaxando o corpo.
Ed – O que?
Bella – Eu jamais permitiria que você deixasse eu te deixar. – Edward sorriu de olhos fechados e a alisou nos cabelos.



A noite era quente e as estrelas brilhavam. A promessa estava no ar, e os segredos prestes a serem desvendados...

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Feliz aniversário meu amor.


Gabriel – PARABÉNS, MAMAÃEEEEE! - Bella abriu os olhos em um pulo, vendo o tanto de bexigas de gás coloridas no teto do quarto. Gabriel estava sobre ela, animado, e Linda estava nos braços de Edward, excitada com a situação e com as cores do balão. – É O SEU PARABÉNS E EU TE AMO! – a abraçou com força. Bella sorriu animada e comovida, recebendo ao abraço com todo coração.
Bella – Obrigada, meu amor, que coisa maravilhosa! – Beijou carinhosamente o filho na bochecha e no nariz, o fazendo sorrir.
Gabriel – Vem, Linda, diga parabéns pra mamãe... – Edward caminhou sorridente até Bella, lhe entregando a menina, que havia estendido os bracinhos para que Bella a pegasse.
Bella – Oh, muito obrigada, mocinha! – cheirou o pescocinho de Linda, o que a fazia rir pela facilidade que sentia cócegas.
Ed – Parabéns, querida! – lhe deu um selinho, acariciando seu rosto.


Bella observou mais uma vez o quarto e levantou-se, animada pela animação de Gabriel, que pulava pela cama e pelo quarto. Escovou os dentes, voltando a se sentar. Como imaginava o café da manhã delicioso em família na cama e a rosa branca com um pequeno bilhete escrito na própria letra corrida em fase de aperfeiçoamento de Gabriel:



 “Obrigado por existir, mamãe! Gabriel e Linda.”


Gabriel – Eu que escrevi. - disse todo orgulhoso, prendendo a atenção de Linda para que Bella tomasse o suco.
Bella – Eu vejo, e estou muito orgulhosa. – distribuiu beijos pelo rosto de Gabriel – Hum, essas panquecas estão divinas!
Ed – Obra minha. E olha que ninguém vai ficar com dor de barriga. – Bella gargalhou junto com Gabriel.


A manhã foi animada e coberta por telefonemas; Alice, que havia ligado de Londres, Nelita, seus amigos de infância do sitio, Karla, sua secretária, algumas pessoas de seus contatos sociais.


O almoço foi um delicioso piquenique em uma área coberta por verde em um parque, à uma hora de distância da capital, com direito a sobremesa e danças animadas com um radinho que Edward, calculadamente, havia colocado no carro. Linda estava radiante, como Bella, que se divertia feito criança em um pega-pega com Gabriel em que ambos haviam terminado cobertos por grama.


Edward permanecia sorrindo, sentado no chão, na sombra, onde Linda agora em fim repousava adormecida.


Gabriel – Vem, pai! – gritou eufórico, completamente suado, tirando a camiseta.

Bella sentou-se a fim de descansar após beber um copo de água, segurou Linda nos braços, então foi à vez de Edward correr, se cansar e ir mais uma vez direto para grama com o filho.

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Bella – Ele não vai acordar tão cedo. – Edward concordou, após colocar Gabriel na cama. Havia sido difícil dar banho antes que ele adormecesse completamente.
Ed – Também, brincou e pulou o dia inteiro... – observou o relógio que já marcavam quase sete da noite.
Bella – O dia foi maravilhoso, Edward! – seus olhos brilharam em adoração – Não poderia ter sido mais perfeito. – ele abriu um grande sorriso, deixando o quarto escuro e encostando a porta.

Bella caminhou com Linda desperta até o quarto da mesma e a banhou. E Edward, por sua vez, tomava banho. Revezaram logo depois, com Edward dando a mamadeira para Linda e Bella se arrumando.

Ela colocou um vestido tomara que caia preto, com algumas flores em branco - desses que marcam bem o busto e a cintura - e com uma fita na altura da cintura, que se soltava, caindo largamente e confortavelmente pelos quadris até um pouco acima da coxa. Descalça mesmo secou os cabelos e se maquiou perfeitamente, se perfumando. E, gostando do que via, desceu. Bella deparou-se com a casa escura. Estranhou. Sorrindo, procurou por Linda e Edward.

No quintal, logo no piso da piscina, uma mesa baixa estava posta com algumas almofadas espalhadas ao redor. Tirando a iluminação das luzes de dentro da piscina e das velas que iluminavam a mesa posta para duas pessoas, nada mais estava aceso. Deus, Aquilo era a coisa mais linda que já havia visto!
Edward estava sentado em uma espreguiçadeira com Linda sobre o peito, a balançando em um ritmo lento. Bella caminhou, vendo o brilho da noite e da água, sentindo o cheiro das rosas vermelhas em cima da mesa juntamente com as taças, pratos e talheres perfeitamente posicionados. A magia era pura e inebriante. O vento era quente e o suficiente para que as diversas velas acesas não se apagassem.

Ela permaneceu ali mais alguns minutos mirando cada detalhe daquele maravilhoso cenário. Ele se levantou dando de cara com Bella. Sorriu pelo rosto fascinado da mulher e passou por ela. E Bella, vendo que Linda havia adormecido, sorriu.

Edward voltou em poucos minutos e ela permanecia de pé, no mesmo lugar.

Bella – Isso é maravilhoso, Edward! – franziu a testa emocionada, tão comovida que ainda mal acreditava no que via.

Ele se aproximou a abraçando. Bella se grudou a ele como se fosse à última coisa que lhe restasse para permanecer respirando. Edward sorriu lhe cheirando os cabelos e o pescoço deliciosamente perfumado.

Ed – Iremos jantar. – ela sorriu assentindo e sentou-se nas almofadas macias. E, de frente para ela, Edward sentou-se, servindo o vinho e com um controle ligou o rádio, que tocava músicas calmas com batidas suaves.
Bella – Estou sonhando... – revirou os olhos, provando o vinho.
Ed – Não, não está... – passou dois segundos antes que ele completasse – Ainda. – o olhar coberto por promessas atingiu Bella em cheio, o vinho rapidamente lhe corou as bochechas e o magnetismo daquele olhar não foi quebrado por nenhuma palavra.

Edward se levantou e Bella o ajudou com os pratos. Um jantar intimo e simples: frango. Bella adorava filé de frango ao ponto na manteiga, com um molho maravilhoso, arroz e uma salada básica de folhas e ervilhas. Jantaram em uma conversa calma e produtiva, gargalhando às vezes, discutindo pontos de vistas e voltando a gargalhar.

De sobremesa, uma torta de morango, a preferida de Bella, que por sinal...

Bella – Está deliciosa! – limpou os cantos da boca. Edward a observava como um felino, bebendo outra taça de vinho – Está silencioso... – sorriu terminando a torta.
Ed – Estou pensando as formas que vou amar você essa noite.

Ok, ponto para ele, Bella! Confesse, disse a si mesma, você tem O MARIDO.
Ela baixou a cabeça, corando.

Ed – Mas antes, há algo que preciso te dar... – pegou uma caixinha do bolso, tirando um anel deslumbrante, em ouro branco, com um solitário.


Ela abriu a boca, arregalando os olhos em um misto de surpresa e felicidade.

Bella – Edward, mas esse...
Ed – Eu não encontrei algo em alguma loja que tivesse algum valor sentimental... – Bella se emocionou, o olhou nos olhos deixando escapar a primeira lágrima – Marieta o deixou para ti... Eu apenas estou entregando. – Bella estendeu a mão e, como se fosse uma luva, o anel que pertenceu a Marieta por tantos anos, o primeiro presente de seu marido, deslizou pelo dedo de Bella brilhando em sua mão, irradiando pequenos flash de luz.
Bella – É maravilhoso! – sorriu com o coração na mão – Ee-u não sei o que dizer... – seus olhos brilharam uma vez mais.
Ed – Não diga nada. – respondeu de imediato, a olhando nos olhos, e Bella se calou.
O vento soprou lhe jogando a franja contra os olhos, que ela rapidamente tirou. As velas se apagaram, os olhares se incendiaram e o desejo de ambos pareceu adquirir vida própria. Com rapidez, e sem se importar no que deixava para trás, Edward passou a mão sobre a mesa, jogando tudo o que continha na mesma ao chão.

Bella engoliu a saliva, se levantando sem se importar com a bagunça de coisas - pratos e talheres no chão - e sentou-se na mesa, de frente para ele. Edward se ajoelhou e suas mãos deslizaram desde o joelho até as coxas de Bella por debaixo do vestido, a aproximando de seu corpo, colando suas intimidades, sem de maneira nenhuma desconectar aquele elo que se fazia em seus olhares.

O vento soprou mais uma vez, como um hálito quente, refrescante. Bella sentia seu coração quase saltar pela boca. Seu corpo enviava pequenos espasmos em sua intimidade, denunciando que logo a excitação descontrolada a alcançaria e, por Deus... Negou com a cabeça, mordendo os próprios lábios, fascinada com a visão de Edward a segurando com tanta posse em sua frente.

Ed – Deixe-me dizer o que vai acontecer aqui. – se pôs um pouco mais na frente, fazendo com que Bella sentisse sua ereção pulsar diretamente contra seu sexo, sua voz era como seda, rouca e alucinante. Correu os lábios pelo pescoço de Bella, segurando-a pelos cabelos até lhe beijar a orelha – Eu vou te beijar por todas as partes do corpo... - Edward lhe mordiscou a orelha, o suficiente para que Bella revirasse os olhos, os fechando – De cima a baixo. E, também, naquele lugar onde, com tanto prazer, eu te junto a mim... – suspirou lhe beijando o pescoço, correndo a mão para dentro da calcinha da mesma.
Edward – E depois, eu vou te acariciar. Tão intimamente que você não vai se lembrar do seu nome. – ela franziu a testa, deixando escapar um gemido e sentindo os dedos dele lhe roçarem a intimidade – E depois, você vai fazer o mesmo comigo... – a segurou com a outra na mão no quadril, impedindo que ela tentasse fugir de suas caricias – E, quando tudo estiver a um ponto de desabar, eu vou me unir a você. – Bella abriu os olhos, cravando com força as unhas nos ombros de Edward, sentindo tudo que os dedos dele eram capazes de fazer.  – E vamos nos movimentar de maneira lenta.
Bella – E-Edw-ard...
Ed – Tão lenta... – mordeu os próprios lábios, sentindo como ela se contorcia em busca de controle e de ar – E, quando tudo acabar, vamos fazer de novo. E de novo... E de novo...

Bella mordeu seus próprios lábios, com tanta força que pensou sentir o gosto de sangue. Um gemido alto escapou de seus lábios. Seu corpo inteiro sacudia em espasmos violentos de prazer, os dedos dele a acariciando ali com tanta facilidade e prática faziam com que Bella tentasse, de qualquer forma, fechar suas pernas e, mesmo assim, seus quadris balançavam de um lado para o outro, em busca de prazer total. Edward estava a matando, e isso era muito mais que fato. Ela voltou a lhe chamar pelo nome, tendo em sua frente um redemoinho de emoções; chegaria ao êxtase se ele a acariciasse por mais alguns segundos.
Edward a olhou nos olhos, a trazendo ainda mais de encontrou ao seu corpo, mergulhando ainda mais em caricias. Bella subiu suas mãos até os cabelos do mesmo, o puxando contra si em um beijo selvagem, desesperado, ainda consciente do barulho de seus próprios gemidos na boca de Edward, que... Céus! Torturava-lhe. Torturava-lhe completamente.

Bella – Você está me matando... – franziu a testa, sentindo o calor percorrer cada veia de seu corpo. Sua testa suava, seus cabelos voavam contra seu rosto, as estrelas eram pontos distantes e brilhantes completamente borrados.
Ed – Essa é intenção.

Edward lhe beijou o pescoço, a pegando pelos cabelos da nuca de forma que não a machucasse e a deixando completamente a mercê de seus lábios, que procuravam, que mordicavam e beijavam seu pescoço e o colo nu. A mão dele encontrou o fecho de trás do vestido e, em um puxão nada delicado, o abaixou, deixando completamente a mostra os seios de Bella, que acariciou a olhando nos olhos. Gemeu junto com ela e, vendo naqueles olhos, turvos e emocionados, que ela estava a um movimento de perder o controle, subiu sua mão. E Bella quase chorou em agonia.

Ela o apertou contra si, controlando o gemido que viria alto e agudo, e voltaram a se beijar, se acariciando de forma compulsiva, sobrenatural, completamente selvagem. Mãos escorregavam de cima abaixo, seus corpos se esfregavam com pressa, como se estivessem unidos.

Edward murmurou uma praga, a pegando no colo, sem deixar de beija-la, e entrou na cozinha. Em um empurrão, fechou a porta com o pé, olhou para mesa e, no mesmo instante, Bella estava em cima dela, recebendo beijos molhados da cabeça aos pés.
Bella – Edward... – ofegou, levando as mãos a testa, balançando a cabeça de um lado para outro. Não estava mais suportando.

Edward, que já estava sem camisa, abriu a calça, olhando-a nos olhos como um felino prestes a devorar completamente sua presa. Bella mordeu os próprios lábios. Ele iria devora-la, inteira.

Voltaram a se beijar, e esse beijo deixou os lábios de ambos ainda mais inchados e vermelhos. Em outro puxão, Edward terminou de lhe arrancar o vestido, tendo a visão daquele corpo quase nu totalmente exposto e contraído de prazer. Ela tentou respirar, mas parecia impossível.

Bella – Tire essa maldita roupa antes que eu a rasgue... – sua voz era baixa e pausada. Ele soltou um sorriso, aquele marcante e malicioso que só ele sabia dar.

Não, Edward não tirou a calça.

De pernas abertas, sentou-se sobre Bella, não colocando seu peso completamente, e se inclinou, a beijando no pescoço, com suas mãos a acariciando nos seios túrgidos e empinados. Seus lábios substituíram suas mãos e Bella apertou os olhos com força, emitindo o grito selvagem que prendia sua garganta. Ambos receberam a mesma atenção, e ela mal percebeu que ele lhe tirava a calcinha com extrema facilidade. Então, Edward desceu por seu estomago, barriga, ventre.

Bella cravou suas unhas nos ombros dele, jogando a cabeça para trás e levantando suas costas. Edward a olhou nos olhos com aquele mesmo sorriso alucinante e afastou suas pernas, e tudo pareceu desmoronar completamente.
Edward distribuiu beijos completamente molhados, que foram substituídos por sua língua que a acariciava de forma intensa, como seus dedos haviam feito há alguns minutos atrás. Ela procurou algo para segurar enquanto sua testa se franzia sentindo as sensações que a percorriam por cada poro. Era impossível sentir mais prazer.

Chamou pelo nome dele novamente - não conseguindo se lembrar do seu – e, por um milagre, Edward a atendeu, voltando a subir para lhe beijar os lábios, compartilhando seu gosto com ela; compartilhando exatamente tudo com aquela mulher.

Ed – Minha mulher. Você sabe, não sabe Bella? – teve a ousadia de sussurrar enquanto se posicionava no meio das pernas da mesma – Sabe que é minha mulher... – Ela mordeu os próprios lábios, assentindo.
Bella – S-sim... – conseguiu sussurrar, tomada pelo insaciável desejo de o satisfazer de corpo e alma como a pouco ele havia feito – Sou sua mulher.

Em um movimento rápido e calculado, Bella se virou, ficando por cima dele, com um joelho de cada lado, com seus sexos colados um no outro. Edward a olhou diretamente, surpreso por ter deixado que ela tomasse as rédeas da situação. Iria murmurar algo, mas ela o calou com o dedo sobre seus lábios.

Bella – Não! – sua respiração ainda era completamente ofegante – Quem manda aqui agora sou eu. – ele não respondeu apenas fechou os olhos, a apertando na cintura e sentindo seu sexo arder, latejar de tanto prazer. Precisava dela. Precisava estar dento dela.

Bella o beijou no pescoço e foi descendo, raspando as unhas pelo abdômen de Edward, que se contraiu tão rijo como seu membro, que ela sentia completamente pulsante em contado com sua feminilidade.
Bella – Sente? – perguntou, descendo seus lábios ainda mais, com suas mãos trabalhando em lhe descer a calça e a cueca de uma única vez.

Seus olhos se encontraram novamente, e foi à vez de Bella sorrir maliciosa, testando o controle dele . Ela se perguntou por quanto tempo ele ficaria passivo. Não por muito, tinha certeza. Mas, pela primeira vez, se sentia desinibida fazendo amor com Edward. Não que não se sentisse antes, mas havia deixado sempre que ele estivesse no controle. Mas agora... Negou com a cabeça quando ele tentou a tocar.

Agora, ela estava no controle e o faria sentir cada espasmo que ele havia a feito sentir; iria soltar cada gemido em um pedido de socorro que ela havia soltado. Seus lábios desceram ainda mais.

Ed – Não faça isso... – ele apertou os olhos, então era tarde; os lábios macios e ternos de Bella o acariciavam em sua parte mais intima e sensível.

O controle fugiu completamente de suas mãos. Ele apertou os olhos, tentando não gritar, não emitir nenhum som, mas... Céus! Era impossível. Não com ela ali, não com ela fazendo o que estava fazendo. Segurou-se fortemente, apertando os punhos até que nos mesmos faltasse sangue.

Ela o arranhou por dentro da coxa, despertando seus desejos mais secretos e primitivos. Quando Bella encontrou com o olhar de Edward novamente, o beijando nos lábios, como ele havia feito, compartilhando seu gosto, seu aroma.

Ela sabia. Sabia que estava perdida.
Ed – Meu Deus, mulher! Isso não vai acabar tão cedo... – Bella engoliu a saliva. Ele estava totalmente fora de si.
Bella – Ótimo! Porque eu não estou nem perto de satisfeita. – o provocou, e Edward aceitou a provocação com um sorriso e se movimentou tão rapidamente de encontro a ela que, quando Bella se deu conta, tinha o corpo dele sobre o seu.

Ela pensou que seria rápido, que seria totalmente selvagem e alucinante, mas ele disse que não seria dessa forma. Como se entendesse que aquela seria a pior tortura para ela, Edward afastou suas pernas com o joelho, a segurando com uma mão por trás do mesmo, o pressionando contra a lateral do corpo dele.

Olharam-se nos olhos e, dessa vez, Edward não precisou dizer para que ela continuasse o fazendo, e se uniu a ela lentamente, em uma doce tortura sem fim.

Bella revirou os olhos, o arranhando por toda as costas até parar em seus ombros, onde segurou com força, sabendo que ele estava apenas começando. Olhos no olhos, pele sobre pele, corpo sobre corpo. Ela mordeu os lábios, soltando a respiração em um baixo gemido, sentindo seus corpos se movimentaram em uma dança lenta e primitiva. Bella o beijou, brincando com sua língua e pressionando a perna que ele segurava cada vez mais contra seu corpo, sentindo como o corpo dele, a cada investida, mergulhava cada vez mais fundo no seu.

Bella – Você não é real... – negou com a cabeça, sentindo seu corpo protestar por algo mais rápido; estava à beira da insanidade.
Ed – Quer que eu a prove que sou real? – sua voz era abafada; ele também se controlava. Edward investiu com mais força e agilidade, e Bella jogou a cabeça para trás controlando o grito de excitação – Sente como sou real? Isso é real. O nosso amor é real. – a beijou novamente, intensificando a movimentação de seus corpos até chegar em um ritmo incessante e satisfatório.

Quando seus olhos se procuraram mais uma vez, a explosão ocorreu em um último movimento. Edward perdeu o controle completamente e partiram rumo a imensidão tingida de pontos brilhantes, borrados, que mais pareciam como as estrelas que Bella havia visto no céu. Abraçaram-se com força até que os corpos, trêmulos, suados e escorregadios, encontrassem o caminho do controle.

A cozinha estava quente, e abafada e Bella sentiu vontade de rir de si mesma observando - quando sua visão voltou ao foco - o que os rodeava. Mordeu os lábios, respirando fundo, tentando acalmar seu corpo que ainda se contraia em espasmos.

Edward encontrou a normalidade de sua respiração; sabia que seu corpo pesava, assim se apoiou sobre os cotovelos, observando Bella que, com a cabeça tombada para o lado, respirava agora de olhos fechados. Ele lhe tirou os cabelos molhados do rosto. Ela se virou para ele e subiu a mão, fazendo o mesmo, então a primeira lágrima escorreu pelos cantos dos olhos dela, e Edward franziu a testa, preocupado, a enxugando com os lábios.

Ed – Está tudo bem? – mordeu os próprios lábios – Sente alguma coisa? – fez menção e se levantar e separar seus corpos, mas Bella o puxou de volta.
Bella – Está tudo bem... – sorriu, derrubando outro par de lágrimas – Está tudo ótimo! – ele franziu a sobrancelhas e Bella reparou nos lábios fortemente avermelhados e marcados por seus dentes. Levou a mão até o mesmo, o acariciando.
Ed – O que te passa meu amor? – a acariciou.
Bella – Eu amo você, Edward! – seus lábios tremeram e sua testa se franziu automaticamente – É algo que foge do controle e da realidade... – foi a vez dele de se emocionar, seus olhos brilharam de forma intensa – É o homem da minha vida. – assentiu – Por toda a minha vida. E não há coisa melhor do que me sentir tão amada assim. – sua voz falhou – Tão amada por um homem que... – se calou, respirando fundo – Às vezes, sinto meu coração parar de bater quando me olha, ou quando me toca... Eu me encho de amor e tudo parece tão simples e perfeito. Eu amo você Edward! Não só por amar, mas sim porque eu fui criada por Deus para isso. – ele engoliu o nó imenso que se fez em sua garganta – E sou eu que digo que sou tão grata por você ter me encontrado, me salvado... - o acariciou no rosto com suas mãos quentes e pequenas – Eu não preciso de mais nada nessa vida, Edward. – negou com a cabeça – Eu realmente só preciso que você me ame na mesma intensidade que eu te amo. E que Deus te ajude, porque meu amor é puro e incondicional. Eu te admiro... Meu amor, eu te venero! – soluçou, sentindo seus olhos arderem em lágrimas de emoção – Preciso que compreenda que eu sou sua... Pelo resto da sua vida, eu sou sua mulher, Edward. De corpo e alma.

Bella pegou a mão dele levando até seu coração.

Bella– Sente? – sorriu, mordendo os próprios lábios, não controlando mais as lágrimas – É seu! Tudo o que eu possuir em vida, e após dela, é seu, Edward.
Edward não conseguir dizer nada; seu coração batia com tanta pressa que, certamente, iria saltar pela boca.

Havia esperado tais palavras desde o dia em que havia a visto debruçada sobre a porta de seu carro? Será que algum homem em vida já havia ouvido isso de uma mulher quando estava ainda tão conectado a ela? Iria chorar, seus olhos ardiam para isso. Negou com a cabeça, e Bella sorriu ciente da emoção que ele sentia. Ele a acariciou no rosto e nos lábios. Uma lágrima rapidamente pingou sobre os lábios de Bella, tão rápida e discreta que, se ela não o conhecesse tão bem, não teria ao menos percebido.

O Anel brilhou no dedo de Bella, denunciando que ainda estava lá. Ela sorriu, limpando as lágrimas; não esperava que ele dissesse algo, havia dito tudo o que estava em sua garganta desde que havia acordado se deparado com a visão maravilhosa de sua família a espera que ela acordasse para lhe felicitar nesse grande dia.

Ouviram o choro agudo vindo do segundo andar. Bella sorriu. Entendendo, Edward lentamente se separou dela e se vestiram em silêncio, com as emoções ainda queimando para dizer algo.

Bella – Eu vou. – ele assentiu.

Bella sorriu e se vestiu rapidamente, subindo ainda mais rápido as escadas. Linda se mexia, chorando alto sem nenhuma lágrima.

Bella – Desculpe preciosa. – a pegou no colo e imediatamente sentou-se na cadeira, a colocando de encontro ao peito. Linda se acalmou e, ainda emocionada para se dar conta do grande passo que seu casamento havia dado, Bella voltou a chorar.

Edward passou no quarto de Gabriel, o notando completamente adormecido; o garoto tinha o sono pesado e seu relógio biológico só o despertaria para um copo de água religiosamente na madrugada, logo depois voltaria a dormir como um anjo. Entrou no quarto, o observando por alguns segundos. Gabriel era... – suspirou emocionado – Gabriel era o seu menino tão amado e esperado. Seu ponto de partida, seu equilíbrio e orgulho.


Sentou-se na cama, o acariciando nos cabelos idênticos aos seus. Era completamente Esme. Cada vez que o via, sua mãe, de maneira doce, vinha a sua mente. Sorriu, se lembrando do desespero que sentiu quando Bella havia entrado em trabalho de parto, do primeiro dente, da primeira gripe ou da primeira febre, os primeiros passos e a primeiras palavras. Aquele ser, um pedaço de si e de Bella, era a metade da razão da qual, há 30 minutos, ele havia ouvido tudo o que aquela linda mulher havia lhe dito. Gabriel havia sido feito com loucura e sentimentos tão confusos que ele se arrepiava só de recordar.

Levantou-se, após o acariciar na testa, caminhando para fora, ouvindo os resmungos de sua outra metade. Linda, uma vitória com um gosto tão doce como os lábios de Bella. Seu presente, seu maior pedido e agradecimento. Ele caminhou até o quarto, parando na porta.

Bella a trocava após, certamente, a amamentar. Linda brincava com os cabelos da mão que caiam sobre si, soltando pequenos barulhos, tentando se comunicar com Bella, que sorria, concordando com tudo o que a pequena lhe resmungava.

Bella – Só não brigue comigo, porque ainda é o meu aniversário, ok? – Linda sorriu, piscando longamente para Bella – Te mordo se fizer isso novamente. – a cheirou no pescoço, causando ainda mais risos no bebê.
Ed – Vá tomar banho... – Bella se arrepiou, se assustando. Edward a tinha abraçado por trás, lhe sussurrando no ouvido, seus pelos imediatamente haviam se arrepiado.
Bella – Eu vou. – sorriu – Está tudo bem com o Biel?
Ed – Sim, acabei de sair de lá, está dormindo. – a cheirou no pescoço, sentindo seu próprio cheiro mesclado ao doce perfume dela.
Bella – Ok! Eu volto logo, preciosa. – Linda nem lhe deu atenção; Edward assumiu seu lugar, já tomado banho; vestia apenas um roupão preto, até os pés. Ela o mirou, e se encararam por alguns instantes, antes que ela saísse completamente do quarto.
Ed – Ok, o que é que vamos fazer a essa hora da noite? – Linda o mirou curiosa. Edward negou com a cabeça, sorrindo – Ok, vamos fingir que você me entende.

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Bella caminhou descalça e de roupão, até o quintal e se deparou com as coisas recolhidas e arrumadas. Franziu a testa, confusa; havia ficado tanto tempo assim no quarto com Linda? Subiu as escadas, caminhando até o quarto da filha, que repousava quietinha nos braços de Edward. Voltou para seu quarto, sentando-se na cama e olhando o anel deslumbrante em seu dedo. Fechou os olhos e flash do que, há pouco, havia acontecido se passaram por sua cabeça; beijos, movimentos, sussurros, olhares. Bella abriu os olhos de imediato, já sentindo seu coração disparado.

Edward entrou no quarto 20 minutos depois e sentou-se ao seu lado na cama. Silêncio. Observou a cortina que esvoaçava com o vento quente da madrugada, mordeu os próprios lábios.

Ed – Bella... – a chamou, com o olhar focado em algum canto da parede. Ela não respondeu, apenas se virou, ficando sentada completamente na cama – Não sei o que dizer. Eu... – respirou fundo – Eu jamais pensei em ouvir o que me disse, em toda vida. Eu apenas...
Bella – Estava acostumado a pensar que me amava mais do que eu amo você. – ele não respondeu – Ótimo, agora sabe que é igual! – Edward a mirou, com os olhos novamente brilhantes e ousados. Bella andou pela cama, até ficar completamente a frente dele; queria lhe dizer algo, Edward sabia disso – Me lembro de você ter dito que, quando tudo acabasse... Que nós faríamos de novo. E de novo. E de novo... – Edward sorriu, descarregando toda a emoção que havia carregado consigo desde que a primeira lágrima no rosto de Bella havia escorrido e suspirou, levando a mão até o rosto dela.
Ed – Não há nenhuma igual a você. Seria pecado se existisse. – negou com a cabeça, com veemência, e Bella sorria, tirando seu próprio roupão.
Bella – Sim, seria!