sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - First Day - Monday.


Edward a apertou com força contra seu corpo, e a mocinha lá em baixo pareceu protestar. Bella sorriu, o beijando no pescoço, para depois subir até a bochecha, lhe beijando os lábios novamente.

Bella – Pode apostar que os olhos, dessa vez, vão ser meus e a boca sua. – Edward sorriu, dando selinhos intercalados em seus lábios – O cabelo, ainda mais avermelhado...
Ed – Não, os cabelos vão ser seus, escuros... E sedosos, assim como os seus. Mas aí... Aí de quem se atrever a perder as mãos assim neles. – deslizou as mãos pelo pescoço e entre os cabelos Bella – É um homem morto, Bella! – Ela soltou uma gargalhada gostosa, antes de voltar a colar seus lábios.
Bella – Sei que precisamos conversar...
Ed – Não agora. – colocou suas testa enquanto a alisava nas costas – Uma semana. Eu disse uma semana. – Bella sorriu.
Bella – Eu quero meu pagamento antecipado. - Edward sorriu.
Ed – Não, não seria um bom negócio. Como eu saberia que você cumpriria com o nosso acordo, se te antecipar o pagamento?
Bella – Você confia em mim? – Edward mordeu os lábios a mirando nos olhos – Não, não responda... – subiu as mãos até os lábios dele – Não antes que termine a semana. – Edward assentiu e, como se não cansasse jamais, voltou a colar seus lábios.


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Luana tentou ligar, duas, três vezes para o celular de Edward enquanto, ao seu lado, Jasper, preocupado, tentava adivinhar em que lugar ele havia se metido no meio do expediente com tantas coisas importantes para fazer.

Jasper – Tente mais uma vez, se não, não me deixa alternativa de ligar na residência dele. – Luana tentou mais uma vez e nada.
Luana – Acha que aconteceu alguma coisa, senhor Jasper? De qualquer jeito, você sabe que a senhora Cullen está de volta, ele não lhe falou nada sobre compromissos talvez com ela?
Jasper – Não, ele não avisou nada. E o pior: tem uma ligação muito urgente de Londres, preciso dele aqui. – bufou – Ok! Luana ligue na residência. - Luana discou o número rapidamente, chamou e chamou...
Luana – Acho que ninguém atende senhor Jasper.
Jasper – Tente outra vez, ou eu mesmo vou até lá.
Ed – Alô? – atendeu, de contra gosto.
Luana – Senhor Cullen? Desculpe por ligar na sua residência, mas o senhor Jasper quer lhe falar... - Edward apertou os olhos, na vontade de desligar o telefone e Bella sorriu, pedindo calma do outro lado do quarto.
Ed – Pode passar Luana, obrigado!
Jasper – Edward aconteceu alguma coisa?
Ed – Não, não aconteceu nada, por que a pergunta? – sorriu para Bella, que agora, distante, estava sentada na poltrona de frente para a varanda.
Jasper – Como assim o “por que”? São quase meio dia e você costuma... Que seja! Tem uma ligação muito importante da filial de Londres, parece que houve alguma coisa por lá e o diretor só pode falar com você.
Ed – Alguma coisa grave? – levou as mãos sobre os olhos, preocupado.
Jasper – Não sei dizer lhe. Mas, pelo tom do Ranieri, parecia sim importante.
Ed – Entendo! Preste atenção... – cravou o olhar em Bella, que agora o mirava também – Contate o supervisor da filial da Cullen’s de Londres, o nome é Alberto Rey, peça para ele entrar em contato com você antes da 13:00. Ele vai te explicar por cima a situação se falar que é meu braço direito. Logo após isso, você me liga e, dependendo da importância da situação, entro em contato daqui mesmo com o diretor da Cullen’s de Londres. Peça para Luana anotar todos os meus recados, eu não volto mais para empresa hoje.
Jasper – Mas, Edward...
Ed – Alguma dúvida, Jasper?
Jasper – Não, nenhuma, Edward.
Ed – Foi o que eu imaginei. Boa tarde!
Jasper – Boa tarde!



Edward desligou o telefone, voltado a caminhar até Bella, que se levantou para que ele sentasse, assim se sentando no colo dele, debruçando sua cabeça em seu ombro e voltando a fechar os olhos, sentindo o vento quente do inicio da tarde.



Bella – Precisam de você lá.
Ed – Preciso de você aqui. – Bella sorriu.
Bella – Temos o resto da semana.
Ed – Não, não temos. Quando se trata de nós dois, temos momentos, Bella, momentos que podem virar dias, semanas, meses, anos... – Ela se calou, assentindo – Por onde você estava?
Bella – Essa semana. Prometemos que não vamos falar disso. – Edward assentiu lhe beijando o pescoço - Vem. – se levantou - Tenho uma idéia. – Edward levantou a sobrancelha, pensativo, se deixando levar pela mulher.
Bella - Fecha os olhos. – Pediu quando o carro que ele mesmo dirigia começava a se aproximar do lugar.
Ed – O que está fazendo? – sorriu.
Bella – Fecha os olhos, e prometa...
Ed – Prometer o que?
Bella – Prometa antes...
Ed – Eu prometo!
Bella – Ótimo! Você acabou de prometer que vamos passar o resto da tarde aqui. – estacionou o carro.


Edward abriu os olhos se deparando com o enorme jardim. Seus olhos se fecharam para depois os abrir, avistando que Bella já tirava as sandálias dos pés. Caminhando descalça sobre o gramado, abrindo os braços, rodopiou, se sentando na grama fresca e tão verde.


Ed – Não pode estar falando sério... – caminhou com os sapatos. Bella não disse uma única palavra. Sentada, se arrastou até uma árvore - aquela árvore -, encostando suas costas e suspirando.
Bella – Tire os sapatos.
Ed – Bella são...
Bella – Tire os sapatos.


Apontou o dedo para ele com uma sobrancelha erguida. Edward o fez e, subindo um pouco a calça, se sentou encostado na árvore enquanto Bella se encaixava no meio de suas pernas. Observou o ambiente, em que algumas crianças pequenas com balões coloridos corriam por todos os lugares, onde outros casais faziam a mesma coisa, mães embalavam seus bebês com carinho, adolescentes conversavam e riam alto...

Ed – Tinha me esquecido de como isso era gostoso. – encostou a cabeça na árvore, relaxando – Bella não disse nenhuma palavra, permaneceu ali, observando aquela cena, que certamente jamais sairia da sua memória – De acordo com as minhas contas, então hoje é...
Bella – Quinta.
Ed – Não, Bella... – sorriu – Na nossa história, hoje é...
Bella – Seria quarta, mas pode ser a segunda feira.
Ed – Isso, segunda feira! Jantar de negócios, Senhor De Lavero e seu sobrinho Emmett McCarty.
Bella – Exatamente!
Ed – Tive uma idéia.
Bella – Que idéia? – sorriu, tentando o olhar da posição que estava.
Ed – Segredo. – lhe deu um selinho no queixo.
Bella – Amanhã, então, é terça? – sorriu.
Ed – Sim, terça é...
Bella - Compras, bajulação e muito, muito dinheiro gasto com roupas. – Edward concordou, voltando a gargalhar. – O clube de Jóquei, o anel de brilhantes... – se emocionou.
Ed – Você iria me deixar naquela noite.
Bella – Sim, eu iria. – sorriu, o alisando nas pernas – Você estava assustado.
Ed – Não caçoe de mim. – Bella gargalhou.
Bella – Aliás, como colocou aquele anel no meu dedo?
Ed – Sem respostas para essa pergunta!
Bella – Hum, ok! Na quarta?
Ed – Primeiro segunda e terça.
Bella – Concordo. – fechou os olhos, relaxando seu corpo sobre o corpo de Edward, que fez o mesmo, encostando a cabeça na árvore e fechando os olhos.
Ed – Havia me esquecido dessa sensação. Mas há um dia, aquele dia, que seria inesquecível...
Bella – Qual deles?
Ed – Você, vestida de vermelho... – visualizou perfeitamente a cena – Caminhando, insegura, com um sorriso assustado nos lábios e os olhos brilhando até mais do que os diamantes que eu coloquei no seu pescoço.
Bella – Você estendeu a mão, e disse...
Ed – “Eu poderia me casar com você.” Se eu não lhe disse no dia, Bella, a verdade era que eu me casaria com você. – ela sorriu fechando os olhos.
Bella – Eu sei que casaria. – Edward sorriu, sentindo a tranqüilidade se apossar de seu corpo.
Permaneceram em silêncio, até que percebeu a respiração ritmada e calma de Bella, denunciando que adormecia.

Ed – A propósito, coloque o anel no seu dedo enquanto te beijava na porta da limusine... Morder seus lábios era o mesmo que te tirar do ar. - voltou a fechar os olhos enquanto Bella abria os dela, sorrindo sozinha; ela não estava dormindo.



O vento soprava e o relógio parecia correr lentamente, gravando em letras corridas nas páginas da vida aquele momento, aquele único momento em que Bella se sentia plena e tranqüila enquanto acariciava a barriga. Sentia a respiração ritmada de Edward, que havia adormecido, pelo menos duas horas. Ela havia acordado fazia 10 minutos e se sentia tão aquecida e completa ali, naqueles braços, seus braços, que quase não se mexeu. Passados mais alguns minutos, se virou, sentando-se na grama com certa dificuldade pelo bebê, mirou Edward, sorrindo para outros casais que passavam por ali e sorriam para ela. Aproximou-se, roçando seus lábios, sutilmente.

Bella – Ed? – chamou, sussurrando em seu ouvido – Edward? – ele abriu os olhos – Precisamos ir agora. – ele negou, voltando a fechar os olhos enquanto levava a mão até a cintura de Bella – Hey precisamos sim... Minhas costas já estão começando a doer, a garotinha vai começar a protestar. – Ele voltou a abrir os olhos e assentir.
Ed – Para mim, era como se eu estivesse na minha cama. Acho que estou com o sono um tanto atrasado. – sorriu, calçando os sapatos enquanto Bella o observava – Sente fome? Podemos comer alguma coisa, já passou do horário do almoço e...
Bella – Hey! – sorriu – Não se preocupe ok? Faço alguma coisa em casa, um macarrão com molho branco, o que acha?
Ed – Acho que não quero você, de pé, na cozinha, já extrapolamos hoje.
Bella – Mas, Edward...
Ed – Não, nada de “mas, Edward...” – colocou as sandálias nela.
Bella – Estou grávida, não doente. – sorriu, se levantando junto com ele.
Ed – Eu sei que não está doente, mas é melhor prevenir. Além do mais, ainda é cedo e o dia para você não está nem perto de acabar. – olhou o relógio, ligando seu celular.
Bella – Então, vamos. – Edward assentiu.


Caminharam até o carro e, com Edward dirigindo dessa vez, chegaram em casa enganados pelo relógio: eram quase 16:00 e Bella ainda não havia se alimentado. Podia sentir aquela dorzinha de estômago, sinal que gente protestava em sua barriga. Sorriu após observar Edward lhe servir de um macarrão maravilhoso ao molho branco, que ele mesmo havia preparado.


Bella – Em seis anos de casada, eu não podia imaginar que você cozinhava. – comentou, pegando uma garfada do maravilhoso macarrão.
Ed – Em primeiro: não sou casado. E, em segundo? “Há muitas coisas sobre mim que você não sabe”. – Bella assentiu com um sorriso nos lábios voltando, a se alimentar – Preciso dar um telefonema. Coma direito, o bebê precisa se alimentar...
Bella – Que bebê? Eu não tenho filhos. – sorriu em um gesto malicioso enquanto Edward fez o mesmo, caminhando para fora da habitação. Passados 10 minutos voltou, colocando o paletó e a gravata novamente.
Ed – Preciso ir até a Cullen’s, deu queda de sistema em um dos computadores central da filial de Londres, preciso resolver com urgência. – Bella assentiu se levantando da mesa.
Bella – Mas é muito importante... Alguma baixa?
Ed – Não, ainda não, mas preciso ir. Venho te buscar às 19h00min, não tolero atrasos. – Bella sorriu – Já liguei para Alice, vou deixar o Gabriel lá, assim ele aproveita e conversa com a minha tia, ela quer vê-lo.
Bella – Foi ver Marieta hoje?
Ed - Fui. – se entristeceu, pegando sua pasta – Preciso ir às 19h00min Bella e...
Bella – Sem atrasos! – ele assentiu, já voltando a falar no telefone e saindo pela porta. Bella se virou sorrindo, levando o prato até a pia e, quando se virou, se deparou com Edward caminhando até ela.

Ele lhe mergulhou as mãos no cabelo, lhe dando um beijo delicioso nos lábios, para depois tomar o rumo do caminho para fora normalmente. Ela sorriu, fechando os olhos e se sentindo alimentada e com energia reforçada.



Gabriel – Mãe? – gritou para Bella, da cozinha.
Bella – Oi, filho. – se aproximou, o abraçando e olhando o relógio: já eram 17h30min.
Gabriel – Vim com o tio da van, é super divertido, viemos fazendo farra, eu o Luca e o Dedé.
Bella – Fazendo farra, sei... – o beijou novamente, deixando a mochila em um canto – Como foi seu dia? – subia as escadas junto com o garoto.
Gabriel – Maravilhoso! Disse a todo mundo que vou ter uma irmãzinha. E acredita que eles me perguntaram se o papai tinha casado de novo? – Bella assentiu, sentindo-se levemente abalada.
Bella – Perguntaram isso porque a mamãe ficou um tempo longe, não deve se importar. – o beijou na testa enquanto separava umas roupas para Gabriel, que se despia, entrando no chuveiro.
Gabriel - Eu sei, foi o que eu disse, e as pessoas ficaram surpresas, mamãe, até me perguntaram se eu tinha certeza, aí eu respondi... – deu um sorriso irônico, como o de Edward – “É claro que eu tenho certeza, é minha mãe”. Bobões! – Bella sorriu.
Bella – Irá para a casa da vovó Marieta, filho.
Gabriela – Sério? Oba! A tia Alice e o bebezinho estarão lá?
Bella – Sim, senhor! Hey, nada de andar pelado pelo quarto, já pro banho, garotinho! – Gabriel gargalhou com a tentativa de Bella o pegar e correu para o chuveiro, começando a tomar banho enquanto Bella terminava de lhe arrumar as roupas, como se jamais houvesse parado de fazer isso – Vou colocar o pijama azul, filho...
Gabriel – Ok, mãe! Cadê o papai?
Bella – Papai está trabalhando, resolvendo um probleminha que deu na empresa.
Gabriel – Sei... Mas vou ver ele, tipo, quando eu for para a casa da vovó?
Bella – Tipo... - imitou o garoto – Ele vai passar por lá antes de vir para casa, vai vê-lo. – entregou a toalha – Escute, a vovó está doentinha, você sabe, não sabe? – Gabriel assentiu se entristecendo.
Gabriel – Ela não pôde ir ao meu aniversário... O papai me explicou, e a tia Alice também. – Bella sorriu orgulhosa, ajudando-o a se enxugar.
Bella – Que bom. Então, comporte-se e obedeça a tia Lice. – Gabriel assentiu e se pôs a gargalhar quando Bella iniciou no mesmo um super ataque de cócegas, que estava ainda sem roupa.


Alice, preferiu não entrar, apenas sorriu, acenando para Bella de dentro do carro junto com Gabriel, que já se ocupava de bajular e acariciar o bebezinho seguro na cadeirinha de trás.


Bella – Obrigada, Alice. – ela assentiu e Bella jogou um beijo para Gabriel – Pegou a escova de dente, filho?
Gabriel – Peguei mãe. – acenou, antes que Alice colocasse o carro em movimento.


Bella olhou o relógio quando entrou em casa e, se não se apresasse, iria ficar atrasada. Tomou um banho relaxante, lavando os cabelos. Já seca e de roupão, secou os cabelos e, em mais cinco minutos, enrolou bem de leve as postas, o deixando com um caimento melhor e se maquiou.

Sorriu sozinha na frente do espelho lembrando-se de como suas mãos tremiam naquele dia enquanto passava o delineador, que obteve o mesmo resultado de agora: seus olhos ressaltados e perfeitamente maquiados. O alongador de cílios, acompanhado com o rímel, o lápis preto, forte, e uma sombra da mesma cor, levemente esfumaçada. Nas bochechas, um blush leve, na cor rosada, e nós lábios um brilho labial perfeito. Jogou a franja para trás, deixando que ela caísse da maneira que queria de volta em seus olhos. Olhando o relógio, e satisfeita com o resultado de seu rosto, abriu a porta do guarda roupa.


Bella – É dona Isabella, a diferença era que você não estava grávida de sete meses... – sorriu, bufando sozinha.


Bella encontrou seu vestido preto, o mesmo que havia usado no dia e o olhou, de frente para o espelho, e nem que sonhasse serviria. Voltou a o guardar, passando as mãos por todo seus vestidos magníficos de festa; dourado, vermelho, lilás, alguns de seda pura... Sorriu, se lembrando do que usou em cada ocasião.

Abrindo a outra porta, Bella pegou um vestido preto, simples, mas ao mesmo tempo maravilhoso, tomara que caia com uma faixa de seda brilhante preta que passava por sua cintura, com um broxe brilhante no centro da mesma. A saia do vestido era toda plissada, no mesmo tecido da faixa, e conforme ela andava o balançar se tornava elegante e sensual, sem tirar a eterna beleza de uma mulher grávida.

Ela colocou seus brincos, um ponto de diamante simples, a pulseira do mesmo conjunto e se lembrou que não usava colar. Sorriu, calçando as sandálias de salto, ficaria sentada, não teria tanto problema. Levantou-se, se olhando no espelho e, satisfeita, pegou sua bolsa de mão em um formato retangular e pequeno e desceu, após se perfumar, sentando-se no balcão do pequeno bar na sala de estar.

Olhou o relógio: 19h00min em ponto. Ele se atrasaria. Fechou os olhos, sorrindo, sabia que ele se atrasaria. 19h10min a porta se abriu e, como se o filme se repetisse, ele deixou a pasta no chão, caminhando-se para a escada e parou de modo brusco, exalando o perfume no ar, se virou de deparando com Bella, com a perna cruzada, apoiada no balcão, sentada em um banquinho.

Bella – Está atrasado. – seus olhos brilharam em satisfação.
Ed – Você está maravilhosa. – se aproximou, deslizando as mãos pelas costas de Bella, aproximando seus lábios e, antes que pudesse a beijar, Bella virou o rosto, fazendo com que ele beijasse em cheio seu pescoço.
Bella – Eu não beijo na boca.
Ed – Eu pago por eles. – Bella sorriu.
Bella – Não estão à venda.
Ed – Eu os faço estar, Bella... – subiu a mão até o rosto tão belo – Vamos? – ela assentiu.
Caminharam para o carro, mas Bella parou ao perceber a enorme limusine preta estacionada na porta. Sorriu, balançando com a cabeça enquanto Edward, do lado de fora, sem dar um piu, a aguardava. Chegaram ao restaurante localizado no centro sofisticado da cidade e, com a ajuda do motorista, Bella desceu do carro, Edward fez o mesmo e, caminhando ao lado dela, adentraram no restaurante.

Bella – As pessoas estão olhado para mim. – realmente notou como olhares curiosos os olhavam, como algumas mulheres, descaradamente, apreciavam ao Edward, ele sorriu.
Ed – Não, elas estão olhando para mim. – Bella ergueu a sobrancelha desafiadoramente, como que pedindo confirmação para o que ele dizia, mas essa confirmação não veio.

Logo se encaminharam para uma mesa, onde Bella avistou Emmett e Rosalie sentados, franziu a testa mirando Edward, que continuava caminhando como se não pudesse perceber a importância daquela cena, daquelas pessoas.

Ed – Boa noite. – deu a mão para Emmett, que se levantou com um sorriso no rosto ao constatar a surpresa nos olhos de Bella.
Emmett – Boa noite. – os olhos de Bella se encheram de água ao mirar a amiga, que também sorria. Rosalie se levantou, a cumprimentado.
Rosalie – Olá.
Bella – Olá. –sorriu com toda sinceridade de volta para Rosalie, que havia feito mesmo.
Ed - Essa é... – mordeu os lábios maliciosamente e Bella largou a sorrir ainda mais.
Bella – Isabella Marie Swan, prazer! – Emmett também sorriu enquanto Edward se sentava, observando aquele brilho no olhar.
Era estranho! Bella disse a si mesma enquanto ouvia Edward e Emmett discutir alguns assuntos relacionados às empresas antes do jantar ser servido. Rosalie interagia e Bella, por todo seu conhecimento, tentava se manter ligada no assunto, mas de qualquer maneira, isso não aconteceu de forma completa, estava afastada há 7 meses da Venturini.

Não que havia perdido a mão, sabia que não, mas, de qualquer forma, não trabalhava mais no meio em que os três trabalhavam. Respondia as opiniões que Rosalie perguntava com freqüência, gargalhava com as besteiras da amiga, que arrancava vários sorrisos de Edward. O primeiro prato foi servido enquanto Edward e Emmett, perdidos, discutiam fervorosamente sobre ações, Rosalie jantava trocando olhares cúmplices com Bella, que respondia a todos a altura, como se a velha conversa por olhares funcionassem perfeitamente.

Ed – Ahh, Emmett, claro que não! Veja, se você aplicar, agora, com o valor que o dólar se encontra, em três, quatro anos, se ainda não gerar frutos, vai perder dinheiro...
Emmett – Imagina Edward! Pode estar em baixa agora, mas, se pararmos para pensar, que seja... Vai em três, quatro anos... – Bella sorriu, tomando o sorvete de limão que havia sido servido em uma taça.

Ela conversou com Rosalie sobre diversas coisas, sem notar que aquilo também era um desafio para a mulher em sua frente. No meio da conversa, largou a sorrir, percebendo que, talvez, eles estivessem fazendo a mesma coisa. Afinal, havia começado ali e o certo seria terminar ali. Estariam também agora tão à frente juntas ali?

Era quase meia noite quando a conta chegou, na briga de sempre de quem paga a conta, ela acabou sendo dividida. Com um abraço caloroso, Bella se despediu de Rosalie, alegando que fora um prazer conhecê-la, e a loira vice-versa, se despediu com um aperto de mão e um sorriso de Emmett enquanto Edward fazia o mesmo.

Já na limusine, Edward voltou a sentar se frente para ela, em silêncio, apenas trocando olhares significativos e quentes. Bella percebeu que estacionavam em um maravilhoso hotel e fechou os olhos, não podendo acreditar.


Bella – Edward... – murmurou seu nome enquanto ele sorria, mas daquela forma: arrogante, prepotente e, ao mesmo temo, incrivelmente sexy.

Com a ajuda – novamente - do motorista, desceram do carro, e Bella se sentiu tão emocionada a ponto de imaginar que a qualquer hora choraria. Observou o hotel por fora; o banco no qual havia se sentado. Fechou os olhos, sentindo que Edward jogava um casaco sobre seus ombros e sorriu, caminhando, sem dizer uma única palavra, subiram até a cobertura.

Ed – Quando vim aqui, um ano depois que nos conhecemos, eu jurei ter sentido seu perfume. Na realidade, acho que ainda o sinto em todos os lugares que eu vou. – Bella sorriu, tirando as sandálias. Sentia-se completamente arrepiada.

Poucas coisas haviam mudado, várias haviam sido acrescentadas, mas a cama, as mesas, a varanda, eram as mesmas. Os lençóis, ainda de seda pura, em um rosa claro mesclado, com seu brilho natural. Sentou-se na cama, sentindo seus pés latejarem e sorriu, levando as mãos à barriga enquanto Edward se encostava à parede, de frente para a vista maravilhosa da varanda.

Ed – Sente-se bem?
Bella – Sinto-me perfeitamente bem. – Edward assentiu, sorrindo – Apenas meus pés... Estão um pouquinho doloridos.
Ed – Então descanse. Aliás, você precisa descansar. – molhou os lábios, se aproximando da cama e ajudando Bella tirar o vestido e a colocar o roupão, deitando-se na cama enquanto Edward permanecia deitado ao seu lado.

Edward acariciou o queixo e os lábios de Bella com a ponta dos dedos, até que ela fechasse os olhos, se sentindo tão leve e tão plena, e adormecesse.

Sorriu, a cobrindo até o pescoço, se levantou e, com as mãos enfiadas nos bolsos, voltou até a parede da varanda, sentindo o vento frio bater em seu rosto. Fechou os olhos, sentindo seu coração lhe gritar algo que ainda não conseguia ouvir.

Após 10 minutos, Edward notou que nada havia para beber no quarto, necessitava de alguma coisa forte que o fizesse permanecer a acreditar que essa era exatamente aquela semana. Desceu de elevador, sentando-se no bar no térreo do hotel.

Bella abriu os olhos notando que se passavam das três e meia da manhã. Havia adormecido? Levantou-se, tirando os cabelos do rosto e, descalça mesmo, amarrou bem seu roupão, notando que Edward não estava em parte nenhuma do quarto, saiu, fechando a porta e mantendo o cartão magnético dourado em sua mão. Esboçou um sorriso ao condutor do elevador, que a deixou no térreo. Sorriu sozinha, sabendo exatamente para onde caminhar.

E lá estava ele. Sem paletó, sem gravata e com a camisa aberta, Edward estava debruçado sobre o piano, tocando tão freneticamente quanto os funcionários que contavam o ganho do dia bebendo cerveja. Era possível que o universo girasse em torno de duas pessoas e conspirasse para que desejos se realizassem?

Bella franziu a testa, caminhando até Edward, que até então parecia não ter notado sua presença. Ouviu aplausos quando, por fim, ele terminou a melodia e subiu a mirada para ela. E nada precisou dizer; os olhos brilhantes falavam mais do que qualquer gesto ou palavra. Bella se aproximou, encostando-se no piano, retribuindo o olhar.

Ed – Senhores podem nos dar licença, por favor? Não quero ser interrompido, de maneira nenhuma... - os funcionários assentiram e Bella sorriu.
Bella – Nada muda.
Ed – Sim... – se levantou com o olhar cravado no dela, antes de erguê-la, a colocando em cima do piano – Algumas coisas mudam.

Edward roçou seus lábios no pescoço de Bella, que deixou a cabeça tombar para trás, então, Edward abriu o roupão, se deparando com o sutiã tomara que caia e uma calcinha pequena, ambas as partes pretas. Abrindo as pernas de Bella, a puxou por trás das coxas até si, colando seus corpos enquanto ela se contraia, em uma leve onda de calor. Bella voltou a abri os olhos, o mirando.

Edward - Mas outras... Jamais mudam! – ela assentiu, antes que sentisse seu roupão por completo ser arrancado de si. O barulho das teclas do piano não era nada comparado ao barulho que seu grau de excitação estava fazendo em seu interior.

Bella mergulhou os dedos nos cabelos de Edward enquanto ele lhe devorava o pescoço em beijos molhados, deslizando a mão por suas pernas, no interior de suas coxas, em questão se segundos a excitação era presente em todos os poros do corpo de Bella, que exigia, se contraia em êxtase puro, com caricias e beijos ousados.

Edward mordeu os lábios, segurando a vontade de beijá-la nos lábios. Sentiu o hálito quente em seu ouvido, no mesmo compasso frenético que Bella lhe arrancava a camisa, lhe beijando de língua o pescoço e lhe arranhando as costas com as unhas, fazendo com que Edward soltasse um gemido de excitação, a pegando com a ainda mais fúria, fazendo seus corpos se chocarem, perdendo uma mão naqueles cabelos e deslizando a outra mão pelo vale entre os seios de Bella até o meio de suas pernas enquanto ela se deitava sobre o piano, arqueando as costas. Bella sentiu um gemido escapar de seus lábios ao perceber que a calcinha que usava se encontrava no chão e sorriu por sentir que seu corpo não protestava.

Edward a puxou pelos braços, lhe acariciando as costas e descendo uma mão enquanto lhe arrancava o sutiã com a outra, e Bella enlouqueceu ao sentir pele sobre pele em um abraço maravilhoso, onde seus corpos se friccionavam levemente.

Bella – Meu Deus! – Mordeu seus próprios lábios, sentindo sua pele arder de prazer quando Edward desceu sua mão, começando a acariciar no centro de sua feminilidade enquanto, com a outra, se livrava da calça e trazia Bella para a beirada do piano enquanto beijava seu colo e, delicadamente, seus seios.
Bella voltou a tombar a cabeça para trás, soltando outro gemido alto, fazendo Edward sorrir, a beijando ainda mais, juntamente com a caricias que seus dedos faziam. Ele mordeu seus próprios lábios, percebendo que seu grau de excitação estava alto demais para continuar a provocar. Subiu suas mãos, a segurando por trás do joelho e Bella abriu os olhos, mirando nos olhos de Edward.

Ed - Isso... – assentiu, com a respiração ainda mais ofegante que a dela – Nos meus olhos. Olha nos meus olhos. – Bella sentiu ganas de fechar os olhos quando sentiu Edward adentrar em seu corpo, de forma única e sem pausas.

Mordeu os lábios, cravando suas unhas no ombro de Edward, sentindo os dedos fortes a trazerem para cada vez mais perto.

Bella – Edw...
Ed – Eu sei. - franziu as sobrancelhas, iniciando movimentos ritmados de vai vem, que poderia enlouquecer um homem de puro e insano prazer.

Bella o agarrou pelas costas, sentindo a sensação como se seus sentidos estivessem sendo cada vez mais aguçados. Sentia os movimentos, as delicias que aquele prazer com aquele homem proporcionava. Edward voltou a lhe beijar o pescoço.

Ed – Preciso te beijar a boca, te devorar a boca... – gemeu baixinho, apertando os olhos quando Bella lhe mordeu maliciosamente a orelha.
Bella – Se atreva! - fechou os olhos, sentindo que o fim estava tão próximo.
Ed – Você joga...
Bella – Não, eu ganho. – balançou a cabeça de um lado para o outro enquanto ele lhe beijava o pescoço, sentindo que em um só movimento seus corpos... Explodiriam.

E de certo, explodiu, de maneira compulsiva e sobrenatural, levando espasmos por toda sua corrente sanguínea, fazendo com que seu sangue entrasse em erupção.

Edward permaneceu na mesma posição, abraçado a ela firmemente enquanto a segurava pelos cabelos, sem força, controlando seu êxtase, que o havia tirado de órbita. Respirou fundo, tremendo seu corpo inteiro na mesma intensidade que Bella tremia o dela.

A força do clímax se tornou mais fraca conforme os minutos passavam, o ambiente parecia abafado e o suor ainda escorria da testa e das costas de Edward. Bella mordeu os lábios, o mirando nos olhos e Edward sorriu, daquela maneira arrogante e agressiva que só ele sabia fazer. E Bella teve a certeza que a noite seria longa. Oh Deus, tão longa!

O corpo dela, coberto pelo lençol em partes estratégicas, fez com que novamente o calor o cobrisse a testa de suor. Edward se levantou, percebendo que ainda não havia amanhecido e, de frente para a janela, ainda nu, fechou os olhos, podendo ver sentir e ouvir Bella, ao pé do seu ouvido, lhe gritando coisas sem nexo. Abriu os olhos, sentindo o vento tomar todo seu corpo quente e olhou para trás, vendo que Bella continuava adormecida profundamente. Ele desceu um pouco a vista para seu ventre e voltou a fechar os olhos, deixando um rápido sorriso escapar. Ouviu que ela se mexia e se virou, a vendo passar a mão sobre a cama, no lugar que ele deveria estar deitado.

Bella – Ed? – o chamou em um sussurro, de olhos fechados.
Ed – Estou aqui. – respondeu, caminhando de volta para a cama e se deitando, a abraçando e a puxando contra seu corpo.

Bella se aconchegou entre o vão de seu pescoço e seu ombro, ali repousando sua cabeça, voltou a adormecer. Diferente de Edward, que, por um motivo que ele não sabia dizer qual, não havia pregado os olhos o restante da noite. Viu o dia amanhecer enquanto sua mão acariciava os cabelos de Bella, em movimentos ritmados e carinhosos. Fechou os olhos, sentindo o cansaço da noite absolutamente agitada e sem dormir. Olhando o relógio na mesinha de cabeceia, notou que ainda era cedo e, com as mãos de Bella sobre seu peito, adormeceu.

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