sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Third Day - I Can't Live Without Your Love.


Bella acenou para Gabriel, que, animado, entrava na perua da escola, começando a conversar em voz alta com os amigos que faziam a maior baderna. Uma manha tão simples como as outras. Entrou, terminando de tomar seu café da manhã, deliciosamente preparado por Nelita, que se ocupava de outras coisas na cozinha, como a perfeita arrumação dos armários.

Bella subiu as escadas, direto para o quarto recém decorado e o abriu com a chave que ela e Nelita haviam escondido para que ninguém entrasse. Sentou-se na poltrona rosa, tirando as roupinhas das duas malas que Malu havia mandado. No horário do almoço, estava tudo em seu respectivo lugar. Sorriu de sua organização.

Bella – Pronto, filha, agora sim você pode chegar! Quer dizer, não tão cedo, mocinha.

Nelita, na porta, sorriu satisfeita com a arrumação do quartinho. Ambas caminharam para o jardim, onde Bella fez questão que Nelita se sentasse e almoçasse com ela. Como toda tarde, se deitou, descansando e quase às cinco se viu surpresa com o telefonema da senhora Venturini.

Bella – Dona Stella?
Stella – Sim, Isabella, sou eu, querida. Como está?
Bella – Eu... – ainda surpresa pelo telefonema – Estou ótima.
Stella – Já soube que está de volta. Resolveu o problema que precisava resolver?
Bella – Até o final da semana eu iria te ligar... Te daria uma resposta mais concreta. - Stella sorriu.
Stella – Conversei com o seu marido há alguns dias.
Bella – Sim?
Stella – Ele também não me deu respostas concretas. A verdade, Bella, é que estou muito satisfeita de como a Venturini vem crescendo e evoluindo ao passar dos anos...
Bella – Sim, Edward é excelente no que faz.
Stella – Sim, com toda certeza! Mas sabe que o meu Luiz tinha um carinho muito especial por você. – se emocionou ao ver a voz de Stella se abafar pelo choro.
Bella – Sim, eu sabia, dona Stella.
Stella – Pois, estou te ligando para lhe dizer que as portas estão abertas para você na Venturini e, quando se sentir pronta, aquele lugar e aquela cadeira é sua. – Bella ficou sem fala por alguns instantes – Eu sei... Sei que tem que pensar e, pelo que sei, também está grávida. Meus parabéns, querida!
Bella – Obrigada, Dona Stella! E aprecio a cega confiança que a senhora deposita em mim. Adoraria voltar a trabalhar, assumir meu serviço, mas há algumas coisas para serem resolvidas ainda. Além do mas, minha filha vai nascer em poucos meses.
Stella – Entendo.
Bella – Mas, Dona Stella, agradeço a sua confiança e, assim que tudo se resolver, se ainda estiver com essa proposta, aceitarei de bom grado.
Stella – Sim, querida, voltamos a nos falar.
Bella – Sim, voltamos, Dona Stella. Até mais.
Stella – Até mais. – Bella permaneceu parada após desligar o telefone.
Só Deus sabia como havia sentido falta de seu trabalho. Oh! Acordar todas as manhãs disposta a trabalhar duro para recompensar o voto de confiança que a família Venturini havia lhe deixado. Sentou-se a beira da cama com um sorriso nos lábios. Ah, se tudo se resolvesse! Pensou Bella.



As 18:30, em ponto, Gabriel chegou, recebido com beijos a apertos da parte de Bella. O garoto se pôs a contar cada atividade do dia, incluindo o convite à adorada Lola. Nelita serviu o jantar a ele enquanto Bella se arrumava mais uma vez.

Abriu o guarda roupa, mais uma vez empolgada e acabou pegando uma roupa bastante simples: uma calça branca fuso, uma bata até as coxas e de manga comprida, toda trabalhada em pequenos cristais da cor lilás e, olhando o temo lá fora, teve a certeza que seria ideal. Não estava frio, mas o calor era quase impercebível. Deixou os cabelos soltos, em seu enrolar natural, apenas com a franja, que foi rapidamente alisada, uma maquiagem suave, que abusava somente do rimél, sandálias de salto médio e se perfumou, pegando sua bolsa e descendo as escadas.

Já se passavam das oito e Edward ainda não havia chegado. Sentou-se com Gabriel deitado em seu colo, assistindo televisão, esperando o tempo passar até que finalmente a porta se abriu. Edward parecia cansado.

Sorriu ao se aproximar dela e de Gabriel, que já estava adormecido nos braços de Bella. Lhe deu um beijo na testa e outro no pescoço de Bella.

Ed – Um banho rápido e saímos. – Ela assentiu. Nelita, que iria ficar com Gabriel essa noite, desceu as escadas.
Bella – Já está dormindo. – Nelita sorriu, pegando o menino nos braços – Edward já chegou.
Nelita – Eu sei, foi até o quarto me dar boa noite. – Bella assentiu, se levantando e deu um beijo na bochecha de Gabriel, para logo depois Nelita o levar até o quarto.
Bella sabia que nada precisava dizer, seu filho estava seguro. Edward desceu as escadas e ela quase perdeu a respiração; uma calça preta social e uma camisa pólo branca, de gola. Deus, aquele homem era seu! Levantou-se, desligando a televisão e ele a alcançou, a beijando no pescoço e na bochecha.

Ed – Onde vamos?
Bella – Eu dirijo. – ele fez uma careta, como quem não gostava muito do que ouvia. – Sem comentários, hoje sou eu que mando.
Ed – Hum, ok!

De mão dadas, chegaram a um pequeno restaurante, em um distante ponto do centro, coisa extremamente simples. Sentaram-se na cadeira quadrada de madeira, a mesa levava uma toalha em verde e branco, xadrez, pessoas conversavam em som baixo enquanto uma mulher, em um canto afastado, cantava algumas canções ao vivo. Edward analisou o lugar e se sentiu confortavelmente instalado ali, sorriu para Bella, que se sentou a sua frente, pegando o pequeno cardápio em suas mãos.

Ed – Onde descobriu esse lugar? – perguntou enquanto corria os olhos, na espera que tivesse um bom vinho.
Bella – Quando eu cheguei, enquanto tentava procurar emprego, ás vezes almoçava por aqui, era baratinho e, se quer saber, as mesas não tinham toalhas, mas era a comida mais próxima com o gosto da comida da minha mãe. – Edward assentiu. Não, não tinha vinho, o garçom logo chegou, parando ao lado de Edward na espera que ele fizesse os pedidos, mas isso não aconteceu.

Ed – Hoje é por conta dela... – Bella sorriu, fechando o cardápio.
Bella – Por favor, quero esse filé de frango grelhado com arroz, feijão... - seus olhos brilharam em travessura – E muita, muita batata frita. – Edward sorriu, balançando a cabeça.
Garçom – E o senhor?
Bella – O mesmo, para ele o mesmo! – o garçom assentiu, anotando os pedidos.
Garçom – E para a beber?
Bella – Duas Itubainas, bem geladas... – Edward franziu a testa. O garçom, mais uma vez, assentiu, caminhando rumo a cozinha.
Ed – Itubaina? Que diabos é isso?
Bella – Nada disso, prove e verá! Nunca precisou comer na rua, com pressa, em qualquer canto? Ou um cachorro quente no ônibus, porque não deu tempo de almoçar? – Edward negou com a cabeça – Ás vezes, me esqueço que já nasceu nisso... – Desviou o olhar, dando atenção à moça loira que iniciava uma canção maravilhosa.
Ed – Não, eu não cresci nisso, eu cresci com isso. Meu pai preferia dirigir uma empresa a levar minha mãe à qualquer canto... – Bella o olhou – Mas isso não importa. – sorriu malicioso – Hoje vamos falar de você.
Bella – Não, Ed, agora vamos dar uma pausa e falar da gente, dos nossos filhos, das nossas vidas... - ele ficou surpreso e ergueu a sobrancelha, afastando-se para que o garçom servisse a tal de Itubaina.
Ed – Prometemos que essa semana era nossa.
Bella – E quando a semana acabar?
Ed – A semana não vai acabar, porque não vai ser domingo e eu não vou te deixar partir. – Bella sorriu, com brilho nos olhos.
Bella – Eu gostaria que fosse assim tão fácil, Edward, de verdade...
Ed – É fácil, somos nós dois que complicamos, Bella, e mais ninguém! Por quê? Está pensando em ir a algum lugar?
Bella – Não, não estou pensando nisso... É divertido agir como se nada tivesse acontecido. – o olhou nos olhos – Como se tivéssemos nos conhecidos aquela noite, mas a verdade é que estamos tapando o sol com a peneira, Edward, porque eu estou morrendo de medo que, quando acabar essa semana, mais uma vez, não sobre nada da gente.
Ed- Do que você tem medo?
Bella – De você. Eu tenho medo de tudo que se relaciona a você.
Ed – Tola, mil vezes tola, Bella! Isso não é uma pausa, é um recomeço. – suspirou – Escute, esse nosso olhar para trás não me lembra nada mais nada menos do que o começo. O que eu quero é que você perceba que, mesmo se eu tivesse que viver tudo, cada dia da nossa vida, eu faria a mesma coisa... – sorriu, cobrindo a mão dela com a sua – Eu vou perder a cabeça, Bella, eu vou gritar, vou mandar, vou ser grosso, arrogante, um miserável... Mas, todas as minhas emoções e reações possuem sentido com você, entende? Do que adiante eu lhe dizer, você me dizer, que vai dar certo se, no final da semana, você me dizer “Não, Edward, não é mais isso que eu quero”? Do que vai adiantar, Bella, se tudo o que eu faço é incompleto sem você?
Bella – Edwa... – se emocionou.
Ed – Não, me compreenda mulher... Essa é a minha escolha! Quando essa semana acabar, falaremos sobre o porquê você partiu, falaremos sobre tudo o que quiser, mas essa noite, até domingo, são nossas noites, Bella, onde eu jamais poderia imaginar que tudo isso aconteceria. Você tem sonhos, eu também tive os meus... Muitos não se realizaram, acredite... Mas, pelo amor de Deus... – apertou sua mão, a olhando no fundo dos olhos - Olhe para frente. Deixe tudo para depois, viva essa semana como se fosse a última e, quando o domingo chegar, veremos que rumo na vida irá tomar. Com o nosso menino, com a nossa garota... – baixou a cabeça. - Eu gosto da maneira como fazemos amor. Toda vez que nos unimos em um corpo só, é como se fosse a primeira vez...
Ed - Eu gosto da maneira quando tudo está descontrolado, você me abraça e assim daquele jeito fazemos amor, não de corpo, Bella, mas sim de alma. E a minha se rasga toda vez que olho em seus olhos e percebo que sua cabeça está no domingo. Sorria para mim como você sorria, diga tolices, diga que me ama, grite, diga que me odeia... Mas esqueça, por um segundo, que os nossos planos não deram certo, que tudo o que eu tracei para nós foi tão profissional como a nossa primeira noite. Perca o controle, Bella... Porque o meu se foi a partir do momento em que tudo o que eu te dei, não te satisfazia mais.
Bella abaixou a cabeça, sentindo como, no fundo, aquelas palavras lhe doíam. Avistou que os pratos estavam vindo, não podia dizer nada, simplesmente as palavras não saiam de sua boca, queria dizer a ele que tudo a satisfazia, queria dizer a ele que...

Garçom – Senhora? – Bella acordou, levantando a mirada e percebendo que Edward e o garçom seguido de outro esperava que ela afastasse os braços para então botar as bandejas.
Bella – Desculpe. - o garçom assentiu, servindo as bandejas e colocando mais refrigerante no copo de ambos.

Bella começou a comer enquanto respirava fundo, mirando seu prato e nada mais. Fechou os olhos ao provar o delicioso sabor da comida. Oh, era uma delicia! Mirou o prato de Edward, percebendo que ele nem havia tocado na comida, o mirou nos olhos finalmente dando de cara com a mirada fixa em seu rosto.

Bella – Não gostou da comida? – não obteve resposta – Edward?
Ed – Por que você recua?
Bella – O quê?
Ed – Você recua. Se fosse outra época, você teria causado uma discussão imensa... Eu te falei tudo o que estava engasgado e você recua. – comeu uma garfada, um tanto incrédulo – Droga, Isabella! – Bella se serviu de um sorvo da bebida, olhando Edward nos olhos.
Bella - Nós não estamos em outra época, Edward, e também não somos os mesmos... – agora foi Edward que se calou, comendo sua comida a vontade. Parecia ter gostado, pensou Bella enquanto devorava a batata frita com uma boa pitada de sal. – Quer saber, vamos esquecer isso, hum? – Edward assentiu – Stella me ligou hoje...
Ed – Sério? – Bella ergueu a sobrancelha, sorrindo.
Bella – Não se faça de desentendido, mocinho, porque ela também ligou para você.
Ed – Sim ligou. Conversamos um pouco, como sempre, e logo desligamos, não falamos sobre você, mas provavelmente tem haver com a Venturini.
Bella - Sim, tem haver, sim... – Edward assentiu, ainda um pouco distante.

Bella mordeu os lábios, apreensiva, tentando desesperadamente buscar um assunto. Buscar um assunto? Desde quando ela e Edward procuravam assunto?


“Quando não estão na cama, estão discutindo, Isabella, e a discussão em si já tem um assunto”. 


Pensou, tomando outro gole de sua bebida e algo chamou sua atenção em uma mesa no canto: duas mulheres jantavam e conversavam, animadas, gesticulando, às vezes rindo em voz alta, vestidas de forma mais simples possível. Deus, elas pareciam estar se divertindo. Abaixou a cabeça, sorrindo com outra gargalhada que a mais alta e morena havia soltado.

Ed – Eu não queria estragar a noite...
Bella – Você não estragou a noite. – sorriu pra ele, afastando seu prato, satisfeita. E foi a vez de Edward mirar as moças, para então notar que era para isso que Bella havia olhado e dado risada – Sabe, me lembro de que, logo quando eu e Rosalie nos conhecemos, viemos comer aqui, e a risada dela ecoava pelas paredes, eu podia ouvir do banheiro... – balançou a cabeça, sorrindo – E eu dizia “Rose, vão expulsar a gente daqui e eu não sei cozinhar”. Ela ria ainda mais alto e eu entrava na dança, eu queria mais é que tudo se ferrasse. Nada de regras, horários ou roupa adequadas; calça jeans, uma blusinha colorida e as unhas sempre feitas. – largou a sorrir ainda mais – Eu odiava quando precisava colocar as botas, eu nem sabia andar de salto direito. – parou de sorrir, mirando Edward a sua frente.
Bella – Tinha um lado que era bom; eu gostava quando era dia e podíamos ser o que quiséssemos ser, eu gostava quando era dia e íamos ao cinema sem pagar, porque sempre estava vazio e ela flertava com o carinha dos ingressos. E agora... E agora eu sou uma daquelas mulheres que nós chamávamos de “madames”. O armário coberto de jóias, vestidos de seda que eu usei uma vez só, sapatos que acho que já não gosto mais, bolsas que eu detesto usar... – fechou os olhos – Às vezes, eu adoraria andar de jeans e camiseta o dia inteiro, Edward... - Franziu a testa emocionada. - Às vezes, eu tenho vontade de trocar roupa com amigas para não repetir no outro dia de colégio. Às vezes, eu tenho vontade de checar a minha conta... – sorriu, segurando o choro – E ver que está zerada. Mas ok, vamos seguir em frente! – abaixou os olhos para depois os subir, com os mesmos ainda mais vermelhos – Não quero que pense que eu não sou feliz, porque não é a verdade. Sou completa e realizada, mas, às vezes, falta algo, entende? Algo que, quando eu não tinha nada, eu tinha. O engraçado, Edward... O mais engraçado, é perceber a mudança. – olhou novamente para moças – Porque enquanto eu gargalhava, sentada naquela mesma mesa, eu jamais poderia imaginar que eu sentaria em uma ao lado tentando, a qualquer custo, salvar o meu casamento. – mordeu os lábios, segurando o queixo – Porque é que estamos fazendo, Edward:tentando, a qualquer custo, segurar essa linha fina que pende nossas vidas.
Ed – Você não é feliz, Bella, eu vejo nos seus olhos.
Bella – Não, eu sou sim, sou uma mãe realizada, tenho uma família nova...
Ed – Eu não estou falando dos outros, estou falando da gente. – desviou o olhar, respirando fundo – Estou falando de você como mulher, como a minha mulher. – Bella fez o mesmo que ele, tomando fôlego. E, com toda sinceridade, a beira das lagrimas, ela negou com a cabeça e segurou o choro a qualquer custo, olhando no fundo dos olhos de Edward.
Bella – Eu me perdi de você, Edward. E, por mais que eu tente, eu não consigo te achar... – Edward baixou a cabeça, a balançando de uma lado para o outro – Quando eu disse... Quando eu disse à Rose que você havia pedido para me ter a semana inteira ela me perguntou qual era o problema e sabe o que disse? Olha para mim, Edward! – ele o fez, com os olhos vermelhos como os dela – Eu disse que você era perfeito demais. Talvez seja eu, Edward. – ele assentiu, cerrando o maxilar em busca de controle – Você me deu tudo o que uma mulher poderia sonhar, às coisas mais belas dessa vida você me deu, Edward. E, Deus, eu sou tão grata por isso!
Ed – Do que adianta se não te satisfaz? – suspirou.
Bella – Eu precisei me sentir amada. – baixou a cabeça novamente.
Ed – Eu te dei amor.
Bella – Eu sei que deu, mas depois de quanto tempo, Edward? – franziu a testa, subindo a mão e enxugando rapidamente a lágrima que havia escorrido.
Bella – De todas as coisas que fizemos um com o outro, a que eu mais me lembro, quando brigamos e dizemos besteiras, é que eu demorei cinco anos para me sentir amada. – Edward desviou o olhar - Tudo sempre pareceu tão mecanizado, Ed, temos a casa perfeita, os empregos perfeitos, as roupas perfeitas, jantamos em lugares perfeitos, com pessoas perfeitas, mas estamos longe... Oh Deus, tão longe de sermos perfeitos! Eu adorava quando chegávamos a uma festa, nos abraçávamos e caminhávamos sem olhar para os lados. Elas morriam de inveja, mas inveja do que? – ele voltou a olhar – Se na primeira curva, seus olhos atentos à sociedade, nós nos separávamos como se queimássemos um ao outro. - Depois de quanto tempo fizemos amor? Santo Deus, Edward, eu amo fazer amor com você, de corpo e de alma! Porque quando você me toca... – sorriu tristemente – Me queima de prazer, quando estamos ali, em qualquer lugar, unidos, e você olha nos meus olhos... - fez uma pausa - Eu sei perfeitamente o que você está me dizendo. Mas agora eu não sei. Talvez seja eu, Edward. – voltou a dizer – Mas, sem você, eu não tenho nada. - negou com a cabeça, deixando de sorrir – Eu não tenho nada realmente meu, Edward, a não ser os meus filhos.
Ed – Eu sou seu! – franziu as sobrancelhas, com a ponta do nariz vermelha - Eu sempre fui seu, em uma bandeja, Bella, mas é realmente necessário que eu diga que te amo para que você o sinta? Olhe para mim... E me diga, mas me diga agora, o que meus olhos estão lhe dizendo. – Bella desviou o olhar, negando com a cabeça – Olhe para mim. – ela o fez – Eu vou lhe dizer o que eles estão dizendo, mas não aqui... - negou com a cabeça – Não agora, Bella.


Bella cravou seu olhar no dele por alguns instantes, os olhos de Edward brilhavam de maneira intensa, quase sobrenatural. Sentiu a eletricidade em seu corpo percorrer cada veia, era como se não fosse mais dona de suas sensações. Santo Deus, o que estava acontecendo? Sentiu suas mãos suarem enquanto ele se levantava, caminhava até o balcão, pegava a carteira, pagando a conta e se dirigia a saída. E, em um instante se virou, olhando Bella sobre o ombro. O que ele estava fazendo?

Bella se levantou sob a leve mirada das pessoas sobre si, caminhou até Edward e logo depois até o carro. Silêncio. O mais puro e controlado silêncio. Ele dirigiu até em casa e abriu a porta para que ela descesse do carro, e assim Bella o fez, um tanto confusa. Pra falar a verdade, completamente confusa. Entrou em casa notando o mais perfeito silêncio e subiu as escadas com Edward atrás de si. Entrou em seu quarto, se virando para ele.

Bella – O que está acontecendo? – Ele fechou a porta, passando a chave e se virou para ela, tirando a camisa. Bella engoliu a seco, molhando com a língua os lábios secos. Era impressão sua ou o quarto estava abafado?

A camisa largou no chão, como um objeto qualquer que não fazia a mínima diferença em nenhuma situação. Ele a olhou nos olhos, continuando a caminhar em direção a ela e Bella mordeu os lábios.

Bella – Edward? – ele negou com a cabeça e tirou uma mexa de cabelo que havia caído em seu rosto. Era perfeita a imagem de um homem que exalava pura sensualidade, poder e arrogância, concluiu Bella quando ele se aproximou. – Está me assustando.
Ed – Essa é intenção. – mordeu seus próprios lábios para que, com as costas da mão, percorresse desde a face de Bella até abaixo de sua cintura, apenas de leve. – Isso te queima? – Subiu os olhos, em pura sensualidade, de volta aos dela. Bella levou sua mão até o peito de Edward; a respiração dele estava calma, pausada enquanto a sua... Santo Deus, que homem era aquele? – Queima, não é?! – se aproximou, a pegando pela cintura, colando seus corpos enquanto suas bocas se aproximavam. – Então, vamos conversar, Isabella. – lhe mordeu o lábio inferior, correndo a língua pelo mesmo – Mas não precisamos falar para que isso aconteça.
Edward desceu seus lábios até o pescoço da mesma, lhe distribuindo chupões e beijos molhados, intercalando mordidas de leve. Bella teve a certeza que suas pernas não tinham mais firmeza e subiu a outra mão, a descendo em um forte esfregar pelas costas de Edward, deixando marcas avermelhadas por onde suas unhas passavam. Ele fechou os olhos, os apertando, sentindo seu corpo pulsar em desejo.

Bella – Não é certo... – murmurou, fechando os olhos ao sentir as mãos dele caminharem por dentro de sua blusa até seus seios.
Ed – Não, mas é a única maneira de você entender sobre o que eu estou falando. – lhe mordeu o nódulo da orelha dela, fazendo com que Bella soltasse um gemido baixo, se agarrando ainda mais a ele.

Puro desejo. Santo Deus, a melhor das seduções; corpos que falavam por si só eram capazes de recuperar o controle?

Edward – Perca o controle, Bella, e quando o final chegar, olhe nos meus olhos. – mergulhou sua mão pelos cabelos, alcançando sua nuca e fazendo cada poro de Bella se arrepiar de forma intensa – Você compreende? – ela soltou outro gemido, sentindo sua blusa tomar o mesmo rumo que a camisa dele – É impossível controlar. – lhe alcançou os lábios enquanto a olhava nos olhos.
Bella engoliu a saliva e ele a pegou nos braços, a depositando na cama e lhe tirando a calça com extrema delicadeza, sentou-se ao seu lado, a puxando para si, a pondo completamente em seu colo. Face a face. Corpo a corpo. Bella se remexeu, friccionando levemente seus corpos e o puxou pelos cabelos enquanto Edward lhe devorava o pescoço.

Bella – Na boca... Preciso que me beije na boca, Edward. – gemeu em seu ouvido e seu pedido rapidamente foi atendido.

E a explosão ocorreu ali, quando suas línguas se tocaram desesperadamente enquanto o resto das roupas eram arrancadas desesperadamente. Sussurros. Gemidos. Ela gritava por uma salvação que só ele poderia lhe dar. Agora era pele sobre pele. E tudo seria feito com calma, com tanta calma.

Beijando-a nos lábios, Edward subiu as mãos pelas costas, já suadas, de Bella, a pegando com força pela cintura, agora dando atenção aos seus seios, que pareciam a parte ainda mais sensível de seu corpo. Voltou a ouvir um gemido em seu ouvido e voltou a apertar os olhos. Deus, que mulher era aquela?

Bella – Sua... Sua mulher. – ela respondeu como se pudesse ouvir seus pensamentos.

Edward a olhou nos olhos e a subiu um pouco pelas axilas, para então percorrer seu corpo internamente. Bella fechou os olhos, forçada pela intensidade que sentia seu corpo se conectar ao dele. Chamou por seu nome. Implorou, chamando por seu nome. Então ele o fez de novo: a levantou para depois a abaixar, em movimentos perfeitos e calculados. E, para a tortura de Bella, que não sabia ao menos o seu nome, lentos. Extremamente lentos.

Bella – Edward. – mordeu seus próprios lábios, enquanto devorava os dele, lhe bagunçados os cabeços, sentindo pele contra pele, o suor escorrer por suas testas.

Edward a segurou pelos cabelos, de forma que não a machucasse, e com a outra mão pegou o cobertor, o apertando sob os punhos.


"Não perca... Não perca o controle, Edward", dizia à si mesmo enquanto adentrava nela tão lentamente que seu corpo inteiro gritava em desespero.


Bella abriu os olhos, finalmente, respirando com pressa e cravando suas unhas nos ombros de Edward, na tentativa alucinante de não gritar alto.

Bella – Eu não consigo mais... – mordeu seus lábios, se abraçando fortemente a ele – Você está me matando, Edward. – abriu a boca, mas segurou outro gemido.
Ed – Olhe para mim. – pediu, sentindo que, em sua mão, o sangue parecia não circular de tamanha a força que apertava ao cobertor.
Bella – Faça alguma coisa... – sussurrou, sentindo ambos caminharem para o limite do prazer.
Ed – Olhe para mim agora, Isabella. – não teria tanto tempo assim. Controlou ao máximo o clímax, percebendo que o dela não estava tão distante. – Me diga o que você vê. – apertou os olhos e os cabelos dela quando a mesma o olhou nos olhos. –Diga agora, Bella, diga o que você vê...
Bella – Edward... – finalmente aumentou o tom de voz, sentindo os primeiros espasmos.
Ed – O que você vê? - sua voz era quase em extremo desespero, jogou a cabeça para trás, para depois voltar a mira-la.
Bella – Você está gritando. – concluiu, apertando os olhos com força, chamando pelo nome dele uma vez mais.
Ed – Sim, eu estou gritando... – fechou seus próprios olhos, a descendo novamente contra seu corpo - M-e di-ga... Meus Deus! – abriu os olhos.
Bella – Você m-ee –am...
Ed - Diga. – quase gritou, ouvindo o gemido de si próprio – Não, eu digo: Eu amo você. Consegue ver, Bella? Sinta-me. – seus olhos se encheram de lágrimas – Compreende? - ela assentiu, deixando uma lágrima escapar pelos próprios olhos.


Então, desabaram sobre aquele abismo de puro prazer e descontrole, inalcançável por qualquer outra pessoa na vida. Ele a calou com outro beijo rápido e selvagem, a segurando contra si até que ambos os corpos parecem de tremer. Separaram seus lábios a procura de ar, colando suas testas, tentando a qualquer custo normalizar suas respirações.


Ed – Respire! – ela assentiu, com as mãos trêmulas sobre o peito seu peito. Soltou um sorriu, deixando escapar outras lágrimas, que os lábios de Edward rapidamente enxugaram. – Você está bem? – ela assentiu, finalmente abrindo os olhos. E o encontro foi tão eterno que ela viu aquele homem chorar. Sorriu, subindo as mãos até o rosto do mesmo, seus lábios trêmulos pela emoção, e Edward continuava a olhar nos olhos, sem nem ao menos piscar.
Bella – Por quê? Por que, entre todas, você me escolheu? – se emocionou ainda mais.
Ed – Porque, entre todas, é você que me faz sentir assim... Sem controle, Isabella.

Bella abaixou a cabeça, sem poder dizer nenhuma palavra. Ele pousou as mãos em suas costas e Bella se encostou a ele, deitando a cabeça sobre seu peito e ali fechando os olhos, normalizando suas respirações por completo. Permaneceram assim por longos minutos, Bella se sentiu completamente relaxada.
O bebê se mexeu e ela sorriu junto com Edward, que lhe alisou a barriga pela primeira vez. Bella abriu os olhos, sentindo seu coração bater com certa pressa e se levantou, o olhando nos olhos; ele estava sério, mas seu olhar brilhava de forma intrigante.

Ed - Eu sei quando foi... – mergulhou as mãos novamente pelos fios sedosos do cabelo de Bella.
Bella – O quê?
Ed – Nossa garota. Foi no sofá. – apontou para o sofá de coro preto, encostado na parede, de frente para a cama – Bella sorriu – É sério. – Ela assentiu e, de repente, parando de sorrir, subiu suas mãos até o rosto de Edward o encarando por longos segundos.


Ele não abriu a boca. Seu corpo estremeceu, deixou que sua mão caísse até a nuca de Bella, lhe puxando para mais um beijo envolvente, que ela respondeu com a mesma ânsia e sensualidade.
Edward se levantou, deixando Bella completamente adormecida e esparramada pela cama, sua respiração ritmada denunciava que dormia perfeitamente. Ele olhou o relógio, que já marcava 6:30 e entrou direto no chuveiro, tomando um banho frio.


Precisava começar o dia desperto porque a noite havia sido completamente sem controle. Virou-se de costas no espelho, vendo as marcas avermelhadas aonde as unhas de Bella haviam passado, seu abdômen continha as mesmas marcas. Passou a mão pelos cabelos, como sempre fazia e, sem fazer barulho, separou seu terno de corte perfeito, em tom escuro, a gravata vermelha e a camisa clara, os sapatos, o relógio e separou sua pasta e seu celular. Após passar o perfume, em pouca quantidade, sorriu quando Bella me mexeu, respirando fundo para depois sorrir.


Bella – Que horas são? – abriu os olhos, o mirando – Meu, Deus Edward! Deveria ser proibido ver te assim logo que abro os olhos. – ele sorriu novamente e deixou a pasta no chão, sentando-se ao lado dela, lhe distribuindo beijos pelo pescoço e o colo nu.
Ed – Bom dia. – ela mordeu os lábios, maliciosa.
Bella – Bom dia. – ele se levantou, ajeitando a gravata enquanto Bella se enrolava no lençol, cobrindo as partes nuas.
Ed – Vou acordar o Gabriel, acho que a Nelita já está de pé. – Bella assentiu, voltando a fechar os olhos.
Bella – Bom trabalho, Ed... – ele assentiu – E fique longe da sua secretária. – sussurrou, voltando adormecer.

Edward balançou a cabeça e lhe deu outro beijo no pescoço. Pegando sua pasta e saindo do quarto, caminhou até o quarto de Gabriel e se aproximou da cama, lhe dando um beijo na bochecha e lhe acariciando os cabelos.

Ed – Filho? – o chamou baixinho – Amigão, está na hora de acordar.
Gabriel – Ah, não pai! Mais duas horinhas... – Edward sorriu.
Ed – Nada disso. Vem, vamos para o banho... – Nelita bateu na porta, dizendo “Bom dia”. Edward respondeu com outro ainda mais animado – Filho? – o fez cócegas e Gabriel de revirou, sorrindo e finalmente abrindo os olhos.
Gabriel – Cadê a mamãe? – se sentou na cama, se levantando, caminhando-se para o banheiro.
Ed – Sua mãe está dormindo, se vista e vá acorda-la. Papai vai ir trabalhar. – Gabriel assentiu d se aproximou, o abraçando, e Edward correspondeu, se despediu de Nelita, deixando o quarto enquanto descia as escadas.

O quarto ao lado do seu, com a porta encostada, lhe chamou a atenção. Olhou o relógio, voltando a subir as escadas e abriu a porta, se deparando com o quarto todo decorado, com flores coloridas em tons suaves, berço, armário, tudo tão delicado e tão branco. As roupas já nas gavetas, bibelôs já pendurados, casquinhos também pendurados. Negou com a cabeça, sorrindo. Se saísse de fininho, Bella nem veria que ele já havia visto.

Virou-se, caminhando com lentidão e saiu no corredor, encostando a porta da mesma maneira. Desceu as escadas em silêncio, como sempre, saindo pela cozinha, caindo direto na garagem. Apertou o alarme do carro esporte preto e entrou no mesmo, arrancando.

Bella terminou de tomar o café com Nelita, subindo para se arrumar; colocou mais um dos vestidos se algodão que tinha, na cor branca e desceu as escadas, sentindo o calor daquela manhã. Voltou a dar risada das gracinhas de Gabriel antes de ir para escola, ele estava ficando impossível.

Iria até a casa de Marieta, conversar com Alice sobre a mudança. Ela e Edward haviam conversado essa madrugada sobre isso. Calçou as sandálias, sentindo seus pés protestarem, a maquiagem o mais leve possível, prendeu os cabelos em um rabo de cavalo alto. Estava ardendo em calor. Chegando na casa de Marieta, percebeu que o café ainda estava sendo serviço, foi recebida com um grande sorriso.

Marieta – Veja, veja quem veio me visitar! Como está, querida? – beijou o rosto de Bella – Oh não, deixe que eu responda, maravilhosa! – com um sorriso, agradeceu a governanta que lhe havia servido outro copo de suco.
Bella – Se levantou da cama, vejo que está com uma cara ótima... – sorriu, sentando-se na cadeira de frente para Marieta.
Marieta – Há dias bons... – respondeu, com uma ponta de tristeza, bebendo um gole de seu suco.
Bella – Não diga isso, hum?! – a olhou no fundo dos olhos, percebendo que a manhã talvez não estivesse tão boa para Marieta – E Alice e o pequeno?
Marieta – Ah, saíram logo cedo para darem um volta pelo parque. Sabe como são as mães de primeira viagem, cada sopro influência... Não tive filhos, mas, se os tivesse, viveram cobertos de barro. – Bella gargalhou, se servindo de um copo de suco – E o Edward e Gabriel?
Bella – Arteiros! – sorriu e Marieta percebeu um brilho diferente em seu olhar.
Marieta – Vejo que fizeram as pazes.
Bella – É uma boa semana. – Marieta assentiu e, de repente, parou de sorrir, soltando uma longa e rouca tosse. Bella se preocupou, mas, antes de levantar, recebeu o gesto negativo de Marieta, que se acalmava lentamente.
Marieta – Acho que vem outra gripe por aí... – respirou fundo, tentando dar um sorriso que convencesse a Bella que estava bem, mas isso não pareceu acontecer.
Bella – Seu quarto está pronto na minha casa, quando quiser ir, Marieta...
Marieta – Ah, vocês e essas tolices! Estou muito bem na minha casa, além do mais não preciso que me cuidem.
Bella – Ninguém vai cuidar-te... Apenas fazer-te companhia. O que acha? Eu, você e Nelita, naquela casa imensa, iremos nos divertir. – Marieta não respondeu, soltou um sorriso triste, tossindo novamente. Bella percebeu que ela lentamente tornava-se pálida e sua testa já havia pequenas gotas de suor. Franziu a testa, engolindo seco... – Mari? Se sente bem?
Marieta – Oh, é claro que me sinto! E o nosso bebê, como está?
Bella - Está bem, me deu uma folga nos enjôos e vem sendo bastante energético... – completou, com um sorriso nos lábios. Marieta também sorriu e deixou o copo na mesa, encostando-se na cadeira. - O que acha que descansarmos um pouco? A minha manhã também foi agitada... - Marieta assentiu sem qualquer indicio de contrariar, ela não estava bem e Bella sabia disso.

Ambas subiram lentamente as escadas e Bella notou que ela havia ficado ainda mais pálida. Quando, por fim, chegaram ao quarto, Bella lhe ajeitou os travesseiros e Marieta deitou-se esgotada na cama, parecia que havia percorrido o mundo a pé.

Marieta – Pegue aqueles dois frascos para mim, querida? – Bella o fez e encheu um copo de água da mesma bandeja que os remédios. Marieta os tomou, descansando a cabeça no travesseiro – Poderia fechar as janelas? Acho que sinto frio. – Bella o fez, estranhando, porque a temperatura era de um sol maravilhoso. Sentou-se ao lado de Marieta, lhe pegando as mãos, agora tão fracas.
Bella – O que acha te chamarmos seu médico? Está trêmula, querida... – começou a se preocupar, sentindo o calor percorrer seu corpo. Marieta não respondeu, permanecia respirando fundo de olhos fechados.
Marieta – Já vai passar...
Bella – Não, Marieta, não acho uma boa idéia. – pegou seu telefone, discando o número que aprecia nos frascos dos remédios, o doutor logo atendeu.

Bella lhe explicou a situação enquanto a mulher, que parecia uma espécie de acompanhante, media a pressão de Marieta. Bella se levantou, caminhando preocupada de um à lado no outro. Em poucos minutos, o médico chegou e examinou Marieta, aplicando-lhe a medicação. Em pouco tempo ela pareceu melhor. olhou Bella nos olhos antes de adormecer, repondo suas energias. Bella caminhou até a sala com o doutor.

Bella – O que aconteceu? – sua preocupação era estampada em seu rosto, a campainha tocou e a outra secretária do lar foi atender.
Dr Julio – Desculpe, mas você quem é?
Bella – Ah, mas é claro, me desculpe! – estendeu a mão – Sou Isabella Marie
Cullen, esposa do Edward. – o médico assentiu.
Dr Julio – Marieta teve um queda de pressão considerável para o quadro delicado e seguido já de outra gripe, que virá ainda mais forte dessa vez. – Bella assentiu, baixando a cabeça – Dei uma medicação que a acalmará senhora Cullen, mas caso quando ela acordar a agitação de iniciar, o melhor será que a leve até o hospital para uma série de exames. – Bella assentiu. Alice não chegava logo, havia ligado logo depois do médico.
Bella – Entendo. Eu ficarei por aqui até que a sobrinha dela chegue, vou ligar para o meu marido. – o médico assentiu, mirando algo nas costas de Bella. Bella se virou e levantou o queixo, cerrando o maxilar.
Tanya – Boa dia, Isabella. – Ela não respondeu, se virou respondendo ao médico.
Bella – Então, façamos isso, doutor! Ligarei assim que o meu marido chegar. – Julio assentiu e se despediu das pessoas presentes, saindo pela porta.

Bella voltou a se virar, encarando Tanya nos olhos; ela continuava parada, observando Bella dos pés à cabeça.

Bella – Bom dia, Tanya. – a frieza era calculada e dura, se encararam por logos tempos.
Tanya – Mas um Cullen a caminho. Quando falei com Edward ele não me disse sobre isso... – Bella não respondeu, respirou fundo, obtendo o controle e pegou seu celular. Ligou para Edward, explicando a situação enquanto Tanya se instalava confortavelmente no sofá – Como Marieta está?
Bella – Teve uma queda relativa de pressão, mas está medicada... – Tanya assentiu, realmente preocupada.
Tanya – Escute, Isabella, seria melhor que esqueçamos...
Bella – Não, Tanya, escute você! – se aproximou, a olhando nos olhos – Conheço-te o bastante, então, não me venha com jogos. Fique na tua que tudo permanecerá como está. – Tanya arqueou a sobrancelha, surpresa e se levantou, subindo as escadas. Bella sentou-se, respirando fundo.
Edward chegou em poucos minutos e Alice chegou logo atrás, com o bebê adormecido no carrinho.

Alice – O que houve? – sua voz era aflita e Edward também estava preocupado, se aproximou de Bella lhe dando um beijo rápido nos lábios.
Bella – Teve uma queda de pressão. Estávamos tomando café, conversando, e ela foi ficando pálida, subimos para o quarto e notei que estava trêmula e confusa, chamei ao doutor Júlio... Está medicada e adormecida.
Ed – Mas está melhor? Fora de perigo?
Bella – Está, está mais corada... Mas o médico disse que se em doze horas ela não melhorar, a levaremos até o hospital, onde fará exames e permanecera em observação.
Alice – Eu disse, Ed, sabia que isso aconteceria! Eu falo "vamos ao hospital, Mari", ela não me escuta. Obrigada, Bella... – lhe abraçou.
Bella – Imagina, Alice!
Alice - Vou subir para vê-la. – Bella assentiu.
Ed – Eu também vou subir... – parecia visivelmente abalado.
Bella - Ah, Tanya está lá em cima.
Alice – O que a Tanya faz aqui? – Bella mirou Edward, esperando por uma resposta.
Ed – Ela estava preocupada, perguntou se podia vir ver Marieta e ficar alguns dias, não vi o porque não. – Alice assentiu, subindo as escadas e pedindo para que Bella desse uma olhada no bebê adormecido.
Ed – Bella... – se aproximou, a pegando pela cintura.
Bella – Está tudo bem. Suba, Marieta precisa de ti! – ele assentiu e lhe beijou os lábios novamente, subindo as escadas.

Bella permaneceu sentada no sofá, olhando o pequeno Bruno. Depois de 20 minutos, os três desceram. Alice continuava preocupada, mas um tanto relaxada. Sentou-se na poltrona, trazendo o carrinho para perto de si. Tanya sentou na outra e Edward sentou-se ao lado de Bella, lhe abraçando.

Tanya – Está tão fraca, quase não a reconheci, Alice... – abaixou os olhos cobertos por lágrimas – Há uma solução, não há? – mirou Edward.
Ed – Iremos ao Hospital de qualquer jeito, Alice, ela querendo ou não... – Alice assentiu.
Alice – Vou subir, preciso troca-lo. – Bella assentiu e Edward deu um sorriso à irmã.
Ed – E você, está bem? – Bella assentiu.
Bella – Só sinto calor, bastante calor...
Ed – Gabriel foi bem para escola?
Bella – Foi, estava um palhaço essa manhã...
Tanya – Bom... – se levantou – Vou tomar um banho. – Edward assentiu voltando a atenção para Bella, que respirava fundo.
Ed – Vem, vamos lá fora tomar um ar. – Bella assentiu e se levantou, sentindo as pernas levemente fracas.


Sentaram-se na extensa varanda, no degrau da escada, Edward em dois acima dela, de forma que Bella ficasse encostada nele, no meio de suas pernas, com a cabeça encostada em seu peito enquanto ele lhe tirava a franja do rosto, lhe abanando com a outra mão.


Bella – Estou bem, Ed... – ele assentiu, mas mesmo assim continuou o que fazia – Marieta não está bem. – se emocionou e Edward voltou a assentir – Pensei que ela desmaiaria, Edward. – fechou os olhos, sentindo-se se refrescar. – Isso é tão bom... - ele sorriu, lhe dando um beijo.
Ed – Teremos que adiar nossa quinta feira. – Bella concordou fechando os olhos.
Bella – Temos tempo... – tombou a cabeça para o lado e Edward lhe beijou o pescoço – Vai voltar para e empresa?
Ed – Tenho que voltar. O movimento está grande, e hoje os diretores de Londres vão estar nas reuniões. Final de mês.
Bella – Tem razão, tinha me esquecido.
Ed – E você irá até em casa descansar, quero-te inteira a noite!
Bella – Não, vou ficar. Gabriel pode vir ficar aqui comigo, não vou deixa-la sozinha, Edward.
Ed – Ela não está sozinha. – lhe beijou os lábios.
Bella – Eu sei que não, mas ela olhou nos meus olhos antes de adormecer, como se me pedisse algo, entende? É importante para mim, é importante que eu fique...
Ed – Tanya está aqui. Não te quero perto dela.
Bella – Tanya não me atinge, Edward, me atingia porque tinha a você, agora não me atinge mais.– Edward não respondeu, mirou o jardim, sentindo o grau de preocupação percorrer seu corpo.
Ed – Não quero que ela se vá, Bella, e sinto que isso está cada vez mais próximo.
Bella – Ela não vai a lugar nenhum, Edward... Olhe para mim. Estou aqui! – o olhou nos olhos, vendo que tinha algo mais do que preocupação.
Ed – Minha mãe também estava apenas com uma gripe... – fechou os olhos como se a cena se passasse em sua frente – Era verão e o céu estava claro, e a Alice cantava, regando as flores no jardim... – abriu os olhos se calando.
Bella – Eu estou aqui... Não vou a lugar nenhum! – Ele assentiu, se abraçando a ela novamente.
Ed – Prometa. - a olhou nos olhos, com um misto incerto de insegurança – O que aconteça, qualquer coisa que aconteça...
Bella – Eu estarei aqui! – ele assentiu e lhe deu outro beijo antes de se levantar, cainhando até o interior da sala.


Bella permaneceu ali, sentada, observando o jardim tão verde coberto por diferentes flores coloridas. E sentia que algo a chamava. Uma sensação inquieta e preocupante.

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