Bella observou Alice, que mirava a janela com os olhos cobertos pelos óculos escuros; Gabriel estava encostado em Nelita, com os olhos baixos e tristonhos; Linda estava com Rosalie, que pela manhã, após um longo abraço e palavras belas de conforto, havia oferecido para fazer esse favor à amiga, e com a confiança total que Edward e Bella depositavam na mesma, haviam lhe entregado Linda com um grande agradecimento. Então, observou a fortaleza que, justamente nesse momento, a olhava.
Não sabia por que via, pois Edward estava de óculos escuros, mas sim porque sentia. Subiu as mãos até o rosto do mesmo, lhe tirando os óculos.
Bella – Agora sim posso ver-te... – sorriu, acariciando aquele rosto tão belo e tão abatido. Edward retribuiu o sorriso fraco, entrelaçando seus dedos. Ele encostou-se sobre o ombro de Bella, fechando os olhos. Ela mirou para fora da janela, acariciando seu rosto com a ponta dos dedos.
Desceram na casa de Mariet... De Alice, caminhando todos para a sala, na qual Robert esperava Alice com o filho nos braços e Rosalie esperava Bella com Linda adormecida.
Bella – Obrigada, Rose! Eu nem sei o que teria feit...
Rose – Shiuuu, mulher... – lhe sorriu amavelmente, entregando Linda à Nelita – Para o que precisar, sempre! – recebeu o abraço do marido atrás de si, que a pouco havia se despedido de Edward.
Emmett – Levarei Gabriel conosco... – Bella assentiu – Assim o distraímos enquanto às coisas se amenizam.
Bella – Obrigada, Emmett! – o abraçou – Obrigada, mesmo! Preparei a mochila, tem tudo o que ele precisa, não dá trabalho.
Rosalie – Sabemos que não. Fique tranquila, ele vai gostar de ficar, iremos a todos esses lugares que as crianças gostam de ir. - Bella agradeceu mais uma vez.
Gabriel se despediu da mãe com um abraço apertado, que Bella retribuiu com muito amor, e logo depois Edward, que também o abraçou com força, se despedindo com uma série de cócegas que fizeram com que Gabriel sorrisse, esquecendo-se de um pouco de tudo e de todos. Levaram os três até o carro e Bella acenou para Gabriel enquanto o carro partia. Virou-se, se abraçando a Edward, lhe beijando calmamente os lábios.
Bella – Está bem?
Ed – Vou melhorar. – encostou suas testas – Te amo!
Bella – Também te amo!
Ed – Não, Bella... – fechou os olhos – Eu realmente te amo. Sempre te amei, sempre amarei. – ela sorriu e voltou a o beijar nos lábios em uma caricia delicada e terna.
Voltaram para a sala com Bella tento a visão de Tânia com Linda nos braços, sentada na poltrona ao lado do piano, a acariciando nos cabelos com os olhos brilhando em lágrimas. Edward também notou, mirou Bella para dizer algo.
Bella – Está tudo bem... – sorriu e se separou dele, soltando suas mãos e caminhando até Tânia, que ainda não havia sentido sua presença. Quando, por fim, aconteceu apenas murmurou:
Tânia – Parece contigo. Na realidade, é toda você. – fungou, mordendo os lábios. Era a primeira vez que Bella a via sem maquiagem, completamente vulnerável. Tânia se levantou – Desculpe, eu apenas estava me sentindo...
Bella – Fique a vontade, Tânia. Se ela acordar, lhe acaricie as orelhas... – Bella soltou um sorriso triste, mirando o fundo dos olhos tão claros de Tânia, que lhe retribuiu o sorriso, voltando a se sentar.
Bella se afastou, com os olhos de Edward voltados para si. Observou Alice com Thomas nos braços e Robert os observando, também na janela que dava para as piscinas. Um lugar estranhamente vazio, ocupado por tantas pessoas.
Ed – Ela está melhor... – afirmou em relação à Tânia.
Bella – Vai ficar Tânia é forte. – o abraçou.
Ed – Pode parecer estranho, mas não tem ninguém mais... Tânia era sobrinha por parte de pai do marido da minha tia.
Bella – Ela vai encontrar alguém, não há ser nesse mundo que consiga viver na solidão, Edward. – ele assentiu.
Ed – Vai, me beija! - pediu em um sussurro calmo – Dessa maneira me mantenho um pouco longe de lembranças. Então, me beija... Daquele seu jeito, daquela sua maneira que me conforta, Bella. Pelo amor de Deus! – e ela o fez, daquela maneira que só ela, exatamente ela, podia lhe confortar.
Edward a segurou na cintura, apertando os olhos, mergulhando na emoção e na maciez dos lábios de Bella sobre os seus. Sim, daquela forma que ele esquecia exatamente de onde estava e para onde iria!
Ela se separou o mirando nos olhos. Edward notou que as demais pessoas os observavam, com um misto de sorriso nos lábios, sem ocultar a dor da grande perda do dia - menos Tânia, que os olhos trasbordavam em lágrimas de desgosto. Edward engoliu a seco, respirando fundo, mantendo Bella sob o calor de seus braços e lhe tirou a franja dos olhos com os dedos, lhe dando um último selinho.
Eram quase 6 da tarde quando Tânia se foi, sem data para voltar ou mandar noticias.
Nelita ficaria com Alice pelo resto da semana, até que a dor se amenizasse. Deixar a morena na casa, ainda mais sozinha, estava fora de cogitação. O pequeno Thomas repousava adormecido nos braços de Bella, que lhe acariciava os cabelos, fascinada pela esperteza do garoto. Edward mantinha Linda sobre os seus braços, que acordada afastava da cabeça do pai que ele havia perdido uma grande mãe.
Nelita repousava no 2° quarto de hóspedes, não havia dito muita coisa, mas Bella sabia que ela sofria.
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Robert seguiu Alice até seu quarto, onde a mesma sentou-se na cama, tirando o casaco preto.
Alice – Obrigada por ficar com o Tom, Robert! – murmurou, cansada e desgasta demais para falar em seu tom normal de voz.
Robert – Deixe de besteira, Alice! – a olhou nos olhos, se pondo frente à cama.
Alice – É só essa noite, eu prometo. Além do mais, você tem a sua vida e...
Robert – Você é a minha vida! – Alice subiu os olhos já cristalinos, mirando Robert no fundo do mesmo.
Alice – Não faça isso, Robert, não quando eu não tenho forças o suficiente para lutar contra você.
Robert – E por que você precisa lutar contra mim? – se aproximou, levando as mãos até os cabelos tão lisos da mulher a sua frente.
Alice – Robert, não! – se afastou, se levantando – Agradeço a sua força, o seu apoio, que... Deus! Foi tão importante para mim e para o nosso filho. Mas não. – negou com a cabeça.
Robert – Deixe-me cuidar de ti, Alice, deixe-me cuidar do nosso filho... – ela voltou a negar com a cabeça, fechando os olhos, levando as mãos aos mesmos.
Alice – Eu preciso descansar... – murmurou e virou-se, escondendo as lágrimas – Preciso dormir por horas e acordar me sentindo mais humana do que agora. – soluçou – Cuide do Thomas, me faça esse favor, Robert, por favor!
Robert – Não é favor, Alice, é meu filho.
Alice – Então vá e o faça. – sua voz aumentou de tom. Robert assentiu e abaixou os olhos, saindo do quarto.
Alice permaneceu naquela mesma posição durante minutos; abraçou a si mesma, sentindo novamente seu coração se esvaziar, parando lentamente de pulsar. Deitou-se na cama, fechando os olhos e, por mais que tenha lutado o cansaço a alcançou. Adormeceu.
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Bella colocou Linda no berço com um beijo calmo e terno e a cobriu com a manta rosa clara, ligando o abajur de estrelas, que refletiam por todo o berço. Fechou o roupão, respirando fundo enquanto debruçava sobre o berço, fechando os olhos. Precisava fazer o que? Chorar, talvez, gritar, socar algo ou alguém. Havia se passado de forte o dia inteiro, auxiliando tudo e todos que poderiam sentir algo mais que dor naquele momento difícil.
Ela voltou a abrir os olhos, observando a respiração calma e ritmada de sua menina, que havia dado um motivo a mais para que Edward permanecesse de pé, firme, diante de Alice que tão fraca havia adormecido por tantas horas. Deixou o quarto, mantendo a porta aberta. Entrou no seu ouvindo o barulho do chuveiro e a fumaça que saia do mesmo. Tirou o roupão, entrando no boxe, onde, com as mãos apoiadas na parede e o corpo inclinado para frente, Edward deixava o jato de água quente cair sobre sua cabeça, de olhos fechados.
Bella se aproximou, o abraçando por trás. Ele abriu os olhos, sentindo as mãos pequenas escorregarem por sua barriga, colando seu corpo ao dele.
Ed – Linda?
Bella – Dormindo. – ele assentiu com a cabeça – Liguei para Gabriel agora pouco, mandou-te um beijo, e disse que te ama.
Ed – Quero que ele fique por lá pelos menos até quinta-feira... Assim o mantemos fora desse ambiente. – se virou a abraçando. Bella se molhou, tirando os cabelos escorridos do rosto – Sente Bella? Parece tudo tão silencioso...
Bella – Vai passar Edward. Precisa descansar.
Ed – Não, você precisa descansar. Por mais que não tenha percebido, notei que foi forte o dia inteiro... Comigo, com Ali, com nossos filhos, com Nelita... Até mesmo com Tânia. – Bella encostou-se sobre o peito dele, fechando os olhos – Obrigado!
Bella – Não me agradeça. Eu disse a ela que cuidaria de todos, que cuidaria de ti. – Edward se emocionou. Ele a mirou por longos segundos antes de unir seus lábios, de forma lenta conduziu o beijo, entrelaçando suas línguas em uma caricia terna e envolvente. Bella o abraçou, acariciando seus cabelos que caiam na nuca – É nesses momentos que eu me vejo ao seu lado por toda vida, Edward. – sussurrou quando ele se abraçou ainda mais a ela, envolvendo toda sua cintura, sentindo o perfume maravilhoso de seus cabelos – Vai ficar tudo bem.
Ed - Eu sei que vai.
E assim Setembro se foi. Ficando pra trás com toda sua tristeza.
Outubro...
Novembro...
Até que Dezembro chegou. E, junto com ele, o clima de festas e fim de ano.
Luzinhas, decorações, canções natalinas.
Tirando a correria na Cullen’s & Venturini, as coisas começavam novamente a colocar-se em seus lugares.
Alice estava em Londres com o pequeno Thomas; havia feito a viagem há 3 meses. Edward entendia a irmã e lhe apoiava, sabia que era difícil para Alice permanecer em uma casa que, dia e noite, lhe trazia demasiadas lembranças. Telefonava toda a semana, animada com Tom, que crescia e se tornava um fascinante garoto.
Falando em crescer...
Edward gargalhou de uma careta que Linda fazia nesse exato momento a Gabriel, que havia lhe tirado o brinquedo de propósito. Com um grito, denunciando que não havia gostado da ideia, havia feito uma careta, inflando as bochechas e batendo os braços, como se estivesse nervosa demais para dizer alguma coisa.
Ed – Dê para ela a boneca, filho, vai ficar brava com você.
Gabriel – Até parece, mocinha. – se aproximou, rastejando no tapete onde Linda estava sentada rodeada de brinquedos – Você não tem idade e nem tamanho para ficar nervosa. – Linda soltou outro grito, franzindo as sobrancelhas da mesma forma que Bella fazia quando estava nervosa – Ok! Não vou te chatear, ta legal? Mas não brincaremos até o final do dia.
Linda pegou o brinquedo e, após dois segundos, emitiu outro som, deixando o mesmo de lado e pegando outras peças espalhadas aos pés de Edward, que por sua vez, com o computador ligado, tentava, sem sucesso, organizar a última planilha da folha de planejamento financeiro da Cullen’s.
Ed – Gabriel, não corre aí, filho. – pediu mais uma vez quando Gabriel desceu e subiu correndo as escadas, fazendo com que Linda gargalhasse quando o mesmo simulava uma queda no último degrau – Saí da escada, mocinho, não vou falar de novo!
Ok! Seria impossível trabalhar! Impossível não, estava completamente fora de cogitação trabalhar.
Bella havia saído com Rosalie, almoçado fora e pela tarde estaria chegando - com algumas sacolas na mão e algumas novidades para contar - e ele, como bom marido, havia se comprometido de ficar em plena sexta à tarde de final de ano, com aquela correria na empresa, com os filhos. Em casa.
Ed – Lembre-me de puxar as orelhas da sua mãe quando ela chegar... – mirou Linda, que murmurou outro “blá blá blá”, que Edward fingiu entender, iniciando uma conversa que dizia que ela estava completamente certa.
Gabriel – Pai? – gritou do andar de cima.
Ed – Desça daí e conversamos. – respondeu, finalmente fechando o computador e ligando a televisão. Gabriel desceu, sentando-se, suado pela correria, ao lado de Edward.
Gabriel – O que vamos fazer parar a mamãe amanhã? – Edward franziu a testa.
Ed – Amanhã?
Gabriel – Eu não acredito! – abriu a boca – Linda, o papai esqueceu o aniversário da mamãe. – Edward fechou os olhos, levando a mão à testa.
Burro. Inútil. Esquecido.
Ed – Deus! Com essa correria, havia me esquecido completamente que já era amanhã. E agora, amigão? E agora, filha? – sorriu de si mesmo, caminhando de um lado para o outro – Uma reserva no restaurante, eu e ela, gosta?
Gabriel – Acho que não seria uma boa ideia...
Ed – Podemos ir passar o dia no clube o que acha? Sol, piscina...?
Gabriel – Não, não. – fez outra careta, observando Edward caminhar de um lado para o outro.
Ed – Um jantar romântico, a dois?
Gabriel – Eu e Linda não seremos excluídas do evento papai. Não, não, fora de cogitação!
Ed – Ok! Pode ser todos nós, eu cozinho...
Gabriel – De maneira nenhuma. Lembra quando você cozinhou? Ficamos com dor de barriga a semana inteira. Não, não, nada disso!
Ed – É... È... Oh, Meu Deus! Eu não sei. Não sei de presente, não sei de lugar, eu... Eu não sei. Se arrume, vou trocar a sua irmã, vamos até o shopping.
Gabriel – E fazer o que, pai?
Ed – Comprar um presente... E assim tenho ideias. Vem, filha. – pegou Linda nos braços, que, achando graça na situação, mexendo nos botões da camisa de Edward, sorria animada.
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O passeio no Shopping havia sido interessante, concluiu Edward, ao botar Linda no berço, exausta pelo passeio. Além da bagunça que aqueles dois pequenos seres haviam feito à atenção que haviam chamado, ele havia se lembrado de um presente. E mais: havia tido ideias para a grande noite.
Botou Gabriel no chuveiro e, após um copo de suco, o mesmo subiu para o seu cochilo da tarde, na cama dos pais que tanto adorava.
Silêncio.
Suspirou, sentando-se no escritório. Em sua mesa, voltou a ligar o computador, atento a babá eletrônica no quarto de Linda. Passou os olhos pelas fotografias sobre a mesa. Linda; Gabriel; Alice e Thomas; Bella sozinha, Bella com as crianças... E Marieta, no porta-retrato emoldurado por flores, escolhido por Bella. O pegou na mão, tocando a face da tia tão amada na foto.
Ed – Deus! Como eu sinto a sua falta... – murmurou em voz baixa, com um sorriso terno nos lábios.
E, como mágica, como se isso acontecesse exatamente todas às vezes no dia em que ele se lembrava dela, o sol se abriu. Forte e claro. Iluminando o cômodo, que não mais precisaria de força elétrica. Edward sorriu, permanecendo com a fotografia na mão por mais alguns minutos, deixando seu coração, naquela hora do dia, se inundar de saudades e amor. Durante as primeiras noites de Outubro, se lembrava dela o dia inteiro, e com muito mais intensidade à noite. E, conforme o tempo ia passando, e o sol parecia lhe curar as feridas, Marieta vinha a sua cabeça todos os dias quando a tarde caia e aquele delicioso sol chegava para brilhar e depois partia em descanso.
Finalmente deixou o porta-retrato em cima da mesa, pegando a pequena caixinha em suas mãos. Nesse momento, Nelita ligou, perguntando como estavam as coisas e dizendo que o mais tardar no final da semana estava de volta.
Nelita estava de férias, em suas merecidas férias de dezembro, na casa de sua filha. Edward desligou o telefone, ouvindo o barulho do trinco da porta. Ah, ela havia chegado!
Bella – Meu Deus, que casa mais silenciosa! – caminhou sobre a sandália de salto até o escritório, deixando sua bolsa em cima do sofá – Amor? Filhos?
Ed – Aqui... – Bella sorriu, caminhando até o escritório e o encontrou com o computador ligado – Olá!
Bella – Olá! – ele se afastou, dando lugar para que ela se sentasse em seu colo. Como de praxe, Bella fechou o note book, o afastando do campo de visão de Edward.
Ed – Como foi seu passeio? – a levantou pela cintura, a colocando sentada frente a si em cima da mesa.
Bella – Bastante animado. Botei os assuntos em dia... Rose está grávida! – sorriu com alegria – Não é maravilhoso?
Ed – Nossa, que boa notícia! – sentiu-se realmente feliz – Emmett deve estar nas nuvens nas nuvens.
Bella – Ele ainda não sabe. Na realidade, não era nem para você saber... Aliás, cadê os meus filhos?
Ed – Entreguei os dois na igreja. Linda disse que sentirá saudades de ti... – Bella soltou uma risada irônica, fazendo uma careta. Edward sorriu, tirando uma mecha de cabelo que caia sobre os olhos – Dormindo, os dois. Estão impossíveis, Bella!
Bella – Que exagero. Bom, preciso de um banho... – pensou em se levantar, mas antes Edward o fez e a puxou pela cintura até a borda da mesa, dando um tranco quando seus corpos de colaram – Hunn..! – mordeu os lábios, o mirando – Perdi alguma coisa?
Ed – Quem? Você? – franziu as sobrancelhas, se fazendo de dissimulado – Não... Tirando o fato que hoje é sexta e a última vez em que te fiz minha foi na segunda. Não, você não fez nada de errado. – respirou fundo, a mirando nos olhos
Bella – Ahh! Então é isso o que te atormenta? – gargalhou, mergulhando suas mãos nos cabelos de Edward – Coitadinho dele... Pensei que estava cansado demais essa semana.
Ed – Eu? Covarde! – sua voz era incrédula. Escorregou sua mão até as coxas de Bella e, em mais um puxão, colou suas intimidades, as esfregando lentamente duas vezes.
Bella – Decidi te castigar...
Ed – Não brinca.
Bella – Não brinco? Foi ridícula a sua cena de ciúmes na quarta-feira.
Ed – Está brincando? Aqueles caras só faltaram te comer viva! E eu, eu que sou o seu marido, não podia dar um corta. – Bella segurou o riso pela afobação que Edward falava – Essa é boa...
Bella – Estávamos em um lugar público, em um simples shopping, Edward.
Ed – E isso é motivo para que olhem daquela forma para a MINHA mulher? Por favor, Bella! – negou com a cabeça e a soltou, voltando a se sentar na cadeira – Essa é boa! Então, quando alguma bonitona me olhar na rua, quero ver você dizer um piu...
Bella – Então quer dizer que você observa as bonitonas que te olham na rua, senhor Cullen? Boa saber, ótimo saber. – se levantou e sorriu, revertendo a situação e, antes de atravessar a porta, Edward já havia a pegado pelos braços a encostando à parede mais próxima, a prendendo com seu corpo, com o joelho no meio de suas pernas.
Ed – Ok! Eu exagerei um pouco, mas só um pouco. – admitiu relutante. E Bella, mais uma vez, escondeu o sorriso.
Ela fechou os olhos, sentindo as mãos dele deslizar para dentro de sua blusa de cetim prata, subir por sua barriga, até finalmente encontrar o fecho do sutiã entre os seios. Seus olhos se conectaram uma vez mais. Edward subiu a perna, lhe roçando o joelho contra sua parte mais intima; Bella arqueou a coluna.
Bella – Sabe o que é Ed? Estou um pouco cansada, andei tanto com a Rose... Preciso de um banho. – Edward franziu a testa a olhando. Já podia sentir as primeiras faíscas de desejo. Bella baixou as mãos dele, fechando o sutiã como pode e baixou o joelho de Edward, o empurrando levemente.
Ed – Não está falando sério... – se afastou a mirando com intensidade – Ok, eu passei dos limites na cena do ciúme e...
Bella – Não, está tudo bem. – sorriu, caminhando até a porta – Vou tomar um banho, se as crianças acordarem bata na porta do banheiro, ok?! – Edward permaneceu parado no meio do escritório, com um ponto enorme de interrogação na testa. Ele voltou a se sentar na cadeira grande e confortável de couro.
O que diabos tinha acontecido?
Conhecia quando ela arqueava as costas daquela maneira, jogando a cabeça para trás, fechando os olhos. Negou com a cabeça, se concentrando no novo e-mail que havia recebido.
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Bella entrou na banheira e relaxou imersa na água quente que relaxava todo seu corpo. Amanhã era seu aniversário. Deus, como o tempo passava rápido! Mal podia esperar para ter sua cama ocupada por Gabriel, que sempre lhe dava uma rosa junto com o café da manhã na cama; de ter Linda em seus braços, com todos aqueles sons e sorrisos na tentativa de se comunicar.
Dormia feito um anjo, ambos, quando, logo após subir, Bella havia passado em cada quarto e notando que Gabriel não estava no seu logo concluiu que, como adorava, havia adormecido no quarto dos pais. Tirando os sapatos de salto, o pegou, o levando até sua cama e, com um rápido sorriso ao reconhecer a mãe, Gabriel havia voltado a adormecer.
E Edward... Na realidade, depois que todos iam dormir era que tudo começava com ele; não só na cama, de forma nenhuma, mas era aquela mágica que ocorria quando se olhavam nos olhos, quando faziam amor. Seu corpo se arrepiou imaginando as diversas coisas que se passavam pela cabeça dele naquele momento.
Não, não estava cansada. E não, também não havia andado bastante com Rosalie. Apenas não havia sido honesta em lhe dizer que, naquela semana, as coisas estavam estranhas. Talvez fosse o cansaço típico de final de ano, com Linda crescendo daquela forma, com Gabriel necessitando de atenção constante em casa e na escola, e com diversas outras coisas que começavam a lhe despertar a curiosidade, com o misto tão grande de carinho e saudade que sentia de Marieta constantemente, quando a noite se aproximava, das saudades que a época de festas lhe trazia de sua vidinha pequena no interior e seus pais.
Talvez fossem tantas coisas que lhe ocupavam a cabeça!
Mordeu os lábios, sentindo um tamanho peso na consciência. Deveria ter dito a Edward. A maneira com a qual ele havia a olhando havia dito o quão estranho havia achado a reação de Bella. Claro! Ela sorriu de olhos fechados. Com vocês não tem hora, Bella. Abriu os olhos, escutando a porta do banheiro se abrir.
Edward entrou no banheiro, sério e sentou-se na beirada da banheira, a mirando nos olhos.
Ed – O te passa? – sua pergunta foi sincera e direta.
Bella – Edward... – sentou se o mirando.
Ed – Não, escute-me. O problema não está em você não querer fazer amor... Mas sim o por que. Foi algo que eu fiz e...
Bella – Eu sou uma maldita egoísta! – franziu a testa, mordendo os lábios – Não, você não fez nada, ao contrário... Sabe que não existem palavras para descrever o que me faz sentir quando estamos fazendo amor. É que eu não sei... – ele permaneceu atento, a escutando – Essa semana começou estranha, acho que estou preocupada com Linda, os dentinhos vão começar a crescer. Estou preocupada com Gabriel, morrendo de saudades da Mari... – baixou a cabeça – Não sei se estava com cabeça, sabe? Cada vez que me deito contigo não é só por fazer, Edward. – ele assentiu compreensivo – É que...
Ed – Está tudo bem, ok? – sorriu se levantando.
Bella – Aonde vai?
Ed – Preciso terminar algumas coisas. – suspirou deixando o banheiro. Bella assentiu e torceu o nariz, deixando a banheira; o banho havia acabado.
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A tarde se passou calma e silenciosa. Em um programa caseiro, em plena sexta-feira, após o jantar, Bella serviu sorvete com muita calda de chocolate, gerando a meleca geral no rosto de Gabriel.
Após dar banho e dar de mamar, já era quase meia noite quando, por fim, Linda adormeceu. Edward colocou Gabriel na cama com um beijo de boa noite, o cobriu, encostando a porta e voltou para a sala, sentando-se no sofá e terminando o cálice de vinho que havia compartilhado com Bella.
Olhou o relógio vendo que faltavam apenas 2 minutos para a meia noite. Ela descia as escadas.
Bella – Você vem, Ed? – perguntou, fechando o roupão e bocejando. Ele demorou a responder e, por fim, se levantou; digitou o alarme do primeiro piso da escada, se encontrando com ela no último degrau.
Ed – Hey! – ela se virou, já na porta do quarto, o mirando – Vem cá... – Bella o fez, parando de frente para ele – Parabéns! - então ela sorriu e ele fez o mesmo.
Abraçaram-se com força após um beijo terno e delicioso.
Ed – Que todos seus sonhos se realizem e que alcance todos os seus objetivos... E cresça cada dia mais como mulher, mãe, esposa, empresária, amiga, companheira e... Bom você entendeu.
Bella gargalhou baixinho, voltando o abraçar com todo seu tamanho; seu rosto ficava exatamente no peito de Edward, ouvindo as batidas aceleradas do coração dele, que a pegou no colo, levando-a até a cama e apagou a luz, se deitando na mesma. Bella o abraçou, entrelaçando suas pernas.
Bella – Obrigada! – fechou os olhos respirando fundo – Amanhã será um grande dia... – Edward lhe alisou a franja, lhe acariciando a barriga sobre a camisola de cetim preta.
Ed – Sim, será! Agora, descanse. Quero-te inteira amanhã.
Ah! Será que ele sabia o quanto ela vibrava quando ele pronunciava aquelas palavras? Tão simples e com tantos significados. Fechou os olhos, adorando a caricia terna em sua barriga e, após um baixo “boa noite”, adormeceu. E Edward não demorou a segui-la.
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