sábado, 23 de fevereiro de 2013
Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Second Day - Park and Lola.
Bella acordou um pouco antes das sete, notando-se completamente nua em volta do corpo de Edward. Sorriu. Terça, disse a si mesma, hoje é terça feira ainda, Bella.
Com cuidado, se levantou, caminhando nua até o banheiro e entrando no chuveiro, rindo se si mesma quando seu corpo protestou dentro da banheira quente. Relaxou, alisando seu ventre, no qual a pequena garotinha parecia responder, se remexendo, inquieta. Permaneceu lá por longos minutos, até ouvir a porta do banheiro se abrir. Abriu os olhos, mirando Edward, que caminhava até ela com os cabelos revoltos e armados, coçando os olhos. Como ela, ele sorriu.
Escovando os dentes antes se de meter, sem roupa alguma, na banheira com ela.
Ed – Dormiu bem?
Bella – Está brincando?! Essa cama é uma maravilha. – Edward sentou-se na banheira, aos pés de Bella, com um sorriso e um brilho no olhar.
A chamou e ela se levantou, com sua ajuda, sentando em seu colo, de frente para ele, de modo que suas pernas ficassem um de cada lado de seus joelhos, se aproximou.
Ed – Pois eu dormi fazem quase 3 horas... – Bella franziu a testa.
Bella – Fala sério?
Ed – Seriíssimo!
Bella – E posso saber o por quê?
Ed – Se eu soubesse, baby, lhe daria a resposta. - Bella se movimentou, subindo um pouco mais, colando suas intimidades. Edward fechou os olhos, apertando seus dedos na cintura da mesma. – Ta aí o porquê que eu não consegui dormir... – mordeu os lábios quando Bella sorriu maliciosa, o olhando nos olhos.
Ed – Não. - mordeu os lábios dela, o soltando após um pequeno chupão.–Nós somos! – A puxou contra seu corpo, lhe beijando o pescoço e intercalando mordidas e beijos molhados enquanto Bella tombava a cabeça para trás, percorrendo sua mão nas costas largas e fortes.
Bella – Assim, de manhã, na banheira? – perguntou em um sussurro, sentindo seu corpo responder com entusiasmo à sedução lenta e alucinante de Edward.
A resposta não veio da boca, mas sim de seu corpo. Edward a puxou para mais perto de si, a subindo um pouco e lhe beijando os seios, para a descer, adentrando em seu corpo lentamente. Bella apertou os olhos, surpresa pela invasão sem nenhum aviso, e mordeu seus próprios lábios quando o viu rir.
Bella – Você é um demônio! – Edward gargalhou, assentindo, a subindo e a descendo novamente enquanto ouvia os gemidos baixos e sussurros de Bella, que lhe devorava o pescoço em beijos, com a mão fortemente pressionando seu peito, quando ele a descia.
Voltou a abrir os olhos e acompanhar os sentidos de Edward, que fazia o mesmo com ela, apertando com força os olhos quando sentia seus corpos em uma profundidade notável. Bella o puxou pelo cabelo, soltando um grito relativamente alto. E a água parecia borbulhar, e assim logo ferver em cada sussurro ou gemido.
Alice amamentava o pequeno Tomas, após a perua vir buscar um contente e sorridente Gabriel, se despediu do sobrinho com um beijo na testa, lhe desejando um “bom dia”.
Alice – Não me diga que sentiu ciúmes. – perguntou para o pequeno garotinho em seus braços, que estava bastante briguento essa manhã – Não brigue comigo... – gargalhou quando o Bruno lhe fez um bico, com os olhos cheios de lágrimas - Não fique assim, meu amor. - o levantou, colando seu rostinho ao dela – Mamãe é sua e de mais ninguém. – por fim, conseguiu o acalmar, depois de mais de meia hora de conversas e mimos.
Alice o trocou com todo carinho e, como todo bebê novinho, voltou a adormecer pelo embalo e som baixinho da voz de Alice, que se levantou e o cobriu com a mata azul de crochê saindo, do quarto após ligar a babá eletrônica. Ela caminhou-se para o quarto de Marieta, que continuava adormecida, após o café da manhã bastante animado com Gabriel, que havia dado toda atenção e carinho de uma criança educada e amorosa à avó.
Alice olhou no relógio; teria que ligar para Robert, não podia deixar, de maneira nenhuma, Marieta sozinha. Havia conversado com Edward quando o mesmo havia ido ver Gabriel e lhe encher de beijos e cócegas. Marieta, por mais que não gostasse, iria morar com ele.
Edward vivia em uma casa ampla, confortável e segura. Concordaram, que por mais que Alice se sentisse bem de corpo e alma por cuidar de Marieta, que nem trabalho dava, tinha uma criança ainda pequena que precisava de atenção constante. Alice havia dado a noticia à Marieta de manhã, junto com Gabriel, que havia amado a idéia. Mas Marieta havia dito que não havia necessidade.
Marieta – Não acredito que tenham feito isso! Não há necessidade, Alice, estou bem aqui, menina... – Mas Alice não havia entrado em discussão.
O médico a visitaria em poucos dias e, se Marieta não tivesse melhorado, iria sim, contra ou com vontade, ao hospital fazer uma série de exames. Alice fechou a porta em silêncio, descendo para sala e pegando o telefone, discando o número do celular de Robert, quase esquecido.
- Alô?
Alice – Alô, quem fala?
- Eliza. E você, quem é? – Alice fechou os olhos, sentando-se no sofá. Demorou algum tempo para responder.
Alice – É Alice, Eliza. – respondeu com frieza, sentindo a mesma percorrer seu corpo. Percebeu que Eliza havia ficado completamente sem fala do outro lado da linha.
Engraçado, pensou Alice, seria uma boa hora agora para lhe dizer tudo o que estava engasgado em sua garganta.
Eliza – Olhe, Alice, eu sei...
Alice – Não, você não sabe de nada! – cortou, sem paciência – Robert está?
Eliza – Sim, é... Eu estou com o celular dele porque, é...
Alice – Passe-me para ele, por favor! – a cortou novamente, fechando os olhos. Filha da mãe! Cara de pau!
Eliza – Sim, só um momento. – após longos segundos, Robert atendeu o celular, consciente do constrangimento que havia sido para Alice ligar em seu celular e ouvir a voz de Eliza.
Robert – Alice? – ela respirou fundo, pensando seriamente em desligar o telefone – Eu sinto muito que isso tenha acontecido, deixei meu celular com Elisa para entrar com a minha filha no consultório, está com uma gripinha e...
Alice – Não me deve explicações, nem suas nem da sua filha, Robert, elas não me interessam. – um longo silêncio se fazia enquanto Robert observava Eliza, com os olhos cheios de lágrima, o mirando – Liguei para dizer que não poderei sair hoje, Marieta não está bem e também está um vento frio aí fora para sair com o Bruno.
Robert – Posso ir até aí.
Alice – Por mim, tudo bem. O quanto mais cedo acabarmos com esse inferno é melhor. Então, estarei em casa, prefiro que venha a tarde, se não for incomodo.
Robert – Não, não é, Alice.
Alice – Ótimo! Bom dia, Robert. – desligou o telefone, o tacando no outro sofá.
Levou as mãos aos cabelos, fechando os olhos e, por todos os Santos, sentiu vontade de nunca ter conhecido Robert em sua vida. Bruno era a única coisa maravilhosa que ele havia lhe dado.
Bella entrou em casa, após ser deixada pela limusine - Edward havia ficado na Cullen’s – e recebeu o abraço de Nelita.
Nelita – Cheguei e não vi ninguém, fiquei preocupada.
Bella – Imagina, Nelita, nada de ruim aconteceu. O Gabriel dormiu na Marieta e eu e o Edward não dormimos em casa. – com descrição, Nelita assentiu – Acabei de tomar café, Lita, mas estou morrendo de fome... Essa criança suga meus alimentos. – disse incrédula enquanto Nelita soltava uma gostosa gargalhada, caminhando ambas abraçadas até a cozinha.
A manhã se passou de maneira simples e agradável. Os móveis chegaram por volta das 9 da manhã. Com o quarto limpo e arejado, rapidamente o contratado de Bella, com cuidado e perfeição, colocou o papel de parede na mesma, todo colorido com desenhos de flores em lilás, rosa e diversificados tons calmos e claros. Sorriu, apreciando o trabalho.
Por volta das 11, os moveis foram montados e instalados no quarto. E, para sua surpresa, Bella notou que seu enxoval já havia chegado, com uma nota carinhosa de Malu, que aguardava por noticias. Mais uma vez, com calma limparam, o quarto e os móveis, todos brancos. Cansada, Bella achou melhor que terminasse amanhã pela manhã, afinal, a limpeza ao menos já estava garantida, os moveis montados e a cortina - no mesmo desenho do papel de parede - também posta. O que faltava era colocar as coisas em seu devido lugar. Com calma Bella colocaria tudo, com carinho e delicadeza, em suas respectivas gavetas.
Ah, uma menina! Tudo tão rosa e tão branco. Sorriu emocionada, deixando o quarto.
Nelita – Sugiro que se deite e descanse, dona Isabella, já fez esforços demais nessa manhã. Além do mais, Edward ligou agora pouco dizendo para que estivesse pronta às 14:00, que aquele carro enorme viria a buscar. – Bella sorriu, saindo do quarto.
Bella – Pode deixar, Nelita. Posso almoçar na cama? – Pediu, manhosa, e Nelita gargalhou, assentindo.
Após descansar 2 horas, Bella se levantou e olhou o relógio, percebendo que estava atrasada em se arrumar. Havia almoçado deliciosamente bem. Se levantou, sentindo a típica tontura de toda vez que se levantava, caminhou até o banheiro, tomando um banho rápido e, para sua surpresa, escolheu sua roupa com rapidez.
O vestido leve, de algodão, ressaltava suas formas, que na verdade - sorriu sozinha -, não estavam tão grandes assim; havia engordado mais barriga do que o resto do corpo.
Colocou o colar de perolas brancas e as sandálias de salto baixo, notando que faltava algo. Abriu a porta do seu último armário e correu os olhos pelos diversos chapéus que ali se encontravam. Sorriu, achando o que lhe agradava e prendeu os cabelos em um coque falso, deixando sua franja caindo em seus olhos e presa com um grampo atrás da orelha. Se maquiou, como de praxe, colocou o chapéu, que caia levemente pelo modelo para um lado e se perfumou. Gostando do que via, se levantou, descendo as escadas e se deparando com o sorriso radiante de Nelita.
Nelita – Bella minha filha, está linda! – Bella sorriu.
Bella – Não exagere, Nelita. De qualquer forma, muito obrigada! Às vezes, me esqueço que meu manequim não é o mesmo.
Nelita – Ah, deixe de besteira! Você nem engordou direito dessa vez, só barriga e nada mais.
Bella - Sei... – sorriu mais uma vez, ouvindo a buzina – Bom, nelita, pode voltar na casa no mesmo horário de sempre. Passaremos para pegar o Gabriel na escola. – Nelita assentiu – Muito obrigada pela força de hoje, Lita, não sei o que seria de mim sem você!
Nelita – Imagina... – corou, com emoção – Não diga essas coisas que essa velha se emociona. Agora, ande! Aquele homem te espera. – Bella sorriu, caminhando, com toda a elegância, adquirida até a porta.
Um leve sol começava a surgir, ponto positivo para seus instintos. O motorista abriu a porta, mas dessa vez era outro, mais novo, talvez na idade de Bella. Ele a encarou com incredulidade por longos minutos, a olhando dos pés à cabeça. Bella se sentiu sem graça e entrou no carro, onde Edward a esperava, falando no celular, e fez um sinal para que o motorista não fechasse a porta. Olhou nos olhos de Bella e sorriu, caminhando até a porta, onde saiu, olhando o motorista.
Ed - Algum problema, senhor Ruan? – perguntou, com as sobrancelhas erguidas.
Ruan – Não senhor, de jeito nenhum, senhor! – baixou a cabeça, corando.
Ed – Jura? Porque senti tive leve impressão dos seus olhos percorrerem, e se demorarem, em cima da minha mulher. Mas foi só impressão, não foi? – o olhou nos olhos duramente.
Ruan – Sim senhor! Foi só impressão, senhor.
Ed – Ótimo, Ruan! – sorriu, o que ainda causou mais medo ao motorista – Acho que podemos ir...
Ruan – S-iinm, senhor... – Edward voltou a se sentar no banco do carro, com o olhar em Bella e um sorriso nos lábios. Assim, o carro se pôs em movimento.
Bella – Edward, como você é cruel.
Ed – Quem? Eu? Imagina, querida! – seus olhos brilhavam em desafio, fazendo com que Bella mordesse os lábios – Você é minha, e ele já foi avisado sobre isso.
Bella – Então, quer dizer que proíbe seus funcionários de me olharem? – ela gargalhou de forma provocativa – Pensei que fosse mais seguro, querido.
Ed – Eu sou seguro, quando se trata de você... Não sou seguro quando se trata deles. Não os proibi de a olhar, apenas disse as conseqüências se isso ocorresse. É simples, fácil e nada doloroso. – seus olhos faiscaram em poder e sedução, Bella negou com a cabeça, sentindo seu sangue ferver dos pés à cabeça – Agora vem... Porque pensei em você a manhã inteira. – Bella se levantou, sentando-se no colo dele, onde mais uma vez, mas sem concluir, começaram uma provocação de puro fogo, sensual.
Chegaram a um clube não muito distante, onde mais uma dessas festas beneficentes parecia estar ocorrendo. Bella o olhou surpresa.
Ed – Não querida, eu não montei tudo isso, um golpe de sorte em nossa agenda. –Bella assentiu e desceu da limusine, observando com calma o lugar. Fazia lembrar, com toda certeza, onde havia passado o dia de quarta feira.
Algumas pessoas, sem nenhuma vergonha, os olhavam descaradamente, pela surpresa de Bella estar ali, de volta, ao lado de seu marido, que Oh... Se sentiu surpresa ao ser pega pela cintura por ele. Sorriu.
Ed – Eles estão se mordendo de inveja. – ela mordeu os lábios, franzindo a testa quando seu corpo se arrepiou enquanto Edward lhe beijava o pescoço.
O show parecia ter começado, porque, rapidamente, sussurros eram dados por pessoas que os observavam, e Bella sorriu ainda mais quando sentiu o anel novamente ser deslizado em seu dedo. Ficaria calada e deixaria que essa glória, novamente, fosse dele. Se separaram e, de uma maneira provocativa e deliberada, Bella o olhou e passou a língua sobre os lábios, dando um sorriso provocativo e infernal.
Ed – Vai se queimar, Bella. – disse, a apertando contra o corpo enquanto caminhavam para uma roda de amigos, que Bella recordava de alguns rostos.
O lugar era ao ar livre, com cadeiras e mesas espalhadas pelo grande parque e alto falantes narravam a famosa corrida de cavalos. Sorriu, negando com a cabeça; só podia ser brincadeira.
Uma tarde bastante interessante, refletiu Bella enquanto abotoava o último botão de seu vestido e arrumava os cabelos, enquanto Edward fazia o mesmo, abotoando sua camisa e ajustando a gravata, com a respiração ainda ofegante. Haviam distribuído risos, olhares e jogado conversa fora; assuntos agradáveis, mas as mulheres - Bella sorriu, mirando o estado de Edward nesse exato momento - continuavam fúteis e ignorantes. De qualquer forma, havia sido uma tarde agradável.
Havia conhecido várias pessoas, gostado até de duas ou três mulheres que eram casadas com amigos de Edward, que Bella ainda não conhecia. Eram quase 17:00 quando se despediram e, pela primeira vez, Bella sentiu-se tranqüila na presença daquelas pessoas, que - querendo ou não - nos últimos anos faziam parte de sua vida profissional. Voltou a observar Edward, se deparando com o olhar dele cravado no seu mais uma vez.
Ed – Você sabe que, quando começamos, Bella... – negou com a cabeça – Não paramos. Portanto, se considere sortuda por não termos sidos pegos no flagra. – ela gargalhou e, já composta, observou a porta da escola onde Gabriel estudava.
O motorista, com a cabeça baixa, abriu a porta, e Bella gargalhou ainda mais. Edward saiu do carro, seguindo Bella. Encostado na limusine, conversava com a mulher, que estava encostada em seu corpo. Gabriel, com sua mochila, se despediu de sua amiguinha com um beijo no rosto e pegou em sua mãozinha, a olhando nos olhos.
Gabriel – A gente se vê amanhã? – a menina deitou a cabeça, em um gesto meigo, mordendo os lábios de forma inocente.
Lola - Sim, nos vemos amanhã. – Gabriel depositou outro beijo no rosto da menina, com as mãos no bolso, em uma pose que fez com que os pais, do outro lado da calçada, que observavam a cena, sorrissem com vontade.
Gabriel – Eu te amo, Lola!
Lola – Eu também te amo, Biel! Então... Até amanhã.
Gabriel – Até amanhã.
Gabriel observou a menina de maria chiquinha, bem loira, caminhar, jogando um beijo à ele quando entrava no carro dos pais. Ele sorriu, fazendo um gesto de “yes” com o braço e caminhou até a saída, avistando seu pai e sua mãe, que sorriam o mirando. Correu até eles após ver a rua segura e pulou nos braços de Edward, que o abraçou.
Gabriel – Veio me buscar hoje, papai? – seus olhos brilharam.
Ed – Sim, senhor! – o beijou, seguindo até o carro.
Bella – E o meu beijo? – fez um bico, o suficiente para que Gabriel, ainda no colo do pai, a abraçasse, lhe dando um beijo maravilhoso no rosto - Hum, assim está melhor! – sorriu.
Ambos entraram no carro com os gritinhos de alegria de Gabriel, que mexia em tudo quanto é canto do automóvel. Bella sorriu, observando pai e filho, como dois moleques arteiros. Seus dois moleques arteiros.
Alice atendeu a porta com o corpo rijo, e nervosa. Convidou Robert para entrar, que logo percebeu o carrinho do bebê ao lado do sofá onde Alice deveria estar sentada. Sem dizer nenhuma, palavra caminhou até o carrinho, segurando o menino em seus braços e sentou-se, sob a mirada pesada de Alice.
Robert – Está nervosa. – a mirou enquanto Bruno lhe agarrava o dedo, ainda dormindo.
Alice – Não viemos para falar de mim. – o cortou em tom seco.
Robert – Alice, eu sinto muito, de verdade... – ela suspirou, controlando o nó na garganta.
Alice – Não, Robert, você não sente! – abaixou a cabeça. mordendo os lábios – O que você fez não lhe dá o direito de sentir coisa alguma.
Robert – Volta para mim. – sussurrou com a voz abafada. Ele iria começar a chorar.
Alice negou com a cabeça, segurando as lágrimas a qualquer custo.
Robert – Volta, Ali?! Eu amo você, amo nosso filho. Pelo amor de Deus...
Alice – Para, Robert! Não vai mais adiantar. – negou com a cabeça - Eu não amo mais você.
Robert – Mentira.
Alice – Há outro alguém...
Robert – Você está mentindo, Ali. – deixou, por fim escapar, duas lágrimas, fazendo com que seus olhos automaticamente ficassem vermelhos – Meus Deus do céu, eu cometi um erro!
Alice – Um erro? Só um erro, Robert? Trair-me, mentir, dormir com outra mulher e ter outro filho dela é um erro só, Robert? – ele abaixou a cabeça, mirando o filho – É um erro só?
Robert – Eu sou um idiota perdedor.
Alice – Sim, você é. – seus lábios tremeram.
Não, não chore, Alice, ele não é homem o suficiente para você.
Alice – Escute, Robert, eu quero que você assine o divórcio, preciso acabar com isso... Tenho uma vida pela frente. – ele negou com a cabeça – Sim. Sim, mil vezes sim, Robert! Me liberte desse inferno no qual você me colocou.
Robert – Ali...
Alice – Você poderá ver o menino quando quiser, ele jamais será mantido longe de você... O educará como eu, Robert, mas, pelo amor de Deus, eu preciso recomeçar. - Robert a mirou nos olhos, para depois mirar o menino.
Robert – Eu vou assinar. – Alice sorriu aliviada, deixando, sem querer, que uma lágrima escapasse – Eu vou assinar, mas não pense que eu não estou pagando pelos meus erros, Alice, não pense que você é a única que sofre. – ela assentiu. Em 10 minutos os papéis estavam assinados sobre a mesinha de centro da sala.
Robert lhe entregou o garoto, mirando nos olhos de Alice quando caminhavam até a porta.
Robert – Se você mudar de idéia, eu est...
Alice – Eu não vou mudar de idéia. – respondeu com firmeza, abrindo a porta. Robert assentiu, saindo de uma vez, sem olhar para trás.
Alice fechou a porta, se encostando à mesma e sorriu, deixando as lágrimas caírem, molhando seu rosto. Mirou o bebê em seu braço.
Alice – Oh, querido, tudo vai dar certo!
Chegando em casa a correria deliciosa começou: dar banho no Gabriel, tomar banho, arrumar a mochila para o outro dia, separar uniforme, botar o pijama, arrumar uma janta simples e saborosa... Parecia que tudo estava tão claro, a casa tão em harmonia enquanto Bella sorria ao ouvir as gargalhadas de Edward e Gabriel na sala, preparando o arroz fresquinho. Teve a sensação de aquilo duraria para sempre.
Ela fechou os olhos ao som da batida do seu coração, que pulsava de forma normal e ritmada, como sempre deveria ter pulsado. Com um grito, também animado, os chamou para jantar.
Bella – Nem em pensamento! Os dois, já da cima lavar essas mãos... – Edward fez uma careta e Bella respondeu com outra, animada, Gabriel soltou outro de seus gritinhos quando Edward o pegou, o carregando pelos ombros, como um pequeno avião. – Edward, esse menino vai cair.
Gabriel – Não vou não, mamãe... – gargalhou com vontade, subindo as escadas.
Bella negou com a cabeça, servindo os pratos e sentou-se, experimentando a salada bem temperada, de tomates. Esperou até que eles se sentassem para depois de uma breve oração iniciarem o jantar.
Gabriel – Sabe, mãe? – arregalou os olhos, olhando Bella, como sempre fazia quando iria pedir algo. Olhou Edward, que o encorajou com o olhar. – É, sabe mãe, é que... – Bella sentia vontade de dar risada, mas permaneceu séria, comendo uma rodela de tomate – É que... É, sabe, é que, mãe é...
Bella – Aconteceu alguma coisa, filho?
Gabriel - Não, não aconteceu nada... – Edward aclarou a garganta, procurando disfarçar, e Gabriel arregalou ainda mais os olhos – Na verdade, é que... – respirou fundo – Eu estava pensado, claro, se você deixar, se a Lola pode vir tomar um lanche da tarde com a gente no domingo. – Franziu a testa, fechando os olhos, mostrando uma careta de quem esperava uma tremenda bronca. Bella piscou para Edward antes de voltar a se pôr séria.
Bella – Quem é Lola?
Gabriel – Uma amiga. – Edward novamente aclarou a garganta, fingindo engasgar – Não, é minha namoradinha. – Bella abriu a boca em surpresa, mirando Edward.
Bella – O senhor sabia sobre isso?
Ed – Quem? Eu? Não tenho nada a ver com isso. - mirou o filho – Você começou e você termina! – Gabriel, assentiu coberto de medo.
Gabriel – É que, sabe mãe, eu gosto muito, mais muito dela, e, é e...
Bella – Ela também gosta de você.
Gabriel – É claro que gosta, mas é que... – Bella negou com a cabeça, mirando Edward como tipo "ele tem a quem puxar”.
Bella – Por mim, tudo bem, no domingo à tarde. Mas nada de televisão no quarto.
Gabriel – Yes! Mãe, você é a melhor mãe do mundo, sabia?
Bella – Sabia! Já terminou? – sorriu, se levantando e deixando os pratos na pia.
Gabriel – Sim, sim.
Bella – Tem sobremesa na geladeira, e sem derrubar no sofá. – Gabriel assentiu e, correndo para o sofá, ligou a televisão, comendo uma boa colherada de gelatina. Edward, ainda sentado na mesa, começou a rir, mirando Bella, que lavava os pratos. – Depois que eu falo que esse menino é você inteiro ninguém acredita! Vê se eu posso com isso?! “É claro que ela gosta”. – Edward se levantou, a abraçando por trás.
Ed – Sabe de uma coisa? O menino é contigo, mas, Deus, essa menina... Aí dela se vir me pedir para tomar café da tarde com algum marmanjo. – Bella sorriu, alisando a barriga.
Bella – Vamos, já é tarde e se ele começar assistir algum desenho vai ser difícil o levar para cima. – Edward assentiu e terminou de tirar a mesa, chamando Gabriel, desligando a televisão e as luzes e subiram as escadas.
Com o garoto já dormindo, após 10 minutos, Bella saiu do quarto, deixando apenas o abajur ligado, caminhou até seu quarto, onde Edward, já deitado na cama, mexia em seu Laptop.
Bella – Muito serviço? – colocou sua camisola, sentando na cama.
Ed – Um pouco. Já deixei bastante coisa arrumada hoje de manhã, mas amanha o dia vai ser longo.
Bella – Amanhã é quarta. – Edward suspirou e assentiu.
Ed – Sim, amanhã é quarta.
Bella – A quarta é minha.
Ed – Sim, a quarta é sua. – fechou o computador, pagando a luz. Bella se aproximou, se abraçando nele e apoiando a cabeça sobre seu peito – Tenho bastante trabalho para amanhã. - Bella assentiu, fechando os olhos – Eu já disse que você e essa criança sugam a minha energia? – Edward sorriu, lhe acariciando o cabelo.
Ed – Não.
Bella – Vocês sugam a minha energia! – Ele também fechou os olhos, sentindo o cansaço abater seu corpo.
Ed – Boa noite, Bells. – Não obteve resposta e soube que ela já tinha adormecido, e em questão de segundos o mesmo ocorreu com ele.
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