sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Velhas Rotinas.


Edward entrou em casa com Gabriel sobre os ombros, ambos cheios de barro e grama, com os cabelos revoltos e armados, Gabriel fez silêncio ao observar a mãe dormindo com Linda em seus braços, deitada confortavelmente sobre seus seios. Edward também se calou, observando a cena.

Subiu, tomando um banho rápido enquanto Gabriel, com a permissão de Edward, brincava com barquinhos na banheira do casal. Linda parecia ter acordado, pois seus olhinhos ansiosos rondavam por todos os cantinhos, com a testa franzida prestes a soltar aquele escândalo. Motivo: Fome. Já fazia 3 horas desde a última mamada, percebeu isso pela camisete de Bella, na qual o leite já molhava.

Sentou-se ao lado da mulher, pegando Linda delicadamente, o suficiente para que Bella abrisse os olhos de uma vez só, se levantando assustada.

Ed – Calma, sou eu. – ela assentiu, respirando fundo, passando as mãos nos olhos.
Bella – Acho que cochilei... – Edward concordou com um sorriso nos lábios – Gabriel?
Ed – Lá em cima, na nossa banheira cheia de barquinhos. – Bella sorriu, reparando em sua camisete.
Bella – Tem gente com fome e ... – tempo esgotado, Linda abriu o berreiro, fazendo um biquinho que Edward sentiu vontade de aperta-la contra seu corpo – Ok! A mamãe é ruim, né filha?! – Edward a entregou Linda e Bella logo a amamentava, lhe roçando os dedos nas bochechas rosadas. Em um instante, Linda estava concentrada em se alimentar, sem dizer um piu. – Se eu encontrar grama no meu banheiro vocês estão realmente encrencados! – Edward sorriu, observando Linda.
Ed – Já limpamos tudo. – tirou a franja dos olhos de Bella, a encarando por longos segundos.
Bella – O que foi?
Ed – Preciso de você.


Ela entendeu sobre o que ele falava. Entendia porque, nessa última semana, havia sentido o mesmo: falta dele. Na realidade, falta de ter completamente ele. Sorriu, voltando deitar a cabeça no respaldo do sofá. Eram dois meses, dois meses de puro resguardo.

Bella – Eu sei que precisa. – ele engoliu a saliva, sentindo seu corpo estremecer. Era o que vinha ocorrendo nos últimos dias, cada vez que a pele de Bella tocava a sua.


Terminando de amamentar Linda, subiram ambos e Gabriel já havia caminhado até seu quarto e se enxugava quando Edward entrou no quarto, o ajudando com a roupa e com o cabelo, depois do pronto, Gabriel desceu as escadas animado, pulando no sofá, seu desenho animado preferido iria começar.

Bella trocava Linda, lhe colocava a calça, quando Edward entrou no quarto, a ajudando, colocando a fralda no cesto e guardando as coisas. Ela sentou-se na beira da cama com Linda em seus braços, observando os movimentos ágeis de Edward e sorriu sozinha.

Bella – Eu gostaria de saber o que seus funcionários diriam se o visse jogando fraldas no cesto de lixo... – Edward sorriu.
Ed – Ué, qual é o problema? Tenho certeza que eles fazem as mesmas coisas. – Bella concordou.
Bella – Gabriel já tomou banho e se trocou sozinho?
Ed – Sim, senhora!
Bella – Ai meu Deus! Meu filho está crescendo, gostava quando ele era bebê, Ed, dependia de nós para tudo... – sorriu orgulhosa – Já viu como crescer rápido? Meu Deus! Estou até vendo garotas batendo na minha porta “tia Bella, o Gabriel está ai?” – fez uma voz fina, com uma careta que fez com que Linda sorrisse – Ah, é? Você também está rindo de mim? – Edward negou com a cabeça, sentando-se ao lado da mulher.
Ed – Vá, desça um pouco e fique tranqüila, eu assumo por aqui. – Bella sorriu, lhe entregando Linda e dando um pequeno selinho em Edward, que subiu uma mão, puxando Bella pelo pescoço e lhe dando um beijo mais molhado, porém rápido. Ela sorriu novamente, se afastando.


Edward observou a garotinha curiosa em seus braços, seria fácil faze-la dormir. Fácil. Oh, Deus! Quase uma hora depois, Linda dormia tranqüilamente no berço, depois de muita conversa, caretas e sorrisos, ela finalmente limpa, alimentada e cansada havia adormecido. Edward desceu as escadas, observando Bella e Gabriel animados, jogando cartas.


Gabriel – E a Linda, pai?
Ed – Está dormindo.
Bella – Fácil?
Ed – Imagina. – fez uma careta, sentando-se no sofá e colocando no canal de esporte – Gosta que lhe alise as orelhas quando dorme... – negou com a cabeça, sorrindo e Bella fez o mesmo, se concentrando no jogo de cartas com Gabriel.


Logo depois do almoço, como sempre quando estava em casa, Gabriel deitou-se em sua cama para o cochilo da tarde e logo Linda acordou, com toda energia. Bella a amamentou e Edward permaneceu ao seu lado na sala, com seu laptop, organizando algumas coisas que só poderiam ser feitas por ele.
A tarde chegou calma e o cansaço chegou junto. Eram quase 6 da tarde e parecia que eram mais de 00:00. Dividir a atenção com Linda e Gabriel, o ensinar como lidar com a irmã, os cuidado de Linda... Quando, finalmente, a janta acabou enquanto Bella lavava a louça da mesma, combinava com Edward amanhã no horário de almoço ir visitar Marieta, que ainda não tinha visto Linda.


Dez horas em ponto, Gabriel na cama, cozinha arrumada, Linda tomada banho, pronta para mamar e dormir e ela e Edward completamente cansados, caídos na cama.


Ed – Meu Deus! Acho que dei mau jeito nas costas... – Bella soltou uma gargalhada baixinha.
Bella – Está ficando velho, meu amor? – ele a olhou, soltando uma gargalhada fingida.
Ed – Eu só não te respondo porque minha filha está acordada. – ela lhe piscou, amamentando Linda, que, com a mãozinha pequena e perfeitinha, debruçava sobre o seio de Bella, que lhe alisava a bochecha com a ponta do dedo.


Logo Linda adormeceu e Bella a deixou no berço, voltando para a cama e aconchegando-se nos braços de Edward.


Bella – Acha perigoso sairmos com Linda de casa? Ainda mais para ir ao hospital, não é um bom ambiente...
Ed – Não, não é mesmo. Esperamos até que Marieta volte, no final da semana, mas vamos vê-la amanhã, Nelita pode ficar com Linda. – Bella assentiu.


Por mais que seu peito apertasse de deixar aquele pequeno ser, por segundos que seja, seu amor por Marieta, sua gratidão e carinho tinham, com toda certeza, uma grande exceção. Edward bocejou, fechando os olhos com a mão na cintura de Bella, a trouxe para mais perto de seu corpo.

Bella – Apenas mais alguns dias, Edward, me dê apenas mais alguns dias... – sentiu o corpo dele estremecer junto ao seu, o calor lhe queimava a testa e o ventre.
Ed – Todo o que precisar... – Bella fechou os olhos, afirmando com a cabeça e em instantes ambos adormeciam.


Mas, é claro, não por muito tempo.


Era um pouco mais que 9 da manhã quando Linda acordou novamente para mamar. Bella se levantou, sentindo o cheirinho de café preparado por Nelita lá em baixo. Após trocar Linda e lhe colocar um macacão quentinho e fechado, da cor lilás e branca, desceu com a mesma nos braços.

Nelita – Olha só quem veio tomar café comigo... – Bella sorriu.
Bella – Bom dia, Lita!
Nelita – Bom dia, minha filha! Noite agitada?
Bella – Ohh, se foi!
Nelita – Daqui alguns meses, passa. – sorriu em conforto, servindo um copo de suco natural a Bella.
Bella – Ahh, droga! Me esqueci que é sem café. – fez uma cara de triste, observando Linda mirando tudo a sua volta, bem desperta – Gabriel está dormindo?
Nelita – Está sim. Desmaiado, para falar a verdade.
Bella – Tem que estar mesmo, não parou ontem o dia inteiro. Vamos ver Marieta... – Nelita assentiu – Foi vê-la ontem, como está?
Nelita – Está estável, Bella. - sua voz não era a das melhores. Bella assentiu e terminou de tomar seu suco, deixando Linda com Nelita, o suficiente para que subisse e tomasse banho. Na escada já ouviu o fino e agudo choro de Linda, continuou subindo com o coração na mão.


Um banho.
Precisava de um banho rápido e se arrumar ainda mais rápido. Entrou no chuveiro quente, sem molhar os cabelos e ensaboando o corpo, passou a mão pela cicatriz em seu ventre, fechando os olhos por alguns segundos. Os abriu com rapidez, afastando todos os pensamentos.
Em 20 minutos, estava pronta vestida, maquiada e cheirosa. Um vestido de tecido de algodão, de cor branca, sandálias de salto plataforma na mesma cor, a maquiagem de costume e os cabelos presos em um rabo de cavalo superficial, com alguns fios atrás soltos. Observou Edward dormindo e sentou-se na cama, acariciando seus cabelos. Ele se mexeu e finalmente abriu os olhos.


Bella – 10 horas. Bom dia! – ele sorriu.
Ed – Bom dia! – sentou-se na cama e fungou o pescoço de Bella, se levantando já arrancando a calça e a cueca a caminho do banheiro.


Bella franziu a testa, suspirando e engoliu seco, mordendo os lábios. Isso era pecado, deixar um homem desses assim. Bom, sem comentários, pensou consigo mesma enquanto voltava a descer as escadas, ouvindo os resmungos e choramingo de Linda.
Nelita – Olha, Bella, não fica com ninguém... - Bella sorriu, negando com a cabeça e sentou-se e Nelita lhe entregou Linda, que até soluçava. A colocou de encontro aos seus seios, a acariciando bem de leve na cabeça - Só chorou. O Gabriel vinha comigo, sem problemas nenhum... – tomou outro gole de café.
Bella – É normal, Lita, ela estranha. Gabriel saiu do hospital já direto para casa, se acostumou rapidinho, mas ela não. Tanta gente pegando e trocando... - fechou os olhos, se lembrando do tormento do hospital e Nelita assentiu.


Dez minutos depois, Edward descia, já pronto; uma calça jeans básica, clara, tênis e uma camiseta branca, lisa, os cabelos estavam molhados e jogados para trás com os dedos e o perfume invadiu a cozinha.


Ele beijou, com carinho, Linda e Bella nos lábios, um beijo na bochecha de Nelita e logo se sentou, tomando café. Gabriel desceu as escadas coçando os olhos alguns minutos depois e Bella lhe deu um beijo na testa, alisando-lhe os cabelos e abaixou-se para que Gabriel olhasse Linda, lhe alisando o rostinho e esperou o beijo de seu pai e o de Nelita, sentando-se para tomar café.

Bella – Iremos ver a tia Marieta, tudo bem se ficar aqui com Linda e Nelita? – Gabriel assentiu, não tinha aula hoje – Está tudo bem, filho? – ele voltou a assentir e Bella franziu a testa, observando Edward e se levantou, lhe entregando Linda e servindo o café para Gabriel. Ele logo se sentou em seu colo, a abraçando e se pondo a tomar o café. Nelita sorriu, piscando para Bella e Edward fez o mesmo, puxando outros assuntos.
Bella – Não vamos conseguir sair daqui, Ed... – franziu a testa ouvindo o choro de Linda assim que havia se separado da mãe – Olha, ela não para! – entraram novamente dentro de casa e Bella a pegou, subindo para o quarto de cima e em 20 minutos voltou a descer com a bolsa na mão, parecia pisar em ovos - Está dormindo, Lita, voltamos rapidinho. – Nelita assentiu, deram um beijo em Gabriel, saindo de fininho.
O hospital estava bastante movimentado. Caminharam até o quarto onde Marieta sempre ficava e a encontraram desperta, tomando café com a televisão ligada em um programa só para mulheres.

Marieta – Ohh, Bella! – abriu um imenso sorriso, abrindo os braços para que Bella lhe abraçasse com força – Como está Linda?
Bella – Está ótima! Mal pode esperar para ver-te.
Marieta – Então, somos duas. Alice me disse que é a sua cara... – abraçou Edward, que já sentou-se no sofá, abrindo o jornal.
Ed – Como está tia?
Marieta – Um pouco enjoada... Mas o café vai me ajudar, bem forte como eu gosto.


Bella a observou, sentando-se na cama; havia perdido mais peso, os cabelos - antes tão cheios - estavam ralos e presos em um precário rabo de cavalo, o rosto sem maquiagem e olhos um tanto fundos.

Marieta – Não me avalie, essa é a minha melhor manhã desde que começamos com os medicamentos, tirando o fato de meus cabelos estarem... E Gabriel?
Bella – Está bem, também. Hoje não tinha aula no colégio e ontem ficou em casa conosco.
Ed – Sentiu ciúmes de Bella hoje de manhã... – Marieta sorriu, deitando-se na cama e afastando a bandeja.
Marieta – Isso também aconteceu com você, amava Alice com todo coração, mas às vezes sentia ciúmes de Esme como se fosse seu marido.


Bella ouviu esse nome poucas vezes, Edward jamais havia lhe aberto sobre sua mãe, sabia que ainda doía nele, principalmente quando Marieta lhe falava sobre ela, percebia, em seus olhos, que se abaixavam na tentativa frustrada de sorrir das recordações. Sabia que ela havia falecido da mesma doença de Marieta. E era só. Havia visto alguns fotos no quarto de Alice; loira, com os cabelos bem abaixo da cintura, os olhos expressivos em uma cor profunda e gritante.


Ficaram por cerca de 40 minutos, até que o relógio materno de Bella deu um grito alto: era hora de voltar para a casa. Despediram-se de Marieta e da gostosa manhã de conversas e risos.

Bella – Ela parece melhor. – sorriu, suspirando a caminho de casa.
Ed – Está estável. Os cabelos estão caindo... – fechou os olhos, encostando a cabeça no respaldo do banco, no farol fechado.
Bella – Sente falta delas... – Edward se virou para ela rapidamente antes de pôr o carro em movimento – Marieta e sua mãe. Esme. – ele assentiu, mordendo os lábios – Nunca me falou sobre ela com detalhes.
Ed – Minha mãe foi uma das poucas mulheres da qual eu amava perdidamente e incondicionalmente... Mas às vezes a odiava. Sua vulnerabilidade com o meu pai foi o que a matou, não o câncer.

Bella não tocou mais no assunto, se prolongassem a manhã estaria perdida. Mudou de assunto completamente, mas ainda sentia a pequena distância de Edward em seus monossílabos. Ele a deixou na frente de casa.

Ed – Vou até a empresa, preciso saber como as coisas estão por lá, volto pelo almoço. – Bella concordou e saiu do carro, notando que ele estava sentido... – Bella? – ela se virou – Dê um beijo em Gabriel e Linda por mim. - ela assentiu, voltando a caminhar.


Edward continuou a observar, com a cabeça alta e passos firmes ela caminhava com aquela arrogância adquirida em dois anos de avanços e buscas incessíveis. Dois meses e sua forma parecia a mesma de sempre; estava mais magra, mas o corpo não havia perdido as curvas. Seu refúgio nas madrugadas enquanto Linda permanecia adormecida naquela incubadora era a esteira, longas caminhadas que terminavam na exaustão total.

Edward sentiu seu corpo arder novamente antes de botar seu carro em movimento. Como era possível amar e desejar tanto uma mulher, como ele amava e desejava a sua? Às vezes, chegava a doer.

Chegou à Cullen’s caminhando até sua sala, havia tantas coisas para resolver.
Era quinta feira, Gabriel estava na escola e a semana havia sido maravilhosa.


Edward estava no serviço e encontraria Bella no hospital, era a consulta de Linda, juntamente com a sua. Bella caminhou pelos corredores do hospital - tão conhecido - com o coração na garganta. A bolsa lilás de Linda em um lado e a mesma em seus braços, adormecida.

Ela sentou-se em frente da sala de consulta, observando o relógio na parede; 10, 20 minutos e nada de Edward. Era impossível pegar seu celular com a bolsa e Linda nos braços. Onde ele estava?


A médica saiu, cumprimentando Bella e pedindo para que ambas entrassem.

Clarissa – Eai, como se sente? – analisou uma vez mais a ficha de Bella – Ah, como você está bonita, flor... – observou Linda adormecida.
Bella – Estou bem.
Clarissa – Sem dor, febre ou mal estar? – Bella assentiu – Ótimo! E a Linda?
Bella – Sem cólicas, está mamando normalmente, as fezes estão normais, não tenho notado nada de anormal... – Clarissa voltou a assentir.
Clarissa – E Edward?



“Isso que eu queria saber.”



Bella – Deve estar preso na empresa. – Clarissa concordou, examinou Linda com sua técnica com bebês; checou se tudo estava bem e não houve problemas, examinou Bella e pediu exames que Bella sabia que ela pediria, voltou a se sentar com Linda nos braços.
Clarissa – É, bom... Vou pedir alguns exames a você, para vermos como está e...
Bella – Edward já me contou, Clarissa. – A médica assentiu.
Clarissa – Ainda melhor! O que aconteceu foi que você teve uma hemorragia atrás da outra, as coisas se complicaram, os médicos fizeram o possível para que você vivesse...
Bella – E esses procedimentos são bastante evasivos.
Clarissa – Certamente! Não estamos confirmando nada, ok? Faremos exames. Você não sente dor alguma, isso é bom. - Bella assentiu – Então, marcaremos para o começo da semana, pegamos o resultado e vejamos o que aconteceu, certo? Em quanto isso, vida normalmente! – Bella concordou e pegou a receita de Linda e a sua.
Clarissa – Não fique com isso na cabeça, Bella, toda vez que achar que vai se sentir vazia, independente do resultado, olhe para o seu menino e para Linda, vai encontrar conforto neles.
Bella – Sim, eu sei que vou. Obrigada. – se despediram e a outra paciente já esperava para ser atendida.



Nada. Ninguém no corredor. Nem sinal de Edward. Caminhou rumo a saída, abrindo um sorriso a Linda que acabara de acordar.


Bella - Bom dia, filha.


Edward saiu do carro apressado e tirou os óculos escuros, passando pela recepção. Olhou o relógio, dando uma corridinha e avistou Bella caminhando com Linda em sua direção. Droga! Havia perdido a consulta. Bella o observou e o mirou nos olhos.


Ed – Desculpa, fiquei preso em uma reunião com o setor financeiro de Londres... – Bella o encarou por alguns segundos.
Bella – Está tudo bem, Edward. – ele observou a filha, que observava Bella.
Ed – Está tudo bem?
Bella – Sim, Linda está ótima! Vou fazer alguns exames no começo da semana. – voltou a caminhar e Edward logo a seguiu, pegando a bolsa de seu ombro.
Ed – Está brava?
Bella – Não, não estou. Entendo, ok? – ele assentiu e caminharam até o carro de Bella, que colocou Linda na cadeirinha, colando o cinto com total segurança e pegou a bolsa das mãos de Edward, colocando ao lado de Linda.


Antes que ela pudesse se virar, ele a pegou pela cintura, a encostando ao carro e a pressionou com seu corpo, a olhando nos olhos.


Ed – Desculpa, ok? Isso nunca mais vai acontecer. - subiu as mãos por sua barriga, onde a camisa de seda de um corte maravilhoso era mais larga. Bella engoliu a saliva, o encarando na mesma intensidade.
Bella – Ok!
Ed – Quer que eu te deixe em casa? –Ela fechou os olhos, sentindo os dedos dele pressionarem sua cintura.
Bella – Pelo amor de Deus, Edward! - mordeu os lábios, abrindo os olhos e ele sorriu, franzindo a testa.



Seus lábios procuraram os dela e sua mão subiu até os cabelos soltos de Bella, deslizando por eles até alcançar sua nuca. Se aproximou, roçando seu lábios, mordiscou, para logo depois a envolver em um beijo alucinante, tão profundo e molhado como quanto quando faziam amor. Suas línguas dançavam na procura alucinante de total entrega e prazer.

Se separam com o choramingo de Linda, que reclamava por falta de atenção. Edward sorriu, se afastando de Bella, que acalmou Linda e logo depois entrou no carro. Edward fechou a porta com uma sobrancelha erguida e um sorriso torto nos lábios. Bella respirou fundo.



Bella – Você está encrencado essa noite por me deixar assim. – suas mãos estavam levemente tremulas e sua respiração ofegante.


Edward abriu um sorriso, botando os óculos escuros e caminhou até o lado de Linda, lhe soltando um beijo e alisando as bochechas rosadas. Bella logo pôs o carro em movimento, se afastando da vista de Edward.
Ele voltou a entrar no conversível preto e observou que algumas mulheres o observavam; haviam visto a pequena cena de perda de controle há alguns minutos atrás. Fechou a porta na maior naturalidade possível, botando o carro em movimento.


Lauren - É Edward Cullen, não é? – a mais baixa, de lentes de contato verde e os cabelos pretos, perguntou.
Irina - É, claro que é. Esse homem é inconfundível, querida...
Lauren - E aquela era, logicamente, Isabella Cullen?
Irina - A própria! Trabalhei na Cullen’s há uns meses atrás, um contrato de pouco tempo, sabe? Quando ela chegava o prédio parecia parar... Quer dizer, ele parava. A secretária dele me disse que podia estar aonde fosse, até em uma reunião com o papa, mas ele saia ou cancelava tudo quando ela chegava.
Lauren - É a vida... - a mais alta sorriu, observando o carro desaparecer pelo estacionamento e suspirou.

O que mais podia fazer a não ser isso?




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