- Bella, abra os olhos. BELLA?
Bella abriu os olhos, quase se levantando e respirou com dificuldade pela dor aguda que havia sentido, olhou ao seu redor, sentindo os braços quentes de Edward lhe segurarem, a deitando de volta na cama. Franziu a testa, engolindo a seco. O olhou nos olhos, ofegante.
Bella – O bebê? Edward... – levou as mãos até a barriga - O bebê... Não respirava, cadê a minha menina? – começou a se agitar, olhando para todos os lados.
Ed – Se acalma. Respira e se acalma. – Bella o fez, vendo como o homem a sua frente estava completamente acabado; seus olhos estavam fundos e com olheiras escuras, a barba já dava sinas que crescia, os cabelos com algumas mexas caindo sobre seus olhos, a camisa manchada e amassada, a gravata aberta. Sentiu vontade de chorar.
O abraçou como pode, com sua mão pálida, que levava a aliança de casada, correndo por suas costas, o aquecendo com seu calor como podia.
Ed - Ela está dormindo, Bella... – sua voz era baixa e controlada – Você está bem?
Bella – Ela está bem, Edward? Ela não chorou... – franziu a sobrancelha, o puxando para seus braços.
Ed – O que foi que aconteceu? – sentou-se ao seu lado na cama, mantendo-se abraçado a ela.
Bella – Eu não sei. Eu acordei, não estava me sentindo bem, minhas mãos tremiam, meu ventre latejava... Eu-e-uu, não sei... Peça para eles deixarem que eu a veja.
Ed – Descanse, Bella. Precisa descansar e depois daremos um jeito. Ela está descansando agora, como você deveria fazer...
Bella – Olhe para mim. Olhe nos meus olhos e diga, diga que está tudo bem. Eu confio em você, só em você.
Ed – Descanse, meu amor. - acariciou seus cabelos – Descanse, por favor. – Bella não fechou os olhos, mirou outro lugar enquanto Edward se levantava e, como sempre, em um gesto de busca de calma, se posicionou em frente à janela, respirando fundo.
Bella – Está me escondendo algo, posso sentir, posso te sentir... Eu tenho o direito de saber. Você a viu?
Ed – Tem os seus cabelos... – deu um sorriso triste – Às vezes, penso que pode quebrar de tão frágil, mas é forte. Os médico disseram que ela é forte. E você precisa estar forte para quando ela acordar. Descanse, eu estarei aqui!
Bella – Por que não olha nos meus olhos enquanto fala? Conheço-te, Edward. – fechou os olhos, sentindo dor e levou a mão até o ventre, mordendo os lábios – Ohh Deus! Isso dói. – fechou os olhos – Por que não conversa comigo?
Ed – Bella, por favor, meu amor... – apertou os olhos, controlando sua voz abafada – Estou tentando me controlar. Tudodesabou, querida, e se eu a olhar nos olhos as coisas vão ficar piores.
Bella – Eu não consigo sem você, sem me olhar nos olhos.
Ed – Como eu poderia ficar aqui e não me comover com você? – ela não respondeu, respirou fundo, baixando a mirada.
Bella – Se você disse que tudo vai ficar bem, eu vou acreditar. – mordeu os lábios, não teve como não o fazer. Edward a mirou.
Ed – Vai ficar tudo bem, Bella. – Ela assentiu e fechou os olhos, tentando se acalmar – Hey... – a chamou, a fazendo abrir os olhos – Eu amo você! – ela assentiu, não pode se controlar e chorou junto a ele.
Ed – Vai ficar tudo bem, Bella. – Ela assentiu e fechou os olhos, tentando se acalmar – Hey... – a chamou, a fazendo abrir os olhos – Eu amo você! – ela assentiu, não pode se controlar e chorou junto a ele.
Edward a observou adormecer por mais duas horas, estava completamente esgotado, não tinha energia para permanecer em pé, voltou a sentar-se no sofá, quando alguém bateu na porta. Olhou o relógio em seu pulso, notando que era tarde e abriu a porta, dando de cara com Emmett.
Edward abriu passagem e, em um gesto um tanto desesperado por conforto, Edward o abraçou. Emmett correspondeu, dando tapinhas em suas costas.
Emmett – Parabéns, cara!
Ed – Obrigado. – deu passagem para que Emmett se aproximasse de Bella.
Emmett – Está tão frágil... – abaixou a cabeça e depois olhou Edward, que assentiu. Emmett pegou na mão de Bella, a acariciando com carinho – Já acordou?
Ed – Sim, há algumas horas atrás. E meu filho?
Emmett – Está dormindo faz tempo. Rose disse que passa por aqui pela manhã.
Ed – Sim, mas não traga o Gabriel, não quero que veja a mãe dele assim. – Emmett assentiu e se afastou de Bella, saindo do quarto junto com Edward, que fechou a porta com cuidado.
Emmett – Vai para a casa, cara, toma um banho, sua camisa está manchada. Bella não vai acordar agora, eu fico por aqui.
Edward pensou por alguns segundos, olhando o homem a sua frente. Emmett. Sentiu seu corpo protestar mais uma vez.Deixe de besteira, Edward, pensou consigo mesmo.
Ed – Obrigado, Emmett! Preciso de um banho e de uma roupa limpa, em poucas horas eu estou aqui.
Emmett – Ok, vai lá.
Ed – Preciso trazer roupas para a Bella, e preciso... – fechou os olhos, tão exausto que não conseguia pronunciar outra palavra.
Emmett – Do bebê. As coisas do bebê.
Ed – Isso, isso... Obrigado, Emmett!
Emmett – Imagina! Vai, antes ela acorde e não te veja no quarto.
Edward terminou seu banho - de 40 minutos - e notou que os lençóis da sua cama já estavam trocados e o quarto estava perfeitamente limpo. Nelita estava dormindo, mas pela manhã passaria no hospital.
Ele se vestiu, com o relógio marcando quase 5 da manhã; um agasalho preto confortável, botou o tênis e “penteou” os cabelos. Pegou sua carteira e seu celular, notando o alto número de chamadas perdidas, sentou-se na cama por dois minutos, fechando os olhos, precisava digerir tudo o que estava acontecendo.
Escovou os dentes, após um café rápido e separou as roupas de Bella, a maioria camisolas de tecido leve, pegou a malinha do bebê que estava pronta, ao lado do berço, que por si mesmo também já estava feito e fechou a casa, deixando um bilhete para Nelita. Em 15 minutos estacionava no hospital, o dia estava nublado e o movimento parecia ter se acalmado.
Caminhou com um buquê enorme de rosas nos braços e as malas no outro, chegou no quarto no qual Bella estava, notando Emmett no sofá, lendo uma revista de automóveis. O agradeceu mais uma vez, colocando as rosas em um vaso ao lado da cama de Bella, seguida de outras, que chegaram logo depois que Emmett partiu, da parte de Alice e de Marieta.
E Bella permanecia dormindo, tão pálida que às vezes lhe subia um calafrio pela espinha, tinha vontade de a sacudir até que ela abrisse os olhos e lhe dissesse que estava bem.
Edward saiu do quarto por alguns instantes e se encaminhou até o berçário, visitando sua menina, que permanecia dormindo como um anjo perfeito. Ficou lá, como no outro dia, por cerca de 15 minutos para depois voltar para o quarto. E elapermanecia dormindo.
Assistiu Tv, caminhou de um lado para o outro na sala de espera à frente do quarto, entrou e saiu até que, um pouco antes das 8, ela finalmente abriu os olhos.
Seu primeiro instinto foi levar a mão sobre o ventre e fechou os olhos, franzindo a testa como se lembrasse do que havia acontecido. Edward caminhou até ela, sentando-se na beirada da cama.
Ed – Eu não vou deixar mais que você durma. Santo Deus! Eu iria chamar um médico... – Bella abriu os olhos, o mirando e viu ao seu redor o quarto florido com mais de 2 dúzias de rosas vermelhas e grandes, não conseguiu sorrir.
Bella – O Gabriel? – Sua voz era fraca e rouca.
Ed – Com a Rosalie, ela vem ver-te mais à tarde.
Bella – Não traga ele. – negou com a cabeça, engolindo a saliva.
Ed – Eu sei, já pedi por isso. Você está bem? – Bella negou com a cabeça, voltando a fechar os olhos por longos segundos, logo depois os abriu.
Bella – Precisamos de um nome... – se emocionou.
Ed – Sim, precisamos de um nome. Bella, não...
Bella – Não, Ed... – levou a mão que levava a agulha do soro e diversos medicamentos até o rosto pálido – Um nome. Agora precisamos de um nome. – ele assentiu, Bella derrubou algumas lágrimas, que ele rapidamente enxugou.
Ed – Se você não for forte, eu não posso ser forte. Vamos, Bella, reaja pelo amor de Deus! – a olhou nos olhos.
Bella – Linda. – Edward sorriu.
Ed – Eu gosto desse nome: Linda. – Bella fechou os olhos.
Bella – É diferente e especial... – engoliu o choro – Linda. – Edward sorriu também, se emocionando.
Ed – Vou até lá fazer o registro... – Bella assentiu, abrindo os olhos – Não me olhe assim, minha alma se parte, Bella. – baixou a cabeça, sentindo o toque fraco das mãos dela sobre seu rosto – Sem você eu não consigo. – negou com a cabeça, a mirando e engolindo o nó enorme em sua garganta – Vamos reagir, ok? Sermos fortes, tudo vai dar certo, eu prometi à ti. – Bella assentiu, não podendo dizer nenhuma única palavra. Não podia, iria chorar.
Dra Clarissa – Olá, posso entrar? – Edward assentiu, se levantando – Sou a Doutora Clarissa, sou obstetra, sua médica a partir de hoje! A sua Doutora está de licença.
Ed – Bom dia!
Bella – Bom dia! - Clarissa se aproximou de Bella, sentando-se no lugar do qual Edward ocupava.
Clarissa – Sente se bem, Isabella?
Bella – Não. – respondeu com sinceridade. Clarissa assentiu com mais seriedade, era uma mulher bonita e bastante simpática.
Clarissa – Isso ainda vai durar por alguns dias, estamos lhe dando medicamentos para a dor. Fizemos uma cesárea de emergência, o doutor Lúcio foi quem a atendeu logo que você chegou, ele está no plantão da noite e veio ver-te de madrugada. - Edward confirmou, observando Bella – Você teve uma hemorragia bem forte, Isabella, e graças a Deus veio assim que pôde... Se não, talvez os resultados não tivessem sido bons nem para você e nem para o bebê.
Bella – Como ela está?
Clarissa – Agora vai ser difícil dizer algo concreto, esta respirando com a ajuda de aparelhos... – Bella levou a mão sobre os olhos, caindo no choro – Não, Isabella, fique calma! Isso acontece quando temos bebês prematuros de partos com urgência, ela ainda é pequena, bem pequena, temos medo que algo não tenha se desenvolvido completamente, como os pulmões, por isso a ajudamos a respirar. Está tomando medicamentos, como você, e estamos a monitorando com toda a tecnologia que o hospital emprega.
Bella – Posso vê-la? – Pediu em um murmúrio baixo e abafado, tirando as mãos dos olhos.
Clarissa - Ainda não, não posso deixar que se locomova ou se levante... Espere mais 24 horas, se a cor do seu rosto voltar, pelo menos um pouco, voltamos a conversar sobre isso. Ela está confortável, Isabella, não sente dor. – Bella assentiu, mordendo os lábios na luta desesperada de controle.
Clarissa iria continuar falar, mas olhou para Edward, que discretamente fez que não com a cabeça, respirando com mais rapidez. Clarissa se calou. Com mais um pouco de conversa, deixou o quarto com várias restrições e principalmente pedindo muito repouso. Edward sentou-se no sofá, sentindo a mirada pesada de Bella sobre si.
Bella – Está me escondendo alguma coisa. Ela não te conhece, mas eu conheço, sei quando esconde algo, Edward. – Ele não a mirou, continuou respirando fundo na tentativa de pensar rápido em alguma coisa – Edward, eu esto-
Rose - Quem é a mãe mais bonita desse mundo? – Rosalie entrou animada no quarto, com outro ramo de rosas, dessa vez coloridas. Bella sorriu fracamente e a amiga veio até seu encontro, em um abraço de leve. Beijou a testa de Bella, lhe colocando os cabelos atrás da orelha – Você está linda, Bella! – Bella sorriu para não chorar e voltou a abraçar a amiga.
Bella – Meu filho?
Rose – Está bem. Nelita foi lá para casa, daí revezaremos; eu fico com ele e ela vem para cá... – Bella assentiu – É uma menina linda. Deixaram-me a ver pelo vidro, tudo bem, uns 5 segundos, mas deixaram me. Tem os seus cabelos.
Bella – Edward me disse. Ainda não posso sair daqui... – Rosalie concordou e cumprimentou Edward, sentando-se no sofá.
Foi uma boa forma de distrair Bella, pensou Edward, logo depois que Rosalie havia partido e Bella tinha voltado a dormir.
Edward se levantou, ficando cerca de 40 minutos com Linda e a registrou, conforme manda a lei no próprio Hospital.
Linda Marie Cullen.
Linda pela decisão deles, e o Marie, em homenagem a aquela que ele tanto amava.
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