Bella não sabia o que fazer ou o que falar. Estava no quarto, achando-se no direito de perguntar se havia outra mulher e o pedindo para eu não partisse, para que não fugisse, exatamente como ela havia feito.
O que se passava por sua cabeça? Que diabos se passava pela sua cabeça? Era certo?
Evitava-o, lutando contra tudo e todos para que aquilo terminasse, e agora, diante dele, lhe perguntava, com o coração em frangalhos e despedaçado em sua mão, se havia outra mulher. E, ainda por cima, pensava no claro motivo para que ele ficasse. Ouviu a gargalhada de Gabriel. Fechou os olhos, perdendo a coragem.
Edward mordeu seus próprios lábios, pois sabia que qualquer coisa que ela lhe dissesse o faria ficar. Sabia que estava tão fraco como ela. Sabia que apenas mais um toque e todo o controle, sua fortaleza, iria por água abaixo. Feiticeira. Sobrenatural. Qualquer coisa que pudesse definir seus sentimentos e a mulher na sua frente. Ela não iria dizer nada, abaixou a cabeça em um sorriso amargurado, se preparando para sair do quarto.
Ed – O que é que você quer Isabella? – se viu perguntando em voz alta – O que basta para você? – negou com a cabeça, a mirando nos olhos – Quando você avança, dá dois segundos, você recua. Joga o próprio jogo com as próprias regras. Talvez sejamos nós dois que não batemos um com outro... Talvez eu seja tão diferente que...
Bella – Não. Não se culpe por um fracasso que é nosso.
Ed – Um fracasso. – mordeu os lábios.
Bella – Eu não era uma vagabunda antes de te conhecer, Edward... – negou com a cabeça – E, por favor, não volte a dizer isso, é pior do que me estapear a cara. – Edward se aproximou.
Ed - Eu estava fora de mim... Eu estou fora de mim.
Edward não esperou mais nem um segundo. Ouvindo o grito de socorro, que Bella não havia pronunciado, a puxou pelo braço, colando seus corpos em um abraço forte e verdadeiro. Bella retribuiu e fechou os olhos com força, apertando suas mãos nas costa dele, lhe alisando os cabelos da nuca.
Era preciso dizer alguma coisa? Era preciso realmente que aquele momento terminasse? Ela só queria permanecer ali pelo resto dos dias, sem preocupações, chateação... Oh! Se as conseqüências não fossem tão duras, pensou, abrindo os olhos mareados a beira de deixar escapar lágrimas.
Bella – Se você soubesse que o único lugar que eu me sinto protegida é aqui, Edward... – soluçou, molhando de lágrimas o paletó de Edward – Se você soubesse que o único lugar que me aquece é aqui, com você, nos seus braços. Eu não vou me desculpar, porque fiz o que julguei ser melhor para nós dois, para o nosso filho... – Edward apertou os olhos, a apertando ainda mais contra seu corpo enquanto sentia o hálito quente lhe sussurrar ao pé do ouvido – Talvez seja isso... Talvez isso não dê certo, mas eu amo você, está me ouvindo? – franziu a testa, o olhando nos olhos, Edward engoliu a saliva e choro – Se acabar aqui cruze a porta com a certeza que nenhuma mulher... Que nenhuma, Edward, nesse mundo sentiu tudo o que eu sinto por você.
Bella - Se acabar aqui e agora, eu vivi meu conto de fadas. – levou as mãos até o rosto dele, o acariciando – Se acabar aqui... – fechou os olhos – Lembre-se da gente naquela semana... – Edward fechou os olhos – Lembre-se da gente quando riamos, jogados na grama, lembre-se da gente nos restaurantes sofisticados, dizendo que éramos amigos, lembre-se da gente quando me pediu a direção do seu hotel, quando me pediu para ficar uma semana. Porque esses, Edward, foram os melhores momentos ao seu lado. – Edward abriu os olhos, a ponta do nariz já estava vermelha e os lábios ligeiramente trêmulos.
Ed – Não desista assim... Não desista de mim, Bella. – negou com a cabeça, a pegando pelo pescoço – Você é a mãe dos meus filhos, Bella... – ela assentiu sorrindo, deixando-se envolver pelas lágrimas – Por mais que tudo isso doa, magoe e machuque agora, você é o melhor que há em mim. Vocês. Fecha os olhos. – ela o fez.
Edward se separou dela e Bella permaneceu de olhos fechados, Edward permaneceu ali por alguns instantes, a observando, ali, parada, a espera que ele fizesse algo. Então, abaixou a cabeça e mordeu os lábios, percebendo que precisava fazer aquilo. Devagar, cruzou o quarto, saindo pela porta em perfeito silêncio.
Bella notou o silêncio e franziu a testa, abrindo os olhos de par em par. Estava sozinha, não havia ninguém no quarto. Ouviu o grito de Gabriel lá em baixo.
Gabriel – Tchau, mamãe. - Bella sorriu e se levantou, tinha que levantar, gritou de volta, olhando o relógio e percebendo que estavam atrasados.
Bella – Tchau, filho, vai com Deus! - enxugou as lágrimas, se dando conta do que havia acontecido naquele quarto. Sentou-se e, de simples, sorriu cobrindo o rosto com as mãos e suspirando.
Edward se despediu do filho com um beijo na testa e lhe desejando um bom dia. Com a mochila de carrinho nas mãos, Gabriel sorriu, acenando já dentro dos portões da escola. Edward arrancou rumo à Cullen’s, havia tanto trabalho a fazer. Já no seu andar, após dar um “bom dia” à sua secretária, entrou na sua sala e abriu o paletó, deixando a pasta em cima da mesa, digitou sua senha, entrando no sistema. Olhou o relógio; estava 20 minutos atrasado. Jasper bateu na porta.
Ed – Entra.
Jasper – Caramba! Pensei que não viria hoje. – se sentou, tomando um pequeno copinho de café.
Ed – Foram apenas 20 minutos, Jasper... Alguma coisa de importante? Que eu saiba a reunião com a Stephen é só na sexta, às 15h00min.
Jasper – Não, não há nenhum problema. É que você costuma já estar aqui quando chego apenas me preocupei. – Edward parecia meio distante – Edward há algum problema?
Ed – Não, não há... Não mais, talvez. – olhou para paisagem fora de sua sala.
Jasper – Os boatos que sua mulher está de volta estão por todos os lugares. Aliás, a senhora Venturini ligou a 15 minutos, pedindo para você falar com ela quando puder.
Ed – Sim, eu ligarei. E não são boatos, você a viu ontem.
Jasper – Sim, eu a vi... E, Edward, sei que não é da minha conta, mas... As pessoas estão comentando...
Ed – Uma menina. – mordeu os lábios.
Jasper – Meu Deus! – abriu a boca em surpresa.
Ed – Esqueça. – fechou os olhos para abri-los logo depois – Vamos que tenho muita coisa para fazer hoje. – Jasper assentiu ainda meio incrédulo – Sobre o que veio me falar?
Jasper – Do corte de funcionários. Temos que resolver isso, para antes das férias de julho... – Edward assentiu e assim começaram a discutir o assunto.
Eram quase 10 da manhã quando, por fim, estava tudo resolvido. Jasper saiu da sala rumo a sua e Edward voltou para a papelada enorme que necessitavam de atenção especial e de sua assinatura. Suspirou. Que diabos estava acontecendo com ele aquela manha?
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Alice terminou de amamentar o pequeno Thomas e, após um arroto baixinho, permitiu que ele se deitasse e dormisse de forma engraçadinha, como ela mesma havia dito. O beijou com vontade de apertá-lo nos braços e lhe beijar todo o corpinho. Sentia-se cansada aquela manhã. Caminhou até o quarto em que Marieta dormia, ela estava mais pálida aquela manhã, após a visita do médico, que não havia dado boas noticias. Sentiu seu peito apertar de maneira brusca e desesperada, sentou-se a beirada da cama, pegando a mão fraca da tia tão amada, e Marieta abriu os olhos, sorrindo ao ver Alice.
Alice – Bom dia, tia. – sorriu, alisando os poucos cabelos grisalhos.
Marieta – Bom dia, filha. – sorriu, se mexendo na cama – Acho que hoje não é um bom dia... – Alice sorriu prestes a franzir a testa e chorar – Sabe a visita do médico não foi muito agradável.
Alice – Você precisa ir para o hospital, tia, lá lhe darão mais conforto, precisa fazer mais exames...
Marieta – Mas nem pensar! Não estou morrendo, Alice, portanto, mude já essa cara. – a repreendeu com um sorriso no rosto – Só me sinto bem cansada essa manhã. – Alice assentiu, mordendo os lábios – E o Tontom?
Alice – Está dormindo, acabou de mamar. Robert o viu ontem, tia.
Marieta – Sério? – Alice assentiu – E como se sentiu?
Alice – Eu não sei... Ardeu-me de leve a ferida. Chorou ao ver o meu filho, estava magro...
Marieta – Com olheiras, com a barba por fazer... – soltou uma gargalhada fraca – Veja Alice, o feitiço virou contra o feiticeiro. – Alice sorriu.
Alice – Não é para tanto.
Marieta – É claro que é! – tossiu levemente – A próxima vez que o ver, diga a ele que é um bobão! – Alice gargalhou – E Edward, meu neto?
Alice – Não sei, mas está bem, tia.
Marieta – Ligue para o Edward, diga que o quero aqui ainda hoje. – fechou os olhos sonolentos – Preciso tirar um cochilo, Alice, faça o que lhe pedi.
Alice assentiu e se levantou, vendo que na certa Marieta já dormia, saiu do quarto aquecido pelo sol, desceu as escadas e se sentou no sofá, e lá ficou por longos minutos, antes de pegar o telefone e ligar para Edward. Não se demorou a passar a ligação.
Alice – Ed?
Ed – Oi Lice, tudo bem? – relaxou na cadeira.
Alice – Tudo, tudo bem... – suspirou.
Ed – E o meu sobrinho?
Alice – Nem me fale irmão desnaturado.
Ed – Ahh, não me culpe! Vou passar aí no horário do almoço, podemos almoçar eu, você e a tia Marieta.
Alice – Ok! É Marieta chamou por você hoje, disse mesmo para vir até aqui. – Edward franziu a testa, se levantando.
Ed - Não gosto do seu tom de voz. O médico foi aí hoje? – Alice se calou, não queria preocupar o irmão que já estava tão magoado.
Alice – Passou. Escute Ed, acho que as noticias não são boas... – baixou a cabeça, levando a mão até a mesma – Ele disse que seria melhor levá-la até o hospital. – fungou sem perceber – Está tão fraca... – negou com a cabeça – Não sei o que fazer. – Edward permaneceu em silêncio por alguns segundos e levantou a cabeça, pegando seu paletó.
Ed – Estou indo para aí agora. – disse decidido, pegando sua pasta.
Alice – Mas, Edward, você está trabalhando...
Ed – Não importa, não mesmo! – saiu da sala – Estou aí em 15 minutos. – Alice concordou e desligaram o telefone.
A casa estava silenciosa quando Edward entrou e sorriu para Alice, a abraçando com força.
Alice – Você é maluco! Aquela empresa deve estar um caos.
Ed – Nada que não se possa resolver depois. – tirou o paletó, deixando a pasta no chão.
Alice – Bella esteve aqui. – Edward não respondeu – Ela está com você?
Ed – Sim, está lá em casa... Mas não vamos falar sobre isso agora, Alice, hoje de manhã já tive o suficiente. Cadê meu sobrinho? – Alice sorriu animada e ambos subiram as escadas, e Edward sorriu ao ver o garotinho tão pequenininho dormindo tranqüilamente.
Alice – Se parece com você. – Edward assentiu, acariciando as mãozinhas que se abriram para apertar seu dedo.
Ed – Olá, garotão! - Alice sorriu.
Alice – Não o acorde, ele fica bem chatinho quando interrompemos seu sono. – Edward assentiu.
Ed – É um lindo garoto, Lice. – ela sorriu orgulhosa – Me faz lembrar meu filho quando nasceu Bella tinha medo até de pegá-lo... – gargalhou baixinho – Me disse um dia que ele poderia até quebrar. – negou com a cabeça – Aquela mulher... Aí, aquela mulher! – Alice sorriu, mirando o irmão.
Alice – Está vindo outro.
Ed – Sim, minha menina. Quero ver quem vai chegar perto e enfrentar a minha fúria.
Alice – Que nada... – sussurrou – Vai ser um pai bobão e babão novamente.
Ed – Sim, eu sei que vou.
Alice – Vem, vamos, antes que ele acorde. – Edward assentiu, saindo do quarto.
Ed – Onde ela está?
Alice – No quarto, dormindo. – Edward assentiu, e Alice entendeu que ele queria estar sozinho. Abraçou o irmão, caminhando até seu quarto.
Edward entrou devagar no quarto iluminado pelo sol e sorriu ao ver Marieta dormindo tranqüilamente, aparentemente, quase que com um sorriso nos lábios. Tão serena. Chegou a se preocupar. Sentou-se na cama ao lado dela, a observando dormir.
Marieta – Eu sabia que viria... – sua voz em tom baixo que alertou Edward, que a mirou nos olhos.
Ed – Mas é claro que eu viria. – lhe beijou a mão – Bom dia, tia!
Marieta – Bom dia, filho! – subiu as mãos até o rosto abatido de Edward – Ainda lutando, Edward? – ele não entendeu a pergunta e Marieta voltou a sorrir.
Ed – Está se sentindo bem?
Marieta – Estou cansada... Bastante cansada! – ele assentiu, acariciando os cabelos grisalhos – Sonhei com seu tio hoje... – Edward mordeu os lábios – Estava tão bonito. – sorriu – E Gabriel?
Ed – Está ótimo. Se o visse, diria que é outro garoto.
Marieta – É claro que é! A mãe dele está de volta! – Edward assentiu – Como ela está? – ele suspirou.
Ed – Sinceramente, tia? Eu não sei! A deixei essa manhã chorando no quarto do Gabriel. Mais um minuto ali eu ficaria maluco.
Marieta – Não é certo, pode fazer mal para a menina.
Ed – Eu sei... – abaixo a cabeça – Diga algo que me conforte, tia. – negou com a cabeça, seriamente cansado – Já não sei mais o que fazer.
Marieta – Eu sei que não sabe. – sorriu fracamente, piscando de maneira longa.
Ed – Tia está se sentindo bem? – Marieta sorriu sem dizer nada, pegou nas mãos de Edward.
Marieta – Deixe de besteira, menino... Eu estou bem.
Ed – Amanhã eu volto para te ver, eu prometo!
Marieta – Você tem trabalho e um problemão em casa para resolver.
Ed – Nada disso, eu venho vê-la amanhã.
Marieta – Traga Gabriel junto com você. – Edward assentiu.
Ed – Agora, descanse! – Marieta assentiu, fechando os olhos.
Edward levou as mãos sobre os olhos e, sentindo um aperto no coração, voltou a olhar a tia, tão fragilizada. Com um suspiro preocupado, ele se levantou.
Marieta – Ed? – o chamou antes que ele saísse do quarto – Você pode amar por muito tempo, mas se amar errado, não significa que o amor se foi. – Edward não teve tempo de dizer nada, Marieta voltou para o lado, adormecendo.
Ele sentiu uma sensação diferente percorrer seu corpo, fechou a porta com cuidado, encostando a cabeça na mesma, fechou os olhos e, de repente, sentiu vontade de sorrir. Abrindo um sorriso, olhou o relógio: não tinha muito tempo. Suspirou, descendo as escadas.
“Ai de mim se ela soubesse que estou em suas mãos.”
Se despediu de Alice e do sobrinho e, com rapidez, pegou o carro, dirigindo até em casa e desceu sem nem mesmo trancar o automóvel. Seu coração saltava e todo seu corpo vibrava em emoção. Subiu as escadas sem fechar a porta e entrou no quarto silencioso, percebendo que Bella estava na janela, observando a paisagem com a mão acariciando a barriga. Parou no meio do quarto, com as mãos abaixadas, sentindo seu coração quase saltar pela boca e a olhou com emoção. Oh Deus,com veneração!
Bella se virou percebendo, sua presença, e o olhou nos olhos. Edward tirou o paletó, franzindo a testa, emocionado, estendendo a mão em sua direção. Bella a olhou e voltou a olhar nos olhos mareados de Edward. Seu coração bateu devagar. Fechou os olhos, segurando a emoção, e sorriu.
Bella se perguntou, quando voltou abrir os olhos, se essa era a visão que toda mulher tinha quando, após uma briga atrás da outra, no meio do expediente, seu marido sairia do trabalho arrancando a gravata e o paletó, entraria no seu quarto, a olhasse nos olhos e depois estendia a mão, em um convite feito em uma noite inesquecível.
Podia se lembrar de sabores, cheiros e caricias. Mordeu os lábios, segurando o queixo trêmulo, se lembrando de quando ela se olhou no espelho com aquele vestido tão vermelho e perfeito. Sorriu e, com os lábios também trêmulos, Edward sorriu. O colar de brilhantes que pesava em seu pescoço, a maquiagem, o batom vermelho usado para outros fins... Negou com a cabeça, franzindo a testa e olhando nos olhos de Edward, onde se passava um filme em perfeita e nítida imagem.
“- Eu poderia me casar com você.”
Ele havia dito. Deu um passo inseguro, rindo e não contendo as lágrimas. Edward a encorajou, fechando os olhos em deleite com o que estava acontecendo.
Bella deu outro passo, levando as mãos à boca. Ainda sentia o cheiro das flores do jardim, da passagem secreta onde tinham feito amor de maneira descontrolada.
“– Não tão alto, querida.”
Largou a sorrir ainda mais, já frente à ele. Edward abriu os olhos e, pausadamente e ternamente, levou as mãos ao rosto dela, em uma caricia sutil, fazendo com que Bella voltasse a fechar os olhos.
Santo Deus! Edward cravou seu olhar no rosto tão perfeito e belo.
Ed - Santo Deus! – murmurou, quando ela abriu os olhos mareados, se deparando com os dele.
Era preciso dizer alguma coisa? Provar ou explicar? Tudo o que ele queria era que o resto do mundo explodisse e só ficassem eles, aquela família maravilhosa que, por mais que tudo tenha acontecido, qualquer homem invejaria. Aproximou-se, enxugando com os lábios o par de lágrimas que havia escorrido pelo rosto de Bella, a acariciou nos cabelos, começando a dizer:
Ed – Tenho uma proposta para te fazer... – fechou os olhos, para abri-los se pondo sério – Sabe que sou um empresário... – mordeu os lábios – E preciso de companhia diária, para os meus jantares de negócios, que também são diários. – Bella franziu a testa, suspirando e dando um largo sorriso, depositando as mãos em cima do peito de Edward, que lhe enxugou outras lágrimas com a mão, carinhosamente, em seu rosto – Quanto você quer para ficar a semana inteira? – não segurou o sorriso, o exibindo maravilhosamente para Bella, que fez o mesmo.
Bella – Você só pode estar brincando, Doçura. – sua voz era abafada pelo choro – Por que um homem como você precisaria de uma companhia como a minha durante uma semana, com tantas milionárias aos seus pés? - Bella sorriu, o puxando pela gola da camisa.
Ed - Preciso de uma profissional, querida, e pensei que você já havia notado que eu fico maluco com elas. – Bella levou a cabeça para trás, dando uma gargalhada gostosa enquanto Edward a segurava pela cintura – Uma semana. – Voltou a dizer a mirando nos olhos – Uma semana, eu, você, e mais nenhum outro erro! – suspirou, modificando as últimas palavras enquanto Bella molhava os lábios.
Bella – Você não poderia pagar. – se aproximou, subindo as mãos até os cabelos de Edward.
Ed – Se atreva! – seus olhos denunciavam um claro e velho poder que possuíam o controle de seduzi-la, como se fosse à primeira vez.
Bella voltou a sorrir e Edward sorriu também, aproximando ainda mais seus corpos, deslizando as mãos pelas costas de Bella, mantendo-a segura contra si. Então, o sorriso se foi, dando lugar a um maravilhoso brilho no ar, que dizia mais do que qualquer gesto.
Bella – Diga que me ama, agora, diga que me ama quando acordar e antes de dormir, diga que ama quando me ver, quando ver seus filhos e quando se olhar no espelho, diga que me ama quando trabalhar, enquanto caminhar... Diga que ama quando sonhar, quando respirar ou suspirar; esse é meu preço, Edward Cullen.
Ed – Isso o meu dinheiro não pode comprar, Doçura.
Bella – Eu sei. – assentiu, se aproximando – Foi por isso que eu pedi.
Edward balançou a cabeça para os lados, pegando-a pela nuca e colando seus lábios em um beijo que era pura sedução, magia e cumplicidade, onde suas línguas, sincronizadas, bailavam um dança antiga que poderia falar mais do que qualquer palavra. Separaram-se, ofegantes, unidos por um laço que parecia ter ganhado duas pontas. Um laço que talvez, queira Deus, poderia ser atado novamente.
Ed – Não se faz amor só de corpo, Bella... – a olhou nos olhos, lhe mordiscando os lábios, ameaçando mais um beijo enlouquecedor – Se faz amor de alma, está sentindo? Eu estou amando você agora. Mas não por uma semana... Deus! De jeito nenhum... Por toda a vida!
Bella – Nós podemos tentar Edward. – o abraçou, chorando de emoção.
Ed – Sim, nós podemos querida! – retribuiu, cheirando-lhe os cabelos enquanto seu interior também era dominado pelas emoções.
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