Edward levou as mãos sobre os olhos e, respirando fundo, se virou para depois, quando mirar novamente a cama, perceber que Bella estava completamente acordada. Seu olhar se pesou por cima dela e Bella sentiu como se o fardo que carregasse se tornasse ainda mais pesado.
Bella fechou os olhos para depois os abrir novamente, para mirar o homem sem escrúpulos na sua frente. Deus! Conhecia aquele olhar, conhecia aquela forma de franzir a testa quando ele tentava, por tudo que era mais sagrado, se controlar. Abaixou a cabeça, pensando que logo Edward viraria as costas saindo do quarto, e viu que já tinha anoitecido. Droga!
Bella – Cadê o Gabriel? – ele demorou a responder se virou de costas para ela, engolindo a seco.
Ed – Jantando. Aliás, você também precisa jantar.
Bella – Não eu não preciso nada, Edward, e o covarde agora está sendo você! – Edward se virou, com o semblante ainda atormentado.
Ed – Se você tivesse me trocado por outro homem eu não estaria me sentindo tão traído. – Bella engoliu o choro, se levantando da cama.
Bella – Nunca houve outro homem, Edward. E eu não...
Ed – Você sim! - se aproximou, mordendo os lábios em sinal de controle – Você sim... Eu pedi para que confiasse em mim. Isabella, eu sabia o que fazer.
Bella – Mike foi até meu escritório, antes de você viajar. – Edward arregalou os olhos, a olhando – Me disse coisas e me disse que não estava interessado na Loren, em nada mais, que para ele, que se ferrasse se perdesse tudo, que ainda assim falaria de mim. Falaria de nós. – baixou a cabeça, se sentando de volta na cama – Me fez uma proposta: se eu desaparecesse, tudo seria esquecido. Era uma troca... Uma troca de favores e eu...
Ed – E você aceitou. – Bella assentiu, vendo o ódio nos olhos de Edward crescer ainda mais.
Bella – Ele me disse que você jamais me perdoaria por permitir que o nosso filho fosse apontado quando crescesse que a minha filha fosse apontada quando crescesse.
Ed – E você acreditou. – se virou de costas, com o desgosto estampado em seus olhos – E você acreditou que eu te jogaria para fora da minha vida quando - e se - algo acontecesse? Acreditou que eu diria aos nossos filhos que você não era a mãe deles? Acreditou que me divorciaria de você e passaria o resto da minha vida te odiando? POUPE-ME, ISABELLA, ME POUPE! – Bella se assustou, levantando a cabeça e o mirando – Eu fiquei aqui sozinho, Isabella, cuidando do meu filho, que não aceitava que você não cuidaria mais dele. Eu fiquei aqui, cuidando da minha empresa e da sua que, por você mesma, foi passada para mim. Eu fiquei trabalhando horas e mais horas para preencher o tempo em que eu deveria estar com você. Amando você. Seja em cima dessa cama ou em outro lugar qualquer. SABE HÁ QUANTO TEMPO EU NÃO ME DEITO AI? –apontou, com fúria, para a cama – SABE HÁ QUANTO TEMPO EU NÃO SUPORTO PISAR NESSE QUARTO? No quarto em que você gritava quando fazíamos amor, no quarto em que eu gritava e te entregava a minha alma e tudo o que eu tinha de melhor em mim, Isabella...
Bella - Eu também te entregava a minha alma, Edward, e não haja como se você não SOUBESSE DISSO!
Ed – ONDE VOCÊ ESTAVA ISABELLA? PORQUE EU FUI ATÉ O INFERNO PROCURAR POR VOCÊ, ONDE VOCÊ ESTAVA? - Bella abaixou a cabeça, sentindo os gritos de Edward ecoar em seus ouvidos – Por que não me ligou para dizer que estava grávida? Por que não me ligou para dizer que estava viva e com medo? Por que não me disse adeus? Por que não me explicou o que sentia? EU ERA O SEU MARIDO, EU IRIA AJUDAR... Por que não me disse naquele maldito telefone que algo estava errado? Por quê? Por quê? POR QUE, ISABELLA, POR QUÊ? E AGORA, OLHA PARA MIM!
Edward abaixou a cabeça, limpando rapidamente uma lágrima que escorregava pelo seu roso.
Edward – AGORA, OLHA BEM PARA MIM, E ME DIGA, ME RESPONDA PELO AMOR DE DEUS, O QUE TE FEZ PENSAR QUE, POR ALGUMA COISA NESSE MUNDO, EU DEIXARIA VOCÊ, MINHA AMIGA, MINHA ESPOSA, MINHA MULHER? – Bella enxugou as lágrimas, soltando um alto soluço e abaixou a cabeça, levando as mãos no rosto enquanto Edward, com olhos arregalados, continuava a mirando com profundidade – OLHE PARA MIM! – gritou ainda mais alto, com a voz - antes tão firme - agora trêmula.
Bella – Edward.
Ed – EDWARD O QUE?
Bella – PORQUE EU AMO VOCÊ... PORQUE EU AMO OS NOSSOS FILHOS E PORQUE O PESO DESSA MALDITA CULPA NÃO ME DEIXARIA VIVER EM PAZ. – abaixou a cabeça para depois de levantar – EU FUI FRACA, VOCÊ TEM TODA A RAZÃO, MAS ISSO NÃO SIGNIFICA QUE VOCÊ FOI O ÚNICO A SOFRER AQUI, QUERIDO, PORQUE NÃO É A VERDADE.
Ed – O fato de você me amar não vai aliviar a minha dor e também não vai fazer com que eu deixe que você alivie a sua culpa. – sua voz era baixa e gélida – SE FOSSE AMOR VOCÊ TERIA FICADO.
Bella – NÃO SE ATREVA A JULGAR MEUS SENTIMENTOS, EDWARD, VOCÊ NÃO COMPREENDERIA NUNCA O VALOR DE UM.
Ed - AH NÃO? – gargalhou ironicamente – E O QUE EU SENTIA POR VOCÊ?
Bella – SENTIA? - Bella franziu a testa.
Ed – É impossível amar uma mulher como você, Isabella. – Bella arregalou os olhos, sentindo um murro no estomago.
Bella – Uma mulher como eu? – sua voz era fina, e não pode impedir que chorasse – E como é uma mulher como eu? PORQUE AGORA EU ESTOU CONFUSA. PORQUE EM 24 HORAS EU ERA A VAGABUNDA, AGORA O QUE EU SOU? A CADA HORA DO DIA VOCÊ ME DÁ UM ADJETIVO, FICA DIFICIL DE ACOMPANHAR. – Edward fechou os olhos, pela intensidade que ela havia gritado e dito aquelas palavras, cerrou os punhos com vontade de quebrar o quarto inteiro.
Ed – CADA VEZ QUE EU TE OLHO É COMO SEU EU LEVASSE UM TAPA NA CARA, ISABELLA.
Bella – É O QUE VOCÊ DEVE TOMAR CADA VEZ QUE ME OLHA NOS OLHOS PARA DIZER QUE EU NÃO PASSAVA DE UMA... – se calou, arregalando os olhos e levando as mãos na boca ao ver Gabriel na porta, com um bico enorme e com lágrimas nos olhos.
Edward virou os olhos na direção que Bella olhava e passou as mãos nos cabelos, murmurando uma maldição. Bella sorriu, caminhando até o menino, enxugando as lágrimas e arrumando os cabelos.
Bella – Olá, meu amor! Já jantou? – Gabriel não respondeu, abaixou o olhar até os pés para depois mirar Edward, que recuperava o controle, de costas, virado para a janela. Ele voltou a olhar sua mãe, para depois se virar de costas, caminhando lentamente de cabeça baixa até seu quarto. – Filho? Gabriel? – se calou, fechando os olhos – Droga! – levou as mãos à cabeça e foi até o banheiro com pressa, lavou o rosto, arrumando os cabelos, saiu ainda descalça caminhando até o quarto do filho, que estava sentado na cama, com a cabeça baixa e respirava com rapidez.
Bella – Posso entrar? – ele levantou a mirada, assentindo.
Bella pegou uma cadeira, se sentando na frente dele.
Gabriel – Você e o papai estavam brigando, não é mesmo? – Bella não respondeu, abaixou a cabeça, pegando nas mãos do filho – Você estava chorando, não estava? O papai estava chorando.
Bella – Filho, às vezes, as pessoas discutem e falam alto, bastante alto... Às vezes, quando você está bravo, não sente aquela vontade de falar alto, bem alto? – Gabriel assentiu – Então, eu e o papai estávamos um pouquinho bravos agora pouco e, sem querer, falamos muito alto... Escute filho, me desculpe? Eu prometo para você que isso nunca mais vai acontecer. – Bella lhe beijou a testa – Hey olhe para mim. Estou prometendo para você! – Gabriel assentiu, abraçando Bella com força.
Gabriel – Não gosto quando você chora mamãe. Depois que você foi embora do meu aniversário eu escutei, sem querer, o papai gritando pra a tia Lice que não ama mais você... - Bella se arrepiou, abraçando ainda mais o filho. Deitaram-se ambos na cama, Bella o cobriu enquanto Gabriel se deitava sobre seus seios.
Bella – Papai está magoado comigo, filho, mas é só comigo, isso não tem nada a ver com você, entende? – Gabriel assentiu – Você é um grande garoto. É o homem da casa, se lembra? – Gabriel voltou a assentir – Logo, tudo isso vai passar, eu prometo filho! Desculpa-me. – fechou os olhos, segurando o choro – Não vamos mais gritar, certo?!
Gabriel – Certo mãe. Promete que não vai embora? – Bella assentiu.
Bella – Prometo! Quando você acordar estarei aqui. – olhou os olhos cansados de Gabriel se fechar e não se demorou muito para que Bella sentisse a respiração calma e ritmada, denunciando que o menino dormia tranqüilamente.
Ela se levantou com cuidado, o cobrindo até o pescoço, lhe beijou a testa e saiu do quarto. Ao apagar as luzes, desceu as escadas, notando o silêncio na casa. Caminhou até a cozinha e jantou rapidamente, se sentia tão enjoada. Sentou-se no sofá, abraçando uma almofada, quando ouviu o barulho da piscina. Fechou os olhos, franzindo a testa, perguntando quando esse inferno terminaria. O telefone tocou, Bella estendeu a mão o atendendo.
Bella – Alô? – silêncio do outro lado da linha – Alô?
( ? ) - Por favor, o Edward?
Bella – Quem fala?
- É... Isabella?
Bella – Sim, é ela, e você é... – fechou os olhos reconhecendo a voz - Quanto tempo Tanya. – ouviu o barulho da porta se abrir e olhou para trás, nos olhos de Edward.
Tanya – Como vai Bella? – sua voz não era irônica nem sarcástica, simples e fácil, estava sincera.
Bella – Vou bem, Tanya, obrigada! – pelo contrário, Bella agora sentiu um constrangimento estampado na voz da mulher – Quer falar com o Edward, não é?
Tanya – É, é e-eu... Sim, eu queria falar com o Edward.
Bella deixou o telefone em cima da mesa, se levantou do sofá e, sem dizer uma única palavra, subiu as escadas, não olhando para trás. Edward pegou o telefone, se sentando. Estava um ponto de explodir.
Ed – Oi, Tanya.
Tanya - Oi, Edward, desculpe ligar essa hora, não sabia que sua esposa...
Ed – Esqueça! – fechou os olhos, encostado a cabeça no respaldo do sofá.
Tanya – Ligue para falar sobre Marieta... Estou indo para o Arizona amanhã, falei com Alice e não gostei das noticias. – Edward assentiu.
Conversaram cerca de 5 minutos, até que Edward se despediu, desligando o telefone e se levantou. Amarrando seu roupão, subiu as escadas depois de apagar as luzes da piscina e da sala. Subiu para o quarto do filho, lhe deu dois beijos na testa, abaixou a cabeça, lhe alisando os cabelos, para depois sair do quarto rumo ao seu quarto, que estava silencioso, e Bella parecia já ter tomado banho.
Ela estava sentada na poltrona de frente para a varanda, com uma camisola preta até os pés de pura seda, e acariciava a barriga, de olhos fechados. Um roupão da mesma cor e tecido estava em cima da cama.
Edward entrou no banheiro para uma longa ducha, tomou um banho demorado e, quando saiu do banheiro, ela permanecia da mesma forma. Sentou-se na beirada da cama, deixando suas mãos deslizar até a peça e, mais uma vez, se afastou, se levantando da cama. Bella abriu os olhos e, sentindo sua pele queimando, se virou, dando de cara com Edward.
Ed – Tanya ligou...
Bella – Dando explicações, Edward? – sorriu ironicamente – O que você fez ou deixou de fazer é um problema seu, não é mesmo? –Edward cerrou os dentes, erguendo as sobrancelhas – Quer saber? – se levantou e pegou seu robbie em cima da cama – Eu não preciso passar nervoso. – Bella saiu do quarto e, decidida, desceu as escadas, agora ela que precisava de ar, precisava pensar. OH Deus! Como precisava.
Bella sentou-se na beirada da piscina, sentindo a brisa fraca, quase não ventava e o céu estrelado denunciado que viria sol no dia seguinte. Fechou os olhos, sentindo os nervos a flor da pele, e o perfume tão masculino atrás de si. Abriu os olhos, pensando estar louca. Mas não, Edward, tirava o roupão e entrava na piscina, e Bella o olhou incrédula enquanto com fúria, e com a testa franzida, mordendo os lábios, ele se aproximava dela. A água estava completamente azulada e iluminada, e o corpo dele podia ser visto completamente. O olhou com os olhos arregalados e Edward finalmente chegou até ela, e Bella se perguntou se seu coração poderia bater mais rápido. Que diabos aquele homem estava fazendo agora?
Então, em um movimento rápido e ágil, ele a puxou pelos braços e, antes que Bella pudesse afundar, ele a segurou com firmeza pela cintura, colando seus corpos um no outro, a empurrando contra a borda da piscina. O corpo de Bella gritou em êxtase, em reação, sentindo o corpo de Edward quase completamente moldado ao seu. Ela franziu a testa, com os olhos em chamas, o olhando profundamente.
Ele não fazia nada, exceto descer sua mão até as coxas de Bella e subir a camisola, que agora grudava no corpo dela, completamente molhado. Deslizou a mão até atrás do joelho da mesma, lhe subindo a perna dela contra a si, aumentando o grau de aproximação de suas intimidades. Bella mordeu os lábios e gemeu baixinho. A boca de Edward tremia. O corpo inteiro de Edward tremia em um colapso arrasador.
Edward mordeu seus lábios não perdendo o contato de seus olhos, e sua mão subiu até a nuca de Bella, lhe puxando os cabelos, quase sem nenhuma delicadeza, e ela fechou os olhos, sentindo vontade de gritar algo para que ele a soltasse. Estava perdendo o controle. Mas foi em vão. Antes que pudesse dizer alguma coisa, seus lábios estavam colados, se movendo em uma dança frenética de suas línguas, que se buscavam e se perdiam com propósito de causar um prazer que poderia acabar com um mundo inteiro.
Edward sentiu as unhas de Bella cravadas em suas costas largas e pressionou ainda mais seus corpos enquanto ela rodeava com as pernas sua cintura. Subiu as mãos por todo corpo dela, a abraçando com mais força. Céus, não podiam respirar! Edward gemeu alto, separando seus lábios e olhando nos olhos daquela doce traidora, que ardiam na mesma intensidade que os seus ardiam.
Ed – Você é a pura perdição, Isabella... E que Deus me ajude. E que Deus te ajude. Porque estou completamente perdido.
Bella fechou os olhos, mordendo os lábios com força quando sentiu a língua de Edward deslizar pelo seu pescoço, pela sua nuca, pela sua boca, que quase sangrava. Aquelas mãos tão grandes e ágeis a seguravam com firmeza pela cintura inchada, colando e friccionado seus corpos de maneira ritmada e alucinante. Fechou os olhos, entrelaçando novamente suas línguas em um deslizar de mãos que a fez perder o controle. Segurou-se firmemente nos ombros de Edward enquanto ele lhe puxava o cabelo, lhe devorando os lábios, com suas mãos a apertando no interior de suas coxas.
Oh Deus! Aquilo não deveria estar acontecendo. Voltou a morder os lábios quando sentiu sua calcinha ser tirada com facilidade e prática e voltou a envolver suas pernas em volta da cintura de Edward da melhor forma que a extensa barriga os permitia, apertou com força os olhos.
Edward seguia segurando-a com força pela cintura, colando suas testas e aproximando suas intimidades de maneira lenta e torturante.
Bella voltou a gemer baixinho, e suas mãos subiram para os cabelos molhados, os puxando na mesma intensidade que os seus eram puxados. Sua camisola subiu, ele a prensou ainda mais contra a parede, tomando por completo novamente seus lábios.
A água parecia estar quente, borbulhando talvez. Talvez fosse isso que queimava sua pele como brasa viva. Talvez fosse isso que fazia o sangue em suas veias ferver de maneira sobrenatural. Edward abriu os olhos e a pegou com uma mão por trás do joelho, a erguendo na altura certa para que seus corpos se conectassem de forma perfeita.
E naquele exato momento, olhando nos olhos daquela mulher, se perguntou se ela sabia... Se ela sabia o que um homem como ele seria capaz de fazer por amor a uma mulher como ela. Se perguntou se ela podia sentir sua total fúria, paixão e falta de controle em seus toques nada sutis, em sua raiva e alucinação, contida em um desejo que ameaçava corrompê-lo de maneira lenta e dolorosa. Ele fechou os olhos, abaixando sua sunga o suficiente para que suas intimidades se colassem.
Bella franziu a testa, não suportando o grau de excitação. Edward fez o mesmo e a trouxe para frente em um gesto hábil e rápido, conectando seus corpos. Sentiu a unha cravada em sua pele, sentindo os músculos daquele corpo tão perfeito se contraírem em resposta enquanto ele invadia seu corpo, uma, e duas vezes, sem parar.
Ele voltou a lhe devorar os lábios, subindo as mãos para os seios arredondados e túrgidos de prazer. Ouviu um gemido alto, e logo em seguida outro, mordeu seus próprios lábios, a segurando com mais firmeza, aumentando ainda mais o contado e as investidas frenéticas de seu corpo. Estava ardendo. Santo Deus estava ardendo de desejo e descontrole!
Era algo que não podia controlar, não podia suportar.
Bella jogou a cabeça para trás, sentindo como seus seios sensíveis recebiam atenção especial. Voltou a lhe beijar os lábios, os deixando vermelhos e inchados. Edward mordeu os próprios lábios, sentindo a forma da qual ela lhe beijava o pescoço, lhe mordia a orelha e, sem perceber, gemia palavras incoerentes ao pé do seu ouvido. Foi à vez dele de soltar algo incoerente, quando aquelas pequenas mãos deslizaram ao longo de suas costas, lhe causando um arrepio mais do que podia suportar.
Ele jogou a cabeça para trás, aproximando ainda mais suas intimidades, e Bella abriu os olhos, agarrada ao ombro de Edward, com os dentes firmemente mordendo aquela pele tão cheirosa, tão masculinamente perfumada. Voltou a fechar os olhos, sentindo os movimentos de seus corpos mais firmes, sentindo que as mãos de Edward lhe apertavam as costas com mais força. Estava perdendo a razão. Estava a um fio de perder todo o controle.
Bella – Edward... – gemeu sem pensar, segurando com força naquele cabelo molhado e espalhado pelo rosto dele, que segurou suas mãos de encontrou ao peito de ambos, a apertando, tentando conter sua fúria, tentando conter sua dor.
Ele fechou os olhos, negando com a cabeça quando ela novamente voltou a gritar seu nome. Faltava pouco. Santo Deus faltava tão pouco! Bella apertou os olhos com força, mordendo seu lábio inferior.
Edward a segurou nos cabelos, na ponta dos cabelos, os apertado com tanta força que sua mão perdeu a cor. Então, aconteceu assim, sem aviso e sem demora, uma explosão devastadora de prazer e luxuria, de fúria e amor contido em dois corações que pulsavam em um ritmo alucinante e desleal.
A mão que segurava, até então, o cabelo de Bella, encontrou a borda da piscina, e foi onde segurou firmemente para que suas pernas tremulas, não permitissem que seu corpo emergisse na água. Segurou a respiração, prendendo um grito alto e gutural, sentindo a respiração assustada e acelerada de Bella em seu ouvido. E, nesse exato, sua mente vagou em branco por segundos, minutos e minutos. E assim, de simples, percebeu que não estavam sozinhos quando sentiu o movimento do ventre de Bella, tão colado ao seu, se mexer, em um chute fraco, mas percebível.
Sua menina estava ali. Estava com eles.
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