sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Inferno.


Bella se levantou, caminhando para o interior da casa; estava vazio. Sentou-se no sofá, sentindo os enjôos da manhã. Droga! Estava se sentindo tão tonta essa manhã. Se levantou e caminhou até a cozinha, bebendo um copo de água bem gelada, se sentiu melhor e voltou a sorrir, caminhando até as escadas e parando na frente do quarto onde Marieta repousava. Alice separava algumas roupas, as colocando em uma grande mala preta de viagem.

Bella – Como ela está?
Alice – Eu não sei, Bella... – se virou com lágrimas nos olhos, guardando carinhosamente os vestidos que Marieta tanto gostava – Está dormindo, mas pelo menos não sente dor. – Bella assentiu.
Bella – E o Bruninho?
Alice – Está dormindo. – Bella assentiu, sentindo o cansaço nublar sua vista. Levou as mãos por cima dos olhos, segurando na parede. Alice a observou, caminhando até ela.
Alice – Bella, está tudo bem? – Bella sorriu, sentindo-se melhor.
Bella – Tudo ótimo! Bom, vou indo para casa ver se está tudo em ordem no quarto de hospedes, Edward mandou colocar uma cama de casal, assim ela ficará mais confortável. - Alice agradeceu.
Alice – Obrigada, Bella, por cuidar da minha tia!
Bella – De maneira nenhuma, vocês são a minha família e Marieta é como uma mãe para mim. – Alice assentiu.
Alice – Não é por muito tempo, só até o Bruno ficar alguns meses maior. Não posso dar a atenção devida à minha tia com uma criança tão pequena e tão dependente de mim... – Bella assentiu, entendendo perfeitamente – Vou esperar até que as coisas se normalizarem, até que meu divórcio saia, meu filho cresça, Mari já estará melhor em alguns meses, até você ter o bebê tudo voltará ao normal.
Bella – Se dependesse de mim, moraríamos todos na mesma casa.
Alice – Sim, é uma bela casa e tem espaço para isso.
Bella – Edward é exagerado, eu falei quando ele comprou aquela casa... –baixou a cabeça, recordando – Íamos ter um menino. “Meninos precisam de espaço, Bella, e eu não vou discutir isso com você”. – Alice sorriu junto a Bella.
Alice – Tanya não vai causar nenhum mal, Bella.
Bella – Não tenho medo de Tanya, Ali. Tinha medo quando ela tinha a meu marido, mas agora eu o tenho! - sorriu, era impressão sua ou estava fazendo ainda mais calor? – Mas... Bom, então já vou, assim já peço para que Nelita prepare uma janta leve.
Alice – Creio eu que Marieta passará a noite no hospital, Bella. – Bella assentiu.
Bella – De qualquer forma, deixarei tudo pronto.
Alice – Hey... – a olhou nos olhos – Está tudo bem? Você está pálida...
Bella – É o calor, ainda mais com a cor de pele que eu tenho, qualquer coisa é motivo para ficar pálida ou com as bochechas rosadas. - Alice assentiu.
Alice – Quero que vá descansar, essa manhã foi agitada. – Bella assentiu e se despediu de Alice, descendo as escadas. Pegou sua bolsa, caminhando pelo jardim até seu carro.
Tanya – Está calor aqui fora, não? – Bella fechou os olhos, respirando com força e virou-se, encarando Tanya.
Bella - Sim, está calor. – voltou a caminhar até seu carro.
Tanya – Edward já se foi? Nem, ao menos, me deu tchau...
Bella – Ligue para ele, Tanya.
Tanya – Oh, imagine! – sorriu mordendo, os lábios – Ele mesmo me ligará. – Bella negou com a cabeça, sorrindo.
Bella – Oh, é claro que ligará! Aliás, se você não sabe, Tanya, Edward é completamente obcecado por você e mal pode esperar para ouvir-te novamente. – Tanya fechou o sorriso, levantando-se – E, quando isso acontecer, pergunte a ele por quais motivos você não é sua esposa, por quais motivos você não é sua mulher e por quais motivos não está grávida de seu segundo filho... Pode fazer isso por mim, Tanya? – ergueu a sobrancelha, a fuzilando com o olhar – Ótimo, foi o que eu pensei! – Tanya não respondeu, engoliu a saliva caminhando até a casa, onde deu de cara com Alice, que avistava Bella entrando no carro e o pondo em movimento.
Alice – Não brinque com fogo ,Tanya! Edward acaba contigo se fizer mal a essa mulher.
Tanya – Ora Alice...
Alice – Ora não, você está debaixo da minha casa e está sendo bem recebida, não estamos em condições de aguentar nenhum tipo de provocação. Mari está doente, Bella está grávida e eu estou me divorciando. Portanto, fica na tua, Tanya! – Alice ouviu o barulho de choro pela babá eletrônica e encarou Tanya mais alguns segundos para depois subir pela escada.

Tanya observou ao seu redor e sentou-se no sofá, com o cenho franzido. As coisas pareciam diferentes.




Edward olhou Emmett nos olhos enquanto Rosalie terminava o balancete.

Rosalie – Não acho que Londres está perdendo capital, vou ser sincera com você Edward... – observou mais uma vez os papéis em sua mão – Estive lá na ultima semana, está perfeitamente em movimento, mas os 6% é relativo de não produção quando estamos acostumados com 100% de aproveitamento em todos os setores. – Edward voltou a mexer com a caneta, sua cabeça estava em outro lugar. Levou as mãos sobre os olhos, observando o extremo profissional a sua frente.
Emmett – Sei que parece pouca coisa, mas, comparando com o número absurdo de capital que movimentamos nesse país, não podemos deixar que o problema se agrave, estamos a par da situação, mas o melhor seria é que tivesse algum de nós lá, para administrar como fazemos aqui.
Ed – Acha que é incompetência do diretor?
Emmett – De forma nenhuma! Ele só não está sabendo administrar esse pequeno problema...
Rosalie – Que, se não resolvermos agora, ficará ainda maior. – Edward assentiu, mordendo a tampa da caneta – Está distraído. – concluiu, sentando-se na cadeira ao lado de seu marido, de frente para Edward.
Ed – Sim, estou.
Rosalie – Algum problema com a Bella? - se preocupou.
Ed – Não, Marieta.
Emmett – Bella nos falou sobre ela, como está?
Ed – Não tão bem... Hoje teve uma queda de pressão. – suspirou – Bom, e então acha que...
Emmett – Seria a melhor opção enviar alguém, com rapidez, até Londres, para que ajude o diretor de lá para ver se esses 6 % desaparecem no balancete do mês de junho. – Edward assentiu.
Rosalie – A melhor opção seria que você fosse.
Ed – Não posso. Não posso deixar Bella aqui e também minha tia... Precisam de mim. Você vai. – Rosalie engasgou, surpresa.
Rosalie – Edward, você...? – Emmett sorriu, mirando a mulher ao seu lado.
Ed – Faz tempo que trabalhamos juntos e, apesar do passado, profissionalmente nunca me deram problemas. Rosalie, você vai para Londres e me mantém informado enquanto resolve esse problema. Emmett, você fica aqui, vai para a Venturini enquanto eu permaneço na Cullen’s, será dividido o trabalho, assim poderei ter mais tempo para a minha família, pelo menos nos próximos meses. – os olhos do casal brilhavam, era confiança que estava sendo depositada em ambos? – Confio em vocês, e é só! – Ambos assentiram, Rosalie sorriu e agradeceu a oportunidade, se levantando da cadeira. Emmett permaneceu sentado, ainda tinha mais algumas coisas para discutir com Edward.
Emmett – Obrigada pela confiança, Rosalie precisava disso. – Edward assentiu, soltando um fraco sorriso.
Ed – Devia essa a vocês. Obrigado pelo jantar, Bella adorou.
Emmett – Eu percebi... É um verdadeiro desafio, às vezes. – Edward assentiu – Como foi para você quando você soube? Não que isso ainda me importe, mas é que...
Ed – Eu já sabia. – Emmett franziu a testa – Há uma parte da história que não te contaram. – Emmett sorriu, franzido a testa.
Emmett – Receio que sim.
Ed – Eu já sabia quando nos casamos. Aliás, eu já sabia bem antes de nos casarmos... Você fez a coisa certa, Rosalie tem seus defeitos, mas ama você. - Emmett assentiu, se levantando.
Emmett - Eu sei que ama! Sua mulher também te ama. – Edward girou a cadeira, observando a paisagem atrás de si pela enorme janela de vidro. Virou se para Emmett.
Ed – Vamos, temos pouco tempo e muito trabalho a fazer. – Emmett assentiu, não entrando em detalhes sobre o assunto anterior e se despediu de Edward, caminhando até a Venturini.
Eram quase oito da noite quando, por fim, Edward conseguiu sair do serviço.

Foi direto a casa de Marieta, recebendo o recado da governanta que tanto ela como Alice e Tanya estavam no hospital. Se preocupou e pegou seu carro arrancando, chegou ao hospital particular, pedindo por informações e avistou Bella um tanto abatida, bebendo uma xícara de café. Caminhou até ela que, quando o viu, respirou aliviada, o abraçando.

Ed – Bella, o que houve? – a apertou contra seus braços. Após longos segundos, se separam e Bella o olhou nos olhos, levando as mãos até seu rosto.
Bella – Mari está dormindo agora, fizeram vários exames... Acordou agitada, perguntando sobre sua mãe, sobre o marido dela. Alice me ligou e a trouxemos imediatamente. – Edward assentiu, negando com a cabeça.
Ed – Ela está melhor?
Bella – Está medicada. Oh, Edward! Você está tão cansado. – o beijou na bochecha, o acariciado os cabelos. Realmente estava cansado, esgotado e totalmente preocupado.
Ed – O Gabriel?
Bella – O deixei já alimentado e tomado banho, essas horas deve estar dormindo... – fechou os olhos, franzindo a sobrancelha e levando a mão até a barriga, sentiu um gosto amargo na boca.
Ed –Olhe para mim. – Bella o fez, abrindo um sorriso fraco.
Bella – Estou bem, só um pouco cansada, ok? – Edward negou com a cabeça.
Ed – Quero que vá para casa. – Bella negou com a cabeça, iniciando um protesto – Sem discussões, Isabella, vá para casa!
Bella – Mas, Edward, Alice acaba de ir, Tanya está cansada também...
Ed – E você está grávida. Nada disso! E não quero que dirija, meu motorista vai vir pegar você. – enfiou a mão no bolso, tirando seu celular enquanto ouvia os protestos de Bella.
Em 10 minutos, Bella e Edward se despediram com um selinho rápido e logo depois Bella entrou no carro de volta para sua casa.


Edward caminhou pelo corredor até o quarto de Marieta, Tanya estava dormindo no confortável sofá, a televisão estava ligada em volume baixo, assim como a tonalidade da Luz.

Edward deixou a pasta no chão, caminhando até a cama. Permaneceu ali por vários minutos, observando a figura frágil de Marieta que, ao decorrer do tempo, parecia se tornar ainda mais fraca. Ela finalmente abriu os olhos e Edward sorriu.

Marieta – Olá. – sua voz rouca ecoou baixa nos ouvidos de Edward, o fazendo se curvar em direção a Marieta.
Ed – Olá. – a acariciou nos cabelos – Como se sente?
Marieta – Cansada. - piscou longamente – Minhas costas doem... – Edward assentiu – Os exames chegam amanhã de manhã? – ele voltou a confirmar, nos 10 minutos havia conversando com Bella, Marieta havia feito uma série de exames no qual o resultado sairia no máximo pela manhã.
Ed – Descanse.
Marieta – Sonhei com Esme. – Edward mordeu os lábios, sentindo seus olhos marearem – Ela me perguntou sobre Alice e você... – sorriu fracamente.
Ed- Não precisamos falar sobre isso, tia, tudo ficará bem e você não voltara a sonhar com a minha mãe de novo.
Marieta – Gosto de sonhar com Esme... – fechou os olhos, perdendo o sorriso nos lábios – Sabe, Edward, acho que estou doente. – Ele assentiu, sentindo um peso enorme nos ombros.

Escutou a tosse rouca ecoar pelo quarto, fazendo com que Tanya se levantasse imediatamente e caminhasse até a cama. Marieta abriu os olhos, mirando a sobrinha por parte de seu marido, a observando.

Marieta – Ora, ora, se não é a Tanya!
Tanya – Oi, tia. – sorriu emocionada.
Marieta – Olá. – olhou nos olhos de Edward – Estou morrendo? – Tanya arregalou os olhos, a mirando nos mesmos.
Tanya – Não diga tolices, tia! – Edward a repreendeu com o olhar.
Marieta – Disse que não queria vir até o hospital, Edward.
Ed – Não seja teimosa, era necessários fazer esses exames. – Marieta negou com a cabeça, voltando a fechar os olhos e, em poucos segundos, voltou a adormecer tranqüilamente.

Edward se levantou, sentando-se no sofá e se debruçou sobre o joelho, levando as mãos a cabeça. Tanya o observou e sentou se ao se lado, o abraçando.

Tanya – Está cansado...
Ed – Qual é, Tanya? Faça-me o favor. – Tanya entendeu o que ele queria dizer e deixou de o abraçar, sentando-se do mesmo jeito que ele.
Tanya – Éramos amigos... – negou com a cabeça, levantando-se – Éramos muito mais que amigos, e agora...
Ed – Tanya, basta! – levantou-se, caminhando até a porta, fazendo sinal para que ela também saísse do quarto – Isso não está em discussão, entende? Eu permiti que viesse aqui ver minha tia, ela não está bem e, se os exames confirmarem as suspeitas dos médicos, as coisas vão ficar piores. Mas nada e nem ninguém vai atrapalhar o meu casamento agora, Tanya. Minha mulher está frágil com tudo isso e sua presença não ajuda.
Tanya – Acha mesmo que me importo com o estado...
Ed – Deveria! Pois, realmente deveria. Por mim, tudo bem, você pode permanecer por aqui até quando quiser, mas se eu ouvir algo proferido com a intenção de machucar a minha mulher...
Tanya – Você enche a boca para falar dela... ”Minha mulher". Me poupe, Edward, ambos sabemos bem o que ela é. - Edward tremeu de nervoso. Ele olhou a sua volta, vendo a sala de espera ao lado do quarto vazia e pegou Tanya com força pelos braços, a jogando contra o sofá – Está me machucando!
Ed – Escuta-me, Tanya, que não sou seu cordeirinho que eu um estalar de dedos fazia e deitava e rolava contigo, a hora que você quisesse. Por isso, preste atenção e esfregue sua boca imunda antes de dizer algo sobre, Bella. – seu tom era frio e ameaçador – Eu não sei do que você está falando... – se aproximou ainda mais, fazendo Tanya recuar de medo – E, a partir de agora, eu tenho certeza que você também não sabe. – Tanya não respondeu, manteve os olhos arregalados em cima de Edward – Se eu desconfiar que anda fazendo algo, ou destilando seu veneno sobre a Bella, Tanya, que Deus a proteja, porque a minha cota de paciência já está esgotada!
Tanya – Bella sabe se defender sozinha... Ou é tão indefesa assim, a ponto de um milionário ter que comprá-la para cui... – se calou, vendo que Edward avançar ainda mais.
Ed- Tome seu lugar, Tanya, antes que eu decida a colocar por você. E o lugar que você ocupa na minha vida é tãoinsignificante como o sentimento que sinto por você.
Tanya – Arrogante! Você pensa mesmo que eu...
Ed – O recado está dado, Tanya, espero não ter que repetir.
Tanya – Está me ameaçando?
Ed – Sim, estou. – dito isso, Edward se virou, voltando ao quarto onde Marieta se encontrava. Olhou o relógio, que batia quase dez da noite e sentou-se no sofá, relaxando o corpo como pôde.




Bella terminou de tomar um banho, sentando-se na cama e franziu a testa, sentindo o ligeiro incomodo em seu ventre. Deu boa noite a Nelita, deitando-se na cama após um copo grande de vitamina e remexeu-se uma, duas vezes, até encontrar uma posição cômoda e...

Bella – Aii... – mordeu os lábios, sentindo o enjoou subir até sua garganta e voltar.

Bella tirou o lençol, notando seus pés inchados e soltou outro gemido de dor ao sentir a tremenda pontada em suas costas. Voltou a se sentar, respirando fundo, uma vez seguida da outra. Enfim, se relaxou. Era cansaço, pensou consigo mesma e voltou a se deitar, finalmente encontrando o sono.




Edward acordou no meio da madrugada suando frio e com um aperto no peito, estava tendo um pesadelo do qual não se lembrava. Sentou-se no sofá, observando Marieta que permanecia dormindo. Há mais ou menos 2 horas atrás, as enfermeiras haviam entrado com a medicação.

Levantou-se, sentindo-se ofegante e girou a aliança em seu dedo, após beber um copo de água. Voltou a sentar-se, acalmando o suor e rapidamente também se acalmou. Fechou os olhos e só acordou pela manhã, com a visita do doutor e com Alice.

Alice – Edward, eu não acredito que passou a noite aqui... – abraçou o irmão, também cansada e caminhou até Marieta, a beijando na testa – Como ela está?
Ed – Sonolenta. Acorda algumas vezes e depois volta a adormecer, o médico disse que é normal. – Alice assentiu, avistando o estado do irmão – Preciso ir até em casa, ver meu filho, Bella, tomar um banho e ir para a Cullen’s...
Alice – Te aconselho a dormir, já se olhou no espelho? – Edward soltou um suspirou baixo antes que o médico entrasse e examinasse Marieta com uma série de exames da mão.
Dr Julio – Podemos falar em particular? – Edward assentiu e Alice logo o seguiu até o consultório, ambos se sentaram, enquanto Júlio examinava mais uma vez os exames. – Não tenho boas noticias. – Alice se preocupou, franzindo a testa – Fizemos os exames para a confirmação de algumas suspeitas, já tínhamos conversado sobre isso, se lembram? – ambos assentiram.
Ed – O que há?
Dr Júlio – Marieta já é uma senhora de idade... – Edward assentiu – Era bastante ativa, mas continua sendo uma senhora de idade, há 6 meses tem adquirido gripe atrás de gripe, algumas pneumonias e isso não é nada saudável. Perdeu cerca de 14 quilos, o que não é normal para idosos que não queimam tanta energia... Desconfiamos que isso teria algum motivo... A perda de cabelo, a falta de energia e de apetite, o sono. – Alice assentiu, sentindo borboletas voarem por seu estomago – Não há outra forma de dizer isso. Fizemos exames... E detectamos uma doença bem ingrata, e Edward...

Edward fechou os olhos, negando com a cabeça enquanto Alice levava a mão sobre a boca, caindo em um choro incontrolável.

Dr Julio – Eu sinto muito! O câncer pode ser exterminado em alguns casos. – Edward levou as mãos sobre os olhos, tremendo dos pés a cabeça – Há uma série de coisas que contribuem para que isso aconteça, principalmente se a família já teve um caso em particular, que é o caso de Esme Cullen. Eu sinto muito! Há medias a serem tomadas e...
Alice – Eu conheço essa história; medidas e mais medidas e conforto... – negou com a cabeça – Pelo amor de Deus, Edward! - olhou nos olhos de seu irmão – Não deixe que isso aconteça de novo. – levou as mãos sobre olhos - Não deixe que o façam novamente. – Edward se levantou, abraçando Alice da maneira como pôde. Edward a abraçou, a apertando em seus baços como fazia toda vez que chovia e ela sentia medo de trovões.
Julio observava a cena, comovido, havia cuidado de Esme, sabia o que aqueles dois filhos haviam passado. Observou, na época, a miúda menina de cabelos pretos à altura do queixo, agora era uma mulher grande o suficiente para entender que algumas coisas não haviam saída.

Edward dirigia sem saber como suas mãos respondiam ao seu comando.



“- Cuide de Alice, Edward, você é o homem da casa, meu menino. Cuide de sua irmã...”



Motorista – Aii o manéé, ta a fim de morrer? – Edward abriu os olhos com o barulho infernal da buzina e mexeu a cabeça, mantendo seus olhos cansados bem abertos.


Havia Bella; precisava contar à ela. Havia deixado Alice no quarto, mais calma e mais segura, havia conversado com os médicos sobre cirurgias e mais uma série de exames seriam feitos, não que ele acreditasse que mudaria algo. Doença ingrata e desumana! A conhecia bem, tinha visto Esme perder as forças a cada hora que aquela maldita a consumia. Quase passou no farol vermelho novamente. Virou-se na esquina de casa.





Bella sentou-se na cama, levando as mãos à cabeça, sentindo-se zonza e fraca e notou que suas mãos tremiam, os lábios estavam secos. Respirou com dificuldade, levando as mãos até a barriga.

Bella – Aii... – gritou sem medir o tom ao sentir, outra pontada nas costas, mas dessa vez um tanto mais embaixo, ela procurou respirar com calma, controlando sua respiração - Aii... – gemeu novamente, segurando abaixo de sua barriga, precisava de seu celular.

Levantou os lençóis para o procurar, havia dormido com o mesmo ao seu lado, caso Edward ligasse. Franziu a testa, sentindo um a dor mais aguda em suas entranhas e mordeu os lábios, se gritasse outra vez acordaria Gabriel.

Bella – Meu Deus! – seu rosto se formou pálido ao ver a mancha enorme de sangue por quase todo o lado no lenço onde dormia, levou as mãos entre suas coxas, a levantando e vendo suas mãos cobertas pelo líquido vermelho.– EDWARD...




Edward estacionou o carro, sentindo uma fisgada no estomago e apertou o alarme, sentindo que precisava de um banho, e com urgência. Entrou em casa, subindo as escadas, deu um beijo em Gabriel, que dormia tranqüilamente e o acariciou os cabelos.

Bella – EDWARD... – Gabriel acordou em um pulo, assustado.

Edward levantou-se, correndo até o quarto e observou Bella sentada na beirada da cama, observando as mãos cobertas por... Oh Céus! Observou os lençóis manchados e o rosto pálido da mulher a sua frente.

Nelita – Ohh Menina! Fique calma... – Edward não tinha reação.

Gabriel caminhou-se até Bella, chorando junto com a mãe, e ele permanecia ali, avistando aquela cena sem nenhuma reação. Nelita passou sobre ele, para depois voltar e o chacoalhar.

Nelita – EDWARD! – Ela estava apavorada, ele finalmente se mexeu.
Ed – Tire o Gabriel daqui. – sua voz era dura e firme, atravessou o quarto até Bella, que o olhou nos olhos, em pânico.
Bella – O que está acontecendo? – observou suas mãos uma vez mais – EDWARD... – soltou um soluço alto, assustando ainda mais Edward, que a pegava nos braços, saindo do quarto e descendo pelas escadas.
Ed – Filho, olhe para mim...
Bella – Aiiii... – gemeu, se encolhendo no colo de Edward.
Ed – GABRIEL, OLHE PARA O PAPAI! –pediu enquanto descia as escadas com calman mirando nos olhos do garoto – Se lembra sobre o que a mamãe disse? Sobre ser o homem da casa? – O menino assentiu, aterrorizado, ouvindo os gritos altos de Bella – Se lembra? Então, está na hora novamente... Consegue parar de chorar e se acalmar? - Gabriel assentiu, Nelita abriu a porta e logo depois a porta do carro com a chave que havia tirado do chaveiro – Então, fará o seguinte; se acalme e ligue para...



Ligar para quem, Edward?

Perguntou a si mesmo, você não tem por onde correr e para quem correr. Olhou a mulher em seus braços, que perdia a cor cada vez mais.


Ed – Apenas se acalme e acalme Nelita, consegue fazer isso? Consegue depois se trocar e esperar até que o papai te ligue? – Gabriel assentiu, franzindo a testa e segurando o choro a qualquer preço. Edward colocou Bella no banco de trás e sentou no banco do motorista, fechando a porta – Você é meu garoto! Cuide de tudo por aqui. Nelita...
Nelita – Vá, vá menino! – Edward assentiu e ligou o carro, arrancando com pressa.
Bella – EDWARD...
Ed – EU SEI, SEU SEI, FIQUE CALMA! RESPIRA, RESPIRA COMO FIZEMOS DA OUTRA VEZ, RESPIRA... – ela assentiu, se contorcendo no banco traseiro.

Edward chegou ao hospital e quando o primeiro enfermeiro o viu com a mulher nos braços, rapidamente pegou uma maca, contatando outra equipe. O atendimento foi rápido e eficaz. Enquanto alguns médicos a examinavam, enfermeiras com um aparelho portátil de ultra-som examinavam o bebê.

Bella – Ed... – sua voz era fraca, enfermeiras já aplicavam drogas para a dor e controladores de contrações. Ela segurou a mão dele enquanto à maca se colocava em movimentos, estava sonolenta – O bebê... – ele franziu a testa, a olhando, seu corpo inteiro suava, seus olhos estavam vermelhos – O bebê...
Ed – Não faz isso comigo. – mordeu os lábios, segurando o choro – BELLA NÃO FAÇA... NÃO FAÇA ISSO COMIGO! – a enfermeira o puxou, pedindo para que se acalmasse. Ele levou as mãos sobre os olhos.



Santo Deus!
Será que era aquilo o inferno?

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