sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Festa, Reencontros e Surpresas.


Os dias se passaram com tanta rapidez, Edward olhou o calendário enquanto se vestia esportivamente para o aniversário de Gabriel. O menino havia melhorado e parecia estar animado com a festa. Nelita entrou arrumada e segurando o garoto pelas mãos, que sorriu de alguma coisa. Edward, ao vê lo sorrindo, sorriu também.

Ed – Vamos, então? – Gabriel assentiu, pegando agora nas mãos de Edward.
O parque estava colorido, iluminado e animado. Algodão doce para cá, guloseimas e salgadinhos para lá. Havia cerca de 50 crianças e seus pais, que conversavam em mesas espalhadas pelo parque. Edward, como um bom anfitrião, passava de mesa em mesa, e pela primeira vez sentiu que Gabriel estava realmente se divertindo.

Sorriu ao ver o filho descer de uma enorme montanha russa, com as mãos levantadas e sem nenhum medo.

Alice – Ele está lindo. – Edward se virou, franziu a testa e abraçou a irmã com força.
Ed – Oh Santo Deus, Alice! Como senti sua falta. – a olhou de cima abaixo, vendo que já havia voltado a sua forma normal. Estava linda. Oh Deus, estava tão linda! Tão mudada. – Você está perfeita. – seus olhos brilhavam em admiração – Tão linda. E cadê meu sobrinho?
Alice – Está em casa, ainda é tão pequeno, Edward... Se parece com você e, é claro... – não se entristeceu em uma única palavra – Tem os olhos de Robert. Senti tanto sua falta, meu irmão, eu sinto tanto não poder ter voltado antes...
Ed – Não se preocupe. Temos tantas coisas para conversar. – a abraçou novamente - Tantas coisas... Quer comer alguma coisa?
Alice – Não, estou à vontade e já comi um cachorro quente... – Gabriel vinha correndo na direção da tia.

Gabriel – Tiiiiia Liiiiiceee!

Abraçaram-se com vontade, em troca de beijos e abraços Alice entregou mais um dos enormes presentes que Gabriel havia recebido. O Felicitou, e o menino, ainda mais alegre, colocou os presentes junto aos outros, voltando para o mundo de diversão.
Alice – Ele parece bem. – se sentou, e Edward a acompanhou.
Ed – Agora ele está melhor, Alice... – Edward sorriu, mirando o filho novamente.
Alice – Se mais uma vez eu falar com você e você não olhar nos meus olhos, eu juro que não serei mais sua irmã. – Edward baixou a cabeça e depois a levantou, olhando nos olhos de Alice – Ahh, aí está! – Alice sorriu – Por onde foi que você se perdeu, Edward? – Edward sorriu tristemente, desviando o olhar.
Ed – Como é o nome do seu menino?
Alice – Thomas. Hey, olhe para mim e me diga o que está sentindo? – Edward o fez, e seus olhos se tornaram mais escuros e brilhantes.
Ed – Não quero falar sobre isso, Alice, não hoje. – Alice assentiu.
Alice – Gostaria de te parabenizar pela Cullen’s&Venturini. – Edward agradeceu.
Ed – Está uma bela empresa.
Alice – Você está perdendo a alma, Edward. – o olhou tão magoada que Edward franziu a testa – Não há emoção nas suas palavras... Santo Deus! Onde está essa mulher?
Ed – Não há nenhuma mulher. – se virou novamente.
Alice – Vou tentar ser mais clara: onde está a sua mulher?

~#~

Rodas gigantes, ele as adorava. E era pra onde estava indo, antes de um dos monitores fantasiados de palhaço, lhe pedir pra ir até a casinha dos fundos, onde segundo ele, havia um presente surpresa. Presentes, mais presentes. Caminhou rumo os fundos do grande parque de diversão.

Edward estava conversando com sua tia e madrinha e, naquele segundo, não havia notado que não estava mais na roda gigante. Gabriel Caminhou até o pequeno quartinho, onde se guardavam coisas como fantasias e materiais de entretenimento para os convidados. Ele entrou no pequeno quarto e seus olhos se encheram de lágrimas.

Bella se virou, com o coração na boca, mirou no fundo dos olhos do filho e se abaixou com cuidado e dificuldade.
Bella – Feliz aniversário, meu amor! – Gabriel baixou a cabeça, caindo em um choro tão forte enquanto seus lábios abriam um sorriso e ele caminhava com pressa até os braços de mãe. Da sua mãe.

Oh! Aqueles braços tão macios e quentes. Aqueles braços perfumados, maravilhosos e únicos. A abraçou com força, lhe cheirando os cabelos com saudades, deixando as mãos, ainda pequenas, apertarem aquelas costas tão familiares. Era o cheiro, o toque, a pele macia de sua mãe. Não tinha outra coisa a fazer, a não ser permanecer naqueles braços e nunca mais o separar.


Bella abriu os olhos, alisando os cabelos do filho, que chorava em seu ombro a mais de minutos. Se emocionou também, sorrindo com tanta alegria.

Gabriel – Eu não acredito, mamãe... – a olhou nos olhos, como havia sentido saudades daqueles olhos – Por onde você andava mamãe? Eu senti tantas saudades! – voltou a chorar com fúria.
Bella – Eu disse que demoraria filho. Mas, escute-me... – com as mãos, pegou cada lado da face do filho – Eu amo você, se lembra? Eu disse que te amo e que você é o meu garoto, meu bom garoto, e só Deus sabe o quanto a sua mãe sentiu sua falta, meu menino! – sorriu emocionada, derrubando mais uma dúzia de lágrimas – Está tão crescido... Os cabelos estão tão diferentes. – quase perdeu a fala pelo choro – Está tão parecido com seu pai e... - se calou, abaixando a cabeça – Só quero que saiba que eu jamais te abandonei. Cuidei de você nos meus sonhos, olho por você todos os dias, filho... – Gabriel assentiu, vendo os cabelos de Bella mais compridos.
Ela se levantou com bastante dificuldade, sentando-se em uma cadeira. Gabriel franziu a testa, a olhando enquanto se sentava em seu colo e se deitava sobre seus seios. Bella lhe alisou os cabelos, lhe beijando a testa.
Conversaram durante uns 20 minutos sobre tudo: escola, amigos... Gabriel não queria jamais que aquele momento terminasse, fechou os olhos para depois os abrir, os mantendo bem abertos.

Bella – Escute-me agora, querido, é hora de voltar para sua festa. Deixei o presente no seu quarto, no seu guarda roupa. – Gabriel começou a se apavorar, a olhando.
Gabriel – Não, mãe... – apertou as mãozinhas na cintura larga de Bella, se deitando novamente em seus seios – Não me deixa de novo, mamãe. – se pôs a chorar. Bella passou as mãos pelos cabelos, mordendo os lábios e controlando as emoções.
Bella – É necessário, ninguém pode me ver... Escute-me! - o pegou, o olhando nos olhos – Vamos nos ver novamente em poucos dias, dou um jeito de ver você, filho... – Gabriel negou com a cabeça e Bella sorriu, fechando os olhos o alisando nos cabelos.

Ed – Gabriel, filho você está aí?

Os pêlos de Bella se arrepiaram dos pés à cabeça, seu corpo reagiu em cadeia, lançando uma onda elétrica de medo por toda sua corrente sanguínea. Ela passou a respirar com mais força e franziu a testa, vendo a voz que chamava Gabriel se aproximar mais e mais. Seus olhos se encheram de água e sua mente vagou para meses atrás. As pernas tremeram e o ar lhe faltou.
Ed – Ohh! Filho, eu estava te... – Edward parou na porta da habitação onde estava, havia perdido a fala, e todos os sentidos que existiam no corpo humano. Sua perna bambeou para trás, suas mãos, geladas e trêmulas, mal seguraram na maçaneta da porta.

Gabriel lhe enviou um sorriso, se abraçando mais em Bella, que olhava para baixo, alisando a cabeça do filho. Edward tirou os cabelos dos olhos, seu rosto estava suado, seu corpo inteiro tremia e parecia não haver mais ar. Fechou os olhos, franzindo a testa por alguns segundos. Sua mente estava tão embaçada, que talvez fosse mais algumas de suas...

Bella – Não é irreal. – Gabriel se levantou, caminhando até o pai, para depois observar ambos e desaparecer pela porta.

Bella abaixou a cabeça, esperando que os insultos, os gritos e a pura raiva aparece naquele homem, que com apenas um olhar ela já havia percebido que não era o mesmo.

Edward fechou a cara, em um misto de dor e raiva, fuzilou a mulher sentada, e outro murro foi dado em sua cara.

Ed – Você está grávida. – Fechou os olhos novamente. Edward era incapaz de caminhar, era totalmente incapaz de caminhar.

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