sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Cara a Cara.


Já no quarto de hospedes e arrumando a bolsa para sair, Bella se sentou na cama à espera que mais um daqueles enjôos infernais passasse, e isso não se demorou a acontecer. Iria ver Marieta. Precisava ver Marieta, e lhe explicar tudo. Despediu-se dos amigos, que já estavam prontos para trabalhar e agradeceu mais uma vez a estadia, e Rosalie novamente disse que, sempre que ela precisasse, as portas daquela casa estariam abertas.

Bella se encontrava em frente àquela casa maravilhosa, parecida com uma casa de veraneio; o campo era extenso e o branco das paredes parecia jamais se desgastar. Entrou, notando o silêncio do ambiente, havia visto Alice e sabia que ela estava na capital e que já havia tido filho. Sentiu vontade de chorar. Alice deveria estar tão linda. A governanta da casa recebeu Bella de braços abertos, e um tanto surpresa, Bella respondeu com carinho e já se dirigia às escadas quando escutou a grossa tosse vinda do quarto de Marieta.

Franziu a testa, preocupada, e o que encontrou naquela cama iluminada pelo sol não era nada comparado à Marieta que havia lhe recebido de coração aberto naquela mesma casa. Seus olhos se encheram de água ao adentrar no quarto, Ela adormecia tranqüila e pálida. Bella sentou-se ao lado da cama, levando a mão ao ventre e deixando a bolsa no chão, acariciando com a outra mão o rosto de Marieta, que abriu os olhos lentamente, dando um sorriso sincero e fraco.

Marieta – Veja quem retornou do outro mundo... – estendeu a mão até o rosto de Bella – Bom dia, minha filha! – Bella abaixou a cabeça e tudo o que sentiu vontade de fazer era de chorar, levantou a mirada com o queixo trêmulo.
Bella – Bom dia, Marieta! – Marieta sorriu, descendo as mãos até a barriga de Bella. Sorriram, emitindo um baixo som.
Marieta – Eu tinha certeza que isso iria acontecer. Menino ou menina? – piscou longamente.
Bella – Menina. Marieta escute...
Marieta – Ora menina, não me olhe dessa maneira, não me pegou em uma das minhas melhores manhãs. – Bella sorriu, alisando os cabelos grisalhos.
Bella – Bobeira. Está linda! – Marieta sorriu.
Marieta – Não, é você que está... Senti saudades.
Bella – Eu também, quase morri de saudades. - voltou a sorrir com os olhos a um fio de soltar as lágrimas. Marieta voltou a tossir.
Marieta – Edward sabe que já voltou?
Bella – Sabe, fui ver meu filho ontem.
Marieta – Ohh sim, o Gabriel! Devo a ele um passeio... – voltou a tossir.
Bella – Eu preciso te explicar tantas coisas... – os olhos de Marieta brilharam.
Marieta – Não, não precisa me explicar nada. – sorriu olhando nos olhos de Bella.
Bella – Sim, eu... – sentiu os dedos fracos por cima de seus lábios.
Marieta – Não, não precisa! - Bella assentiu, deixando as lágrimas caírem – Tenho cuidado do seu menino.
Bella – Eu sei Obrigada! Parece que cresceu anos... – sorriu, como uma mãe orgulhosa.
Marieta – Sim, mas do que você e Edward, juntos, em seis anos de casados. – voltou a sorrir.
Bella – Como está se sentindo?
Marieta – Quer a verdade? – gargalhou bem baixinho – Pela primeira vez, me sinto incrivelmente velha. - Bella sorriu – Fiquei preocupada com você, Bella. É tão frágil, mas adora ser tão forte. Alice está com um garoto lindo, se não fossem irmãos, eu diria que é filho de Edward. – Bella sorriu, com grande alegria – Mas os olhos são de Robert. E por mais que Alice, ás vezes, diga que não, eu sei que ela se importa com esse fato.
Bella – Onde ela está?
Marieta – Já deve estar voltando, foi até o pediatra... Sabe como são as mães de primeira viagem; no primeiro espirro, pronto! Vira aquele drama. – Bella sorriu.
Bella – Hey, eu fiz isso.
Marieta – Não, você e Edward fizeram isso. Ele quase chorou. – Bella gargalhou junto com Marieta, que manteve os olhos fechados por um longo período – Me sinto tão cansada essa manhã. Importa-se se eu cochilar de novo? – Bella negou com a cabeça e se levantou com cuidado – Quando acordar estará por aqui?
Bella – Não, preciso sair. – Marieta assentiu, já adormecendo, ma abriu fracamente os olhos.
Marieta – Não se esqueça do meu filho, Bella. Edward está gritando por você pode ouvir? – franziu a testa e sorriu, se virando para o lado e voltando a adormecer.


Bella permaneceu ali, naquela mesma posição, durante minutos. Não podia se mover, a figura tão bela e terna na sua frente fazia com que seus olhos enchessem de água e as lágrimas deslizassem pelo seu rosto.


Alice – Ela está doente, Bella. – Bella se virou, para então franzir a testa em um sorriso saudoso para Alice, que sorriu, mas não de maneira calorosa – Olá, Isabella.
Bella – Olá. – Bella caminhou para fora do quarto junto com Alice, sentindo o bloqueio que havia entre ambas. Sentaram-se na sala – Você está linda! – sorriu sinceramente.
Alice – Você também está. – mirou a barriga de Bella – Para quando?
Bella – Agosto. Comecinho de agosto. - Alice assentiu – E o seu menino?
Alice – Está dormindo. Se quiser, pode subir para vê-lo. – Bella baixou a cabeça.
É, realmente existia o bloqueio.
Bella – Escute Alice, sei que ama seu irmão, e sei o quanto ama e que tem todo o direito de achar o que você quiser de mim, mas eu realmente não preciso disso... – se levantou, magoada – Quando você realmente quiser, podemos conversar e eu subirei com você e verei seu menino. – Bella se preparava para sair quando Alice se levantou.
Alice – Bella espera. – se aproximou – Eu te levo até o quarto. – Bella assentiu e subiram as escadas, chegando até o quartinho, verde bem claro, de bebê. Tudo tão novinho e cheiroso, Bella se emocionou. Ela foi até o berço, vendo o menino tão pequeno e tão parecido com Gabriel.
Bella – Igualzinho ao meu filho quando nasceu... Ou seja, – sorriu, alisando as mãozinhas – igualzinho ao seu irmão! – Alice assentiu.
Alice - Tem os olhos do Robert. – Bella assentiu.
Bella – É um lindo garoto, Alice.
Alice – Obrigada! – ambas desceram, voltando a se sentar no sofá.
Bella – E Marieta, o que aconteceu?
Alice – Mari está doente, Bella, ainda não sabemos o que é, mas o médico disse que é gripe atrás de gripe... – Bella franziu a testa, se emocionando novamente.
Bella – Eu não consegui acreditar quando entrei no quarto... – levou as mãos à cabeça - Parece tão fraca e indefesa.
Alice – Está fraca e indefesa! Os últimos dias não tem sido os melhores, mas percebi que está mais corada quando cheguei, coisa que não estava de manhã. Eu e Edward estávamos preocupados, muito preocupados para falar a verdade. – Bella assentiu.
Bella – Preciso ir, Alice, quero ver meu filho agora, antes que ele entre na escola. – Alice assentiu, se levantando.
Alice – É menina ou menino? – Bella sorriu.
Bella – Menina. – Alice assentiu.
Alice – Edward já colocou gente atrás de você... – Bella assentiu.
Bella – Eu sei.
Alice – Por que você partiu? – perguntou, já não agüentando mais – Meu irmão fez tudo certo, acabou com o Mike, e mesmo assim você partiu. Qual foi o seu problema, Isabella? Você já olhou para o Edward, já o olhou nos olhos? Viu o estrago que causou? Viu como ele está? Nelita ligou dizendo que passou a noite inteira trabalhando, e que mal tomou café. E faz isso todos os dias... Todos os dias desde que você fugiu Isabella. – Bella se calou, escutando as palavras de Alice que lhe atingiram feito um raio. Fechou os olhos, não entendendo a primeira frase.



“Meu irmão fez tudo certo, acabou com o Mike...”


Bella perdeu a fala. Haviam coisas mal explicadas ali ou era impressão dela?

Bella – Como assim, o seu irmão acabou com o Mike? – Alice se aproximou a olhando nos olhos.
Alice – Como assim você não sabe de nada?
Bella – Não, eu não sei de nada! Mike me fez chantagem, disse para eu ir embora ou tudo estaria perdido, você sabe... – Alice deu um passo para trás, franzindo a testa – Do que você está falando? O que foi que o Edward fez Alice? – Alice negou com a cabeça.
Alice – Procure por ele, Bella, e talvez você consiga saber. - Bella assentiu e se despediu rapidamente de Alice, voltando para seu carro.



Sua cabeça estava há mil, suas costas doíam e o enjoou parecia ter voltado com força. Ela estacionou o carro de frente para o colégio e desceu, tentando afastar a cabeça das palavras de Alice, quando avistou Nelita chegando com Gabriel. Deu um longo sorriso e começou a caminhar na direção do garoto, que quando a viu, abriu um sorriso, correndo para os braços da mãe. Bella, já na calçada, o abraçou com força e vontade, lhe beijando o rosto de forma terna e carinhosa.


Bella – Bom dia, meu amor.
Gabriel – Bom dia, mãe. Não disse Lita? Eu tinha certeza que ela vinha. - Bella sorriu a
à Nelita, que a olhava deslumbrada, com a mão na boca e com os olhos cheios de água.
Nelita – Ohh meu Deus! – se aproximando, abraçando fortemente Bella, lhe passando as mãos no cabelo – Está tão bela... – passou a mão em seu ventre dilatado – Tão bela. Por onde esteve, menina? – Bella sorriu, abraçando a mulher novamente.
Gabriel – Não, não Lita! Me deixa ficar com a minha mãe. - voltou a abraçar Bella – Hey, o que é isso na sua barriga? – Bella sorriu, se abaixando na altura de Gabriel.
Bella – É uma surpresa... – os olhos do filho brilharam – Uma boa surpresa! – Gabriel assentiu e Bella voltou beijá-lo.


Nelita sorriu, emocionada, e de repente sentiu uma sombra atrás de si. Tentou chamar  Bella, mas ela parecia não escutar.


Gabriel – Deixa só até o papai saber que você está aqui...
Bella – Filho, não...
Gabriel – Ele está pertinho, trouxe eu e a Lita na escola hoje. Olha aí, mãe... – se virou – Chegou!
Bella levantou a cabeça, olhando para cima, e viu aquela figura alta e maravilhosa, com seu perfeito terno Armani escuro, os cabelos despenteados e molhados e os óculos escuros, de pé em sua frente, com o semblante fechado. Ela não podia o olhar nos olhos, mas podia sentir o que aquele corpo irradiava. Não tinha por onde fugir, para onde sair.

Ed – Gabriel entra na escola.
Gabriel – Mas pai, olha, eu...
Ed – Eu não vou falar duas vezes Gabriel. – Nelita gelou e se despediu de Bella e de Gabriel, entrando no táxi que já a esperava.

Gabriel, relutante, fechou a cara e deu um longo beijo em Bella, que se abaixou novamente na altura do menino.

Bella – Está tudo bem! – sua voz não era nada confiante, mas Bella teve a certeza que o menino não havia percebido. – Nos veremos, ok? Amo você!
Gabriel – Eu também amo você! – se virou, observando Edward, que continuava como um bloco de gelo na frente de ambos, e se virou, caminhando para dentro do colégio.


Bella se levantou, mordeu os lábios - controlando a tremedeira - e afastou a franja do os olhos, mirando o símbolo invicto de masculinidade em sua frente; Edward apertou um único botão que destravava o carro ao lado de ambos.

Ed – Entra no carro! – Bella engoliu a seco, pensando em negar – Entra Isabella, ou eu faço você entrar!
Bella o encarou, mas os óculos pretos não permitiam que chegasse até seus olhos. Ela olhou em sua volta e viu Gabriel na grade, a observando com um sorriso nos lábios, sorriu a ele, engolindo a seco e voltou a olhar o homem que continuava na mesma posição. Inabalável, firme e frio, como uma pedra. Ela caminhou até o banco do carro, sentando-se e com uma pancada que a fez fechar os olhos, Edward fechou a porta.


As mãos de Bella já suavam quando ele sentou-se ao seu lado e, sem dizer uma única palavra, fechou sua porta em outra pancada e movimentou o carro com rapidez, arrancando logo depois em alta velocidade. Bella fechou os olhos, colocando o cinto de segurança e sentindo suas mãos trêmulas. Droga! Agora não era hora de ter enjôos. Edward pegou o telefone celular e digitou alguns números.


Ed – Esqueça Diogo! Eu já a encontrei. – Bella abriu os olhos e, olhando para frente, sentiu o carro se por em alta velocidade enquanto ele desligava o telefone.

Bella – Edward vá devagar. - ele não respondeu, e a velocidade não foi reduzida.

Bella abaixou os olhos, apertando os dedos uns nos outros, e agradeceu quando ele parou em uma rua de pouco movimento e sem saída. Sua primeira reação - como uma garotinha mimada e indefesa - foi abrir o trinco da porta.

Ed – Está trancada. – a voz dele congelou o sangue de Bella, que virou o rosto para a janela, sentindo seu coração bater rápido – É melhor que olhe para mim, Isabella, porque você, ainda, não tem o que temer. – ele arrancou o óculo o jogando com fúria para fora do carro enquanto suas mãos apertavam o volante com força. Bella podia sentir: ele estava a um fio de explodir

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