Bella chegou em casa correndo pelas escadas, ouvindo o fino e fraco choro de Linda. Marieta lhe sorriu, entregando a menina, deu um beijo na testa de Gabriel lhe alisando os cabelos.
Gabriel – Linda estava ficando chatinha, mamãe...
Bella – Eu sei meu amor. – sorriu, deixando o quarto – Já almoçou?
Gabriel - Sim. E comi verdura. Eca, mamãe! Só comi porque você mandou.
Bella – Pois fez muito bem! Obrigada, Lita. Obrigada Marieta.
Marieta – Que isso. Vai logo, antes que essa menina fique vermelha de chorar. – Bella sorriu pelo escândalo desnecessário que Linda fazia e a olhou nos olhos.
Bella – Para que todas essas lágrimas? Brigue com o seu pai quando ele chegar. – Bella entrou no quarto de Linda e sentou-se na poltrona confortável, começou a se assustar com o choro alto da menina – Não brigue comigo. Pronto, pronto! – Linda fez um bico, pegando no mamilo de Bella e se pôs a mamar, fechando os olhos como sempre, com a mão debruçada sobre o seio de Bella, na espera de receber a caricia na orelha, da mãe. – Quem vê pensa que é uma morta de fome.
Bella sorriu, negando com a cabeça e respirou fundo, pensando em Edward. Fechou os olhos, mordendo os lábios. Ainda o sentia tão junto a si que lhe causava arrepios.
“Toda vez que fazemos amor é como se fosse a primeira vez”
Ele estava coberto de razão! Cada vez que seus corpos se uniam, em movimentos deliciosamente calmos, Bella sentia como se ela pertencesse a ele pela primeira vez.
Ela abriu os olhos, sentindo o perfume tão masculino em sua roupa e aspirou o ar para então sentir o perfume tão doce de bebê de Linda, que se alimentava a todo vapor que seu rostinho chegava até suar. Bella olhou o relógio, vendo que já se passavam quase do 12h00min.
Lhe daria um banho, rápido para tirar o suor e a deixar fresquinha, depois a colocaria para dormir, dividindo seu tempo com Gabriel. Naturalmente, em 4 horas, Linda acordaria para mamar, logo depois a deixaria com Lita enquanto ela e Marieta arrumavam o jantar.
Marieta fazia questão de ajudar. Não que Bella não tivesse insistido que poderia fazer tudo sozinha, não gostava da idéia de Marieta ficar muito tempo de pé, ainda mais na cozinha. Porém, a alegria de saber que toda a família jantaria junta, inclusive Tânia, a alegrava de forma mágica e radiante. Não que Bella também se alegrasse pelo fato de receber Tânia em sua casa, mas o carinho que vinha mostrando e a preocupação com Marieta a levaram convidar a moça, da qual Marieta, apesar de tudo, prestava grande carinho.
E o dia seguiu exatamente dessa maneira; até as quatro, Bella brincou e assistiu a um super desenho animado com Gabriel e, após dar banho no garoto e o colocar para o cochilo da tarde, foi a vez de Linda receber a atenção da mãe. Entre sorrisos, a alimentou e a trocou, colocando um conjunto de macacão em branco e vermelho.
Bella – Mas que menina mais linda, mamãe! – lhe cheirou o pescoço, fazendo cócegas em Linda, que sorriu em divertimento – Agora, será uma boa menina, como o Biel, tirará um cochilo e só acordará na próxima mamada, para jantarmos todos juntos... – Linda fez uma careta, como se entendesse o que Bella lhe dizia – Não gosta da ideia? – sorriu a Linda, que a todo custo tentava arrancar seus dedinhos da mão – Ok, eu imaginei que isso aconteceria! Portanto, temos a super, mega Lita... – bateu palmas, chamando a atenção de Linda, que olhava para todos os lados.
Lita – Mais que menina mais cheirosa! – Bella foi saindo de fininho para que Linda não percebesse e abrisse o berreiro, como sempre fazia. Deu um pulo no quarto de Gabriel, encostando um pouco a janela.
Só enquanto descia as escadas pode parar para pensar que voltaria a presidência da Venturini, voltaria a exercer seu tão amado e lutado trabalho, ao lado de seu tão amado marido. Sorriu sozinha, caminhando e cantarolando até a cozinha. Marieta desceu logo em seguida, com um dos maravilhosos lenços presos sobre os poucos cabelos magnificamente loiros que restavam - ela e Bella haviam comprado uma centena deles.
Começaram a fazer o jantar, que era deliciosamente de frutos do mar, o prato principal era Salmão ao molho de limão com o bolinho de arroz a grega e um delicioso molho, que era especialidade de Marieta. Em meio a conversas, gargalhadas, planos e, acima de tudo, Bella contando as novidades sobre a Venturini, era hora de Linda mamar. Foi à única hora em que parou: os 40 minutos para lhe amamentar e a fazer dormir. Bella voltou à cozinha com todo vapor, agradecendo por Gabriel estar dormindo durante quase toda à tarde.
O cheiro do peixe invadiu a sala de jantar enquanto, em uma gargalhada, por mais uma das gracinhas de Bella, Nelita se abaixava, segurando a vontade de fazer xixi e colocando os talheres e as taças na mesa.
Bella – Pensa que é fácil ser mulher, mãe e esposa com o seu sobrinho, Marieta? – Marieta negou com a cabeça, sorrindo, terminando o arroz que soltava a deliciosa fumaça de recém-cozido – Hum, que delícia! Edward vai adorar.
Nelita – Esses dois estão em um romance só. – Marieta piscou para Bella, que retribuiu.
Marieta – Pelo menos, assim posso ir em paz... - Bella perdeu o sorriso, tirando as duas garrafas de vinho da pequena adega e mirou Lita, que também não sorria mais.
Nelita – Deixe de falar besteira, sua velha caduca. – Marieta sorriu, voltando a atenção no molho e Bella, por sua vez, desligou o fogo do peixe, colocando o ramalhete de rosas vermelhas na mesa, juntamente com os guardanapos de pano delicadamente dobrados, da mesma cor.
Marieta – Belo trabalho! Agora, vamos tomar banho e nos arrumar. E você, Bella, reze para que Linda não acorde.
Bella – Oh! Rezem todas vocês por mim.
Ok! Ter dois filhos em idades tão distintas era um tanto digamos que... Trabalhoso. Mas adorável.
Enquanto subia as escadas, analisou a decoração bela, em vermelho, e o cheiro delicioso de comida. Haviam feito um ótimo trabalho! Marieta estava cansada, podia ver, mas nada era melhor do que aquele sorriso em seus lábios de um trabalho bem feito.
Bella saia do banho quando Gabriel, coçando os olhinhos, a abraçou. Pegou o menino nos braços, o beijando na testa.
Bella – Tirou um bom cochilo? – ele assentiu um tanto sonolento – O que acha de se trocar sozinho hoje?
Gabriel – Fala sério?
Bella – Seriíssimo! E, depois, diremos ao papai que foi tudo obra sua. Deixei algumas ideias em cima do sofá, não sei se vai gostar... – se fez de inocente – São só algumas ideias, nada demais. – os olhos do garotinho brilharam. Ele se levantou, correndo até seu quarto e abriu às gavetas, fazendo aquela bagunça a procura da roupa ideal.
Bella sorriu em sua luta contra o tempo. Abriu seu guarda roupas de vestidos de corte fino, em cetim e escolheu um que havia comprado um pouco antes da gravidez – vermelho - longo e maravilhoso.
Sentou-se na frente da penteadeira, ouvido o som alto de desenho no quarto de Gabriel, colocou as sandálias de salto - sabendo que, em poucos minutos, Linda acordaria -, secou os cabelos por cima, fazendo alguns cachos com Babyliss, a franja lisa caia sobre os olhos, rapidamente e perfeitamente maquiados em um forte preto, e colocou o anel que Edward havia lhe dado no dia em que havia lhe pedido Linda. Sorriu, se olhando no espelho.
Bella – Nada mal, Bella!
Gabriel – Uaaaaau, mamãe! – Bella sorriu pelo espelho ao filho e se levantou, dando uma voltinha e pegando o colar delicado de diamantes, ganhado de Edward no seu segundo aniversário de casamento.
Bella - Como estou? Estou tão nervosa e ansiosa, filho, e nem sei o porquê.
Gabriel – Está linda, mamãe! – seus olhos brilhavam em veneração por aquela linda mulher na sua frente - Sabia que é a mulher mais linda que já vi em toda a minha vida? Depois de você, só a Linda. – Bella sorriu comovida, botou o colar e os brincos caminhando com fino salto alto.
Bella – Sabia que agradeço a cada hora do meu dia por Deus ter me dado você? – Gabriel sorriu, com os olhos brilhando em emoção. Bella se abaixou em sua altura – A roupa está maravilhosa, uma ótima escolha!
Ele sorriu tímido, passando a mão pela camisa polo preta e a calça jeans clara, exatamente como Edward se vestia. Os sapatos ganhados por Marieta na mesma cor da blusa e o cabelo todo bagunçado com gel e uma pitada do perfume de seu último filme predileto lançado.
Bella - A camisa foi uma bela escolha... – ele assentiu e, de repente, se abraçou a Bella, a apertando contra seu pequeno corpo. Ela se emocionou com o carinho do filho – Eu te amo, Gabriel. E eu sinto muito por ter partido aquele tempo, filho. – ele assentiu lhe alisando os cabelos, exatamente como Bella fazia com ele – Isso jamais voltará a acontecer! Seremos felizes. Eu, você, a Linda e o papai, para sempre!
Gabriel – Nunca mais chore mamãe, o papai te ama!
Bella – Eu sei que ama querido, eu também o amo. – se separaram em fim e sorriram um ao outro, naquela deliciosa magia maternal – Veja se Linda ainda está dormindo, estou ouvindo ela se mexer da babá eletrônica... – Gabriel saiu do quarto rumo ao quarto da irmã e Bella respirou fundo, sentindo seu coração bater rápido. Ela passou o perfume que havia comprado nessa semana, uma nova fragrância que Edward certamente iria gostar.
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Nelita estava pronta, com um conjunto de saia em lilás, também maravilhoso. Marieta, que nunca perdia aquela elegância característica dos Cullen’s, vestiu um vestido preto simples, porém radiante, com uma bela maquiagem que escondia o que aquele anjo passava há vários meses.
Com Linda já pronta e desperta, Nelita sentou-se na sala com Marieta e Gabriel ouvindo a agradável música. Alice chegou logo em seguida, recebida por um abraço quente e afetuoso da tia e um sorriso cúmplice de Nelita.
Gabriel – Cadê o Tomtom tia?
Alice – Está com o pai dele, meu amor. – sorriu para Gabriel sentando-se – Já, já ele está por aqui. Como está, tia?
Marieta – Tranquila, minha filha. Hoje, sem dúvidas, é um ótimo dia! E você, posso ver que está... Maravilhosa! – Alice sorriu daquela forma colegial que jamais abandonaria seu rosto perfeito, o vestido azul tão escuro e brilhante ressaltava suas formas e combinavam com seus cabelos sedosos e brilhantes.
Alice – Obrigada. – bebeu um sorvo de vinho apreciando a bebida – E Bella e Edward?
Gabriel – Papai ainda não chegou e mamãe está terminando de se arrumar, deu leite pra Linda agora. – Alice sorriu, pegando a pequena menina nos braços.
Alice – Mas como está linda, essa neném. – brincou com as palavras, acariciando o pescoço de Linda, que se remexeu com carinho da tia.
Marieta, olhando a sobrinha, constatou que aquele brilho estava natural, como aquela Alice que conhecia quando estava tão apaixonada e alegre; seus gestos eram sutis e calmos, voltando àquela liberdade de expressão jovial e radiante que tanto adorava naquela pequena mulher de cabelos tão escuros.
Edward chegou logo em seguida, recebido pelos carinhos de Gabriel, que recebeu os mesmos em troca do pai.
Ed – Meus Deus, quanta mulher bonita! – abraçou sorridente a irmã, Marieta e Nelita. Linda se agitou ouvindo a voz de Edward, causando um bonito sorriso nos lábios de Alice – É claro que tenho beijos para você também, meu amor! - Edward a pegou no colo, lhe acariciando as costas e os cabelos – Preciso de um banho para me sentir a altura das mulheres presentes. Está maravilhosa, tia!
Marieta – Ohh! Deixe de besteira, menino. – sorriu sem graça, na realidade, adorando o elogio.
Edward entregou Linda de volta para Alice e, com mais um cafuné no filho, subiu as escadas, alegando tomar banho. Afrouxava a gravata, deixando a maleta no corredor, a porta estava aberta e seu coração deu um pulo vendo a mulher de vermelho em frente à janela com um envelope branco na mão.
Santo Deus! Era por isso que voltava para casa todas as noites. Para ver aquela cena, aquela cena que fazia com que suas pernas tremessem como um colegial bobo em seu primeiro encontro, em sua primeira noite de amor.
Ela se virou, cravando o olhar no dele e o momento pareceu congelar com Edward ali, no meio do quarto, a observando com veneração; e ela em um sorriso tão familiar e quente em seus lábios vermelhos pelo batom. Edward suspirou, franzindo a testa.
Bella – Lembra-se dele? – deu uma voltinha, deixando o envelope em cima de sua penteadeira e tirou a franja dos olhos, franzindo a sobrancelha também, emocionada pela intensidade do momento. Edward assentiu, sem poder dar um único passo.
Ed – Meu coração bate tão rápido como naquele dia no jardim. – fecharam os olhos quase no mesmo instante, os abrindo no mesmo momento – Então, eu percorri seu corpo de cima abaixo, lhe dizendo...
Bella – “Não tão alto, querida.”
Bella sorriu vendo o convite tão particular da mão esquerda - na qual a grossa aliança de Edward brilhava - erguida em sua direção. Ele dizia:
Ed – Vem... – E me aceita como teu pelo resto da vida. Pensou em completar, mas as palavras se perderam em seus lábios quando ela caminhou em direção a ele, aceitando sua mão, o abraçando com tanto carinho que, com a cabeça mergulhada em seu pescoço, onde os cabelos caiam a beijou. Bella fechou os olhos e a mão dele deslizou de cima a baixo, pela lateral de seu corpo com a ajuda do vestido que marcava suas tão belas formas novamente – Minhas pernas tremem como se fosse nosso primeiro encontro...
Bella – Por algum motivo, as minhas fazem o mesmo. – gargalharam baixinho e sensualmente. A companhia voltou a tocar. Seus rostos escorregaram um para frente do outro, até ficarem face a face, com a testa colada e o nariz na mesma posição. Edward molhou os lábios, a olhando nos olhos.
Palavras eram realmente necessárias nesse momento? Como se pudesse ler seus pensamentos, Bella negou com a cabeça e o apertou nos braços, sentindo seu corpo formigar.
Bella – Cada vez que me toca, me ponho louca, Edward. É loucura... Deus! Só pode ser loucura. - Ele sorriu, demorando em capturar seus lábios, em um jogo sensual que prometia um descontrole total.
Ed – Se eu a beijar, não vai ter como parar. – Bella concordou, com a respiração trêmula, e conseguiu se separar dele, que permanecia a olhando nos olhos. Bella conseguiu recuperar o controle enfim e retocou os cabelos.
Bella – Sua roupa está em cima do sofá, já deixei separada. – Edward assentiu a vendo caminhar até a porta.
Ed – Bella? – ela se virou, já no corredor. Ele tentou dizer algo, mas, de simples, as palavras não saiam de sua boca.
Bella – Eu sei doçura, eu sei.
Bella desceu as escadas arrancando elogios das pessoas presentes, inclusive Tânia, que, estupidamente maravilhosa, se levantou para cumprimenta-la. Estava com Linda nos braços. Como se percebesse que aquele ato não agradava a anfitriã, Tânia entregou Linda nos braços de Bella, que a beijou, a acariciando os cabelos.
Bella – Olá, Tânia. – sorriu naturalmente.
Tânia – Olá, Bella. – sorriu em um acordo de paz.
Bella - Ali, está maravilhosa! – a abraçou com alegria, sentando-se ao lado do filho – E o Tom?
Alice – Está com o pai, deve estar chegando. Robert queria passar a sexta com ele, e eu permiti. – Bella assentiu.
As cinco mulheres e Gabriel conversaram animadamente e nem parecia que entre Bella e Tânia havia acontecido tudo o que aconteceu. Assim que Edward desceu, Gabriel pulou em seu colo, então iniciaram a conversa sobre a volta de Bella para Venturini, seguida de muitas felicitações e sorte.
Uma noite agradável com um vinho tinto maravilhoso e uma comida mais que saborosa. A calma e a paz reinavam na casa, até Tânia parecia feliz, conversando animada com Marieta sobre sua próxima viagem para Paris.
Quando a sobremesa chegou, Linda estava animada e bem desperta no colo de Edward, que com as mãos entrelaçadas com Bella sobre a mesa, conversava com a irmã e com Nelita com grande animação. Gabriel participava da conversa contando seu agitado dia.
Daquele ponto da mesa, Bella podia ver todos. Com o pequeno cálice de vinho na mão, bebeu um pequeno gole, seguido de um pedaço de torta de morango. Podia ver o sorriso animado de Gabriel e Edward, a serenidade de Tânia e Marieta, que conversavam do outro lado da mesa, os olhos de Alice, que brilhavam quando foram interrompidos pela campainha.
Alice – Deve ser meu filho! – se levantou animada e caminhou até a porta, a abrindo. E lá estava Robert, com o menino adormecido nos braços, exatamente no horário em que haviam combinado.
Robert – Oi, Alice. – parecia ventar lá fora.
Alice – Entre! Acho que está ventando... – Robert agradeceu, entrando no aconchegante cômodo levemente aquecido pela lareira acesa.
Robert – Aqui está sã e salvo, alimentado e tomado banho... - Alice deixou escapar um sorriso, pegando o filho adormecido nos braços e ouvindo o gostoso riso vindo da sala de jantar. – Obrigado! – Robert deixou a bolsa em cima da bancada, com o olhar cravado nos olhos de Alice – Você está Lin...
Alice – Não tem problema, sempre quando quiser. O Thomas sempre terá tempo para você. – mordeu os lábios, apreensiva – Se comportou bem?
Robert – Maravilhosamente bem! Não dá trabalho nenhum. – Bella apareceu na sala, mudando o cd de música.
Bella – Olá, Robert. – o cumprimentou com um abraço rápido – Servido? – ofereceu o cálice de vinho, acariciando as bochechas de Tom, que, em um sono pesado, já havia se aconchegado aos braços da mãe.
Robert – Não, obrigado, Bella! Já jantei. Boa noite.
Bella – Boa noite. – sorriu naturalmente, saindo da sala.
Robert – Bom, eu já vou... – Alice assentiu, mordendo os lábios, e mirou o chão.
Alice – Boa noite, Robert! – ele a olhou nos olhos mais uma vez, se virando.
Robert – Alice, eu...
Alice – Boa noite. – disse mais uma vez, com um sorriso calmo e triste nos lábios.
Robert – Boa noite! – Alice fechou a porta, encostando-se na mesma, e fechou os olhos por alguns segundos, acariciando a cabeça do filho.
Ed – Está tudo bem? – entrou na sala, caminhando em direção à irmã, vendo o sobrinho adormecido. Alice apenas balançou a cabeça, assentindo – Há outra pessoa? - Alice voltou a assentir, com um fraco sorriso nos lábios.
Alice - Está tudo bem! Mas é que, às vezes, é duro olhar para o homem que você pensou em passar a sua vida inteira e saber que falhou. Que ambos falharam. E eu nem sei onde foi a minha falha... – mordeu os lábios, beijando a testa do garotinho – Está tudo bem, é sério! – Edward assentiu e a abraçou como pode lhe beijando a testa.
Ed – Te amo, pequena anã!
Alice – Eu também, grande Eddie!
Era quase meia noite quando Marieta se recolheu, agradecendo e se despedindo de todos. Tânia lhe deu um longo abraço de despedida, dizendo que no mês que vem estaria de volta, visitando a tia.
Edward acabava de deixar Marieta em seu quarto e logo depois Gabriel, adormecido, no seu. Permaneceu alisando os cabelos do filho durante quase 5 minutos, agradecendo euforicamente pelo momento em que descobriu que ele estava a caminho. Descendo as escadas encontrou Nelita, que também já se encaminhava para seu quarto. A abraçou com carinho.
Ed – Boa noite, Lita!
Lita – Boa noite, filho! E limpem aquela bagunça lá em baixo... – Edward sorriu, concordando.
Na sala, Bella, com Thomas nos braços, o dava atenção, conversando com o garotinho como fazia com Linda. Tânia por sua vez segurava Linda, com receio, mas carinhosamente, alisando a pequenina nos cabelos.
Bella – Sua viagem vai ser por quanto tempo, Tânia? – respirou fundo, buscando assunto.
Tânia – 24 dias. É praticamente um tour por Paris... Principalmente os lugares mais belos.
Bella – Paris é um lugar maravilhoso! Lembro-me da minha primeira viagem de negócios para lá...
Ed – Você se foi para aquele lugar maravilhoso e eu fiquei passando sufoco com Gabriel, ainda um menino que mal dormia... – Bella gargalhou junto com Alice, Tânia soltou um sorriso fraco, entregando Linda a Alice e observando Edward sentar ao lado de Bella, lhe alisando a nuca e a beijando carinhosamente no pescoço.
Tânia – Será uma bela viagem. Bom, preciso ir... Está tarde e há várias coisas amanhã cedo que preciso preparar para a viagem. – se despediram da loira alta desejando, sinceramente, um ótimo passeio. Edward a acompanhou até a porta – É uma bela garotinha, Edward.
Ed – Sim, ela é! – sorriu – Eu lamento que as coisas tenham ficado dessa maneira entre nós, Tânia, eu tinha tanta consideração por ti que... – ela levou as mãos sobre os lábios dele, com os olhos cobertos por lágrimas.
Tânia – Quando sentir saudades sabe onde me encontrar. – baixou a cabeça.
Ed – Isso não vai acontecer, Tânia. – a noite estava maravilhosa, não a encerraria com uma briga.
Bella – Não, isso realmente não vai precisar Tânia! - Tânia observou Bella no começo do corredor, com Linda nos braços e um ar natural e a voz controlada – Boa noite... E Boa viagem!
Tânia assentiu e, com um suspiro, ergueu a cabeça e se despediu em um sorriso, entrando em seu carro. Edward fechou a porta, mirando Bella.
Bella – Na próxima direi que é meu... E que sou possessiva e ciumenta.
Ed – Diga também que não tem a menor chance. Sim, Bella, eu sou seu! – acariciou seu rosto, voltando para a sala com a irmã.
Conversaram os três em voz baixa e, quando se deram conta que as crianças novamente haviam adormecido, Edward colocou o berço móvel de Linda no último quarto de hospedes que Alice iria ficar. Ela agradeceu o convite do irmão e da cunhada e trocou Tom após o amamentar, exatamente como Bella fez uma hora mais tarde. Com os bebês dormindo calmamente, Bella encostou a porta ligando, a babá eletrônica do quarto de Linda.
Alice – Boa noite! O jantar estava maravilhoso. – Bella agradeceu e viu o beijo e os abraços dos irmãos e depois fez o mesmo com Alice.
Bella – Imagine! Amanhã tomamos café sem pressa e seguimos com o dia.
Alice – Oh, ótimo! A noite estava maravilhosa, há tempos não me divertia e nem via Marieta se divertir assim. Ela e Nelita pareciam nas nuvens.
Ed – E estavam, pode acreditar! – se despediram mais uma vez.
Edward entrou no quarto e Bella levou Alice até o último quarto, acomodada e confortável, lhe deu privacidade com um baixo “Boa noite”. Caminhando de volta ao seu quarto, fechou a porta, sentindo aquele cansaço do dia movimentado e olhou o relógio. Quase uma da manhã.
Edward tirou a calça social preta, os sapatos e a camisa polo rosa clara e sentou-se no sofá, observando Bella tirar a sandália de salto, sentada na beirada da cama.
Ed – Foi uma ótima noite...
Bella – E se foi! Diverti-me hoje.
Ed – Linda e Gabriel estavam elétricos. Deu energético para esse dois na hora do almoço? – Bella sorriu, negando com a cabeça.
Bella – Até que demorou pra o Gabriel apagar... Brincamos a tarde inteira, assistimos desenho animado, até dei um mergulho na piscina.
Ed – Oh, coitada! Deve estar cansada demais para o maridão... – Bella soltou um sorriso malicioso. Com a casa em paz, os filhos tranquilamente dormindo, nua como gostava se enfiou debaixo das cobertas. Edward logo a seguiu da mesma maneira. Permaneceram abraçados por vários minutos, conversando sobre o dia e, principalmente, a reunião de mais cedo.
Bella – Acha que correrá tudo bem?
Ed – É claro que vai. Sabem quem é você, Bella, estão contentes com sua volta.
Bella – Eu realmente espero. – O beijou no pescoço – Sabe... – mordeu os lábios, se posicionando em cima de Edward, que sorriu daquele jeito malicioso e sensual que só ele podia fazer – Eu estava pensando... – voltou a lhe molhar o pescoço com um delicioso beijo de língua, sentindo o aperto dos dedos de Edward em sua cintura – Eu bem que teria animo e força para te beijar. - Bella subiu seus lábios até os dele – Dessa maneira, tão lenta, que você tanto gosta... - O fez, dançando com suas línguas, sentindo a pegada forte de Edward em suas costas e cintura, abrindo as pernas para que Bella se aconchegasse no meio das mesmas – Deus! Essa é à parte da noite na qual posso te olhar nos olhos e sentir como queima, exatamente do jeito que eu queimo quando me toca... Anda Edward. – abriu os olhos, mordendo os lábios – Faça amor comigo. – ele sorriu.
Ela precisava pedir?
Virou seus corpos, deixando-a por baixo e percorreu com suas mãos naqueles traços perfeitos e simétricos.
Ed – Repita. – lhe beijou os lábios – Repita.
Bella – Faça amor comigo. - e ele o fez, de forma lenta e ousada.
Ah! Ela sabia. Tinha certeza que ela sabia que ele seria seu. Para sempre!
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