segunda-feira, 1 de abril de 2013

Uma Linda Mulher - 2ª Temp. - Nightmares.






I told you everything, opened up and let you in
Eu te disse tudo, me abri para você e deixei você entrar
You made me feel alright, for once in my life
Você me fez sentir bem, ao menos uma vez na vida
Now all that's left of me, is what I pretend to be
Agora tudo que me resta, é o que eu finjo ser
So together, but so broken up inside
Tão junta, mas tão quebrada por dentro
Cause I can't breathe, no I can't sleep
Porque eu não consigo respirar, e eu não consigo dormir
I'm barely hanging on
Eu mal suporto.



Kelly Clarkson - Behind These Hazel Eyes.





















Levou as mãos à cabeça, sentindo a cozinha girar. O telefone, que tocava desde a hora que ele havia chegado, deu uma pausa, iria o desligar, mas não o encontrou na base. Tirou o telefone do bolso, se amaldiçoando por ter uma casa tão grande e discou o número de sua casa, e o telefone começou a tocar; uma, duas vezes. Seguiu o som e lá estava ela.


Edward jogou o celular no chão, se ajoelhando e a pegando nos braços.

De onde vinha aquele sangue na camisola?

Seu coração bateu violentamente. Subiu as escadas com pressa, indo até o banheiro, ligou o chuveiro frio e entrou de roupa e tudo com sua mulher desacordada em seus braços.

Ed – Abra os olhos e olhe para mim... Pelo amor de Deus, meu amor! – seus lábios tremeram de frio.

Ele a apertou contra o corpo mais uma vez e Bella despertou afobada, com os olhos arregalados, mirando onde estava. Olhou nos olhos de Edward, que com a testa franzida a observava recuperar a realidade. Então ela também franziu a testa e o primeiro soluço a atingiu com fúria. Edward a abraçou como pode, se sentando no chão do boxe com Bella firmemente agarrada a si. Ela gritou seu nome, uma ou duas vezes, e Edward a apertou.

Ed – EU DEVERIA TE MATAR POR ESTAR NESSA CASA AINDA. EU DEVERIA TE MATAR POR NÃO TER FEITO O QUE EU MANDEI QUE VOCÊ FIZESSE... EU DEVERIA BELLA. – sua voz falhou – EU DEVERIA... DEVERIA TANTAS.. TANTAS COISAS BELLA.


Estavam secos e, finalmente, Bella havia se acalmado, e agora avaliava os estragos quando a noite começava a cair. Edward andava como um leão enjaulado pelo quarto, falando no telefone com os homens que mais confiava nesse mundo, sendo da imprensa ou da Cullen’s. Enfim, desligou, a mirando mais consciente e ajoelhou-se na frente dela.

Bella – Quem foi? – foi só o que conseguiu perguntar.
Ed – Tânia. – Bella baixou a cabeça, negando veemente.
Bella – Como?
Ed – Eu ainda não sei... Ela está fora de si, Bella, está desequilibrada ou até mesmo doente. Eu não sei.
Bella – Provas. Ela tem as provas? – Edward assentiu. Bella apertou os olhos, segurando o choro – Por quê? Por que ela fez isso?
Ed – Isso não importa agora. Vou te colocar em um carro em 25 minutos e vai para aonde está Nelita e...
Bella – EU NÃO VOU A LUGAR NENHUM!
Ed – SIM, VOCÊ VAI, ISABELLA! – se levantou com fúria - PASSEI UM PAR DE HORAS TENTANDO ILUDIR AQUELA MALUCA PARA QUE NÃO ENTREGASSE NADA A NINGUÉM ATÉ AMANHÃ CEDO, E QUERO VOCÊ LONGE DE TODA ESSA SUJEIRA. – Bella se levantou na mesma fúria.
Bella – ESSA É A MINHA SUJEITA, EDWARD. Deus! Por quanto tempo pensei que ficaria livre dela? – abaixou a cabeça, soluçando alto – EU QUERO QUE SAIA DE PERTO DE MIM, QUE ME DEIXE, AGORA. – Edward arregalou os olhos cristalinos e incrédulos – EU NÃO SOU MAIS SUA MULHER. QUERO O DIVÓRCIO, ENTENDE? NÃO TE AMO! NUNCA TE AMEI... EU APENAS SEMPRE QUIS SEU DINHEIRO, ENTENDEU? É ISSO O QUE VOU DIZER.
Ed – ESTÁ MALUCA, ISABELLA? Está fora de si! CALA A BOCA ANTES QUE FALE MAIS MERDA. – ele se aproximou e ela se afastou.
Bella – NÃO ME TOQUE EDWARD. – arregalou os olhos, negando com a cabeça – Não me toque mais... – soluçou – Eu vou dar um jeito em toda essa merda. Vou dizer que você não sabia de nada, que nossos filhos não têm nada a ver com isso.
Ed – Está fora da razão... – a pegou pelos ombros, a chacoalhando levemente – ESTÁ FORA DA SUA RAZÃO. – ela negou com a cabeça.
Bella – Vai ficar pior... – sussurrou, o olhando diretamente nos olhos – Eu me lembro com foi com a minha mãe, vai ficar pior, Edward. Ela, de forma indireta, matou meu pai... Eu poderia sobreviver com a faixa de prostituta, mas não com a faixa de assassina. – negou com a cabeça – Continuar com você é o mesmo que te matar, meu amor. PELO AMOR DE DEUS, EDWARD, VÁ E CUIDE DOS NOSSOS FILHOS! – ele a chacoalhou uma vez mais antes de beijá-la, sem nenhuma delicadeza.

Ed – Sou eu, Bella... Tome sua razão, querida, sou eu. Seu homem, seu marido. – Bella se afastou em um pulo.
Bella – O que ela quer? O QUE TÂNIA QUER? - Bella abriu os armários, jogando a grande mala preta e logo em seguida as roupas de Edward, fazendo uma mala. Ele estava parado diante dela, não sabia o que fazer – SÓ HÁ UMA COISA QUE ELA PODE QUERER... VOCÊ. NOSSA VIDA, MEU LUGAR. Então, dê isso a ela. – franziu a testa, seu estomago se revirou novamente e sua cabeça girou. Edward correu para segura-la; podia ouvir a algazarra que se fazia na porta da residência, o número de repórteres e fotógrafos estavam se duplicando com rapidez.
Ed – NÃO, NÃO DAREI NADA A ELA. FICAREMOS E LUTAREMOS, COMPREENDE? - a pegou por cada lado da face, com ternura – Já não tenho mais controle e, se você não se acalmar, as coisas ficarão piores.. - Bella o olhou nos olhos mais uma vez.
Bella – Me escuta... Pelo amor de Deus, me escute, Edward! Ainda a tempo de eu desfazer toda essa sujeita. – ele negou com a cabeça e ela afirmou com veemência – Amanhã cedo todos vão saber da verdade e não há como fugir. Não, Edward, eu sei, sei que não foi o que planejamos ou o que prometemos um ao outro, mas escute-me. Se lembra do que te disse, logo depois que fizemos amor no dia do meu aniversário? Lembra-se? – ele assentiu – Pois então, é disso que quero que se recorde.
Ed – Não vou deixar que faça nenhuma tolice...
Bella – Não posso permitir que tudo se acabe assim, Edward. Eu o amo demais para que isso aconteça. Tudo vai cair sobre você, sobre os nossos filhos... – o procurou com o olhar mais uma vez – Você sabe que eles vão acabar com tudo que virem pela frente, nossos concorrentes... – sua voz falhou – Que você me odeie pelo resto da sua vida, Edward! Eu não posso permitir que tudo acabe dessa maneira... – negou com a cabeça – Eu apenas não posso permitir que a culpa caia cobre a cabeça de Gabriel e Linda quando a escolha do meu passado foi só minha.

Ed – Você está me esbofeteando cada vez que abre a boca. – se afastou de Bella, sentando-se na cama e ouvindo a gritaria que se fazia lá fora; o barulho de flashs e carros. Bella abriu o armário, se vestindo rapidamente – CALE-SE E SENTE-SE NAQUELE SOFÁ, ANTES QUE O FAÇA POR VOCÊ, ISABELLA MARIE!
Bella – Não, Edward. Esse é o preço a pagar pelo meu conto de fadas. E, por você e pelos meus filhos, eu sou capaz de qualquer coisa! - Edward a mirou, incrédulo, com os nervos a flor da pele e a respiração completamente descontrolada.


Aquilo só podia ser o pior, e dos mais desagradáveis, pesadelos! Com toda força, atirou um vidro de perfume, que estava sobre a penteadeira, na parede, o mesmo se espatifou em vários pedaços. Bella engoliu a saliva; estava tremula e quase em estado de choque. Fechou os olhos, tentando controlar as horríveis náuseas do desespero.

Tânia, aquela filha da mãe que Bella havia recebido em sua casa e que havia lhe confortado quando Marieta havia partido.

Marieta. Será que, de algum lugar, ela estaria olhando por Bella agora? Negou com a cabeça, sentando-se na cadeira e levou as mãos sobre os olhos, ouvindo a algazarra de repórteres e as manchetes que a televisão, ainda ligada no primeiro andar, dava..



Ações da Cullen’s & Venturini despencam em velocidade jamais vista no mercado financeiro.

Quem realmente é a primeira Dama Cullen?


Seria a deslumbrante mulher do “Imperador” Edward Cullen a mais ralé das prostitutas?




Bella levou as mãos sobre os ouvidos, tentando, ao máximo, apagar aqueles sons de sua cabeça e subiu a mirada; todos os vidros de perfume estavam chão abaixo, espatifados. Edward andava de um lado para o outro, estava à beira de um ataque de nervos.



Prejudicaria aos filhos de Isabella Cullen o passado vergonhoso de sua mãe?


Ed – INFERNO! – Edward mirou seu telefone celular, que estava espatifado, o telefone residencial não parava de tocar, a gritaria lá fora se fazia ainda mais alta – FALE COMIGO, BELLA... PELO AMOR DE DEUS! – se ajoelhou em frente a ela, com os olhos vermelhos pela fúria. Bella o mirou, com a respiração ofegante e os nervos em frangalhos.
Bella – Eu não posso fazer isso com Linda e Gabriel, Edward, eles não tem culpa de tudo o que fui... – soluçou alto, levando a mão ao coração, que parecia se partir ao meio – Meus filhos não merecem que os olhem com desprezo pela fachada de vagabunda, que pelo resto da vida eu levarei na testa. – Edward negou com a cabeça – ESCUTE-ME, SEU TOLO... Seu maldito tolo! – seus dentes se bateram da intensidade que seus lábios tremiam – OLHE PARA MIM, EDWARD, E ME DIGA SE É JUSTO COM ELES, COM VOCÊ?
Ed – VOCÊ ESTÁ SENDO FRACA... COVARDE, BELLA!
Bella – Vão nos tirar tudo o que temos Edward... A mídia, concorrentes... EU JÁ LHE DISSE. – abaixou a cabeça pesada e Edward a procurou com o olhar – Isso iria acontecer algum dia, eu tinha certeza. – finalmente seus olhos se encontraram com os dele – Não te quero com Tânia... – negou com a cabeça – Que aquela filha da mãe morra de insanidade! Encarar o mundo e o que eu era, Edward... Porque agora eu sou uma dama, a sua dama. Para sempre sua, aqui. - bateu levemente sobre o peito.
Ed – Vamos embora daqui...
Bella – EU NÃO VOU FUGIR COMO UMA LADRA! – se levantou, levando as mãos sobre os olhos e chorou; chorou o desespero de uma magia acabada, do medo por ela e por todos.


O telefone voltou a tocar. Olhando no identificador, Edward viu que era Jasper. O atendeu.



Ed – O que?
Jasper – Que diabos está acontecendo, Edward? Por que não desmentem essa história ridícula? As nossas ações estão despencando de forma sobrenatural! – Edward fechou os olhos, os apertando.
Ed – Preciso de você, Jasper... Mantenha tudo sob controle por aí, já liguei para Emmett enquanto vinha para cá. – Bella arregalou os olhos, mirando Edward. Emmett, Rosalie; ela também seria envolvida. Abaixou a cabeça, respirando fundo.





Renée – Você vai ser uma grande mulher, meu amor! – fechou os olhos, ouvindo a doce voz de sua mãe – Não tenha medo desse mundo, minha filha, e nunca confie nele. Olhe sempre para frente, preciosa, e se orgulhe de seus atos. Não há ninguém que faça isso por você, além de você mesma. – Bella se arrepiou da visão de sua mãe trêmula lhe dizendo tais palavras – Eu não só matei seu pai com os meus segredos devassos... Matei a todos nós!





Bella – SAIA DESSA CASA! – mirou Edward, que havia desligado o telefone.
Ed – VOCÊ SÓ PODE ESTAR MALUCA.
Bella – SAIA DESSA CASA E VÁ ATÉ OS NOSSOS FILHOS, EDWARD. AGORA! – ela gritou com tanta fúria e tão alto, que Edward se paralisou, a mirando – VAI! – sua voz era estrangulada pelo choro – VÁ, E NÃO OLHE PARA TRÁS. VÁ, EDWARD! – se aproximou, o empurrando enquanto, apavorado, Edward lhe segurava os pulsos que o socavam no peito - EU NÃO AMO VOCÊ, NUNCA AMEI.
Ed – ESTÁ ME MACHUCANDO, BELLA! - ele olhou para cima, segurando o soluço na mesma intensidade que segurava a mulher a sua frente.
Bella – VAI! – em um tranco, se separou, caminhando até a janela, vendo as diversas pessoas que a todo custo tentavam conseguir informações. Estava um caos a rua.



Bella voltou-se rapidamente e, de surpresa, conseguiu empurrar Edward para fora do quarto e fechou a porta, passando a chave e se encostou à mesma, deslizando até se sentar no chão, sentindo e ouvindo os murros e gritos de Edward do lado de fora. Sentiu vontade de gritar de dor.


Bella limpou as lágrimas, se levantando e abriu se armário, se vestindo de acordo, prendeu os cabelos em um coque bem feito e bem preso, fez a maquiagem, que borrava quando as lágrimas entravam em contato com o lápis preto e se levantou, percebendo que Edward não estava mais à porta. Respirou fundo, pegando sua bolsa e abriu a porta, descendo com pressa pelas escadas.

A casa estava complemente escura e vazia, tirando pelo barulho lá fora. Ela olhou para trás, vendo a silhueta de Edward com um copo de vodka na mão no inicio da escada. Piscou os olhos, levando a mão à maçaneta e engoliu a saliva, se virando. Fechou os olhos, sentindo as batidas descompassadas de seu coração.

Seria o que o destino reservasse à ela. Seria o que destino reservasse a eles. Então, ela abriu a porta.




A fechadura se virou, a tensão atingiu seus ombros e seus olhos vermelhos e inchados pelo choro. Sentia o olhar de Edward a suas costas - ele a devorava, implorava para que ela se virasse, voltando a passar a chave na fechadura. Seu coração deu um forte baque antes de se por lento, e Bella se perguntou por quando tempo continuaria viva. Um soluço escapou de sua garganta, sentindo um calor de aproximar cada vez mais de si, e mais, e mais...

Apertou os olhos, deixando as lágrimas lhe lavarem o rosto. Seu corpo estremeceu sentindo o hálito quente e de vodka em seu pescoço. Abriu os olhos, mirando a escuridão, escutando o alarme e o forte barulho que se fazia lá fora. Sentiu as mãos firmes em sua cintura. Como Edward sempre fazia quando a pegava dali, seus corpos levemente se encostaram e ela soluçou novamente - de emoção, de horror e de vergonha.

Nada mais teria volta. Nada seria como antes. Seu maior segredo havia sido descoberto e era hora de encarar o mundo!



Edward apertou os olhos, negando com a cabeça. O cheiro de bebida o incomodava, os soluços de Bella lhe rasgavam o coração e alma. Uma forma, uma única forma de adiar o que estava por acontecer. Subiu as mãos até a cintura dela, lhe apertando com força, como sempre fazia quando a tocava ali, e ouviu outro soluço que lhe atingiu como um murro no estomago. Engoliu a saliva. Sua cabeça latejou pela vodka e sua visão estremeceu de um lado ao outro.

Será que eles vão sair da casa? Estamos de plantão aqui há mais de duas horas. A dama do “Imperador” pronunciará algo em sua defesa? Estamos ao vivo, não saia daí!


Bella sentiu vontade de levar as mãos aos ouvidos e os arrancar na unha, ouvindo as manchetes por diferentes vozes. Suas pernas se enfraqueceram e Edward a segurou pelos braços e a virou deixando o copo de vodka mais uma vez se espatifar no chão, causando uma pequena poça ao lado de seus pés.

Bella subiu os olhos até os dele, fixos nos seus, completamente nos seus. Edward negou com a cabeça novamente, torcendo os lábios em desgosto e mordeu seus próprios lábios, descendo as mãos até a cintura de Bella novamente e, em um tranco forte, a aproximou de si, colando seus corpos e a empurrou de encontro à porta, lhe arrancando a blusa de uma vez só, fazendo com que os botões voassem pelo chão da sala. Ela o encarou com a respiração ofegante, seus cabelos caiam nos olhos e os deles seguiam o mesmo rumo.

Bella – Não faça isso... – deu um sussurro trêmulo, tentando se livrar daquele sentimento que lhe corria cada pedaço de carne e de alma.



Edward fechou os olhos, deixando escorrer algumas lágrimas.


Apenas algumas horas, Edward, apenas algumas horas.
Aproximou sua boca do ouvido de Bella, lhe deixando sem ar.


Bella não ouvia e nem sentia mais nada além daquela sensação enorme de que algo havia se perdido e a voz trêmula e abafada do homem a sua frente. Ele mergulhou a mão em seus cabelos, se encontrando com sua nuca; o joelho foi para o meio das pernas de Bella e os lábios se aproximaram.

Ela soltou outro grito de dor antes de, com tanta fúria, unir seus lábios aos de Edward, que com a mesma intensidade penetrava sua língua naqueles doces lábios como se não houvesse o amanhã. A dança ritmada durou vários minutos, Bella podia sentir o gosto de sangue em sua boca. Seu próprio? O de Edward? Não sabia ao certo.


Beijavam-se como dois animais prestes a batalhar, com a vida valendo o prêmio final. Ele a pegou pelos cabelos, sem a machucar, lhe devorando o pescoço com mordidas e beijos molhados, lhe provocando com a língua. Bella jogava a cabeça para trás, lhe percorrendo com a unha do pescoço e as costas nuas e fortes. Ele cheirava a homem, ele cheirava a masculinidade, e ela teve medo de suas emoções e sentimentos. Estava enlouquecendo.

Por Deus, eu estou enlouquecendo! Pensou.

Sentiu as mãos lhe abrirem o fecho sutiã as mesmas se abrirem, pegando e massageando seus seios com rapidez e maestria; ele sabia o que estava fazendo. Oh, ele sabia!


Bella mordeu os próprios lábios, contendo o gemido do fundo de seu interior. Os movimentos eram tão ágeis e selvagens que ela duvidava que sua mente pudesse raciocinar de forma civilizada. Mas ela não era civilizada. Deixou escapar mais um par de lágrimas, sentindo a pressão do joelho de Edward em sua feminilidade.

Ele lhe subiu a saia preta social até a cintura, lhe arrancando a calcinha de uma única vez. Bella o olhou nos olhos, procurando o controle que precisava que viesse dele. Edward não tinha controle. Ele sentia seu interior em uma roleta russa; seu corpo inteiro protestava por algo que ele não sabia ao certo o que era.


Bella gemia, soluçava e deixava-se banhar por lágrimas sofridas que ele enxugava com beijos que lhe atingiam os lábios, pescoço e seios. Suas mãos a percorriam de cima a baixo e, um puxão, ergueu sua saia e, com a outra mão, lhe arrancou a calcinha, a jogando no primeiro canto que viu; a subiu mais, a deixando com as costas grudadas na porta

Olhe para mim! Ele lhe gritava com os olhos vermelhos e faiscantes enquanto a acariciava em seu ponto mais intimo. Voltou a lhe devorar os lábios, sentindo seu gosto doce, sentindo seu corpo inteiro estremecer quando em um único movimento a pegou no colo, a jogando no tapete da sala antes de se por cima dela, no meio de suas pernas.

Bella fechou os olhos, voltando a morder os próprios lábios, sentindo as mãos de Edward percorrerem o interior de sua coxa até novamente encontrar seu centro molhado e pulsante. Iriam se devorar ali, no chão da sala, sobre o tapete branco e imaculado.


Ela lhe ajudou a tirar o cinto e, com desespero e a testa franzida, ele abaixou a calça. Sua respiração ofegante se encontrou com a dela, seus olhos se encontraram com os dela. Bella negou com a cabeça. Era impossível dizer algo. Apertou os olhos, deixando escorrer outro par de lágrimas, que se perderam chegando a seus cabelos esparramados agora pelo tapete. Ele lhe subiu uma perna, a pressionando contra seu corpo.

Bella voltou a abrir os olhos, o apertando nos ombros, sem força o suficiente para impedir o que estava para acontecer. Seu corpo a traia, seu desejo a traia, suas emoções pareciam criar vida própria. Mordeu os lábios, abafando o gemido. O sentia se unindo a ela lentamente, se controlando para que não se movessem feitos loucos até o prazer final.

Bella – Edward. – lhe choramingou, entrando em desespero.


Santo Deus! Que diabos estavam fazendo? Ele soluçou alto também, colando seus lábios em um beijo sofrido. Bella o apertou contra o corpo. Sua testa escorria, a casa abafada se tornava ainda mais quente, seus corpos pegavam fogo, podia sentir.

Ela arqueou as costas com a primeira investida intensa e rápida, e seguida de outra e de outra. Cravou as unhas naquelas costas, que suavam como as dela suavam, suas mãos escorregaram e tudo o que Bella pode fazer foi agarrar o tapete com as mãos acima de sua cabeça. Tentou fechar os olhos, mas Edward protestou, aumentando ainda mais a intensidade dos movimentos. Ela franziu a testa, sem poder respirar.

Ele não podia respirar, seu coração batia com tanta força que teve a certeza que não estaria vivo quando tudo aqui terminasse. Mas não podia terminar. Sentiu vontade de gritar para aquela mulher a sua frente, que contorcia o corpo em espasmos violentos, segurando a todo custo o prazer dele e o seu.


Ela negava com a cabeça, pedindo para que parassem, para que parassem de despedaçar suas almas e corações como estavam fazendo agora, mas o corpo dizia ao contrário. Aquele maldito pecado os arrastava para um precipício de profundidade incalculável.

Ela soltou um grito alto e ele aprofundou as investidas com velocidade, mantendo o corpo dela imóvel abaixo o seu. Não conseguia raciocinar, sua mente entrava em curto circuito com seu coração, que agora parecia não bater mais. Não! Ele teve a certeza quando o clímax o atingiu com fúria e agonia, ele não batia mais. Continuou a se mover, lutando contra a própria natureza.

Bella não agüentou e fechou os olhos, contraindo o corpo e arqueando as costas; foi como se um raio a tivesse atingido de forma certeira. Seu corpo parecia imerso ao prazer, podia sentir Edward se desfalecer, se esparramando dentro dela com intensidade e agonia. Voltou à realidade com Edward a sacudindo pelos ombros.

Ed – RESPIRE! – ele lhe gritava e só então Bella se deu conta que não fazia isso. Sufocou-se, levando as mãos até os ombros de Edward, os apertando, pedindo por ajuda – OLHE PARA MIM... RESPIRE. RESPIRE! – ela puxou o ar com força, soltando em uma tosse grave e alta. Edward os girou, sem desconectar seus corpos, a colocando por cima dele para que seu peso não a sufocasse.


Bella respirou repetidas vezes até seu corpo tomar conhecimento do que era ar. Seu rosto estava vermelho e suado, seus cabelos lhe grudavam no rosto e sua intimidade ainda tinha profundo contado com a de Edward. Quando sua voz finalmente saiu, ela soluçou, caindo exausta sobre o corpo forte abaixo de si.

Edward levou as mãos sobre os olhos, não suportando a pressão, as lágrimas criavam vida e lhe molhava todo o rosto. E ela continuava a soluçar, chorando descontroladamente, cerrando os punhos com tanta força. Edward foi incapaz de tocá-la novamente. Sabia o que tinha feito. Sabia o que aquele sexo rápido e faminto tinha significado para Bella.


Então, como se pudesse ler seus pensamentos, ela se calou de repente, arregalando os olhos em horror, o mirando nos mesmos. Edward fechou os dele, não podia a mirar agora, não podia a ver tão internamente como faziam quando se olhavam nos olhos.

Ela se levantou, se afastando como se ele tivesse alguma doença contagiosa. Edward abriu os olhos, permanecendo deitado com o braço sobre os mesmos. Bella cambaleou procurando sua blusa e a vestiu, cobrindo o corpo com rapidez, tirando com fúria o cabelo do rosto. Tropeçou no primeiro andar antes de correr até seu quarto.

Edward ouviu a batida da porta e logo em seguida, com grito alto de desabafo, o som do telefone voltou a sua mente. Levantou-se, subindo as calças com os lábios entre os dentes; estava a ponto de ter um ataque de nervos.



XXX – As fotos estão comigo. – Edward apertou os olhos, respirando aliviado.
Ed – Você tem certeza, tem certeza que não chegou às mãos de ninguém?
XXX – Tenho. Ela acabou de sair daqui, estava atormentada, fedia a bebida e acho que precisava de um banho...
Ed – Tânia está insana... – seu coração vibrou alto.
XXX – Troca de favores, Edward.
Ed – Eu acertarei com você em uma hora. Tem meu endereço?
XXX – Sim, tenho seu endereço, mas como consigo chegar aí com essa confusão?
Ed – Alguém vai ir buscar-te; não fale com ninguém, não ligue para ninguém... Os cinco milhões estarão na sua conta até a meia noite. – engoliu a saliva.
XXX – Sim, eu sei que vão estar.
Ed - Não há copias?
XXX – Eu trabalho com isso, essas são as verdadeiras. Tânia me assegurou que eram as únicas que tinha. E também me contou sua fonte... – Edward cerrou os punhos.
Ed – Quem?
XXX – Mike Newton. – Edward murmurou um palavrão alto antes de recuperar o controle.
Ed – Eu vou matar aquela filho da Puta! Cuide disso como se fosse a sua vida. Aliás, já que estamos falando de vida... Sabe o que sou capaz de fazer se essas fotos não chegarem até a minha mão, não sabe?
XXX – Sei! Não se altere Edward, cinco milhões e você tem as suas fotos.
Ed – Sim. – não esperou por respostas, desligou o telefone, o colocando no gancho.


Em menos de duas horas o destino de sua família estaria resolvido.

9 comentários:

Lili Swan disse...

Esse capítulo é maravilhoso, que agonia, a gente lê com o coração na mão, o mundo desabando em cima de suas cabeças, ela se sentindo a pior das mulheres e ele desesperado. É alucinante!!!! muito bom!!!!

Sisters_love ou Leticia. disse...

Ah Céus! O que foi esse capítulo?! Eu não sou capaz de colocar em palavras o quando esse capítulo foi intenso e profundamente doloroso. Então o mais certo a se dizer é Parabéns por esse capítulo Incrivel que você escreveu Nanda. Foi extremamente triste, mais foi igualmente muito bem desenvolvido. E é por isso que eu amo ler aqui. Nao importa o que acontece, é sempre muito intenso e muito profundo, carregado de tantas emoções e sentimentos diferentes. E mais uma vez Parabéns.
Bella nao esta nada bem, quem estaria nessas condiçoes afinal?! Tudo que ela disse, disse porque ela acima de tudo ama Edward e seus filhos, e nao suporta a ideia de causar 'estragos' e 'sofrimento' a vida deles.
O Edward agiu por estar em um estado de absoluto desespero, o que nao torna as coisas mais faceis nem menos dolorosas, mais ele nao estava em perfeitas condiçoes. Apesar de dicil torço para que Bella o compreenda.
E agora, com as provas recuperadas, como vai ser?! Quem recuperou as fotos por 5 milhoes?! E isso resolverá realmente os problemas que essa 'bomba' causou?! Temo muito que, Edward e Bella se percam um do outro novamente. Eles viveram tanto e lutaram tanto para consegir ser o que eram ate uns dias atras, toda a demonstraçao de amor, todo o cuidado, todos os momentos partilhados, eles andaram tanto para realmente se sentirem marido e mulher de verdade, serem cumplices de verdade, mostrar um ao outro que se amam de verdade. E agora as circunstancias impostas, vao fazer tudo o que consquistram ate hoje se perder?! Bom, nem preciso dizer que amei ler não é?! Eu amei mesmo. Vou esperar ansiosamente pelo próximo capitulo. Ate la. Beijos.

Anônimo disse...

capitulo cheio de emoções
ansiosa pra saber o que vai se suceder
pq eu parei na parte em que eles dão uma coletiva e depois vão para o sitio

by: Vanessa Gregório

Unknown disse...

Meu deus , que capitulo foi esse? Ainda to absorvendo tudo! Loucura completamente. A web tá cada vez melhor. Eu vou ter que ir estudar agora, mas no proximo capitulo, capricho mais. Estou de volta, e acho que cheguei na melhor parte rs :D

Anônimo disse...

Na1 pera!
Ô garota como é qu vc faz isso com o S2 alheio? eu estou simplesmento morrendo sobre isso. é muita aflição pra uma pessoa só. qnd eu disse p caprichar não sabia que ia levar tão a sério.
vontade de pegar o martelo e a pá e ir atráz de certas pessoas... u.u
bom próximo cap já!

Janine Oliveira

Dany disse...

Olá! comecei a ler as suas fanfics há algum tempo, mas depois "perdi o contato" quando o site onde você postava saiu de ar, mas agora estou a ler esta temporada novamente, e só posso dizer que este capitulo é um dos que mais nos faz doer o coração e desesperar. simplesmente fantástico! ansiosa pelo próximo!

Iolanda disse...

Uma palavra apenas para descrever este capítulo: intenso.

Super intenso. Acho que o li com a respiração presa e só voltei a soltar o ar, quando li a última palavra. kkk

Como sempre um capítulo excelente, muito bem escrito e com as emoções muito bem retratadas. Como no capítulo anterior foi bastante doloroso ler todo este sofrimento. Acreditas que parece que acabei o capítulo cansada? É por isso que isso que amo esta fic. Pela intensidade dos capítulos, pois faz com que pareça que estamos a vivenciar esta história de perto. Que estamos dentro dela. Eu sinto muito isso.

Falando do capítulo em si, não posso dizer que gostei da forma como eles reagiram à situação, mas era o esperado e o mais lógico. Ninguém lida com uma coisa destas de ânimo leve. Foi palpável o desespero deles os dois. A incoerência das palavras, os gritos, o choro. Acho mesmo que muita coisa que a Bella disse, foi dita apenas da boca para fora. Ela estava nervosa e transtornada, e nesses casos é muito comum muitas vezes dizermos certas coisas que não queremos. Além disso, a Bella desde sempre que mostra que prefere sofrer ela em vez daqueles que ela ama, e aqui neste capítulo isso é muito visível. Ela não se importa de ser criticada, de ser maltratada, para proteger o amor da sua vida e os seus filhos. No entanto, ela tem de aprender que aqueles que ela ama, sofrem se ela estiver a sofrer. Mas com o tempo, acho que ela vai lá. Em relação ao Edward, o seu comportamento e atitude demonstrou igualmente o seu desespero, contudo, ele não nos falhou e conseguiu de certa forma resolver a situação.

Quanto àquele momento intenso na sala, eu penso que a Bella interpretou mal, para mim, o único objetivo do Edward era acalmá-la e distraí-la durante um tempo, para além de para mim, demonstrar o seu amor por ela. Com aquele ato ele transmitiu-lhe que é ela a mulher dele, e que nada no mundo fará isso mudar.

Estou curiosa sobre quem ajudou o Edward nesta missão e sobre o futuro deles. Apesar de tudo, eu continuo a apostar que apesar de tremidos, eles permanecerão juntos.

Aguardo ansiosa o próximo.

Beijo.

clois disse...

Pelo oo amor de Deus,que capitulo foi esse tô com os nervos a flôr da pele e o que posso dizer a não ser,você é maravilhosa menina,essa história é uma das que eu mais amo,tô sofrendo por eles mais tem mais chão pela a frente acredito que mais coisas vão acontecer e tô só na expectativa amore pelo os proximos,e nao demora por favor amada eu amo a sua fic e passamos tanto tempo sem ela bjs e até o proximo.

MoohCelestino disse...

Estou tão chocado que nem consigo chorar. Ele a tratou com uma P..... mais tenho certeza que isso foi pelo descontrole e medo de perder sua mulher.

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