Gabriel – PARABÉNS, MAMAÃEEEEE! - Bella abriu os olhos em um pulo, vendo o tanto de bexigas de gás coloridas no teto do quarto. Gabriel estava sobre ela, animado, e Linda estava nos braços de Edward, excitada com a situação e com as cores do balão. – É O SEU PARABÉNS E EU TE AMO! – a abraçou com força. Bella sorriu animada e comovida, recebendo ao abraço com todo coração.
Bella – Obrigada, meu amor, que coisa maravilhosa! – Beijou carinhosamente o filho na bochecha e no nariz, o fazendo sorrir.
Gabriel – Vem, Linda, diga parabéns pra mamãe... – Edward caminhou sorridente até Bella, lhe entregando a menina, que havia estendido os bracinhos para que Bella a pegasse.
Bella – Oh, muito obrigada, mocinha! – cheirou o pescocinho de Linda, o que a fazia rir pela facilidade que sentia cócegas.
Ed – Parabéns, querida! – lhe deu um selinho, acariciando seu rosto.
Bella observou mais uma vez o quarto e levantou-se, animada pela animação de Gabriel, que pulava pela cama e pelo quarto. Escovou os dentes, voltando a se sentar. Como imaginava o café da manhã delicioso em família na cama e a rosa branca com um pequeno bilhete escrito na própria letra corrida em fase de aperfeiçoamento de Gabriel:
“Obrigado por existir, mamãe! Gabriel e Linda.”
Gabriel – Eu que escrevi. - disse todo orgulhoso, prendendo a atenção de Linda para que Bella tomasse o suco.
Bella – Eu vejo, e estou muito orgulhosa. – distribuiu beijos pelo rosto de Gabriel – Hum, essas panquecas estão divinas!
Ed – Obra minha. E olha que ninguém vai ficar com dor de barriga. – Bella gargalhou junto com Gabriel.
A manhã foi animada e coberta por telefonemas; Alice, que havia ligado de Londres, Nelita, seus amigos de infância do sitio, Karla, sua secretária, algumas pessoas de seus contatos sociais.
O almoço foi um delicioso piquenique em uma área coberta por verde em um parque, à uma hora de distância da capital, com direito a sobremesa e danças animadas com um radinho que Edward, calculadamente, havia colocado no carro. Linda estava radiante, como Bella, que se divertia feito criança em um pega-pega com Gabriel em que ambos haviam terminado cobertos por grama.
Edward permanecia sorrindo, sentado no chão, na sombra, onde Linda agora em fim repousava adormecida.
Gabriel – Vem, pai! – gritou eufórico, completamente suado, tirando a camiseta.
Bella sentou-se a fim de descansar após beber um copo de água, segurou Linda nos braços, então foi à vez de Edward correr, se cansar e ir mais uma vez direto para grama com o filho.
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Bella – Ele não vai acordar tão cedo. – Edward concordou, após colocar Gabriel na cama. Havia sido difícil dar banho antes que ele adormecesse completamente.
Ed – Também, brincou e pulou o dia inteiro... – observou o relógio que já marcavam quase sete da noite.
Bella – O dia foi maravilhoso, Edward! – seus olhos brilharam em adoração – Não poderia ter sido mais perfeito. – ele abriu um grande sorriso, deixando o quarto escuro e encostando a porta.
Bella caminhou com Linda desperta até o quarto da mesma e a banhou. E Edward, por sua vez, tomava banho. Revezaram logo depois, com Edward dando a mamadeira para Linda e Bella se arrumando.
Ela colocou um vestido tomara que caia preto, com algumas flores em branco - desses que marcam bem o busto e a cintura - e com uma fita na altura da cintura, que se soltava, caindo largamente e confortavelmente pelos quadris até um pouco acima da coxa. Descalça mesmo secou os cabelos e se maquiou perfeitamente, se perfumando. E, gostando do que via, desceu. Bella deparou-se com a casa escura. Estranhou. Sorrindo, procurou por Linda e Edward.
No quintal, logo no piso da piscina, uma mesa baixa estava posta com algumas almofadas espalhadas ao redor. Tirando a iluminação das luzes de dentro da piscina e das velas que iluminavam a mesa posta para duas pessoas, nada mais estava aceso. Deus, Aquilo era a coisa mais linda que já havia visto!
Edward estava sentado em uma espreguiçadeira com Linda sobre o peito, a balançando em um ritmo lento. Bella caminhou, vendo o brilho da noite e da água, sentindo o cheiro das rosas vermelhas em cima da mesa juntamente com as taças, pratos e talheres perfeitamente posicionados. A magia era pura e inebriante. O vento era quente e o suficiente para que as diversas velas acesas não se apagassem.
Ela permaneceu ali mais alguns minutos mirando cada detalhe daquele maravilhoso cenário. Ele se levantou dando de cara com Bella. Sorriu pelo rosto fascinado da mulher e passou por ela. E Bella, vendo que Linda havia adormecido, sorriu.
Edward voltou em poucos minutos e ela permanecia de pé, no mesmo lugar.
Bella – Isso é maravilhoso, Edward! – franziu a testa emocionada, tão comovida que ainda mal acreditava no que via.
Ele se aproximou a abraçando. Bella se grudou a ele como se fosse à última coisa que lhe restasse para permanecer respirando. Edward sorriu lhe cheirando os cabelos e o pescoço deliciosamente perfumado.
Ed – Iremos jantar. – ela sorriu assentindo e sentou-se nas almofadas macias. E, de frente para ela, Edward sentou-se, servindo o vinho e com um controle ligou o rádio, que tocava músicas calmas com batidas suaves.
Bella – Estou sonhando... – revirou os olhos, provando o vinho.
Ed – Não, não está... – passou dois segundos antes que ele completasse – Ainda. – o olhar coberto por promessas atingiu Bella em cheio, o vinho rapidamente lhe corou as bochechas e o magnetismo daquele olhar não foi quebrado por nenhuma palavra.
Edward se levantou e Bella o ajudou com os pratos. Um jantar intimo e simples: frango. Bella adorava filé de frango ao ponto na manteiga, com um molho maravilhoso, arroz e uma salada básica de folhas e ervilhas. Jantaram em uma conversa calma e produtiva, gargalhando às vezes, discutindo pontos de vistas e voltando a gargalhar.
De sobremesa, uma torta de morango, a preferida de Bella, que por sinal...
Bella – Está deliciosa! – limpou os cantos da boca. Edward a observava como um felino, bebendo outra taça de vinho – Está silencioso... – sorriu terminando a torta.
Ed – Estou pensando as formas que vou amar você essa noite.
Ok, ponto para ele, Bella! Confesse, disse a si mesma, você tem O MARIDO.
Ela baixou a cabeça, corando.
Ed – Mas antes, há algo que preciso te dar... – pegou uma caixinha do bolso, tirando um anel deslumbrante, em ouro branco, com um solitário.
Ela abriu a boca, arregalando os olhos em um misto de surpresa e felicidade.
Bella – Edward, mas esse...
Ed – Eu não encontrei algo em alguma loja que tivesse algum valor sentimental... – Bella se emocionou, o olhou nos olhos deixando escapar a primeira lágrima – Marieta o deixou para ti... Eu apenas estou entregando. – Bella estendeu a mão e, como se fosse uma luva, o anel que pertenceu a Marieta por tantos anos, o primeiro presente de seu marido, deslizou pelo dedo de Bella brilhando em sua mão, irradiando pequenos flash de luz.
Bella – É maravilhoso! – sorriu com o coração na mão – Ee-u não sei o que dizer... – seus olhos brilharam uma vez mais.
Ed – Não diga nada. – respondeu de imediato, a olhando nos olhos, e Bella se calou.
O vento soprou lhe jogando a franja contra os olhos, que ela rapidamente tirou. As velas se apagaram, os olhares se incendiaram e o desejo de ambos pareceu adquirir vida própria. Com rapidez, e sem se importar no que deixava para trás, Edward passou a mão sobre a mesa, jogando tudo o que continha na mesma ao chão.
Bella engoliu a saliva, se levantando sem se importar com a bagunça de coisas - pratos e talheres no chão - e sentou-se na mesa, de frente para ele. Edward se ajoelhou e suas mãos deslizaram desde o joelho até as coxas de Bella por debaixo do vestido, a aproximando de seu corpo, colando suas intimidades, sem de maneira nenhuma desconectar aquele elo que se fazia em seus olhares.
O vento soprou mais uma vez, como um hálito quente, refrescante. Bella sentia seu coração quase saltar pela boca. Seu corpo enviava pequenos espasmos em sua intimidade, denunciando que logo a excitação descontrolada a alcançaria e, por Deus... Negou com a cabeça, mordendo os próprios lábios, fascinada com a visão de Edward a segurando com tanta posse em sua frente.
Ed – Deixe-me dizer o que vai acontecer aqui. – se pôs um pouco mais na frente, fazendo com que Bella sentisse sua ereção pulsar diretamente contra seu sexo, sua voz era como seda, rouca e alucinante. Correu os lábios pelo pescoço de Bella, segurando-a pelos cabelos até lhe beijar a orelha – Eu vou te beijar por todas as partes do corpo... - Edward lhe mordiscou a orelha, o suficiente para que Bella revirasse os olhos, os fechando – De cima a baixo. E, também, naquele lugar onde, com tanto prazer, eu te junto a mim... – suspirou lhe beijando o pescoço, correndo a mão para dentro da calcinha da mesma.
Edward – E depois, eu vou te acariciar. Tão intimamente que você não vai se lembrar do seu nome. – ela franziu a testa, deixando escapar um gemido e sentindo os dedos dele lhe roçarem a intimidade – E depois, você vai fazer o mesmo comigo... – a segurou com a outra na mão no quadril, impedindo que ela tentasse fugir de suas caricias – E, quando tudo estiver a um ponto de desabar, eu vou me unir a você. – Bella abriu os olhos, cravando com força as unhas nos ombros de Edward, sentindo tudo que os dedos dele eram capazes de fazer. – E vamos nos movimentar de maneira lenta.
Bella – E-Edw-ard...
Ed – Tão lenta... – mordeu os próprios lábios, sentindo como ela se contorcia em busca de controle e de ar – E, quando tudo acabar, vamos fazer de novo. E de novo... E de novo...
Bella mordeu seus próprios lábios, com tanta força que pensou sentir o gosto de sangue. Um gemido alto escapou de seus lábios. Seu corpo inteiro sacudia em espasmos violentos de prazer, os dedos dele a acariciando ali com tanta facilidade e prática faziam com que Bella tentasse, de qualquer forma, fechar suas pernas e, mesmo assim, seus quadris balançavam de um lado para o outro, em busca de prazer total. Edward estava a matando, e isso era muito mais que fato. Ela voltou a lhe chamar pelo nome, tendo em sua frente um redemoinho de emoções; chegaria ao êxtase se ele a acariciasse por mais alguns segundos.
Edward a olhou nos olhos, a trazendo ainda mais de encontrou ao seu corpo, mergulhando ainda mais em caricias. Bella subiu suas mãos até os cabelos do mesmo, o puxando contra si em um beijo selvagem, desesperado, ainda consciente do barulho de seus próprios gemidos na boca de Edward, que... Céus! Torturava-lhe. Torturava-lhe completamente.
Bella – Você está me matando... – franziu a testa, sentindo o calor percorrer cada veia de seu corpo. Sua testa suava, seus cabelos voavam contra seu rosto, as estrelas eram pontos distantes e brilhantes completamente borrados.
Ed – Essa é intenção.
Edward lhe beijou o pescoço, a pegando pelos cabelos da nuca de forma que não a machucasse e a deixando completamente a mercê de seus lábios, que procuravam, que mordicavam e beijavam seu pescoço e o colo nu. A mão dele encontrou o fecho de trás do vestido e, em um puxão nada delicado, o abaixou, deixando completamente a mostra os seios de Bella, que acariciou a olhando nos olhos. Gemeu junto com ela e, vendo naqueles olhos, turvos e emocionados, que ela estava a um movimento de perder o controle, subiu sua mão. E Bella quase chorou em agonia.
Ela o apertou contra si, controlando o gemido que viria alto e agudo, e voltaram a se beijar, se acariciando de forma compulsiva, sobrenatural, completamente selvagem. Mãos escorregavam de cima abaixo, seus corpos se esfregavam com pressa, como se estivessem unidos.
Edward murmurou uma praga, a pegando no colo, sem deixar de beija-la, e entrou na cozinha. Em um empurrão, fechou a porta com o pé, olhou para mesa e, no mesmo instante, Bella estava em cima dela, recebendo beijos molhados da cabeça aos pés.
Bella – Edward... – ofegou, levando as mãos a testa, balançando a cabeça de um lado para outro. Não estava mais suportando.
Edward, que já estava sem camisa, abriu a calça, olhando-a nos olhos como um felino prestes a devorar completamente sua presa. Bella mordeu os próprios lábios. Ele iria devora-la, inteira.
Voltaram a se beijar, e esse beijo deixou os lábios de ambos ainda mais inchados e vermelhos. Em outro puxão, Edward terminou de lhe arrancar o vestido, tendo a visão daquele corpo quase nu totalmente exposto e contraído de prazer. Ela tentou respirar, mas parecia impossível.
Bella – Tire essa maldita roupa antes que eu a rasgue... – sua voz era baixa e pausada. Ele soltou um sorriso, aquele marcante e malicioso que só ele sabia dar.
Não, Edward não tirou a calça.
De pernas abertas, sentou-se sobre Bella, não colocando seu peso completamente, e se inclinou, a beijando no pescoço, com suas mãos a acariciando nos seios túrgidos e empinados. Seus lábios substituíram suas mãos e Bella apertou os olhos com força, emitindo o grito selvagem que prendia sua garganta. Ambos receberam a mesma atenção, e ela mal percebeu que ele lhe tirava a calcinha com extrema facilidade. Então, Edward desceu por seu estomago, barriga, ventre.
Bella cravou suas unhas nos ombros dele, jogando a cabeça para trás e levantando suas costas. Edward a olhou nos olhos com aquele mesmo sorriso alucinante e afastou suas pernas, e tudo pareceu desmoronar completamente.
Edward distribuiu beijos completamente molhados, que foram substituídos por sua língua que a acariciava de forma intensa, como seus dedos haviam feito há alguns minutos atrás. Ela procurou algo para segurar enquanto sua testa se franzia sentindo as sensações que a percorriam por cada poro. Era impossível sentir mais prazer.
Chamou pelo nome dele novamente - não conseguindo se lembrar do seu – e, por um milagre, Edward a atendeu, voltando a subir para lhe beijar os lábios, compartilhando seu gosto com ela; compartilhando exatamente tudo com aquela mulher.
Ed – Minha mulher. Você sabe, não sabe Bella? – teve a ousadia de sussurrar enquanto se posicionava no meio das pernas da mesma – Sabe que é minha mulher... – Ela mordeu os próprios lábios, assentindo.
Bella – S-sim... – conseguiu sussurrar, tomada pelo insaciável desejo de o satisfazer de corpo e alma como a pouco ele havia feito – Sou sua mulher.
Em um movimento rápido e calculado, Bella se virou, ficando por cima dele, com um joelho de cada lado, com seus sexos colados um no outro. Edward a olhou diretamente, surpreso por ter deixado que ela tomasse as rédeas da situação. Iria murmurar algo, mas ela o calou com o dedo sobre seus lábios.
Bella – Não! – sua respiração ainda era completamente ofegante – Quem manda aqui agora sou eu. – ele não respondeu apenas fechou os olhos, a apertando na cintura e sentindo seu sexo arder, latejar de tanto prazer. Precisava dela. Precisava estar dento dela.
Bella o beijou no pescoço e foi descendo, raspando as unhas pelo abdômen de Edward, que se contraiu tão rijo como seu membro, que ela sentia completamente pulsante em contado com sua feminilidade.
Bella – Sente? – perguntou, descendo seus lábios ainda mais, com suas mãos trabalhando em lhe descer a calça e a cueca de uma única vez.
Seus olhos se encontraram novamente, e foi à vez de Bella sorrir maliciosa, testando o controle dele . Ela se perguntou por quanto tempo ele ficaria passivo. Não por muito, tinha certeza. Mas, pela primeira vez, se sentia desinibida fazendo amor com Edward. Não que não se sentisse antes, mas havia deixado sempre que ele estivesse no controle. Mas agora... Negou com a cabeça quando ele tentou a tocar.
Agora, ela estava no controle e o faria sentir cada espasmo que ele havia a feito sentir; iria soltar cada gemido em um pedido de socorro que ela havia soltado. Seus lábios desceram ainda mais.
Ed – Não faça isso... – ele apertou os olhos, então era tarde; os lábios macios e ternos de Bella o acariciavam em sua parte mais intima e sensível.
O controle fugiu completamente de suas mãos. Ele apertou os olhos, tentando não gritar, não emitir nenhum som, mas... Céus! Era impossível. Não com ela ali, não com ela fazendo o que estava fazendo. Segurou-se fortemente, apertando os punhos até que nos mesmos faltasse sangue.
Ela o arranhou por dentro da coxa, despertando seus desejos mais secretos e primitivos. Quando Bella encontrou com o olhar de Edward novamente, o beijando nos lábios, como ele havia feito, compartilhando seu gosto, seu aroma.
Ela sabia. Sabia que estava perdida.
Ed – Meu Deus, mulher! Isso não vai acabar tão cedo... – Bella engoliu a saliva. Ele estava totalmente fora de si.
Bella – Ótimo! Porque eu não estou nem perto de satisfeita. – o provocou, e Edward aceitou a provocação com um sorriso e se movimentou tão rapidamente de encontro a ela que, quando Bella se deu conta, tinha o corpo dele sobre o seu.
Ela pensou que seria rápido, que seria totalmente selvagem e alucinante, mas ele disse que não seria dessa forma. Como se entendesse que aquela seria a pior tortura para ela, Edward afastou suas pernas com o joelho, a segurando com uma mão por trás do mesmo, o pressionando contra a lateral do corpo dele.
Olharam-se nos olhos e, dessa vez, Edward não precisou dizer para que ela continuasse o fazendo, e se uniu a ela lentamente, em uma doce tortura sem fim.
Bella revirou os olhos, o arranhando por toda as costas até parar em seus ombros, onde segurou com força, sabendo que ele estava apenas começando. Olhos no olhos, pele sobre pele, corpo sobre corpo. Ela mordeu os lábios, soltando a respiração em um baixo gemido, sentindo seus corpos se movimentaram em uma dança lenta e primitiva. Bella o beijou, brincando com sua língua e pressionando a perna que ele segurava cada vez mais contra seu corpo, sentindo como o corpo dele, a cada investida, mergulhava cada vez mais fundo no seu.
Bella – Você não é real... – negou com a cabeça, sentindo seu corpo protestar por algo mais rápido; estava à beira da insanidade.
Ed – Quer que eu a prove que sou real? – sua voz era abafada; ele também se controlava. Edward investiu com mais força e agilidade, e Bella jogou a cabeça para trás controlando o grito de excitação – Sente como sou real? Isso é real. O nosso amor é real. – a beijou novamente, intensificando a movimentação de seus corpos até chegar em um ritmo incessante e satisfatório.
Quando seus olhos se procuraram mais uma vez, a explosão ocorreu em um último movimento. Edward perdeu o controle completamente e partiram rumo a imensidão tingida de pontos brilhantes, borrados, que mais pareciam como as estrelas que Bella havia visto no céu. Abraçaram-se com força até que os corpos, trêmulos, suados e escorregadios, encontrassem o caminho do controle.
A cozinha estava quente, e abafada e Bella sentiu vontade de rir de si mesma observando - quando sua visão voltou ao foco - o que os rodeava. Mordeu os lábios, respirando fundo, tentando acalmar seu corpo que ainda se contraia em espasmos.
Edward encontrou a normalidade de sua respiração; sabia que seu corpo pesava, assim se apoiou sobre os cotovelos, observando Bella que, com a cabeça tombada para o lado, respirava agora de olhos fechados. Ele lhe tirou os cabelos molhados do rosto. Ela se virou para ele e subiu a mão, fazendo o mesmo, então a primeira lágrima escorreu pelos cantos dos olhos dela, e Edward franziu a testa, preocupado, a enxugando com os lábios.
Ed – Está tudo bem? – mordeu os próprios lábios – Sente alguma coisa? – fez menção e se levantar e separar seus corpos, mas Bella o puxou de volta.
Bella – Está tudo bem... – sorriu, derrubando outro par de lágrimas – Está tudo ótimo! – ele franziu a sobrancelhas e Bella reparou nos lábios fortemente avermelhados e marcados por seus dentes. Levou a mão até o mesmo, o acariciando.
Ed – O que te passa meu amor? – a acariciou.
Bella – Eu amo você, Edward! – seus lábios tremeram e sua testa se franziu automaticamente – É algo que foge do controle e da realidade... – foi a vez dele de se emocionar, seus olhos brilharam de forma intensa – É o homem da minha vida. – assentiu – Por toda a minha vida. E não há coisa melhor do que me sentir tão amada assim. – sua voz falhou – Tão amada por um homem que... – se calou, respirando fundo – Às vezes, sinto meu coração parar de bater quando me olha, ou quando me toca... Eu me encho de amor e tudo parece tão simples e perfeito. Eu amo você Edward! Não só por amar, mas sim porque eu fui criada por Deus para isso. – ele engoliu o nó imenso que se fez em sua garganta – E sou eu que digo que sou tão grata por você ter me encontrado, me salvado... - o acariciou no rosto com suas mãos quentes e pequenas – Eu não preciso de mais nada nessa vida, Edward. – negou com a cabeça – Eu realmente só preciso que você me ame na mesma intensidade que eu te amo. E que Deus te ajude, porque meu amor é puro e incondicional. Eu te admiro... Meu amor, eu te venero! – soluçou, sentindo seus olhos arderem em lágrimas de emoção – Preciso que compreenda que eu sou sua... Pelo resto da sua vida, eu sou sua mulher, Edward. De corpo e alma.
Bella pegou a mão dele levando até seu coração.
Bella– Sente? – sorriu, mordendo os próprios lábios, não controlando mais as lágrimas – É seu! Tudo o que eu possuir em vida, e após dela, é seu, Edward.
Edward não conseguir dizer nada; seu coração batia com tanta pressa que, certamente, iria saltar pela boca.
Havia esperado tais palavras desde o dia em que havia a visto debruçada sobre a porta de seu carro? Será que algum homem em vida já havia ouvido isso de uma mulher quando estava ainda tão conectado a ela? Iria chorar, seus olhos ardiam para isso. Negou com a cabeça, e Bella sorriu ciente da emoção que ele sentia. Ele a acariciou no rosto e nos lábios. Uma lágrima rapidamente pingou sobre os lábios de Bella, tão rápida e discreta que, se ela não o conhecesse tão bem, não teria ao menos percebido.
O Anel brilhou no dedo de Bella, denunciando que ainda estava lá. Ela sorriu, limpando as lágrimas; não esperava que ele dissesse algo, havia dito tudo o que estava em sua garganta desde que havia acordado se deparado com a visão maravilhosa de sua família a espera que ela acordasse para lhe felicitar nesse grande dia.
Ouviram o choro agudo vindo do segundo andar. Bella sorriu. Entendendo, Edward lentamente se separou dela e se vestiram em silêncio, com as emoções ainda queimando para dizer algo.
Bella – Eu vou. – ele assentiu.
Bella sorriu e se vestiu rapidamente, subindo ainda mais rápido as escadas. Linda se mexia, chorando alto sem nenhuma lágrima.
Bella – Desculpe preciosa. – a pegou no colo e imediatamente sentou-se na cadeira, a colocando de encontro ao peito. Linda se acalmou e, ainda emocionada para se dar conta do grande passo que seu casamento havia dado, Bella voltou a chorar.
Edward passou no quarto de Gabriel, o notando completamente adormecido; o garoto tinha o sono pesado e seu relógio biológico só o despertaria para um copo de água religiosamente na madrugada, logo depois voltaria a dormir como um anjo. Entrou no quarto, o observando por alguns segundos. Gabriel era... – suspirou emocionado – Gabriel era o seu menino tão amado e esperado. Seu ponto de partida, seu equilíbrio e orgulho.
Sentou-se na cama, o acariciando nos cabelos idênticos aos seus. Era completamente Esme. Cada vez que o via, sua mãe, de maneira doce, vinha a sua mente. Sorriu, se lembrando do desespero que sentiu quando Bella havia entrado em trabalho de parto, do primeiro dente, da primeira gripe ou da primeira febre, os primeiros passos e a primeiras palavras. Aquele ser, um pedaço de si e de Bella, era a metade da razão da qual, há 30 minutos, ele havia ouvido tudo o que aquela linda mulher havia lhe dito. Gabriel havia sido feito com loucura e sentimentos tão confusos que ele se arrepiava só de recordar.
Levantou-se, após o acariciar na testa, caminhando para fora, ouvindo os resmungos de sua outra metade. Linda, uma vitória com um gosto tão doce como os lábios de Bella. Seu presente, seu maior pedido e agradecimento. Ele caminhou até o quarto, parando na porta.
Bella a trocava após, certamente, a amamentar. Linda brincava com os cabelos da mão que caiam sobre si, soltando pequenos barulhos, tentando se comunicar com Bella, que sorria, concordando com tudo o que a pequena lhe resmungava.
Bella – Só não brigue comigo, porque ainda é o meu aniversário, ok? – Linda sorriu, piscando longamente para Bella – Te mordo se fizer isso novamente. – a cheirou no pescoço, causando ainda mais risos no bebê.
Ed – Vá tomar banho... – Bella se arrepiou, se assustando. Edward a tinha abraçado por trás, lhe sussurrando no ouvido, seus pelos imediatamente haviam se arrepiado.
Bella – Eu vou. – sorriu – Está tudo bem com o Biel?
Ed – Sim, acabei de sair de lá, está dormindo. – a cheirou no pescoço, sentindo seu próprio cheiro mesclado ao doce perfume dela.
Bella – Ok! Eu volto logo, preciosa. – Linda nem lhe deu atenção; Edward assumiu seu lugar, já tomado banho; vestia apenas um roupão preto, até os pés. Ela o mirou, e se encararam por alguns instantes, antes que ela saísse completamente do quarto.
Ed – Ok, o que é que vamos fazer a essa hora da noite? – Linda o mirou curiosa. Edward negou com a cabeça, sorrindo – Ok, vamos fingir que você me entende.
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Bella caminhou descalça e de roupão, até o quintal e se deparou com as coisas recolhidas e arrumadas. Franziu a testa, confusa; havia ficado tanto tempo assim no quarto com Linda? Subiu as escadas, caminhando até o quarto da filha, que repousava quietinha nos braços de Edward. Voltou para seu quarto, sentando-se na cama e olhando o anel deslumbrante em seu dedo. Fechou os olhos e flash do que, há pouco, havia acontecido se passaram por sua cabeça; beijos, movimentos, sussurros, olhares. Bella abriu os olhos de imediato, já sentindo seu coração disparado.
Edward entrou no quarto 20 minutos depois e sentou-se ao seu lado na cama. Silêncio. Observou a cortina que esvoaçava com o vento quente da madrugada, mordeu os próprios lábios.
Ed – Bella... – a chamou, com o olhar focado em algum canto da parede. Ela não respondeu, apenas se virou, ficando sentada completamente na cama – Não sei o que dizer. Eu... – respirou fundo – Eu jamais pensei em ouvir o que me disse, em toda vida. Eu apenas...
Bella – Estava acostumado a pensar que me amava mais do que eu amo você. – ele não respondeu – Ótimo, agora sabe que é igual! – Edward a mirou, com os olhos novamente brilhantes e ousados. Bella andou pela cama, até ficar completamente a frente dele; queria lhe dizer algo, Edward sabia disso – Me lembro de você ter dito que, quando tudo acabasse... Que nós faríamos de novo. E de novo. E de novo... – Edward sorriu, descarregando toda a emoção que havia carregado consigo desde que a primeira lágrima no rosto de Bella havia escorrido e suspirou, levando a mão até o rosto dela.
Ed – Não há nenhuma igual a você. Seria pecado se existisse. – negou com a cabeça, com veemência, e Bella sorria, tirando seu próprio roupão.
Bella – Sim, seria!
4 comentários:
AWn, eu amoooo esse capitulo!
Sabe e um amor de dar inveja.
Quando eu olho a historia deles desde o inicio, eu penso que um amor sem suas lutas enfraquece, mas voce esta ali constantemente lutando por vc e por seu companheiro fortalece os laços e isso e muito lindo
Não adianta, eu tenho sempre que voltar e ler esse capítulo "denovo e denovo " pq caramba, da pra sentir a emoção de cada palavra., um misto viciante de emoções.
mt mt mt mt bom
Janine Oliveira
Sem palavras... Porque? Porque estou aqui morrendo é muito amor pra eu ler isso. #morrida
Olá Fernanda estou com muitas saudades de ULM, gostaria de saber se você vai continuar com as postagens,a saudade e enorme, beijos flor
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